sexta-feira, 22 de julho de 2016

Como escolher uma Agência de Publicidade: 10 dicas práticas e rápidas




Nos dias de hoje, é sabido que estruturar um departamento de marketing interno é extremante difícil, isso se explica pelos altos índices de impostos que nosso país aplica nos regimes trabalhistas. Logo, contratar uma Agência de Publicidade pode ser uma solução muito viável para companhias de diversos portes.

Obviamente essa contratação tende a ser uma parceria de médio ou longo prazo e tal empresa será responsável por diversos processos relacionados a sua imagem, impactando diretamente na percepção do seu cliente

Por isso, a contratação de uma Agência de Publicidade requer alguns cuidados. Seguem 10 dicas para você considerar neste momento:

1) Tenha de forma muito clara aquilo que você quer. A criatividade é por parte da Agência, mas a necessidade você deve dizer, diga onde quer chegar e a Agência lhe diz como.

2) Não limite sua busca por uma região muito pequena, pois qualidade existe em muitos lugares. Se você precisar de visitas constantes poderá ter um raio um pouco menor, ainda que as conferências online são muito úteis para poupar tempo de deslocamento.

3) Não peça "amostras grátis" para conhecer a qualidade do serviço. Muitas pessoas fazem isso de má fé e você pode ser mal visto pela agência e perder uma boa oportunidade de parceria.

4) Solicite a Agência de Publicidade enviar Cases de Sucesso, obviamente dentro do escopo de trabalho que você está solicitando.

5) Tamanho não é documento. O porte não deve ser fator de decisão, existem pequenas agências com trabalhos incríveis, mas também grandes agências de trabalho fraco.

6) Experiência de mercado: ao menos 3 anos de mercado seria importante, mas há exceções (ex: seu amigo acaba de fundar uma agência e você já sabe da seriedade do mesmo).

7) Referências: não é inconveniente perguntar para os atuais clientes da Agência sobre o serviço da mesma. Acesse o site da Agência, encontre seus clientes e faça uma rápida pesquisa.

8) Orçamento: mesmo que seu trabalho seja contínuo e as necessidades se renovem, é importante colocar um serviço em pauta para ser orçado e haja um conhecimento dos valores base.

8) Comparação orçamentária: não compare apenas o valor final, mas primeiramente analise se a necessidade é atendida de maneira exatamente igual dentre todas as opções. Após essa equiparação, veja quem lhe oferece a solução para sua necessidade de forma mais econômica (recomendado ao menos 3 opções).

9) Reunião (presencial ou online). Este é o momento final, sinta as empresas e em consenso com seus profissionais decida qual delas tem maior aderência com seu negócio.

10) Opções: sempre tenha alternativas de atendimento caso não a Agência de Publicidade escolhida não dê certo. É importante manter portas sempre abertas, visto que o dia de amanhã é desconhecido.

Momento do Administrador, Ricardo Mietti - 22 de julho 2016.


quinta-feira, 21 de julho de 2016

A importância do Planejamento em uma empresa




1 INTRODUÇÃO

Planejar significa interpretar a missão organizacional ao estabelecer os objetivos da organização e os meios necessários para a realização desses objetivos com o máximo de eficácia e eficiência (CHIAVENATTO).

Para Oliveira (2001), planejamento estratégico está relacionado aos objetivos de toda a empresa, com diversas maneiras e estratégias de conquistá-los em longo prazo, é considerado um processo gerencial que facilita o dia a dia do executivo, no cumprimento das metas planejadas pela organização.

Ainda nesta mesma linha de considerações, Oliveira (2003), relata que, o planejamento estratégico desenvolve ações para alcançar os objetivos em longo prazo e está presente em toda a organização, No entanto dentro do planejamento tático os objetivos são em curto prazo e abrange apenas partes da organização. O planejamento operacional atribui os planos de ação com intensidade mais restrita e menores riscos.

O planejamento estratégico é considerado uma excelente ferramenta, que auxilia o administrador a estabelecer a direção a ser seguida pela empresa, visando obter resultados positivos na relação da entidade com o seu ambiente interno e externo.

De acordo com Fischmann, Almeida (1991, p.25). "Planejamento estratégico é uma técnica administrativa que, através daanálise do ambiente de uma organização, cria a consciência das suasoportunidades e ameaças dos seus pontos fortes e fracos para ocumprimento da sua missão e, através desta consciência, estabelece opropósito de direção que a organização deverá seguir para aproveitar asoportunidades e evitar riscos.

No entanto, o planejamento desenvolvido dentro das organizações é considerado uma nova ferramenta de gestão, que visa facilitar a administração dos negócios, pois através dele o gestor traça suas metas, objetivando um melhor desempenho nos processos, como também um maior aproveitamento no tempo, e recursos da empresa.

Segundo Maximiano (2000), o planejamento estratégico, é de responsabilidade dos executivos dos níveis mais altos da organização e está associado às tomadas de decisões sobre produtos e serviços que a organização pretende oferecer, como também os clientes e mercados que pretende atingir.

Assim, planejamento estratégico pode ser considerado como a melhor forma de transmitir para a organização, mais segurança e uma maior capacidade de enfrentar futuras situações que possam surgir, como também, auxiliar no alcance de metas e objetivos desejados pela organização. Conforme Oliveira (2003, p. 47) "planejamento estratégico é o processo administrativo que proporciona sustentação metodológica para se estabelecer a melhor direção a ser seguida pela empresa, atuando de forma inovadora e diferenciada".

Planejamento estratégico é a melhor opção para as empresas, que buscam aplicar determinadas estratégias, com o objetivo de alcançar suas metas, através de um planejamento global e em longo prazo. (CHIAVENATO, 2000)

De acordo com Las Casas (2006, p.13) "planejamento estratégico é o processo gerencial de desenvolver e manter uma direção estratégica que alinhe as metas e os recursos da organização com suas mutantes oportunidades de mercado".

Portanto, é importante frisar, que o planejamento estratégico deve estar presente nas organizações que buscam a excelência como também no desenvolvimento dos seus produtos e serviços, sendo que é preciso estar sempre se atualizando, devido as grandes mudanças que vem surgindo no mercado.

2 PLANEJAMENTO:

2.1 Como o tempo e os níveis da organização afetam o planejamento?

É necessário muito tempo para se conseguir um planejamento eficaz.   

Por vezes, continua a seqüência das etapas do planejamento, sem todas as informações relativas às variáveis e alternativas, por causa do tempo exigido para coletar os dados e calcular todas as possibilidades.

Deve-se levar em conta o espaço de tempo abrangido pelo plano.

2.2 Planos de curto, médio e longo prazo

Planos de curto prazo vão de um dia a um ano;

Planos de médio prazo cobrem um espaço de tempo de um a três anos; e

Planos de longo prazo envolvem atividades com três a cinco anos ou mais de antecedência, com alguns planos projetados para 25 anos ou mais no futuro.

Esse limite de tempo para o planejamento muda de organização para organização, às vezes é difícil dizer exatamente se um plano é de curto, médio ou longo prazo, em função da referência utilizada. Além disso, os planos mudam de longo para médio e depois para curto prazo à medida que o tempo passa.

2.3 Efeitos dos níveis da organização no tempo do planejamento

Todos os administradores planejam, mas eles demoram mais ou menos tempo para planejar e elaborar planos para diferentes períodos de tempo, em função dos escalões em que se encontram nas organizações. À medida que os administradores sobem na organização, eles passam mais tempo planejando.

Planejar é função de todos os administradores em uma organização, porém o caráter e a amplitude do planejamento variam com a sua relação autoridade-responsabilidade e com a natureza das diretrizes e planos esboçados por seu superior hierárquico. Portanto, a natureza e o período de tempo do planejamento mudam à medida que os administradores ocupam níveis hierárquicos superiores ou inferiores na organização.

Notem que os administradores dos níveis mais baixos tendem principalmente a planejar em curto prazo – de um dia a um ano. Os administradores de nível médio planejam principalmente em curto prazo, mas também elaboram planos em médio prazo, de um a três anos ou mais. Os administradores de nível alto, geralmente elaboram planos a médio e longo prazo – de um a cinco anos ou mais. Naturalmente, estamos generalizando; haverá muitas exceções a essa regra.

A partir disso, podemos concluir que, desenvolver uma boa estratégia é uma das melhores maneiras da organização controlar seus processos, nas atividades operacionais e táticas, visando alcançar os objetivos esperados.

2.4 Quais são os tipos de planos para os planejamentos?

O planejamento e os planos resultantes dele podem ser classificados de várias formas.

A maneira de classificar o planejamento vai determinar o conteúdo dos planos e como o planejamento deve ser realizado.

Um primeiro critério de classificação dos planos é abrangência e o impacto  sobre a organização.

2.4.1 Planejamento Estratégico

Definem os objetivos e as estratégias da organização. Incluem, além dos objetivos de toda a organização, a sua relação pretendida com o ambiente. São os planos estratégicos que determinam os produtos e serviços que a organização pretende oferecer, os mercados e clientes que pretende atender, assim como a construção de uma nova fábrica ou abertura de uma nova loja. A responsabilidade pela definição desses planos é da alta administração. Há empresas que dispõem de unidades de trabalho especialmente dedicadas a essa tarefa, são os departamentos de novos negócios.

2.4.2 Planejamento Tático

Diferenciando-se do planejamento estratégico temos o planejamento tático que ocorre apenas em determinados setores, e não na empresa toda, porém é desenvolvido através de objetivos estabelecidos no planejamento estratégico. Segundo Chiavenato (2000), planejamento tático abrange determinados setores da organização é definido no nível intermediário, geralmente é projetado para o médio prazo, e apresenta uma grande preocupação em atingir os objetivos departamentais.

O planejamento tático é criado em níveis organizacionais inferiores com a finalidade de usar recursos disponíveis para alcançar os objetivos esperados (OLIVEIRA, 2001).

De acordo com Fernandes; Berton, (2005), o planejamento tático, caracteriza-se por um impacto de médio prazo e abrange determinados setores da organização, normalmente acontece no nível gerencial, com a finalidade de decidir e operacionalizar as grandes decisões estratégicas tomadas pela alta administração.

Outro aspecto levantado por Oliveira (2003, p. 48), é que: O planejamento tático é desenvolvidos em níveis organizacionais inferiores, tendo como principal finalidade a utilização eficiente dos recursos disponíveis para a consecução dos objetivos previamente fixados, segundo uma estratégia predeterminada, bem como as políticas orientativas para o processo decisório da empresa. Portanto, pode-se observar que planejamento tático é desenvolvido em níveis intermediários da organização, e sua principal finalidade a utilização eficiente de recursos disponíveis para alcançar os objetivos fixados, bem como as políticas determinadas para o processo decisório da empresa.

