domingo, 2 de fevereiro de 2014

Dica do dia



Tony Ramos tem contrato renovado com a Friboi

Desde que o bordão viralizou, as vendas da marca cresceram 20%




“E a carne é Friboi?” - a frase do ator Tony Ramos na campanha da marca Friboi, pertencente ao frigorífico JBS, se tornou um dos memes mais fortes no Brasil. A frase foi repetida à exaustão e utilizada em uma série de piadas nas redes sociais fazendo com que a empresa se tornasse mais conhecida pelos consumidores.

Porém não se engane quanto ao poder dos virais. Apesar de a propaganda ter sido ironizada, desde que o bordão viralizou, as vendas das carnes Friboi cresceram em 20%. Com isso, a JBS decidiu renovar o contrato com o seu garoto-propaganda até o final de 2014.

"No começo você pode até chamar a atenção de alguma forma, posso ter ajudado a chamar a atenção, mas o produto só perdura se for bom. Claro, não é excesso de modéstia minha, eu tenho plena consciência do que sou, do que eu represento, mas o produto tem que ter qualidade”, afirmou Tony Ramos, sobre o sucesso da campanha.



sábado, 1 de fevereiro de 2014

Os melhores líderes tendem a ter sentimento de culpa, segundo pesquisa

Pesquisadores de Stanford descobriram que a forma como as pessoas respondem aos seus erros pode indicar seu "nível" de liderança




Costumamos ver os líderes como pessoas sociáveis, extrovertidas e “pra cima”, mas uma pesquisa feita na Escola de Administração da Unversidade de Stanford mostrou que nem sempre o estereótipo corresponde à realidade. Um elemento em especial, a culpa, é o objeto da pesquisa, que aponta que pessoas com tendência a se sentirem culpadas geralmente carregam grande senso de responsabilidade, o que transparece para os que estão ao seu redor, de forma que essa responsabilidade os faz enxergar estas pessoas como líderes.

Esse é um resumo da tese de Becky Schaumberg, candidata ao doutorado em Comportamento Organizacional que conduziu a pesquisa juntamente com Francis Flynn, professor do mesmo tema. Em um de seus estudos, Schaumberg e Flynn recrutaram grupos de quatro ou cinco desconhecidos entre si e lhes deram um teste de personalidade online que media traços como tendência a sentir culpa, tendência a sentir vergonha, o quanto a pessoa é extrovertida, entre outros.

Embora “culpa” e “vergonha” pareçam a mesma coisa para muitas pessoas (e as duas são, de fato, respostas negativas ao conhecimento de que se fez alguma coisa errada), psicólogos reconhecem uma distinção crucial entre elas: enquanto alguém que sente culpa se sente mal e deseja reparar seu erro, quem sente vergonha prejudica sua autoestima, buscando afastar-se do erro na tentativa de evitar tal sentimento.

Todas as pessoas tendem a responder aos erros com uma das duas (culpa ou vergonha), e quando se testam as reações de cada pessoa a possíveis situações em que ela comete um erro, constata-se para qual das duas ela tende. Essa distinção faz toda a diferença na hora de identificar alguém como líder, de acordo com a pesquisa. Depois de feito o teste, os pesquisadores colocaram cada grupo em um laboratório e, sem designar um líder, lhes davam uma hora para completar duas tarefas em grupo.

Ao final dessa hora, os participantes deveriam avaliar uns aos outros em relação às suas habilidades de liderança. Em todos os grupos testados, as pessoas que foram julgadas pelas outras como líderes em maiores escalas eram as que tinham sido acusadas no teste como tendo maior tendência a sentirem culpa. O surpreendente, segundo os estudiosos, foi que a tendência ao sentimento de culpa foi muito mais relacionado à liderança do que a ser extrovertido, uma marca famosa da liderança. As pessoas do grupo não necessariamente reconheceram essa tendência a se sentir responsável pelos erros naqueles a quem consideraram líderes. A tendência ao sentimento de culpa se revelou em seus próprios comportamentos na hora da tarefa, e esses sim foram identificados pela equipe.

Outros testes foram realizados, em empresas, por exemplo. Os pesquisadores recolheram feedbacks sobre alguns alunos do MBA da universidade com seus antigos patrões, professores e colegas de trabalho, buscando sua percepção quanto a esses traços de liderança. A relação entre tais traços e o nível de tendência ao sentimento de culpa também foi evidente. Schaumberg diz que pode parecer estranho que a culpa possa agir positivamente, pois geralmente a vemos como um sentimento negativo. O ponto-chave aqui é que esse sentimento pode ser prejudicial para o indivíduo, quando constantemente alimentado, mas em certo nível, é benéfico para o grupo em que a pessoa está inserida. Um sentimento de responsabilidade em relação à empresa ou à equipe de um gerente pode servir como um motivador para o alcance de objetivos e vitórias conjuntas.

