domingo, 10 de agosto de 2014

Ser líder é mandar?

A visão do que é um líder dentro de uma organização tem passado por muitas transformações. Que papel ele desempenha e como agir diante da equipe? Ele deve atrair pessoas com sua influência ou impor sua vontade?




Sim e não. Mas antes de entendermos melhor essa questão, vamos analisar uma breve descrição do que é liderar.

O conceito sobre o que é um líder tem sofrido mudanças nos últimos tempos. Grande parte dessas mudanças se deve, em especial, a rapidez da troca de informações neste mundo globalizado, onde conceitos e visões mudam aceleradamente para satisfazer as exigências do mercado. Em um ambiente caracterizado por fortes turbulências, as organizações estão cada vez mais buscando soluções para aumentar sua eficácia, para garantir sua sobrevivência em um mercado globalizado e competitivo, e os líderes devem acompanhar de perto essas mutações e inovarem para garantirem sua posição.

Por conta dessas mudanças, os especialistas não chegam a um consenso sobre o conceito de liderança. Para Maxwell e Dornan (2011) liderar é influenciar. Eles afirmam que sem influência não há sucesso, acreditam que, não importa quais são os objetivos na vida, só se pode chagar lá mais rápido e ser mais eficiente se a pessoa aprender a ter influência. Por outro lado, Nye Jr. (2011) descreve o líder como a pessoa que guia ou está no comando de outras, ter seguidores, pois o líder deve mobilizar pessoas em torno de um objetivo. Ainda para ele, o líder não deve ficar no topo da hierarquia, mas sim no centro de um círculo, compartilhando um novo conceito de “liderança partilhada” e “distribuída”.

Partindo desse conceito, liderar pessoas não é agir sozinho, nem tomar a frente de tudo e assumir os riscos. Liderar envolve um elo que serve para orientar e impulsionar seguidores, ajudar equipes a alcançar os objetivos, mantê-las unidas, em ordem, e organizá-las para o trabalho coletivo. O papel que o líder desempenha dentro de qualquer organização é muito importante, pois liderar abrange muito mais do que apenas uma posição, envolve mais o que ele faz do que o que ele é. Para Posner e Kouzes (2013), as ações do líder, e não a sua autoridade, vão conduzir as pessoas e organizações a superar desafios, fazendo coisas que nunca antes foram feitas, ultrapassando as expectativas, indo mais além, se superando.

Dentro desse contexto, Nye Jr. (2011) afirma que existem dois tipos de poder: brando e duro. O poder brando tem como características atrair e agregar pessoas, tendo a comunicação como principal recurso para atingir esse objetivo, além do carisma, forte persuasão e exemplo. No caso do poder duro, seu comportamento é marcado pela ameaça e indução, tendo como recurso a intimidação ou imposição. Existem momentos em que o líder deve usar de modo equilibrado esse dois poderes, devendo ter como o mais predominante, o brando. Através deste o líder obterá melhores resultados. Visto que, através do carisma, exemplo e capacidade de influenciar, o líder poderá motivaras pessoas para que estas o sigam, e juntos possam alcançar objetivos em comum, que beneficiem a todos, tanto as equipes quanto as organizações.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pelo participação!