O planejamento tático têm como finalidade otimizar determinada área de resultado ou função empresarial e não a empresa inteira, abrangem as atividades especializadas da empresa (marketing, finanças, produção, recursos humanos, novos produtos). Cabe lembrar que o desdobramento dos planos táticos depende diretamente dos estratégicos.

2.4.3 Planejamento  Operacional

O planejamento operacional apresenta uma formulação por meio de documentos escritos, metodologias e implantação. Representa a união de algumas partes do planejamento tático, com um detalhamento maior, em um menor prazo de acontecimento (OLIVEIRA, 2001).

Para Fernandes; Berton, (2005), as decisões operacionais, são decisões do cotidiano das organizações, que estabelece uma ligação entre decisões táticas e estratégicas e seu impacto se dá no curto prazo, afetando apenas determinados setores ou áreas específicas.

Os planejamentos operacionais correspondem a um conjunto de partes homogêneas do planejamento tático.

Segundo Oliveira (2003, p. 49), cada um dos planejamentos operacionais deve conter alguns detalhes:

  • os recursos necessários para seu desenvolvimento e implantação;
  • os procedimentos básicos a serem adotados;
  • os produtos ou resultados finais esperados;
  • os prazos estabelecidos; e
  • os responsáveis por sua execução e implantação.

Os planejamentos operacionais visam alcançar os padrões de funcionamento         pré- estabelecidos, com controle dos detalhes.

Podem ser considerados como a formalização dos processos, principalmente por meio de documentos escritos, das metodologias de desenvolvimento, das respectivas normas e implementações estabelecidas pelo nível tático.

3 A MISSÃO DE UMA EMPRESA

Quando uma organização efetua seu primeiro PE – Planejamento Estratégico começa pela definição de sua Missão. Os que se sucedem terão a Missão como parâmetro maior. O que é a Missão?

Uma empresa não se define pelo seu nome, estatuto ou produto que faz; ela se define pela sua missão. Somente uma definição clara da missão é razão de existir da organização e torna possíveis, claros e realistas os objetivos da empresa. PETER DRUCKER

Não procede a crença de muitos que a principal intenção de alguém ao empreender é o lucro. Seria uma ambição muito pequena. As pessoas querem deixar uma marca, um nome. Orgulho de deixarem sua marca.

"As pessoas não são lembradas por ganharem muito dinheiro, mas por criar empregos, fornecer produtos úteis, desenvolver regiões, pesquisar e criar inovações etc". "É o lucro que torna possível atingir a Missão". MARCOS GARCIA (2010).

No Planejamento, podemos definir ‘missão' como a razão de ser da organização. É importante que a ‘missão' esteja claramente definida e incorporada nas pessoas que integram a organização, porque é ela que serve de referência para orientar a tomada de decisões (inclusive as estratégicas), bem como para definir os objetivos a serem perseguidos.
     Não deve a ‘missão' ser uma referência rígida e imutável. Ao contrário, uma de suas características básicas é exatamente a flexibilidade, de modo que possa se adequar às mudanças que a realidade vai impondo ao longo do tempo.

Num enunciado simples, a missão declara a razão de existir da instituição, aquilo para o que ela se constituiu.

Um exemplo: "Oferecer soluções de transporte aéreo de passageiros para todas as capitais do Brasil", pode ser a missão declarada de uma empresa de aviação.

De acordo com Philip Kotler, "você pode não aprender muito ao ler a missão de uma empresa, mas você aprenderá muito ao tentar escrevê-la."

Abaixo algumas citações importantes e de grande relevância sobre a missão de uma empresa:

Uma missão bem difundida desenvolve nos funcionários um senso comum de oportunidade, direção, significância e realização. Uma missão bem explícita atua como uma mão invisível que guia os funcionários para um trabalho independente, mas coletivo, na direção da realização dos potenciais da empresa. PETER DRUCKER

Definir a missão de uma empresa é difícil, doloroso e arriscado, mas é só assim que se consegue estabelecer políticas, desenvolver estratégias, concentrar recursos e começar a trabalhar. É só assim que uma empresa pode ser administrada, visando um desempenho ótimo. S.TILLES

3.1  Exemplos de "Missão" de algumas empresas

Jornal do Brasil: "Atuar no setor de comunicação, com o compromisso de informar com imparcialidade, garantindo a liberdade de expressão, contribuindo para o desenvolvimento cultural e a melhoria da qualidade de vida da sociedade."

MC Donald´s: "Servir alimentos de qualidade, com rapidez e simpatia, num ambiente limpo e agradável."

Telebrás: "Propiciar á sociedade serviços de telecomunicações adequados ao seu desenvolvimento político e econômico e ao bem-estar social."

Telemig: "Prestar serviços de telecomunicações no âmbito do Estado de Minas Gerais, adequados às necessidades de desenvolvimento político, econômico, social e tecnológico da comunidade, assegurando lucratividade, que permita o melhoramento, a expansão dos serviços e a justa remuneração do capital acionário."

Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais: "Contribuir para o aumento da produção de alimentos de origem animal, para a proteção da saúde pública e do meio ambiente."

4. A VISÃO DE UMA EMPRESA

A Visão é conceituada como os limites que os proprietários e principais executivos da empresa conseguem enxergar dentro de um período de tempo mais longo e uma abordagem mais ampla.    

Nesse contexto, a visão pro­porciona o grande delineamento do planejamento estratégico a

Ser desenvolvido e implementado pela empresa. A visão representa o que a empresa quer ser.

Segundo Quingley (1993, p.4), visão é "algo que se vislumbre para o futuro desejado da empresa" e segundo Collins e Forras (1993,p.10) visão é a "idealização de um futuro desejado para a empresa".

Visão é aquilo que a empresa pretende ser em um dado espaço de tempo, tem a ver com o futuro e invariavelmente envolve metas e objetivos que a organização pretende alcançar no futuro.

A definição da visão envolve analisar o que a empresa tem no momento em termos  de capital físico, financeiro e intelectual e como pode usar isso para atingir as metas desejadas ao longo do tempo.

Verbos como ser, situar, alcançar, entre outros são bem cotados para ajudar na definição da visão.

Um detalhe muito importante sobre a visão é que o conceito de futuro não deve ser abstrato, pelo contrário, deve ser definido em termos palpáveis. Em outras palavras é preciso dizer quando é esse futuro, por exemplo, em 5 anos, em 2018 e assim por diante.

A organização precisa desenvolver uma capacidade de articulação para a elaboração dessa visão, por seus colaboradores, atendendo-se, pelo menos, quatro requisitos: 

1- Que a visão tenha significado e defina a direção para as pessoas; 

2- Que ela seja compartilhada para assegurar essa identificação (articulação interna e externa);

3- Que as pessoas a adotem e a internalizem, para que, caminhando com ela, busquem com empenho o sucesso da organização; 

4- Que ela tenha o mesmo significado para todas as pessoas envolvidas.

4.1  Exemplos de Visão de Futuro

Universidade Federal de Santa Maria: "Ser reconhecida como referência de excelência no ensino, pesquisa e extensão pela comunidade científica e pela sociedade em geral."

Instituto Serzedello Corrêa do Tribunal de Contas da União (TCU): "Tornar-se referência internacional em educação e em produção e disseminação de conhecimento na área de controle da Gestão Pública."

Petrobrás: "A Petrobras será uma empresa integrada de energia com forte presença internacional e líder na América Latina, atuando com foco na rentabilidade e na responsabilidade social e ambiental."

5. VALORES

Os valores são o conjunto de sentimentos que estrutura, ou pretende estruturar, a cultura e a prática da organização. Normalmente, os valores surgem agregados à missão, como uma simples relação ou de forma mais elaborada, como crenças ou políticas organizacionais. Os valores representam um conjunto de crenças essenciais ou princípios morais que informam as pessoas como devem reger os seus comportamentos na organização. Atualmente, numa sociedade baseada em organizações centradas em processos e num universo socialmente mais fragmentado, os valores, que procuram transmitir um sentido comum a todos os membros nas organizações, assumem uma particular importância (VERGARA, et al., 2004).

  • Conjuntos de princípios culturais e ideológicos, morais e éticos que devem caracterizar a instituição e pautar a conduta de seus integrantes.
  • Delimitam atitudes e ações estratégicas, táticas e operacionais.
  • Afirmações culturais originadas nas crenças e que modelam as atitudes e comportamento.
  • Guias que definem o caráter da organização.
  • Modulam o comportamento e atitude dos funcionários.
  • Definem os padrões que devem ser alcançados (seguidos) pela organização.
  • Tanto podem ser coletivos ou individuais e influenciam a visão, a missão que a organização se propõe.
  • Define o sucesso em termos concretos para seus colaboradores.
  • Estabelece os padrões que devem ser alcançados, "se você faz isso, você também será um sucesso".

Para melhor entendimento, segue exemplo:

Qualidade, inovação, importância da motivação dos funcionários, importância do cliente etc. Ainda que as organizações tendam a "personalizar" seus valores podemos verificar que eles guardam algumas características comuns.

6. OBJETIVOS

Objetivos de forma ampla são valores e finalidades de uma organização expressada em expectativas futuras. Os objetivos formais fazem parte da missão da empresa e determinam o tipo de estratégia e de estrutura que adotará e tipos de processos, e são mostrados visivelmente para o conhecimento dos funcionários e clientes.

6.1  Diretrizes para a definição de objetivos

  • Determine quem definirá os objetivos de negócio de sua empresa. Os objetivos indicam o que deve ser feito e quando, e devem contar com a participação de todos os funcionários;
  • Desenvolva um sistema para definição, revisão e administração dos objetivos em toda a empresa;
  • Certifique-se de que os objetivos podem ser alcançados e verificados incluindo valores e datas quando conveniente;
  • Crie objetivos de negócios claramente associados às metas mais abrangentes da empresa;
  • Garanta que os objetivos de sua empresa, em conjunto, propiciem o uso eficiente de recursos, dinheiro e pessoas em busca de intenções mais abrangentes;
  • Considere o uso de um método formal, como a administração por objetivos, para envolver todos os funcionários de sua empresa no processo contínuo de definição, revisão e cumprimento dos objetivos da empresa.