Outra questão importante da pesquisa é a clara diferença entre pessoas com tendência ao sentimento de culpa versus as que tendem à vergonha. Essas últimas tendem a fugir de seus erros e problemas, de acordo com Schaumberg e Flynn, representando um papel derrotista dentro da organização em que trabalham. Dessa forma, a resposta mais construtiva aos erros seria sentir-se responsável o suficiente para enfrentar as situações difíceis e consertar o que está errado. Esse é o comportamento daqueles que são mais percebidos - e respeitados - como líderes.



Fazer mais com menos é, realmente, possível?

Quando nossa empresa nos proporciona as ferramentas e os conhecimentos necessários para alcançar tais objetivos é relativamente tranquilo. Mas, e quando isso não acontece?




Prezados administradores, hoje irei compartilhar com vocês uma pequena história que ilustrará, de uma forma bem simples, um pensamento que adora ser proferido por nossos queridos chefes. Trata-se da boa e velha máxima “fazer mais com menos”, um importante princípio da eficiência organizacional.

A grande questão a ser refletida é a seguinte: fazer mais com menos quando nossa empresa nos proporciona as ferramentas e os conhecimentos necessários para alcançar tais objetivos é relativamente tranquilo, mas, e quando isso não acontece?

E quando nós sabemos que somos capazes, e estamos motivados para executar as tarefas que nos foram propostas, mas somos impedidos de realizá-las por culpa de uma ineficiência organizacional? Quais implicações isso irá nos gerar?

Acompanhem:

Imaginem uma equipe de 10 pessoas construindo uma casa. Elas têm certo número de dias para a construção. Imagine que dois operários estão doentes, e não há substitutos. Cada um vai faltar dois dias de trabalho. Mas os demais operários são informados de que precisam terminar a obra a tempo. Eles resmungam, mas conseguirão terminar, mesmo com dois homens a menos.

Eles podem trabalhar uma hora extra por dia, ou trabalhar no fim de semana. Mas, digamos que dois operários fiquem doentes e levem as ferramentas para casa. Não há martelos. Não há pregos, escadas ou serras. E não há verba para comprar novas ferramentas.

Se o empreiteiro diz aos trabalhadores que eles ainda têm de completar a tarefa dentro do prazo, sem ferramentas, eles vão pensar que o chefe está louco. E se ele insistir, eles podem tentar, mas vão fracassar. Porque, sem as ferramentas, essa equipe não pode realizar seu trabalho.

O que essa simples passagem nos mostra é que, a partir do momento em que queremos fazer nosso melhor trabalho, mas não temos como, a nossa tendência natural é começarmos a nos sentir frustrados.

Mas existe um importante detalhe a ser dito, frustração não é o mesmo que desmotivação. Só fica frustrado aquele funcionário que realmente se importa com os objetivos da organização, aquele que realmente se dedica ao que faz, mas que, infelizmente, é impedido por obstáculos organizacionais de utilizar todo o seu potencial.

Mas, calma, que pode piorar. Geralmente, como tais funcionários não querem se indispor com seus superiores, principalmente em uma cultura paternalista como a brasileira, a frustração costuma ser uma doença silenciosa.

Esses funcionários, com o tempo, podem se desligar da empresa, indo em busca de um lugar melhor. O gestor que não compreende esse processo poderá presenciar uma verdadeira fuga de talentos.

Agora, o mais importante: como identificar e como resolver essa importante questão?

Bem, esse será o assunto do meu próximo texto, no qual abordarei os princípios contidos no livro O inimigo do engajamento profissional: conquiste o comprometimento de sua equipe e elimine a frustração, de Mark Royal e Tom Agnew.

Porém, já vou adiantando, esse problema não será resolvido com palestras motivacionais, como a maioria dos gestores acredita.

Não percam!



Espaço do Administrador - O que é o 5W2H e como ele é utilizado?

Conhecendo bem o mundo acadêmico e seus trabalhos mirabolantes que costumam deixar os estudantes de cabelos em pé, vou (re)começar hoje uma série sobre as ferramenta de gestão mais utilizadas. E após já ter falado há um tempo sobre cadeia de valor e mais detalhadamente sobre Balanced Score Card – BSC, hoje falarei sobre a ferramenta 5W2H. Você sabe o que é e para que serve? Então fique de olho!






O que é o 5W2H?

