terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Inadimplência está ligada a maus hábitos financeiros, segundo SPC Brasil

Estudos mostram que pessoas que pagam as contas em dia não têm necessariamente renda menor do que aquelas que com dívidas atrasadas




Foi divulgado, nesta quarta-feira (22), pelos economistas do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) uma avaliação realizada com dados retirados das pesquisas divulgadas pelo SPC em 2013, todas encomendadas com o intuito de entender a relação do consumidor adulto brasileiro com o próprio dinheiro.

Os especialistas chegaram à conclusão de que há um descontrole financeiro e inadimplência mesmo entre as famílias de renda elevada. Quatro estudos mostram que pessoas que pagam as contas em dia não têm necessariamente renda menor do que aquelas que com dívidas em atraso. Ao contrário do que muitos pensam inadimplência no Brasil não está relacionada à renda baixa, mas principalmente a maus hábitos de planejamento financeiro.

Dados de uma pesquisa encomendada em agosto do ano passado para traçar o perfil do consumidor inadimplente no país, revelaram que 16% da amostra de pessoas com contas pendentes há mais de 90 dias pertenciam às classes D e E (renda familiar inferior a R$ 905 por mês). No entanto, ao avaliar a amostra de adimplentes nessa mesma concentração de consumidores de menor renda (classes D e E), o percentual subiu para 22%.

“De maneira geral, os estudos sugerem que consumidores adimplentes adotam práticas financeiras mais cautelosas e conservadoras, independentemente da classe social a qual pertencem. Isso inclui hábitos como o de planejar os gastos, poupar dinheiro para uma emergência e o de não emprestar o próprio nome a terceiros”, informa Luiza Rodrigues, economista do SPC Brasil.

Em relação às diferentes posturas frente ao endividamento, para  os adimplentesdívidas as dívidas são evitáveis. Dentre eles, 93% evitam dívidas, seja controlando os impulsos de compra (37%), seja se planejando financeiramente (56%). Já entre os inadimplentes, 54% afirmam que a dívida que possuem atualmente não poderia ter sido evitada e apenas 38% afirmam que o endividamento foi resultado de falta de controle.

Além disso, em relação às finanças pessoais, de modo geral o consumidor apresenta-se sem preparado para qualquer tipo de emergência financeira: 42% dos adultos entrevistados declararam que não guardam dinheiro para uma situação de emergencial. “Em muitos casos, os estudos sugerem que adoção de hábitos simples de planejamento financeiro poderia ter evitado a situação inadimplência. E comportamentos impulsivos de compra e hábitos de risco foram detectados em todos os extratos sociais”, afirma Luiza.

Para os economistas, as pesquisas feitas pelo SPC Brasil comprovam que o brasileiro é carente de educação financeira. “Os resultados apontam para uma alta frequência de consumidores impulsivos, levados pela moda, propaganda ou desejo de auto-afirmação. Além disso, a inadimplência parece estar ligada, em muitos casos, à falta de hábitos simples de planejamento financeiro e de precaução contra emergências”, explica Luiza.



Espaço do Administrador - Diferenças e semelhanças entre o empreendedor e o administrador

Há algumas distinções, embora sutis, que distinguem o administrador do empreendedor




É importante destacar que há diferenças significativas entre a figura do empreendedor e a do administrador. São diferenças importantes para que se possa compreender o papel de cada um deles e sua importância para o desenvolvimento de nação. Para isso continuaremos a observar pelo olhar de Dornelas (2005, p. 30-34).

Para este autor, os administradores, mesmo os de sucesso, em geral, apresentam características como pessoalidade, bom uso do relacionamento interpessoal, com foco nas organizações e ações conjuntas, além da utilização da estrutura hierárquica.

Empreendedores de sucesso, por outro lado, são visionários, sabem tomar decisões, fazem a diferença sabendo explorar ao máximo as oportunidades. Eles são determinados, dinâmicos, dedicados, otimistas e apaixonados pelo que fazem. São independentes e proativos, consequentemente, ricos, com muita capacidade de planejamento, liderança e organização.  São bem relacionados, possuem conhecimento, assumem risco calculado, além de criar valor para a sociedade.

É claro que uma coisa não necessariamente exclui a outra. Mesmo que não seja preciso ser alguém com formação em administração para ser empreendedor, os conhecimentos resultantes dela podem ser de fundamental importância para o sucesso de um empreendimento, qualquer que seja. Analisemos pela visão de outros autores as características de empreendedores e administradores mesmo que o fato de alguém ser administrador não o impeça de ser empreendedor e vice-versa.