6.1.2  Objetivos específicos

  • Os objetivos específicos nesta dissertação são os seguintes:
  • Identificar oportunidades de melhoria no processo de gestão estratégica, principalmente na construção da perspectiva aprendizado e crescimento;
  • Analisar a relevância do aprendizado organizacional para o alcance da visão estabelecida por uma organização e para a construção de uma vantagem competitiva.
  • Demonstrar que a utilização da metodologia do BSC, apresentando lacunas consideráveis na perspectiva aprendizado e crescimento, não possibilita uma contribuição para viabilização da estratégia de longo prazo da organização.
  • Maximização do lucro: o foco da maximização é o valor da moeda ao invés do valor representado pela porcentagem sobre vendas.
  • Estabelecer produtividade e retorno sobre patrimônio: É outro tipo de meta financeira e inclui a produtividade dos ativos e o retorno sobre o patrimônio. Taxas elevadas sobre ativos, altos retornos sobre ativos maximizam a produtividade dos ativos usados para gerar vendas e retorno. Quanto mais altas as taxas, melhor o desempenho.      


O retorno sobre o patrimônio é o fator-chave que os investidores consideram ao analisar um investimento.

7. ANÁLISE DA SITUAÇÃO

7.1  Análise Ambiental

Análise externa ou ambiental tem como objetivo estudar o ambiente, selecionando e avaliando oportunidades e ameaças. Ela é fundamental para determinar um parâmetro de avaliação da posição competitiva da organização frente às demais concorrentes. Por servir de base para avaliação de competitividade, deve-se realizá-la antes da análise interna.

A classificação ou análise do ambiente externo é importante para ajudar-nos a identificar as oportunidades e ameaças aos objetivos pretendidos pela organização. Uma classificação possível, proposta por Tavares (1991), divide o ambiente externo em três categorias principais: (1) macro-ambiente, (2) o ambiente operacional e (3) o ambiente-tarefa.

Essas categorias estão associadas à maior, ou menor mediação, ou "proximidade", existente entre os elementos pertencentes a cada uma delas e as operações que ocorrem no interior da organização.

Assim, as variáveis do macro-ambiente são aquelas que exercem o tipo mais indireto de influência sobre o desempenho da organização. Devemos, contudo, tomar o cuidado de não confundir efeitos indiretos com efeitos fracos ou pouco importantes. Na realidade, o comportamento das variáveis macro-ambientais pode ser decisivo para os objetivos da organização.

Vale notar, também, que os impactos provenientes da dinâmica macro-ambiental normalmente recaem de forma semelhante sobre todas as organizações de uma indústria ou mesmo de indústrias diferentes. No que tange à formulação de estratégias competitivas, a diferença estará mais na habilidade de  a administração lidar com essa dinâmica, antecipando e identificando adequadamente o surgimento de oportunidades e ameaças aos objetivos organizacionais.

Deste modo, subdivide-se o macro-ambiente em seis categorias, a partir das quais se podem identificar as variáveis ou indicadores de maior interesse para os negócios da organização. As categorias propostas são: economia, tecnologia, demografia, cultura, política e natureza.

O ambiente operacional, por sua vez, é constituído pelos públicos que contribuem de maneira positiva (criando oportunidades) ou negativa (criando ameaças) para o desempenho da organização. Os públicos do ambiente operacional podem ser divididos em: imprensa, comunidade, órgãos governamentais e instituições financeiras.

Finalmente, o ambiente-tarefa encerra os públicos com os quais a organização mantém relações mais próximas, e cuja influência sobre os resultados de suas atividades é mais direta. Os públicos do ambiente-tarefa são: os concorrentes, os fornecedores e os distribuidores (ou compradores).

7.2  Análise SWOT

É uma poderosa ferramenta e uma das mais conhecidas do  planejamento estratégico,  e deve  ser realizado ao menos uma vez por ano,  durante  o  planejamento estratégico  de marketing  ou  apenas planejamento estratégico.  A  sigla  SWOT/FOFA,  que  vem das

Iniciais das palavras Strenghts (forças), Weaknesses (fraquezas), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças), pois estes são justamente os pontos a serem analisados.

Desde os primórdios do desenvolvimento das tecnologias do planejamento estratégico, tem sido atribuído como seu principal objetivo relacionar os recursos da empresa ao seu ambiente. Na prática, isso significa identificar as forças e fraquezas da organização e prepará-las para aproveitar as oportunidades e evitar as ameaças do ambiente. Em português é comumente conhecida como análise FOFA – Forças, Oportunidade, Fraquezas e Ameaças.

Oportunidade e ameaças referem-se a tendências ou eventos do macro ambiente e do ambiente competitivo, tais como crescimento da inflação, das taxas de juros, mudanças de padrões sociais, demografia, entrada de novos concorrentes, etc. por seres de natureza externa à organização, não podem ser modificados por ela, mas aproveitados ou evidenciados. Devem ser identificados e trabalhados pela organização, pelo potencial de impacto que possuem. Por suas características, variam ao longo do tempo, entre negócios, regiões, natureza propriedade, etc.

Logo, podemos definir oportunidades, como tendências ou eventos externos à organização que podem beneficiá-la, significativamente, bem como ameaças, como sendo as tendências ou eventos à organização, que podem prejudicá-la significativamente.

A análise dos pontos fortes e fracos, embora empregada haja vários anos, é ainda largamente utilizada e permite, em grande extensão, sintetizar as demais análises do ambiente interno. É base da análise SWOT.

Podemos definir pontos fortes, como as variáveis controláveis pela organização, referente às suas capacidades, recursos, habilidades, relacionamentos, e que representam uma vantagem da empresa frente a seus concorrentes. Em contrapartida, os pontos fracos seriam as variáveis controláveis pela organização, referente às suas capacidades, recursos, habilidades, relacionamentos, e que representam uma desvantagem da empresa frente a seus concorrentes.

Para avaliação criteriosa dos pontos fortes e fracos, devem ser considerados, por exemplo, os processos internos, instalações, capacidades e habilidades do pessoal, relacionamento com clientes, finanças, tecnologia, etc.

Embora simples e eficaz a análise SWOT requer alguns cuidados especiais.

Planejar estrategicamente não é apenas identificar oportunidades, ameaças, pontos fortes e pontos fracos. Essa análise tem que ser utilizada para a escolha dos objetivos e estratégias.

7.3 Análise de Portfólio

Análise do portfólio é fundamental no processo de formulação de estratégias de marketing diferenciadas para determinados grupos de produtos. Estes compartilham relações próximas de utilização e geração de caixa. O objetivo do portfólio é equilibrar  crescimento de vendas, fluxo de caixa e risco. A ferramenta mais utilizada nesse tipo de análise é a Matriz BCG, desenvolvida em 1970 pelo Boston Consulting Group, tendo como sustentação os conceitos de Curva de Experiência e de Ciclo de vida do produto.

O efeito da experiência reflete melhorias e aprendizados que resultam em aperfeiçoamento e redução de custos, o que permite economia de escala e maior produtividade. Inclui itens como inovações de processo, design de produtos, melhores instalações e equipamentos. Quanto maior for o volume de produção, menor será o custo unitário e mais lucrativa será a empresa diante de seus concorrentes, possibilitando o aumento da participação de mercado. Uma pesquisa realizada pelo Strategic Planning Institute intitulada de Profit Impact of Market Strategies (PIMS), confirmou que a lucratividade e a participação de mercado se relacionam linearmente.

O Ciclo de Vida do Produto (CVP) é definido pelo volume de vendas em função do tempo, portanto tem influência direta na dinâmica do mercado. Normalmente a introdução do produto registra vendas e lucros baixos, poucos concorrentes e altos custos, o que caracteriza um mercado ainda com sucesso questionável. À medida que as vendas vão aumentando e os custos diminuindo, o mercado se aquece e torna-se mais competitivo. Quando a fase da maturidade se estabelece, os lucros são altos e os custos baixos, o mercado tende a estabilizar e a empresa precisa defender sua participação frente aos concorrentes. Caso o número de vendas diminua muito e os lucros declinem, o produto pode ser abandonado.

A  Matriz BCG combinou os dois conceitos acima em duas dimensões relacionadas ao fluxo de caixa: a participação relativa de mercado (participação da empresa/ participação do concorrente) é resultante do efeito da experiência e demonstra a capacidade do produto em gerar caixa, e a segunda é a taxa de crescimento do mercado, que está relacionada ao Ciclo de Vida do Produto e demonstra a necessidade de utilização de caixa. A carteira de produtos da empresa é posicionada na matriz e classificada de acordo com cada quadrante, tendo sempre como referência seu maior concorrente, refletindo assim o grau de predominância.

Em referência aos quatro quadrantes define-se "ponto de interrogação" aquele com altas taxas de crescimento de mercado e baixas taxas de participação relativa. É um produto que não tem uma posição dominante e não gera fluxo de caixa alto. Provavelmente será um grande usuário de caixa. Esse quadrante remete a fase de introdução do CVP. Numa situação completamente oposta a esta, o quadrante é chamado de "vaca leiteira". São produtos em fase de maturidade, estáveis, líderes de mercado e lucrativos. A "estrela" em geral é um produto novo, com alta participação e crescimento de mercado, prestes a obter independência financeira. Num quadrante oposto, em analogia à fase de declínio do CVP, o "pet" pode ter seu futuro comprometido ao drenar os recursos da empresa.

Esse tipo de ferramenta demonstra aos gestores as diferentes implicações das estratégias de marketing formuladas por eles. Também pode ser dirigida ao desenvolvimento de novos produtos ou definição de taxa de retorno sobre investimentos.

Mas, a principal recomendação da Matriz BCG se refere ao gerenciamento de caixa baseado no CVP, quando sugere a utilização do superávit gerado pela "vaca leiteira" nas "estrelas", parte dele no "ponto de interrogação" e o abandono do "pet".

Dentro  dessa concepção financeira, o portfólio deve ter produtos com diferentes taxas de crescimento e diferentes participações no mercado, gerando equilíbrio entre fluxos de caixa. Produtos de alto crescimento exigem maiores investimentos e produtos de baixo crescimento geram caixa. O sucesso na implantação de estratégias formuladas a partir de ferramentas como a Matriz BCG, CVP, Curva de Experiência e PIMS, é diretamente proporcional ao conhecimento das variáveis e o bom senso de quem as analisa. Quando custo, tempo, fluxo de caixa, lucratividade e volume de vendas são as únicas variáveis que influenciam o ambiente da empresa e seus produtos, uma análise simples do modelo pode ser eficiente.