O 5W2H, basicamente, é um checklist de determinadas atividades que precisam ser desenvolvidas com o máximo de clareza possível por parte dos colaboradores  da empresa. Ele funciona como um mapeamento destas atividades, onde ficará estabelecido o que será feito, quem fará o quê, em qual período de tempo, em qual área da empresa e todos os motivos pelos quais esta atividade deve ser feita. Em um segundo momento, deverá figurar nesta tabela (sim, você fará isto em uma tabela) como será feita esta atividade e quanto custará aos cofres da empresa tal processo.

Esta ferramenta é extremamente útil para as empresas, uma vez que elimina por completo qualquer dúvida que possa surgir sobre um processo ou sua atividade. Em um meio ágil e competitivo como é o ambiente corporativo, a ausência de dúvidas agiliza e muito as atividades a serem desenvolvidas por colaboradores de setores ou áreas diferentes. afinal, um erro na transmissão de informações pode acarretar diversos prejuízos à sua empresa, por isso é preciso ficar atento à essas questões decisivas, e o 5W2H é excelente neste quesito!

Por que 5W2H?

O nome desta ferramenta foi assim estabelecido por juntar as primeiras letras dos nomes (em inglês) das diretrizes utilizadas neste processo. Abaixo você pode ver cada uma delas e o que elas representam:

What – O que será feito (etapas)
Why – Por que será feito (justificativa)
Where – Onde será feito (local)
When – Quando será feito (tempo)
Who – Por quem será feito (responsabilidade)
How – Como será feito (método)

How much – Quanto custará fazer (custo)


Há ainda outros 2 tipos de nomenclatura para esta ferramenta, o 5W1H (onde exlui-se o “H” referente ao “How much”) e o mais recente 5W3H (onde inclui-se o “H” referente ao “How many”, ou Quantos). Todas elas podem ser utilizadas perfeitamente dependendo da necessidade do gestor, respeitando sempre as características individuais.

Como utilizar?

Antes de utilizar o 5W2H é preciso que você estabeleça uma estratégia de ação para identificação e proposição de soluções de determinados problemas que queira sanar. Para isso pode-se utilizar de brainstorm para se chegar a um ponto comum. É preciso também ter em conta os seguintes pontos:

Tenha certeza de estar implementando ações sobre as causas do problema, e não sobre seus efeitos;
Tenha certeza que suas ações não tenham qualquer efeito colateral, caso contrário deverá tomar outras ações para eliminá-los;

É preciso propor diferentes soluções para os problemas analisados, certificando-se dos custos aplicados e da real eficácia de tais soluções.

Me dá um exemplo?

Sim, claro! Ao planejar determinada atividade gerencial, você deve responder às  7 perguntas citadas acima com clareza e objetividade. Logo após, você deverá elaborar uma tabela explicativa sobre tudo o que foi planejado. Abaixo segue o esboço bem simples de uma planilha de 5W2H. Ela pode ser configurada da maneira que o utilizador achar melhor (linhas, colunas, cores etc). Mas sempre seguindo o modelo de especificar, ao máximo, todas as etapas do processo. Caso contrário o 5W2H perde a sua função.

Conheça mais exemplos de utilização do 5w2h.




A ferramenta 5w2h é uma das mais fáceis de ser implementada e traz grandes benefícios para os gestores e suas atividades organizacionais. Por isso, não deixe de utilizá-la em seu dia-a-dia empresarial. Você só tem a ganhar!

E aí, o que achou desta ferramenta? Já trabalha com ela e quer contar suas experiências? Deixe um comentário e compartilhe sua opinião com nossos leitores!



Dica do dia



Inovação depende de planejamento estratégico

Criatividade é o ponto de partida para boas ideias. Um projeto inovador depende de trabalho em equipe e da identificação das necessidades do consumidor para entregar uma solução


A inovação é uma meta perseguida por grande parte das companhias que buscam se destacar frente a concorrência e conquistar um lugar de destaque junto ao consumidor. Para que isso aconteça é necessário diferenciar a criatividade da inovação, dois princípios diferentes comumente confundidos. A primeira é o ponto de partida para a segunda. Um projeto é inovador a partir do momento em que deixa de ser apenas uma ideia e se torna uma tendência de consumo entre os consumidores.

Uma mentalidade inovadora no ambiente coorporativo passa obrigatoriamente por alguns pilares: planejamento estratégico para identificação dos pontos que demandam atenção, compreensão das falhas dos produtos, percepção das necessidades dos consumidores, trabalho em equipe e esforço para driblar dificuldades orçamentárias. “Para inovar é necessário saber aonde quer que isso aconteça, pois inovar de uma maneira caótica pode até ser possível, mas identificar aonde estão os problemas é mais eficiente”, diz Luiz Serafim, Gerente de Marketing da 3M do Brasil, em entrevista para a TV Mundo do Marketing.