Para entender sobre o conceito de administrador é preciso captar primeiro a ideia que o fez surgir: administração. Segundo Chiavenato (1997, p. 7), “a tarefa básica da administração é a de fazer as coisas por meio das pessoas. Seja nas indústrias, no comércio, nas organizações de serviços públicos, nos hospitais, nas universidades, nas instituições militares ou em qualquer outra forma de empreendimento humano, a eficácia com que as pessoas trabalham em conjunto para conseguir objetivos comuns depende principalmente da capacidade daqueles que exercem função administrativa.

Considera-se o planejamento com visão de futuro um dos principais diferenciais entre o empreendedor e o administrador. Porém, se planejar é uma das funções básicas do administrador, apontadas na abordagem clássica, Dornelas (2001, p. 37) considera isso um paradoxo pois, “o empreendedor estaria sendo um administrador completo, que incorpora as várias abordagens existentes sem se restringir a apenas uma delas e interage com seu ambiente para tomar as melhores decisões”.

Depois de tal raciocínio pode-se claramente ver que o administrador necessita de habilidade para gerenciar pessoas para que estas possam fazer o melhor uso possível de suas competências e também dos recursos materiais que a organização lhes oferece para o seu processo produtivo.

É claro que a maioria dos empreendedores, consequentemente, acaba se tornando administradores, já que irão ter que gerir seus negócios. No entanto nem todo administrador possui características de empreendedor, ou pelo menos, não tão acentuadas quanto às de um empreendedor nato. Por esse ponto de vista, o empreendedor é um ser inovador por natureza, enquanto que o administrador está centrado mais no domínio da técnica.


Claro que tal conceituação, hoje em dia, não pode ser levada ao pé da letra já que os cenários mudam rapidamente e que no final das contas todo administrador deve ter características empreendedoras tendo em vista a importância disso para enfrentar as adversidades do mundo contemporâneo. Portanto necessita ser criativo tanto quanto qualquer empreendedor, assim como todo empreendedor necessita também de um bom domínio da função administrativa.



Dica do dia



Prédio de luxo vira favela na Venezuela

O edifício que deveria ser o Centro Financeiro Confinanzas em Caracas hoje abriga mais de 2.500 pessoas




Na década de 90, o bancário David Brillembourg decidiu construir um prédio que seria o Centro Financeiro Confinanzas em Caracas, na Venezuela. Com a morte do mentor do projeto, a obra foi abandonada e passou a ser ocupada por pessoas que sofriam com a crise imobiliária no país.

Hoje, a chamada Torre de David abriga mais de 2.500 pessoas, que apesar de possuírem sistema interno de água, luz e até TV a cabo, vivem em condições precárias. Os moradores reformaram o local e negam que aconteçam estupros, roubo e tráfico de drogas, como é noticiado pela mídia.

Além disso, é possível encontrar no local restaurantes, salão de cabeleireiro e lojas de roupas. No documentário abaixo (em inglês) é possível conhecer melhor a história do prédio de luxo que se tornou a favela mais alta do mundo.



segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

8 táticas para negociar com os tubarões

Conheça maneiras de negociar com os predadores do mundo corporativo




Com um olfato aguçado e visão periférica, os tubarões são uma máquina de caça completa. Eles sentem o cheiro de sangue e sabem a hora de atacar. Perto deles, humanos se tornam frágeis e indefesos. Entretanto, não é preciso ir até o mar para encontrar essas criaturas temidas e fascinantes, já que o universo corporativo também está repleto desses predadores. “Os negociadores tubarões”, como são chamados pelo autor Jorge Menezes no livro “Aprenda a negociar com tubarões”, geralmente ocupam altos cargos nas companhias e costumam deixar um rastro de sangue por onde passam.

Para evitar que esses negociadores façam novas vítimas, Menezes elencou algumas estratégias de “sobrevivência”. “Esta espécie de negociador já deixou mais vítimas em sua carreira do que muitos tubarões nos oceanos. O pior é que está cada vez mais difícil identificar esses tubarões corporativos, pois eles já evoluíram e refinaram suas técnicas de abordagem a tal ponto que muitas das vezes só percebemos seu ataque quando já é tarde demais”, afirma o autor. 