O desenvolvimento de estratégias voltadas apenas para manutenção da saúde financeira da organização funciona em ambientes tranqüilos e de pouca concorrência. Cenário este que já em 1970 não era real, época em que a Matriz BCG foi desenvolvida e propagada como solução única de problemas, ainda nos moldes da Teoria Econômica conduzida por princípios universais e quantitativos de redução de custos. Com a diminuição da demanda de mercado, a rivalidade dos concorrentes (inclusive internacionais) a empresa se voltou para o posicionamento competitivo e diferenciação, apostando nas Unidades Estratégicas de Negócios (UEN). A General Eletric e a McKinsey & Company, nesse ambiente de demanda reduzida e capital curto, focaram esforços nas unidades de negócios disponíveis às "estrelas". Aproximadamente 45% das 500 maiores empresas dos EUA utilizaram a Matriz BGC para gerenciar suas UEN's.

Muitas críticas foram feitas à administração dependente da curva da experiência e da análise do portfólio, devido à fragilidade da visão organizacional baseada em custos, que prioriza a segurança do capital em detrimento do risco associado aos novos investimentos. Por isso, a General Eletric e a McKinsey&Company numa abordagem mais flexível, utilizou atratividade do setor e forças de negócio nos dois eixos principais, além de critérios múltiplos e peso, construindo a Matriz de Atratividade.
Mesmo alterando variáveis, ferramentas em si não solucionam questões, o objetivo de um modelo é ser o ponto de partida de uma análise. Os dados sugeridos devem aparecer de forma clara e simples, mas com conteúdo substancial. Tal disposição precisa possibilitar a elaboração desses dados em informações importantes na tomada de decisão. Problemas aparecem quando o analista da matriz não tem conhecimento suficiente para classificar as variáveis mais relevantes para a Mesmo alterando variáveis, ferramentas em si não solucionam questões, o objetivo de um modelo é ser o ponto de partida de uma análise. Os dados sugeridos devem aparecer de forma clara e simples, mas com conteúdo substancial. Tal disposição precisa possibilitar a elaboração desses dados em informações importantes na tomada de decisão. Problemas aparecem quando o analista da matriz não tem conhecimento suficiente para classificar as variáveis mais relevantes para a empresa, não identificando assim as insuficiências. Outra barreira está em erros anteriores ao uso da ferramenta, como falhas na segmentação de mercado e definição de público-alvo.

Os limites referentes à Matriz BCG ocorrem quando se relaciona o posicionamento competitivo à participação relativa do mercado e a atratividade à taxa de crescimento do mercado. Em determinadas circunstâncias esses não são os melhores critérios de avaliação. Uma empresa pode ter pouca participação de mercado e ser extremamente rentável, do mesmo modo pode ser muito lucrativa em mercados de baixo crescimento. Um concorrente pode ter pouca experiência e  ter baixos custos se dominar tecnologias inovadoras. Portanto, o custo não é o único fator competitivo, a atratividade não se resume em crescimento de mercado e a participação relativa não garante atratividade.

8. CONCLUSÃO

Concluímos que as análises empregadas neste trabalho permitirão a empresa atuar de forma sólida e competitiva no ramo de distribuição de cosméticos. Para isso, deverá seguir as orientações descritas neste estudo, a fim de organizar-se, implementar e controlar os resultados obtidos.

Ressaltamos que os gestores deverão ter conhecimento global do seu ramo de atuação, motivando a empresa a ter conhecimento dos ambientes internos e externos, através de indicadores que os levarão à resultados concretos e não fictícios, eximindo-a das estatísticas das empresas que encerram suas atividades antes dos dois anos de atuação, devido a falta de planejamento e desconhecimento do seu negócio e campo de atuação.

Momento do Administrador, Adriana de Almeida Paiva - 21 de julho 2016.


quarta-feira, 20 de julho de 2016

Seja a pessoa com quem todos querem conversar




As distrações e o individualismo

No ambiente corporativo, com tantas pendências para se resolver, tantas preocupações e assuntos ao mesmo tempo, os profissionais perderam a capacidade de se interagir construtivamente. Conversar com o outro se tornou algo a ser evitado. Predomina a idéia de que "meu problema é sempre mais importante que os dos demais". Pensamos: "no que eu vou ganhar ajudando tal pessoa? ". "Preciso me ater as coisas que preciso fazer e a nada mais". Este individualismo cria um círculo vicioso. Não saber escutar o colega e evitar uma relação sensorialmente forte prejudica os relacionamentos e a você mesmo.

Você pode reverter isso. A interlocução com sentimento é uma das práticas mais belas que pode unir os colaboradores, formar grandes times, prevenir conflitos, gerar relacionamentos duradouros. Você e seus pares podem coletar os frutos da sua mudança de atitude.

Imagine a seguinte situação. Você recebe um e-mail de alguém de seu trabalho questionando um relatório que você enviou previamente. Essa pessoa não concorda com vários pontos e quer mais explicações. Você se sente contrariado. Isso começa a preocupa-lo. De repente, um outro colega chega a sua mesa e quer conversar. Ele está com dificuldades no projeto dele e gostaria de sua opinião. Ele começa a falar dos desafios que está enfrentando e conta os fatos. Imagine bem essa situação. Lembra-se de algo parecido que já tenha passado?

O que ocorre é que você ouve seu colega, mas não o escuta. Não presta atenção no que ele conta. Tudo o que vem à sua mente é aquele e-mail da outra pessoa que questionou o relatório que você tão cuidadosamente fez. Você não admite ter sido criticado. Por mais que seu colega esteja dizendo um problema concreto que está enfrentando, nada parece mais importante e urgente para você senão pensar em uma resposta para rebater aquele que o questionou.

As pessoas têm agido assim, em sua maioria. Elas não sabem diferenciar a importância de um pedido de ajuda de alguém aflito que está a sua frente de uma pendência que pode ser avaliada tranquilamente mais tarde. O senso de urgência é deturpado. Não sabem praticar a escuta ativa.

Os pensamentos externos, as pendências incorretamente classificadas como urgentes, as preocupações a e falta de controle de si mesmo fazem os profissionais perderem a grande oportunidade de interagir com o outro e de criar um relacionamento benéfico para todos. As pessoas não conseguem ter foco no diálogo e, como consequência, não conseguem progredir e evoluir.

O filme Poder Além da Vida (Peaceful Warrior. Sobini Films, 2006) mostra uma cena instigante sobre como deixamos as preocupações nos atormentarem e não nos atentamos na beleza dos relacionamentos. O filme é uma história de um ginasta que conhece um frentista de posto de combustíveis e uma grande amizade surge entre os dois. Entenda a expressão dita no trecho "Esvazie sua mente". Se tiver a oportunidade, recomendo fortemente assistir ao filme inteiro.

A escuta ativa

A escuta ativa prega a total entrega do interlocutor ao processo de comunicação. Os principais mecanismos envolvem:

  • Saber quando ouvir e quando falar. Jamais interrompa seu interlocutor quando ele estiver falando. Não complete a frase dele. Esse tipo de vício demostra ansiedade de sua parte e faz seu colega perder confiança na conversa. Com generosidade, dê liberdade para ele sempre finalizar o que estiver falando, mesmo que a conclusão já pareça óbvia para você. Talvez nem mesmo você perceba que cometa essa falha. Ligue seu radar ou peça um feedback a algum amigo.
  • Posicione-se de forma receptiva. Não se sente na borda da cadeira ou do sofá, como se quisesse se levantar e sair. Fique relaxado, com postura aberta. Não balance as pernas. Não demonstre inquietação para não deixar seus interlocutores intimidados. Foque seu olhar em seu colega e demostre brilho nos olhos.
  • Respeite o que estiver escutando. Respeitar não significa concordar. Lembre-se de que a mensagem de seu interlocutor vem de um conjunto de aspectos que ele vivencia, de acordo com o modelo mental dele. O que ele diz faz sentido para ele e mesmo que não o faça para você, preze a opinião dele. Não ouça seletivamente, não se apegue somente a aquilo que agrada você.
  • Esqueça todo o resto. Lembre-se do trecho do filme, sobre esvaziar a mente. Deixe celular, o ambiente externo, as pessoas que não estão ali, as preocupações, as contas a pagar, o que irá jantar, tudo isso de lado. Esse momento é de vocês.
  • Responda de forma generosa. Quando for seu momento de falar, evite julgamentos, preconceitos e ideias prontas. Faça perguntas inteligentes, use o mesmo tom de voz que o do interlocutor. Você não precisa necessariamente dar alguma solução para o problema dele, mas deve fazê-lo sentir que você é solidário e compartilha do sentimento dele.
  • Crie conexão sensorial. Permita-se sentir o que os outros estão sentindo. Não faça expressões de surpresa ou repreensão. Faça-os perceberem que você os entende, mesmo tendo uma opinião diferente. Deixe-os com a certeza de que foi uma excelente idéia eles virem falar com você.

A escuta ativa exige energia e esforço. Pode não ser executada naturalmente no início. Mas com o tempo, ela fluirá em você e as recompensas serão nítidas.

Uma nova postura

Voltando a situação mencionada acima, sobre o dilema entre prestar atenção no colega aflito ou rebater o autor do e-mail que questionou seu trabalho, vamos refletir. Você poderia estar sendo precipitado na conclusão que chegou ao ler o e-mail? Poderia ser um mal-entendido? Vocês poderiam estar com visões diferentes? Poderia ser que você tenha deixado algo pouco claro no relatório? Ele poderia ter razão? Pense em alternativas. Pode ser que seja melhor você ligar para ele ou ir pessoalmente e perguntar com receptividade e escuta ativa o que ele entendeu.

E quanto a seu outro colega que está na sua frente? Ele está ali, nesse exato momento e precisa de ajuda. Dê atenção a ele agora. Pratique a escuta ativa. Seu questionador pode esperar. Esvazie sua mente e se foque no agora. Sua generosidade ficará marcado em seu colega e você estará regando uma planta que se tornará uma árvore de parceria na qual os frutos da colaboração podem ser colhidos por todos mais tarde.



Uma interlocução sensorialmente forte envolve razão e emoção. É como se você abrisse ouvidos, mente e coração para o que estiver sendo dito. Você se entrega de tal forma, que nada mais importa naquele momento. É uma experiência enriquecedora. Você estará sendo generoso com a outra parte e principalmente com você mesmo.

Essa pode não ser a postura mais comum nos ambientes corporativos atualmente. Infelizmente, as consequências são bem concretas. Individualismo, isolamento, estresse, competição não saudável, intrigas, desconfiança, fofocas. Transforme tudo isso! Comece com você! Mude sua postura ao conversar com colegas e seja a pessoa com quem todos querem conversar.

Experimente essa nobre habilidade e depois compartilhe aqui como tem sido.