Criatividade como ponto de partida para inovar

Para pequenas e médias empresas, a criatividade é o ponto de partida para as empresas desenvolverem projetos de inovação. Para que isso aconteça, as empresas que se propõe a uma postura inovadora devem incentivar a liberdade criativa entre seus funcionários e estarem abertas a ouvir ideias e identificar aquelas com potencial para serem postas em prática. “A cultura é um dos principais alicerces: se tem alguém em uma área da empresa que quer dar uma ideia, mas o chefe não é sensível a ouvir, a pessoa ficará desmotivada”, comenta Luiz Serafim.

Sabe-se quando um projeto deu certo quando ele entrega resultados que podem ser no aumento de vendas, redução de custos ou aumento da satisfação do consumidor. Inovação é fazer o inédito, sendo assim, é fundamental dispor de certo grau de tolerância ao erro, inerente ao desafio de fazer algo nunca antes testado. “As pessoas tem que fazer o que gostam, mas em ambientes desafiadores. Uma das peças mais importantes para empresas inovadoras é o investimento em liderança para criar mecanismos onde os gestores inspirem as pessoas e desafiem e sejam acessíveis à ideias “, avalia o Gerente de Marketing da 3M.

Trabalho de equipe leva o projeto à pratica

Para criar algo novo é necessário mais do que uma boa ideia. Existem etapas de planejamento e execução a serem cumpridas aonde a participação de diferentes profissionais e a aproximação do público são pontos indispensáveis para identificar aonde o projeto se insere e se aproxima das necessidades reais do cliente para oferecer soluções. “O consumidor participa do processo de inovação. A empresa precisa fazer mais do que pesquisas, necessita de indicadores próximos do cliente e do mercado, carece de empatia, entrar na pele do cliente e vivenciar a experiência junto a ele”, diz Luiz Serafim, em entrevista ao Portal.

O processo de fabricação de um projeto inovador depende de um time para desenhar as características do que será lançado, desenvolver um protótipo e comunicar a ideia ao público. Para que este trabalho seja completo, um caminho é a adoção de processos colaborativos.  “Quando se tem uma estrutura de empresa em que as pessoas colaboram e trocam experiências e conhecimento, você tem uma plataforma muito favorável para crescer. Se você juntar clientes para falarem a respeito da sua empresa você tem uma ótima fonte de ideias”, aponta o Gerente de Marketing.

Para inovar a empresa precisa de projetos a longo prazo

Na rotina empresarial, entretanto, o curto prazo consome a maior parte dos esforços diários das equipes em busca de alcançar as metas e a produtividade prevista para o mês. Apesar das emergências do dia a dia, se o foco for inovar, é importante separar tempo e energia para traçar planos de longo prazo. “Além de fazer aquilo que todo mundo está fazendo para não ficar para trás e se preocupar com o giro cotidiano da empresa, é importante ter na agenda espaço para pensar a frente do seu tempo, pois isso dá espaço para inovar”, pontua Luiz Serafim.

Para enxergar uma oportunidade antes dos concorrentes o caminho é estar atento às megatendências para saber como se posicionar diante de cada uma. “Analisar as megatendências que impactam o mercado é uma questão de sobrevivência. O importante é o que as empresas, independente do segmento, estão fazendo com essas tendências e como elas estão traduzindo isso em solução e ofertas”, diz o Gerente da 3 M.

Entrega de soluções

Para fugir do lugar comum, as empresas devem buscar entregar soluções e explorar mercados que cabem dentro da marca. Uma possibilidade é criar objetos de desejo para o público, aumentando também a sua participação no ponto de venda. “A 3M inventou o durex, a fita commoditizou, ai nós criamos o acessório que corta a fita e deixa a ponta sempre a mostra. A ideia veio de uma necessidade identificada pelo cliente no ponto de venda. Se eu olhar apenas para o concorrente, sempre existirão produtos melhorando. Tenho que olhar para o cliente e o que ele quer para agregar valor”, conta Luiz Serafim.

Parte da evolução de produtos e processos de uma empresa passa por incorporar novas competências técnicas e melhorar pontos deficientes. “No Post It precisávamos rejuvenescer uma marca que já era admirada pelo público. Incorporamos competências de design que antes talvez a empresa não tivesse. Lançamos suportes de Post Its em formatos divertidos como maçã e o cachorro da Fita Scotch. Com isto, os produtos se tornam objetos de desejo”, complementa o Gerente de Marketing Brasil da 3M.