Veja abaixo sete maneiras de negociar com tubarões:


1) Técnica do Cavalo de Troia

A história de como os troianos foram derrotados pelos gregos já é bem conhecida. Durante a guerra de Troia, os exércitos da Grécia tentavam invadir a cidade oponente. Sem sucesso, eles criaram um cavalo que seria um “pedido de paz”, mas que na verdade escondia milhares de soldados dispostos a massacrar Troia. Menezes adapta esta história ao contexto das negociações afirmando que é preciso disfarçar nossas verdadeiras intenções. Manter nossos objetivos em segredo o maior tempo possível dificulta as estratégias desse tipo de negociador.

 2) Tática de criar valor com a escassez

O autor destaca a importância de valorizar cada concessão que você fizer. Para ele, é preciso deixar o tubarão com a sensação de que ele conseguiu extrair algo muito valioso na negociação. Nesse sentido, ele cita o “Ciclo das Oportunidades” – que explica os períodos de escassez e abundância do ser humano – quem estiver passando por períodos de escassez deve valorizar muito cada concessão e explorar a vaidade dos tubarões.

3) Tática da imprevisibilidade

Menezes ressalta mais uma vez a importância de surpreender os negociadores. Aqui, ele aconselha a ser moderado com as suas palavras, evitando expor mais que o necessário. “A previsibilidade
nos torna um alvo mais fácil de alvejar do que um alvo em constante movimento. É por este motivo que a tática da imprevisibilidade se mostra tão eficaz”, afirma o livro.

4) Tática do caçador

Ao negociar com tubarões, seja também um caçador. O livro explica que podemos incorporar ao universo corporativo técnicas de caça aos lobos. Para capturar esses animais, os profissionais estudam seus hábitos e a rotina. Conhecendo o comportamento, podemos nos aproximar da maneira mais favorável possível.

5) Tática da valorização da presença

Quando estamos muito disponíveis, passamos a imagem de que precisamos mais dos nossos oponentes que eles de nós. Por isso, o autor aconselha que você não permita que as pessoas se acostumem tanto com a sua presença. Sua agenda deve ser algo especial e deve passar uma mensagem de que você tem muito a oferecer às pessoas.

6) Tática da máscara de lebre

“Vista-se como uma lebre para matar o tigre”. Essa expressão milenar chinesa lembrada pelo livro aconselha aos negociadores que eles se mostrem inofensivos diante de seus oponentes, para que assim eles mostrem seu verdadeiro caráter. “Quando nossos oponentes acreditam que não representamos um perigo real, relaxam a guarda e deixam suas defesas desprotegidas”, conclui o autor.

7) Tática do vazio emocional

“Todos nós temos vazios emocionais que desejamos preencher. Quando preenchemos o vazio do oponente, damos a ele uma sensação de satisfação e felicidade”, afirma o livro.  De acordo com o autor, essa tática joga com o comportamento humano e suas carências. Procure conhecer as necessidades dos seus opositores.

8)  Tática do camaleão

Para negociarmos bem, muitas vezes precisamos camuflar nossas habilidades. Isso confunde o tubarão, que, por sua vez, pensa que está no comando da situação. O camaleão se confunde com o meio ambiente para fugir de certos predadores e você pode adaptar essa característica na sua carreira.



10 princípios que ajudaram o Google a ser um gigante

Conheça as lições de Sergey Brin e Larry Page, os criadores da empresa mais inovadora de todos os tempos




O que se tornou a marca mais poderosa do mundo, segundo a BrandZ, começou como um projeto de pesquisa de Larry Page e Sergey Brin, em 1996, quando ambos faziam doutorado na Universidade de Stanford, na Califórnia, EUA. No dia 4 de setembro de 1997, eles fundaram a startup cuja missão era "organizar a informação mundial e torná-la universalmente acessível e útil", remanescente até hoje.

De ferramenta de busca online, o Google passou a ser uma empresa multinacional de serviços online e software, considerada pela revista Fortune como o quarto melhor lugar do planeta para se trabalhar.

No livro “Google – lições de Sergey Brin e Larry Page, os criadores da empresa mais inovadora de todos os tempos”, a autora Janet Lowe descreve a trajetória dos garotos do Google e a história do site mais acessado do mundo, bem como os fundamentos que resultaram no sucesso da companhia.

Conforme destaca a autora, 10 princípios são apresentados pelo Google aos seus colaboradores, com o objetivo de que sirvam para nortear o trabalho deles na companhia. Para você que quer se inspirar, listamos abaixo esses mandamentos:

1. Concentre-se no usuário e todo o resto virá junto

O Google se esforça para colocar o usuário frente aos acionistas na hora de tomar decisões. Além do que, pensando em seu clientes, a organização mantem quatro preceitos: o posicionamento ou ranking em resultados de busca não são vendidos; a interface da página será sempre clara e simples; as páginas são carregadas instantaneamente; os anúncios devem ser relevantes à busca e não causar distração.