Momento do Administrador, Mauricio Mau - 20 de julho 2016.


terça-feira, 19 de julho de 2016

A organização orientada por processos




PROCESSOS ORGANIZACIONAIS


1.    A ORGANIZAÇÃO ORIENTADA POR PROCESSOS: IMPORTÂNCIA PARA A MELHORIA E INOVAÇÃO.

A ORGANIZAÇÃO TRADICIONAL

- CARACTERÍSTICAS

  • ORGANIZAÇÃO DA EMPRESA COMO UM CONJUNTO DE DEPARTAMENTOS
  • FOCO NA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL E NA TAREFA
  • VISÃO DA EMPRESA NA VERTICAL (DE CIMA PARA BAIXO)
  • ORIGENS: TAYLOR (ESPECIALIZAÇÃO DO TRABALHO) E FAYOL (DIVISÃO DA EMPRESA EM FUNÇÕES: COMERCIAL, FINANCEIRA, ETC)


- PROBLEMAS DECORRENTES

  • POUCA INTERAÇÃO ENTRE OS DEPARTAMENTOS
  • NÃO PROPICIA UMA VISÃO DO FUNCIONAMENTO DA EMPRESA
  • NÃO PERMITE IDENTIFICAR QUEM SÃO OS FORNECEDORES E CLIENTES (INTERNOS E EXTERNOS)
  • LENTIDÃO NO PROCESSO DECISÓRiO
  • BAIXO INCENTIVO AO TRABALHO EM EQUIPE
  • POUCA FLEXIBILIDADE À MUDANÇA



1.1  A ORGANIZAÇÃO ORIENTADA POR PROCESSOS: O NOVO PARADIGMA

1.1.1 

CONCEITO

CONJUNTO DE ATIVIDADES INTERDEPENDENTES, LOGICAMENTE ASSOCIDAS, QUE TRANSFORMAM INSUMOS EM RESULTADOS QUE VISAM A ATENDER AS NECESSIDADES DOS CLIENTES

ELEMENTOS DE UM PROCESSO (VIDE MODELO NA PÁG. SEGUINTE) 

  • ENTRADAS


SÃO OS INSUMOS QUE O PROCESSO TRANSFORMA EM RESULTADOS

PROCESSAMENTO OU TRANSFORMAÇÃO

CONJUNTO DE ATIVIDADES INTERDEPENDENTES QUE TRANSFORMAM OS INSUMOS EM RESULTADOS

  • SAÍDAS


SÃO OS RESULTADOS DO PROCESSO (PRODUTOS E SERVIÇOS)

  • OBJETIVO


RAZÃO DE SER DO PROCESSO (ATENDER O CLIENTE INTERNO OU EXTERNO)

  • REALIMENTAÇÃO (FEEDBACK)


AÇÕES QUE VISAM A MANTER O PROCESSO SOB CONTROLE

INTERFUNCIONALIDADE DE UM PROCESSO

AS ATIVIDADES DE UM PROCESSO DEPENDEM UMAS DAS OUTRAS, TANTO INTERNA COMO EXTERNAMENTE À EMPRESA. EX:

-  INTERNAMENTE: COMPRAR X FABRICAR X EXPEDIR

-  EXTERNAMENTE: FORNECEDOR X EMPRESA X CLIENTE

PROPRIETÁRIO DO PROCESSO

É O RESPONSÁVEL PELA GESTÃO DO PROCESSO, O QUE SIGNIFICA:

-  AVALIAR O DESEMPENHO DO PROCESSO

-  MANTER O DESEMPENHO DENTRO DOS PADRÕES (ID'S)
-  APERFEIÇOAR O PROCESSO VISANDO A MELHORAR O SEU DESEMPENHO


CONJUNTO DE ATIVIDADES EXECUTADAS EM UMA SEQÜÊNCIA LÓGICA


2) METAS DE DESEMPENHO A SEREM ATINGIDAS

 1.1.2  DESDOBRAMENTO DOS PROCESSOS

  • TODO PROCESSO PODE SER DESMEMBRADO EM PARTES MENORES (SUB-PROCESSOS E TAREFAS). EX:


  • IMPORTÂNCIA DO DESDOBRAMENTO DE PROCESSOS

-  ENTENDER O FUNCIONAMENTO DETALHADO DO PROCESSO E SUAS INTER-RELAÇÕES

-  IDENTIFICAR AS CAUSAS (NÍVEL DAS TAREFAS) DO MAU DESEMPENHO DO PROCESSO (MELHORIAS)

-  MAPEAMENTO DO PROCESSO (FLUXOGRAMA)

1.1.3 A ORGANIZAÇÃO CENTRADA NOS PROCESSOS DO NEGÓCIO

 - A ÊNFASE – DADA AOS DEPARTAMENTOS DA ESTRUTURA E ÀS TAREFAS ISOLADAS NA ORGANIZAÇÃO TRADICIONAL – MIGROU  PARA UM MODELO ORGANIZACIONAL MAIS SIMPLES E DINÂMICO: A VISÃO CENTRADA EM PROCESSOS.

- A ORIENTAÇÃO CENTRADA NOS PROCESSOS DO NEGÓCIO POSSIBILITA QUE A ORGANIZAÇÃO SEJA VISTA, NÃO COMO UM CONJUNTO DE DEPARTAMENTOS ESTANQUES MAS,  SIM, COMO UM FLUXO CONTÍNUO DE ATIVIDADES ENCADEADAS QUE COMEÇAM E TERMINAM NO CLIENTE

- CADA DONO DE PROCESSO É AO MESMO TEMPO CLIENTE DO DONO ANTERIOR E FORNECEDOR DO DONO POSTERIOR

1.1.4     FATORES CRÍTICOS DE SUCESSO (FCS) DA ORIENTAÇÃO POR PROCESSOS

FATORES CRÍTICOS DE SUCESSO

  • Orientar-se pelo cliente
  • Adotar o modelo horizontal baseado em processos
  • Aprimorar as interfaces (intra / extra organização)
  • Designar o proprietário de cada processo
  • Definir indicadores de desempenho dos processos
  • Utilizar equipes multidisciplinares e auto-geridas
  • Estimular a aprendizagem e a comunicação interpessoal
  • Obter de todos o comprometimento com resultados
  • Recompensar o desempenho

FCS = CONDIÇOES QUE DEVEM ESTAR PRESENTES PARA QUE UM DETERMINADO EVENTO SEJA BEM SUCEDIDO

1.1.5     VANTAGENS DA ORIENTAÇÃO POR PROCESSOS

  • PERMITE ENTENDER COMO A EMPRESA FUNCIONA
  • PERMITE IDENTIFICAR FORNECEDORES E CLIENTES (INTERNOS I EXTERNOS)
  • PERMITE IDENTIFICAR QUAIS SÃO OS PROCESSOS MAIS IMPORTANTES PARA O NEGÓCIO
  • PERMITE QUE A EMPRESA ENTREGUE, MAIOR VALOR PARA O CLIENTE (APERFEIÇOAR OS PROCESSOS-CHAVE)
  • PERMITE MAIOR FLEXIBILIDADE PARÀ A ORGANIZAÇÃO (ADAPTAÇÃO ÀS MUDANÇAS)
  • PERMITE CRIAR VANTAGEM COMPETITIVA SUSTENTÁVEL

1.1.6     IDENTIFICAÇÃO DOS PROCESSOS EMPRESARIAIS

IMPORTÂNCIA DA IDENTIFICAÇÃO

  • UMA EMPRESA É CONSTITUÍDA POR UM CONJUNTO DE PROCESSOS INTERDEPENDENTES QUE GERAM RESULTADOS
  • PARA QUE SE OBTENHA O MÁXIMO RESULTADO COM BOA EFICIÊNCIA, É NECESSÁRIO:

-  IDENTIFICAR QUAIS SÃO OS TIPOS DE PROCESSOS EXISTENTES EM UMA ORGANIZAÇÃO

-  ENTRE OS PROCESSOS EXISTENTES, IDENTIFICAR QUAIS SÃO OS MAIS IMPORTANTES PARA O NEGÓCIO (AQUELES QUE AGREGAM VALOR PARA O CLIENTE)

- FOCALIZAR ESFORÇOS DE MELHORIA NESSES PROCESSOS

 -TIPOS DE PROCESSOS EM UMA ORGANIZAÇÃO

  • GERALMENTE AS ORGANIZAÇÕES POSSUEM DUAS CATEGORIAS DE PROCESSOS:

-  PROCESSOS-CHAVE (VER TAMBÉM TRANSPARÊNCIA SEGUINTE)

LIGADOS À ESSÊNCIA DO NEGÓCIO (CORE BUSINESS);

CAPAZES DE PROPORCIONAR SIGNIFICATIVO VALOR PARA O CLIENTE

EXEMPLO: DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS

-  PROCESSOS DE APOIO:

DÃO SUPORTE AO FUNCIONAMENTO DOS PROCESSOS-CHAVE E A SI MESMOS

EXEMPLOS:

  • PROCESSOS DE RH
  • CONTAS A PAGAR E A RECEBER
  • CONTABILIDADE
  • REFEITÓRIO INTERNO
  • SERVIÇOS DE LIMPEZA I SEGURANÇA
  • DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÕES


OBS: DETERMINADOS PROCESSOS PODEM SER APOIO EM UMA ORGANIZAÇÃO E CHAVE EM OUTRA (OU VICE-VERSA). EXEMPLOS:

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARES (MICROSOFT X ÁREA DE INFORMÁTICA EM UMA EMPRESA)

RECRUTAMENTO E SELEÇÃO DE PESSOAL (CONSULTORIA DE RH X ÁREA DE RH EM UMA EMPRESA)

TIPOS DE PROCESSOS-CHAVE

-  DE ACORDO COM VÁRIOS AUTORES, PRATICAMENTE TODAS AS EMPRESAS POSSUEM QUATRO TIPOS DE PROCESSOS-CHAVE:

  • DESENVOLVER O PRODUTO: atividades de projeto (do produto e do seu processo de produção)
  • GERAR O PEDIDO: atividades que induzem o cliente a comprar (MKT)
  • PROCESSAR O PEDIDO: atividades que tratam o pedido do cliente (entrar com o pedido / produzir / entregar)
  • SERVIÇOS PÓS-VENDA: atividades de atendimento pós-venda (serviço de atendimento ao cliente, serviços de garantia)

-  O CONTEÚDO DE CADA PROCESSO-CHAVE PODE VARIAR DE UM SETOR DE NEGÓCIO PARA OUTRO E DE UMA EMPRESA PARA OUTRA NO MESMO SETOR DE NEGÓCIO

EXEMPLO:

  • Setor de Negócio
  • Processos-Chave ou Centrais
  • Desenvolver o Produto
  • Gerar o Pedido
  • Processar o Pedido
  • Serviços Pós-Venda


