domingo, 12 de julho de 2015

Startups: como fazer um Pre-Mortem (e previnir o Post-Mortem)

A ideia é que você reúna a sua equipe e finja que o produto falhou. Isso mesmo: falhou, caiu aos pedaços, implodiu ou "disse Aloha Oe", como dizemos no Havaí




Médicos conduzem postmortems para descobrir o porquê as pessoas morreram. Eles fazem isso para resolver um crime, previnir a morte de outros e satisfazer suas curiosidades. Entretanto, uma vez que uma pessoa morre, é tarde demais para ajudá-la.

Empresários e seus investidores geralmente analisam porque um produto, serviço ou companhia morreu - especialmente se é a empresa de alguma outra pessoa. E, assim como no caso de pessoas mortas, um postmortem é muito tarde para fazer algum bem para um produto, serviço ou companhia defunto. Entenda o conceito de premortem, cunhado por Gary Klein, cientista chefe da Klein Associates e autor de "Sources of Power: How People Make Decisions".

A ideia é que você reúna a sua equipe e finja que o produto falhou. Isso mesmo: falhou, caiu aos pedaços, implodiu ou "disse Aloha Oe", como dizemos no Havaí. Você pede para a equipe apresentar todas os motivos que causaram o fracasso. Então cada membro tem que enumeram uma razão até que todos estejam na lista. O próximo passo é descobrir maneiras de previnir cada uma das hipóteses de acontecer.

Você não pode pedir para que a equipe relatar os problemas e desafios porque reuniões regulares são regidas por jogos mentais e regras não escritas, como por exemplo, não envergonhar seus amigos, não parecer um mau jogador em equipe e não fazer inimigos. Você não pode me dizer que todos são completamente abertos e honestos nestes encontros.

Em contraste, as pessoas não estão colocando a culpa um no outro e em outros grupos em um premortem (ao menos nos realizados corretamente). Todo mundo está compilando uma lista de todos os fatores hipotéticos que podem aparecer. E "todos" significa "todos" porque seria uma pena se alguém pensasse em um problema, mas o julgou não importante o suficiente para mencionar.

Este artigo é um trecho do meu livro "The Art of the Start 2.0".



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