Quando a gente pensa em marca, logo algumas delas vêm à
nossa mente. Normalmente, as empresas mais próximas ao nosso cotidiano,
especialmente as que nos trazem um apelo emocional mais forte. Ligamos-nos
muito fortemente a elas, especialmente quando a relação de consumo é duradoura.
Agora, o que muita gente ainda não se dá conta, é que a
marca tem uma segunda percepção importante a ser avaliada. E que deve ganhar
cada vez mais força com o advento de ferramentas digitais que buscam maximizar
esta exposição. A sua marca como empregadora, ou employer branding. É muito
diferente a percepção de uma marca quando comparamos a relação de consumo com a
relação empregatícia? E a resposta conveniente é... Depende.
Em alguns casos, marcas têm desenvolvido ótimos trabalhos
nas duas frentes. Excelente exposição na abordagem à figura do cliente e também
à figura do candidato (Que, diga-se de passagem, é a mesma pessoa em boa parte
do tempo). Mas nem sempre funciona desta forma. Muitas empresas simplesmente se
esquecem de evidenciar seus atributos como empregadora e se dividem em alguns
grupos:
- As empresas completas – As que mencionamos há pouco.
Buscam organizar-se de maneira a preservar sua imagem junto a clientes, atuais
e potenciais colaboradores (Grupo ainda pequeno, com tendência de crescimento)
- As empresas voltadas ao mercado – Aquelas que possuem
estratégias voltadas exclusivamente ao cliente e apostam neste apelo de marca
para atrair seus profissionais. (Ainda o maior grupo)
- As empresas voltadas ao colaborador - Aquelas que possuem
estratégias voltadas mais fortemente ao colaborador, sem grande capacidade (ou
necessidade) de trabalhar a marca junto ao target de clientes. Normalmente
empresas de B2B e bastante segmentadas (Grupo pequeno, sem grande perspectiva
de alteração)
A tendência é ter o grupo de empresas voltadas ao mercado
migrarem ao grupo de empresas completas e, cada vez mais, buscarem alternativas
para melhor tratar seus colaboradores atuais e potenciais. No que diz respeito
à atração de profissionais, um risco que se corre atualmente é o uso
indiscriminado de redes sociais e profissionais, sem o devido tratamento
posterior.
Associar sua marca a um processo de atração organizado de
potenciais talentos, com uma mensagem clara sobre os valores e vantagens da
empresa, é muito positivo. O segredo é o tratamento posterior. Estas pessoas
são contatadas? São entrevistadas e avaliadas? Por quem? Como são tratadas após
este estímulo? A empresa tem condições de manter relacionamento com este grupo
e evitar frustrações?
Muitas podem arriscar até sua boa imagem no que diz respeito
à relação de consumo por um trabalho mal executado enquanto marca empregadora,
na hora de atrair profissionais. Portanto, use as ferramentas de atração sempre
associada as outras ferramentas que colaborem com as etapas posteriores à
atração.
Uma avaliação prévia por telefone, um feedback bem
fornecido, bem como novas interações futuras com estes grupos são ações
fundamentais para que a percepção de sua marca como empregadora se cristalize.
Não esqueça: TUDO COMUNICA. O que sua empresa fala no mercado, seja qual for o
objetivo, pode implicar em melhora ou piora de sua percepção de marca.
Um abraço e seja marketeiro!
Fonte: Mundo do Marketing
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