  • Manufatura
  • Projeto do produto e do processo de produção
  • Publicidade
  • Vendas
  • Entrar com o pedido
  • Fabricar
  • Expedir
  • Serviços em garantia
  • Atendimento de sugestões e reclamações


  • Construção civil
  • Projeto de arquitetura
  • Projeto de engenharia
  • Publicidade
  • Vendas
  • Seleção de opções para construção
  • Construção
  • Serviço de garantia


  • Hospitais
  • Serviços a serem prestados
  • Publicidade
  • Convênios
  • Prestação dos serviços médicos
  • Acompanhamento do paciente
  • Solução de reclamações / sugestões


IMPORTÂNCIA DE SE IDENTIFICAR QUAIS SAO OS PROCESSOS­-CHAVE E QUAIS OS DE APOIO, QUANDO SE BUSCA O APRIMORAMENTO DE PROCESSOS EM UMA ORGANIZAÇÃO:

  • PROCESSOS-CHAVE: PODEM SER MANTIDOS NA ORGANIZAÇÃO, DEVENDO SER CONTINUAMENTE APRIMORADOS A FIM DE QUE SE ENTREGUE O MÁXIMO VALOR PARA O CLIENTE
  • PROCESSOS DE APOIO: TAMBÉM DEVEM SER APRIMORADOS POR MEIO DA TERCEIRIZAÇÃO (VANTAGENS DA TERCEIRIZAÇÃO)


Momento do Administrador, Giovanni Bugni Lemes - 19 de julho 2016.


segunda-feira, 18 de julho de 2016

Capital intelectual: vantagem competitiva nas organizações




CAPITAL INTELECTUAL: VANTAGEM COMPETITIVA NAS ORGANIZAÇÕES

1   INTRODUÇÃO

Definitivamente estamos vivendo um avanço inexorável da tecnologia produzindo novas formas de trabalho, e com isto ficou evidente a necessidade de reformular os conceitos organizacionais. Neste momento é necessário transformar as pessoas que trabalham nas empresas, para que estas se tornem um conjunto capaz de desempenho superior.

É notável e podemos analisar que, as empresas de maior sucesso no mundo estão justamente investindo no chamado "capital humano ou intelectual"; muitos conceitos estão tomando formas distintas, pois essa é uma realidade da qual não se pode mais fugir.

Neste novo contexto empresarial, estes ativos intelectuais se tornam elementos importantes para a vantagem competitiva nas organizações, e esta retenção de talentos está extremamente ligada ao sucesso empresarial. Cada vez mais, lideres, gestores e consultores tem falado sobre a importância da gestão do conhecimento nas organizações, e não param de ser lançados livros sobre o assunto. A competitividade passou a ser determinada por novas ideias, experiências, descobertas, novas aquisições ou fusões de empresas, pelo seu capital intelectual. 

Definir o termo capital intelectual tem sido alvo de diversos pensadores, e alinhar a forma de gestão das pessoas dentro das empresas para disseminar o conhecimento, se tornou um assunto importantíssimo de artigos, jornais e livros.

Este estudo pretende discursar sobre o capital intelectual, pois tamanha seja a relevância do mesmo, tanto para as empresas, que para serem competitivas terão que se adaptar a este novo conceito, quanto para as pessoas, que hoje, além de formação acadêmica, especializações e dourados, terão que apresentar aspectos comportamentais e psicológicos visivelmente desenvolvidos, como liderança, criatividade, resiliência e flexibilidade.

Neste cenário, também surge o papel do líder. É necessário que o executivo traga resultados, mas que atue dentro da jornada, além de gerir e valorizar o conhecimento de seus funcionários. Em resumo, o perfil do profissional em alta reúne boa formação acadêmica, experiência profissional, o conhecimento de línguas estrangeiras e a habilidade de comunicação interpessoal com sua equipe.

As metas devem ser alcançadas com a participação de toda a equipe, administrada por esse profissional que, acima de tudo, sabe se colocar no lugar do outro.

2   MÉTODO DE PESQUISA

O presente estudo apresenta uma pesquisa qualitativa, documental, que analisará os dados das teorias de gestão do conhecimento, verificando o que pesam a respeito do capital intelectual, os autores DRUKER (2003), BOTERE (2001), DUTRA (2007), CHIAVENATO (2009), entre outros.

A pesquisa é, portanto, bibliográfica, e serão utilizadas fontes de livros, artigos e revistas cientificas para auxiliarem no entendimento do assunto, buscando relacionar qual a real importância deste ativo intangível, chamado capital intelectual dentro das organizações, e como ele pode se tornar uma grande vantagem competitiva dentro das organizações.

3 NOVO ATIVO DAS EMPRESAS - CAPITAL INTELECTUAL

Em seu livro "Capital Intelectual", EDVINSSON e MALONE, comparam o Capital Intelectual a uma árvore (1998: p.28).

[...] as partes visíveis da árvore, tronco, galhos e folhas, representam a empresa conforme é conhecida pelo mercado e expressa pelo processo contábil. Os frutos produzidos por essa árvore representam os lucros e os produtos da empresa. As raízes, massa que está debaixo da superfície, representam o valor oculto, nem sempre relatada pela contabilidade. Para que a árvore floresça e produza bons frutos, ela precisa ser alimentada por raízes fortes e sadias [...]

Desta maneira, podemos definir o capital intelectual pelo conhecimento das pessoas que se encontram em uma organização. A dificuldade das organizações é conseguir transformar o conhecimento tácito em explícito, de modo a agregar valor aos produtos ou serviços prestados.

Segundo Drucker (2001), a estratégia global para o sucesso das organizações envolve os aspectos: estratégia, cultura organizacional e as pessoas. Na economia globalizada, a maior mudança foi na gestão de pessoas, que deixam de ser apenas a força de trabalho, o ativo intangível ou o capital intelectual para se transformarem em talentos humanos ou o fator estratégico de crescimento das organizações, porque o poder está nas mãos dos clientes, exigindo aplicação prática da inteligência competitiva como diferencial.

A capacidade de inovar emerge como fator primordial para o sucesso de qualquer organização. Podemos dizer então que a busca da excelência está vinculada à busca da inovação. É visível que o cliente quer desconto e prazo, mas, além disso, ele quer novidades, almeja ser surpreendido com produtos e serviços novos. A organização que ouvir o mercado e surpreender seus clientes, certamente vencerá, pois estará buscando a excelência na prestação de serviços aliado à satisfação de seus clientes, e para tal feito, estas mesmas organizações precisam de pessoas que não tenham apenas diplomas, mas sim, visão sistêmica e criatividade.

Todo este processo de mudança, nesta era do conhecimento, nos leva a pensar sobre a gestão estratégica de pessoas, pois esta exige a adoção de novas ideias sobre o conceito de administração moderna, expurgando os clichês e expressões supérfluas, que deve ser julgada por suas consequências práticas, conectadas com o aqui e agora do mercado globalizado e orientada para as relações humanas, onde o homem passa a ter valor profissional e não apenas agregar valor profissional ao trabalho.

Assim, o grande desafio está relacionado principalmente a resistência a mudanças nas empresas. De acordo com Carlos Pereira3, psicólogo e gestor de relacionamento da Top Quality S.A, considerar que toda pessoa que resiste a mudança é igual e faz isso porque não quer sair de uma hipotética zona de conforto é tratar pessoas diferentes de modo igual e perder eventuais aliados que podem ser conquistados por meio de comunicação e treinamento: muitas empresas anunciam mudanças por meio de e-mail, sem um contato direto com as pessoas.

Essa forma até desrespeitosa de tratar as pessoas em um momento importante da trajetória da empresa gera resistência e dificulta o sucesso da mudança.

É importante lembrar que, todos estes fatores criarão uma nova cultura organizacional, onde a gestão irá estimular a mudança na mentalidade interna, valorizando a transformação do conhecimento tácito em codificado, sem que essa ameace o grupo de trabalho, criando o ambiente necessário para que as transformações organizacionais aconteçam.

A vantagem do foco nesta abordagem é a reutilização do conhecimento, pois uma vez codificado, ele pode ser facilmente disseminado para toda a organização, por meio da tecnologia da informação.

A outra abordagem é a personalização. Aqui, o conhecimento tácito é transmitido de indivíduo para indivíduo ou então de indivíduos para pequenos grupos, através de trabalhos em equipe, palestras, fóruns, entre outros. Este tipo de abordagem/procedimento traz vantagem competitiva para organização, já que o conhecimento tácito não pode ser imitado pelos concorrentes

4  O CAPITAL INTELECTUAL COMO VANTAGEM COMPETITIVA

Autores como Galbraith, Drucker, Toffler, entre outros, abordam o advento do pós-industrialismo e reconhecem a valorização do conhecimento e da informação na estrutura de poder, na desindustrialização do emprego e no modo de crescimento das nações, o que representa a constatação de um acentuado deslocamento das forças produtivas do 'fazer' para o 'saber', originando aumento de produtividade do trabalho.

O resultado destas transformações repercute em todas as vertentes da vida social, dentre as quais podemos destacar as seguintes: quantidade de trabalhadores envolvidos em um processo de produção, número de horas trabalhadas para gerar determinados produtos, uso de matérias-primas como recurso estratégico, entre outros.

Hoje, temos uma situação diferenciada, as pessoas estão começando a questionar as ordens, e não simplesmente as estão obedecendo, neste contexto está se criando um conceito de valor diferenciado, não somente baseado em receber e acatar ordens. A figura do chefe, se tornou o líder, o gestor capacitado, que sabe administrar o conhecimento e liderar estrategicamente as pessoas, de acordo com suas aptidões e características.

Em seu livro, administrando para obter resultados (1909) Drucker, com sua visão aguçada da administração, já dizia "Ainda mais importante que reinterpretar o que a empresa está fazendo, é identificar o que ela deveria estar fazendo, mas até agora não o fez. As analises projetadas e do conhecimento, mostrarão o que está faltando".

Eis o que está faltando a grande maioria das organizações: capital humano, como vantagem competitiva. Ainda que seja esta a realidade, em grande parte das empresas, ainda não existe esta visão sistêmica. Há estudos que mostram os benefícios trazidos para uma organização que sabe administrar o conhecimento e valorizar o capital intelectual, entres eles, estão: o aumento da colaboração organizacional, aumento da qualidade do produto ou serviço, aumento da produtividade, novas formas de trabalho e respostas mais rápidas ao mercado, entre outras.