2. É melhor fazer uma coisa muito, muito bem

À medida que o Google evolui, ele passa a lançar produtos distantes do objetivo inicial do site. Porém, de acordo com a empresa, essas novas criações, como o Gmail e o Google Maps, fazem parte do esforço de sua equipe para facilitar e aprimorar a busca na internet. 

3. Ser rápido é melhor que ser lento

"O Google pode ser a única empresa no mundo cujo objetivo claro é fazer os usuários saírem do site o mais rápido possível". Isso porque seus funcionários acreditam em satisfação instantânea.

4. Democracia funciona na internet

Em seu site, o Google explica que, por confiar nos milhões de sites que existem, trabalha para determinar quais deles oferecem os conteúdos mais relevantes. Isso é conhecido como “sabedoria das multidões”.

5. Você não precisa estar em sua mesa de trabalho para ter uma resposta

Por este motivo a empresa se dedica à tecnologia, tornando a pesquisa na internet acessível em PDAs, smartphones e automóveis.

6. Você pode ganhar dinheiro sem precisar fazer maldade

Para o Google, nenhum ganho a curto prazo justificaria perder a confiança dos usuários que acreditam na objetividade da empresa, assim sendo, não é possível comprar um PageRank – posicionamento dos websites nos resultados de buscas. Ademais, anúncios pop-up, por atrapalharem a visibilidade do conteúdo solicitado, não são aceitos.

7. Sempre há mais informações por aí

Com a expansão do World Wide Web, é necessário e também desejável que o Google continue adicionando material em seu sistemas de buscas, por este motivo, ele é o site que indexa mais páginas do que qualquer outro serviço de buscas.

8. A necessidade de informação atravessa todas as fronteiras

"Mais da metade dos resultados de busca do Google são enviados para usuários fora dos Estados Unidos. Os resultados de busca estão disponíveis em, aproximadamente, 118 idiomas e o serviço de tradução do Google melhora continuamente".

9. Você pode ser uma pessoa séria sem estar vestindo terno

Ninguém melhor para comprovar este fato do que Larry e Sergey. O presidente executivo e de produtos  e o presidente de tecnologia da empresa, respectivamente, são sempre vistos trajando jeans e calçando Crocs no ambiente corporativo. Inclusive o chefe do escritório de Paris veste calças Levi's para trabalhar.

10. Ser ótimo não é bom o suficiente

Para o Google, o melhor não é o ponto de chegada, e sim o de partida. Desse modo, os colaboradores da empresa têm em mente que devem entregar mais do que o esperado.



Espaço do Administrador - A importância do planejamento em compras




Ao longo do tempo, podemos perceber as mudanças que vem ocorrendo na forma das organizações guiarem seus negócios. O foco passou a ser direcionado do produto para o cliente, os estoques passaram a ser administrados de acordo com a demanda, o fornecedor passa a integrar a cadeia em posições estratégicas e a qualidade passou a ser fator principal para a competitividade empresarial.

Com todas essas mudanças, as empresas passaram a enxergar a função compras não somente em nível operacional, onde a maior parte dos esforços são gastos para a colocação de pedidos e resolução de problemas emergentes, mas em nível estratégico, onde os esforços passam a ser direcionados para o planejamento das atividades principalmente em médio e longo prazo.

Podemos perceber claramente essa mudança quando atuamos em grupos multifuncionais para a escolha das melhores técnicas e estratégias a serem escolhidas para determinada compra. Podemos utilizar como exemplo o setor de manutenção, que ao invés de reagir de acordo com as necessidades que na maioria das vezes são emergenciais atuando somente quando surge a necessidade de determinado item, passa a ser proativa com manutenção preventiva de máquinas e equipamentos, planejamento anual, etc. Outro exemplo e a curva ABC para análise de consumo e demanda anual, onde o objetivo é centralizar as compras em fornecedores previamente selecionados mediante RFI, aumentar o poder de barganha nas negociações e reduzir o lead time do ciclo de compra.

Como podemos notar, o planejamento em compras torna-se essencial para a competitividade, pois os processos tornam-se mais eficientes reduzindo custo e tempo ao mesmo tempo focando na qualidade dos produtos e serviços comprados e manutenção dos relacionamentos com solicitantes e fornecedores.