Existem dois lados que precisam ser analisados, um deles, é a nova realidade organizacional, onde é necessário a adaptação da empresa, para se manter no mercado e ter sucesso organizacional; as organizações do conhecimento. Este é o foco desta abordagem, entretanto não podemos deixar de comentar a importância do pensamento de todas as pessoas/trabalhadores envolvidos no processo. Estes profissionais devem entender que apenas uma graduação e cursos, não bastam mais, o mercado exige e exigirá cada vez mais. É imprescindível estarmos preparados.

O grande desafio das empresas primeiramente é aceitar e disseminar o conhecimento, em seguida, os programas de incentivo devem surgir, para que as pessoas sejam motivadas a serem criativas e inovadores.

A motivação foi caracterizada para Heckhausen, citado por Lopes (1980, p.7), como "o empenho de aumentar ou manter tão alto quanto possível a capacidade de um indivíduo, a fim de que este possa alcançar excelência na execução das atividades das quais dependam o sucesso ou o fracasso da organização a que pertence".

A empresa precisa valorizar o funcionário e criar diretrizes para que ele se sinta satisfeito e possa produzir com maior eficiência.

Carlos Pereira, psicólogo e gestor de Relacionamento e Administrativo da Top Quality.

Por outro lado, é fundamental manter relações recíprocas mediante aos objetivos, ou seja, o funcionário contribui para satisfazer os objetivos da empresa e esta deve oferecer condições necessárias para que o colaborador possa satisfazer seus próprios objetivos, assim, ambos estarão trabalhando pela melhoria contínua no processo em busca do sucesso pessoal e profissional.

5 CAPITAL INTELECTUAL - COMO GERIR O CONHECIMENTO

Durante muitos anos e em todo o decorrer da era industrial a abordagem predominante do homem como máquina e depois como recurso dentro das organizações era predominante a respeito da atividade humana. A era da informação foi a responsável por mudar radicalmente este cenário e as transformações ocorreram rapidamente.

Conceitos como, talento, trabalho em equipe, lideres democráticos e capital intelectual, começaram a surgir e passaram a ser os novos ativos da empresa. Cada executivo passou a ser inserido no esforço conjunto de cultivar e desenvolver continuamente o talento humano. Aumentar e aplicar o capital humano se tornou um fator para alcançar vantagem competitiva. De acordo com Chiavenato, "o executivo deve dar o pontapé inicial nesta jornada e funcionar como o capitão do time. Gerentes no meio do campo, na defesa e no ataque".

É preciso analisar, neste contexto, qual é hoje o maior patrimônio de uma empresa, o que determina seu valor de mercado. Com certeza, é o capital intelectual. Que Chiavenato defini como "um conjunto de ativos intangíveis que somente a pouco tempo começou a receber a devida importância e relevância no contexto dos negócios em plena era da informação".

Sendo assim, as empresas estão sendo forçadas a rever a forma de gerir pessoas, de como disseminar o conhecimento, cultiva-lo e mantê-lo. Dutra afirma que:

"A preparação para o futuro exige dois investimentos simultâneos. Um na modernização do sistema de gestão de pessoas e outro no estimulo e suporte ao desenvolvimento das pessoas por sí próprias. A modernização do modelo de gestão de pessoas, deve criar condições para que elas possam visualizar seu desenvolvimento, para que a empresa possa avaliar o poder de contribuição de todas as pessoas com as quais mantenha relação de trabalho e para que a empresa e as pessoas possam conciliar suas expectativas de forma dinâmica. As pessoas de outro lado não foram educadas a planejar suas carreiras e seu desenvolvimento. Caso não sejam estimuladas e apoiadas, não irão priorizar a reflexão sobre seu desenvolvimento. Como a questão do desenvolvimento é a pedra de toque para a competitividade profissional da pessoa e organizacional da empresa, a estimulação mutua neste sentido será o alicerce para uma relação que pode suportar as adversidades do futuro" (DUTRA, 2002 p.209).

O mesmo autor entende o sucesso de uma organização como:

"O sucesso de uma organização depende cada vez mais do conhecimento, das habilidades, da criatividade e motivação de seus colaboradores. O sucesso das pessoas por sua vez, depende cada vez mais de atitudes voltadas a criação e ao aproveitamento de oportunidades para aprender e de um ambiente favorável ao pleno desenvolvimento de suas habilidades" (DUTRA,2007 p.54).
Sendo assim, é possívelvisualizar de forma clara que existe uma relação de cooperação entre o trabalhador e a empresa, pois muito já se ouviu falar que, funcionário feliz, trabalha com motivação, mas não se dava a atenção devida. Já hoje, este é um dos fatores chave para uma empresa ter vantagem competitiva.

6 NOVAS COMPETENCIAS GERENCIAIS

As empresas enfrentam hoje uma grande preocupação: Como transformar chefes em lideres, neste contexto há um paradoxo: Liderança, nascemos com ela? Fator genético? Ou produto de estímulos? Tudo isso impacta diretamente na gestão do conhecimento dentro das organizações, na forma inovadora de criar novos talentos, gerar novas ideias e conquistar vantagem competitiva.

É importante salientar que há vários conceitos de liderança. De acordo com Tannenbaum, Weschler e Massarik "Liderança é a influência interpessoal, exercida na situação e dirigida através do processo de comunicação humana, com vista à obtenção de um ou diversos objetivos específicos"

Já para Jacobs, Liderança é ‘uma interação entre pessoas na qual uma apresenta informação de um tipo e de tal maneira que os outros se tornam convencidos de que seus resultados serão melhorados caso se comporte da maneira sugerida ou desejada' (Jacobs, 1970, p.232).

E por fim, para Stogdill. Liderança é ‘o início e a manutenção da estrutura em termos de expectativa e interação' (Stogdill, 1974, p.411).

É inegável, e podemos observar que, algumas pessoas nascem com aptidões diferentes, alguns são ótimos com cálculo, enquanto outros são péssimos, mesmo que se esforcem; é o mesmo caso de Bethovem, que aos cinco anos compôs sua primeira sinfonia. Neste sentido, pode-se afirmar claramente que alguns indivíduos nascem um certo "talento". Talento este, que claro, pode ser aprendido, ou aprimorado.

A liderança pode ser desenvolvida, como afirmam alguns autores, o problema é que todo o processo é complicado, difícil e exige esforço continuo, por este motivo acaba sendo mais fácil para alguns continuar zona de conforto.

E quando abordamos o tema retenção de talentos, é inevitável destacar o assunto liderança. Lara destaca as chaves de sucesso para a construção do conhecimento nas organizações:

" Planejamento de recursos humanos para preenchimento das posições gerenciais e estratégicas; - Construção de planos de desenvolvimento individual, a partir dos processos de avaliação de desempenho, perfil e histórico pessoal, - Fortalecimento de uma cultura interna, com a valorização da postura ‘aprender a aprender' e o papel da liderança educadora. " (Lara, 2004, p. 101).

É o líder que irá coordenar os processos de captação, análise e disseminação do conhecimento através do acompanhamento diário das práticas de trabalho. De acordo com argumento de Miranda4[3]o papel do líder nas organizações que aprendem, é o de criar um ambiente em que as pessoas sintam segurança ao compartilhar o seu conhecimento. O papel primordial das Lideranças é o de administrar a Gestão do Conhecimento.

Esta nova realidade do líder no papel da gestão, é um dos pontos principais para a gestão do conhecimento dentro das empresas começar a funcionar. Este novo cargo, é a pessoa que consegue gerir estrategicamente as pessoas, aperfeiçoando o conhecimento dos funcionários, e os alocando nas áreas que melhor se encaixam, retendo talentos.

Todo este processo de gestão inteligente, contribui de forma estratégica para o bom desempenho pessoal dentro das organizações, o que de certa forma, beneficia como um todo a organização.

7 GESTÃO DO CONHECIMENTO E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

Na realidade, o que assistimos hoje é o estabelecimento de novas parcerias, a busca de ações e ferramentas que nos permitam localizar, filtrar, organizar e resumir informações que sejam úteis aos usuários, independentemente do lugar onde eles (usuários) e elas (informações) estejam localizados e a qualquer momento resultando em economia de tempo.

Atrelado ao processo revolucionário das novas tecnologias, entramos em uma fase mais avançada, que traz como potencial a aceleração da integração entre usuários e fontes de informação, reforçando o desenvolvimento de cidadãos. Entretanto, para ingressar nesta fase, é preciso ter uma sólida base educacional e cultural.

A gestão do conhecimento aliada as forças da tecnologia, tem grande poder diferencial dentro da organização, pois é importante que as pessoas se comuniquem de forma ágil em tempo real, que troquem ideias, disseminem o conhecimento, para chegar a decisões muitas vezes rápidas e inteligentes.

Existem vários softwares, e mecanismos de gestão empresarial que podem ser bastantes uteis neste sentido. Podemos citar mecanismos de operações, como o famoso ERP, como também outros de alinhamento estratégico de planos, como o BSC, balance Scorecard. Há uma ampla "loja" de programas, e mecanismos que podem ser uteis dentro das organizações, se bem definidos e gerenciados, envolvendo todas as pessoas.

Conforme Teece (2000) destaca, três objetivos são fundamentais para caracterizar o movimento da gestão do conhecimento:

  • A criação de "depósitos" de conhecimento com informação externa (inteligência competitiva e melhores práticas) e com informação interna (relatórios de pesquisas internas); e conhecimento interno informal como discussões em bases de dados.
  • O aprimoramento do acesso ao conhecimento, e com isso a reutilização deste por meio do desenvolvimento de ferramentas analíticas com interfaces amigáveis.
  • Valorização do ambiente de conhecimento organizacional, incluindo a espontaneidade dos indivíduos para compartilhar o seu conhecimento e experiências.

Alguns mecanismos que poderiam ser empregados pelas empresas são:

  • Conceder maior liberdade aos funcionários, principalmente no que concerne ao processo criativo; permitir o "tentar e falhar", uma vez que o aprendizado pode gerar um crescimento futuro importante. É claro que numa pequena empresa recém-formada o controle do dirigente ainda é muito forte, mas é interessante delegar as tarefas possibilitando, dentro de um leque de opções, a autonomia de criação para alguns funcionários.
  • Coletar e armazenar o maior número de informações e conhecimentos de projetos, produtos e serviços prestados anteriormente, a fim de que a replicação de algum projeto realizado em situação anterior não exija um novo dispêndio de tempo. Tornar o acesso a esta base de dados uma rotina.
  • Incentivar interações intra e inter-equipes, coletivizando-as.
  • Incentivar a utilização do conhecimento nas rotinas organizacionais, permitindo que seja agregado valor a novos conhecimentos.
  • Disseminar uma cultura de comprometimento e harmonia com os funcionários, despertando sua confiança na empresa, com o intuito de que compartilhem conhecimento com os demais, sem temer a substituição.

Por fim, o alinhamento da tecnologia com a gestão do conhecimento se torna uma forte vantagem competitiva, se coordenados de forma estratégica pelas organizações. Nonaka (1991), menciona que a única fonte de vantagem competitiva duradoura é o conhecimento.

8 ORGANIZAÇÕES DO FUTURO

Uma coisa é certa, está muito mais fácil cursar uma faculdade e adquirir informação nos dias de hoje. O que realmente tem surgido como aspecto diferencial, é a capacidade humana. Enquanto no século XIX, o conhecimento básico era garantia de crescimento nas empresas, no século XX surgiu o planejamento estratégico como ferramenta que garantia o sucesso, hoje isto já não é mais garantia absoluta, estamos na era da criatividade.

A questão é que ainda são poucas as empresas que se preocupam com a inovação. Este, entretanto é um fator preocupante, pois pode-se dizer que hoje ainda estas empresas conseguem se manter, mas a pergunta é, por quanto tempo mais? Certamente surgirão novos negócios mais dinâmicos e inovadores para tomar seu mercado.

De acordo com Mirian Motta, em seu artigo publicado em 2013, no guia das carreias, há novas realidade para serem aceitas, são elas:

  • Não existe mais mercado estável, não existe mais mercado cativo, grandes empresas de uma hora para outra, podem apresentar prejuízos bilionários, enquanto outras empresas menores tomam seu mercado.
  • A Internet populariza e distribui a informação de um modo que nunca foi visto antes pela humanidade. Não levar em conta essa ferramenta na administração de empresas hoje em dia, é um grande erro.
  • É preciso cultivar a cultura da mudança, reformular produtos, traçar novas estratégias, extinguir e criar novos serviços devem ser práticas constantes.

Um exemplo, de grande sucesso mundial, é a empresa Google, extremamente estável, inovadora e todos os seus serviços são de excelente qualidade. É um novo paradigma a ser perseguido pela administração de empresas.

O escritor e consultor empresarial Gary Hamel em seu livro recente "O Futuro da Administração de Empresas" buscou identificar essas razões e separou algumas delas, para que sejam seguidas por outras empresas:

  • Antes de mais nada, segundo Hamel, uma das principais políticas de administração de empresas do Google é valorizar seus funcionários. Há uma grande política de remuneração e reconhecimento dos funcionários, quanto mais o funcionário agrega a empresa, mais ele aumenta seu salário. Deste modo os grandes talentos ficam retidos na empresa.
  • Outra política de administração de empresas interessante do Google é o ambiente informal. No Google não há padrões rígidos de trabalho, os empregados podendo desenvolver seus próprios métodos e culturas. Este ambiente favorece a inovação.

9 APRE e análise de dados

LE BOTERF,Guy. Desenvolvendo a competência dos profissionais.  Alegre: Artmed, 2003.

"O diferencial de competitividade não depende mais apenas da boa gestão do capital financeiro ou tecnológico da empresa. O gerenciamento do capital dos recursos humanos assume nele um lugar predominante. São os serviços e as exigências de qualidade, tornando-se mais próximas sob o efeito da automatização. A capacidade de inovação não reside mais prioritariamente no potencial industrial ou nas despesas de pesquisa-desenvolvimento, mas no investimento nos recursos raros que são as competências. É preciso saber investir eficientemente em inteligência. As empresas que apresentam um "saber-fazer" estático estão fadadas as desaparecer" (LE BOTERF, 2003 p.17),

ANDREW, Mayo. O valor humano nas empresas. São Paulo: Prentice Hall, 2003.

Conhecimento, competência, marcas e sistema – capital intelectual. E as pessoas, somente as pessoas, são o capital humano, que constroem o valor.

Jack Welh , um dos executivos norte americano mais conhecido, afirma que no final das contas tudo depende das pessoas: a aptidão, a motivação, a criatividade, as habilidades organizacionais e a liderança. As pessoas além de administrarem os ativos intangíveis, também mantem e desenvolvem os intangíveis.

BECKER.Brian E. Gestão estratégica de pessoas com scorecard interligando pessoas, estratégia e performance. Rio de Janeiro: Elsevier, 2001.

Hoje existe scorecard voltados ao RH, na qual este parceiro estratégico ajuda a empresa a medir e avaliar o desemprenho desde o início da contratação do capital humano, até sua posterior contratação definitiva. As etapas se baseiam em analises de custos e benefícios, princípios, medição de alinhamentos e das competências dos profissionais. Todo o processo envolve muitos fatores importantes como, mudança e clima organizacional, cultura e motivação (BECKER, 2001).

Reter conhecimento é um problema na organização, o indivíduo que possui essa característica deve ser identificado antes da contratação, ou antes de investir no mesmo. Infelizmente esse tipo de colaborador bloqueia o processo e o fluxo de compartilhamento de conhecimento, o que acaba resultando em falta de comunicação e carência de conhecimento. A melhor opção é incentivar o compartilhamento de conhecimento, moldando o profissional através de ações e melhorias no processo.

CHIAVENATO, Idalberto. O Capital Intelectual. Disponível na Internet via. Acesso em 12 de junho de 2015.

O capital humano é constituído das pessoas que fazem parte de uma organização. Capital humano significa talentos que precisam ser mantidos e desenvolvidos. Mais do que isso, capital humano significa capital intelectual.

Uma riqueza muito mais importante e crucial do que o dinheiro. Gradativamente, o capital financeiro - que predominou na Era Industrial - está cedendo lugar para o capital intelectual, como a base fundamental das operações empresariais. Em um mundo onde os tradicionais fatores de produção - natureza, capital e trabalho - já esgotaram e exauriram a sua contribuição para os negócios, as empresas estão investindo pesadamente no capital intelectual para aumentarem a sua vantagem competitiva. Criatividade e inovação através de ideias. E ideias provém do conhecimento, que está na cabeça das pessoas. 

ALMEIDA, M.G. M; HAJJ, Z. S. Mensuração e avaliação do ativo: uma revisão conceitual e uma abordagem do goodwill e do ativo intelectual. Caderno de Estudos, São Paulo,1997.

Almeida e Hajj, (1997, p.78) citando Petrash, apresenta um conjunto de passos que pode contribuir para administrar o ativo intelectual:

1) definir a importância do investimento intelectual para o desenvolvimento de novos produtos; 
2) avaliar a estratégia dos competidores e o ativo do conhecimento; 
3) classificar o seu portfólio: o que você tem, o que você usa, onde eles estão alocados; 
4) analisar e avaliar o valor do portfólio: quanto eles custam, o que pode ser feito para maximizar o seu valor, se deve mantê-los, vendê-los ou abandoná-los; 
5) investir: baseado no que se apreendeu nos passos anteriores, identificar espaços que devem ser preenchidos para explorar conhecimento, defender-se da concorrência, direcionar a ação da empresa ou avançar na tecnologia; 6) reunir o seu novo portfólio de conhecimento e repetir a operação ad infinitum.

DIEHL, C. A. Proposta de um sistema de avaliação de custos intangíveis. Porto Alegre, 1997. Dissertação.

Diehl (1997, p.22) argumenta que "[...] é de fundamental importância o conhecimento da composição dos gastos associados aos recursos intangíveis, tanto para permitir uma avaliação correta do retorno gerado, como para tornar possível o gerenciamento do processo".

CRIE. Centro de referência em inteligência empresarial. Gestão do Conhecimento – conceitos. Disponível em:. Acesso em: 05 de abril de 2015.

Segundo o CRIE-Centro de referência em inteligência empresarial (2006, p.1) "o capital de relacionamento é definido como a rede de relacionamentos de uma organização e seus colaboradores com seus clientes, fornecedores e parceiros."

Ainda conforme o CRIE (2006, p.1):

O capital de relacionamento, portanto, é aquele que valoriza e incentiva uma empresa a estabelecer alianças estratégicas para ampliar sua presença no mercado. Uma organização isolada terá menores chances de alcançar sucesso. Esses relacionamentos, individuais ou institucionais, possuem valor e devem ser gerenciados.

10 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O artigo teve por finalidade demostrar a importância do capital intelectual nas organizações, sendo este, tão importante quanto como o capital estrutural e financeiro.

A gestão do conhecimento vem se tornando uma realidade, impossível de não ser notada, e traz consigo, programas de incentivos aos funcionários, retendo assim talentos. Somente assim, há uma colaboração dos funcionários para atingir objetivos comuns alinhados as metas organizacionais, constituindo vantagem competitiva.

Atualmente todo o processo organizacional vem se modificando, os gerentes passaram de "chefes", para serem "líderes"; a contabilidade não é somente mais financeira, é gerencial; o antigo setor de recursos humanos, hoje é, ou pelo menos, deveria ser, a gestão estratégica de pessoas; nota-se também que, no Brasil isto ainda é menos visível, mas nos países desenvolvidos é a completa realidade.

Empresas como Google, Microsoft, e até mesmo, a Totvs, tem adotado políticas semelhantes, e vem contratando pessoas, através de processos de seleção diferenciados, não somente pelo currículo.  Esta é uma realidade inegável, precisamos de profissionais extremamente preparados para o futuro mercado de trabalho, assim como, as empresas deverão gerenciar este conhecimento, retendo talentos.

É importante salientar que, na era na informação, tecnologia e com a valorização cada vez mais forte do conhecimento dentro das organizações, é possível copiar equipamentos e produtos dos concorrentes, mas é impossível copiar o intelecto das pessoas.

Diante deste cenário complexo, no mundo corporativo e na sociedade em geral, alguns fenômenos econômicos e sociais de alcance mundial, como a globalização da economia e a generalização do uso da tecnologia da informação, são responsáveis pela reestruturação do ambiente e do modo de vida. É nesse cenário que a gestão do conhecimento se transforma em um valioso recurso estratégico para a vida das pessoas e das empresas.

A gestão do conhecimento parte da premissa de que todo o conhecimento existente nas organizações, na cabeça das pessoas, nas veias dos processos e no coração dos departamentos, pertence também à organização. Em contrapartida, todos os colaboradores podem usufruir de todo o conhecimento presente na organização.

Portanto para que as empresas sobrevivam neste novo contexto e para que produzam bens e serviços de qualidade, é de suma importância, que possuam lideres preparados, que gerenciem a gestão do conhecimento, que se adaptem a esta nova realidade. A organização precisa de um qualificado capital humano, originado pelo conhecimento adquirido e experiência das pessoas, para alcançar seus objetivos e aumentar suas riquezas.

Momento do Administrador, Jéssica Emanuele Tomio Pereira - 18 de julho 2016.