sexta-feira, 14 de abril de 2017

Inteligência emocional: mitos e fatos

Inteligência Emocional é muito mais do que ser "empático" ou "legal"



Inteligência Emocional é o mesmo que ser "legal" ou "educado"? Quando alguém tem muita Inteligência Emocional, pode-se dizer que essa pessoa tem muita empatia? Inteligência Emocional só serve para mulheres e homens que querem "ter contato com seu lado sensível"?

Após mais de duas décadas escrevendo e dando palestras sobre a ciência por trás da Inteligência Emocional e sua importância para os ambientes de trabalho, ainda cruzo com pessoas que acreditam em um ou mais desses mitos sobre IE. O autor de um artigo recente publicado na Scientific American caiu na armadilha de "IE refere-se apenas a empatia". Outro artigo, publicado na Harvard Business Review, igualou Inteligência Emocional a ser "legal". A assunção de que Inteligência Emocional está relacionada ao "interior feminino" de um homem foi levantada em uma das minhas postagens sobre competências de Inteligência Emocional.

Cada um desses comentários exemplifica estereótipos enganosos sobre Inteligência Emocional. E eles igualam uma pequena fatia dessas habilidades com o todo. Mas Inteligência Emocional é muito mais do que ser "empático" ou "legal".

Se alguém perguntar uma definição de Inteligência Emocional, o que você incluiria em sua definição?

Eis o que eu quero dizer quando me refiro a Inteligência Emocional: é a capacidade de reconhecer seus próprios e alheios sentimentos, de gerenciar suas emoções e de interagir efetivamente com os outros.

Obviamente, essas são qualidades humanas independentes de gênero ou quaisquer diferenças superficiais entre as pessoas, e refere-se a um equilíbrio saudável de uma vasta gama de competências.

O modelo de Inteligência Emocional que meus colegas e eu utilizamos inclui os quatro domínios demonstrados abaixo. Esses domínios se subdividem em 12 competências, capacidades que podem ser aprendidas e ensinadas e contribuem para uma melhor performance no trabalho e na vida.



Sim, você pode ver que autoconsciência e empatia estão na lista de competências. Você também irá notar outras competências, como pensamento positivo, gestão de conflitos, adaptabilidade e mais. Cada uma delas foca em uma maneira específica como os indivíduos podem se conscientizar e gerenciar suas emoções e suas interações com os outros.

Quando eu digo "contribua com a performance", sou enfático. Meu colega Dr. Richard Boyatzis, da Case Western Reserve University, e eu desenvolvemos essa lista após analisarmos as competências que as próprias companhias indicaram como distintivas entre os líderes com performance superior e os medíocres. Décadas de pesquisa do Dr. Boyatzis, Korn Ferry Hay Group e outros, mostram que altos níveis de habilidades de EI podem ser traduzidos em melhor performance. Veja abaixo alguns dados relacionados às diferentes competências.

· Autoconsciência emocional. Uma pesquisa do Korn Ferry Hay Group descobriu que, entre líderes com múltiplas forças em autoconsciência emocional, 92% deles tinham equipes com altos níveis de energia e performance.

· Autocontrole emocional. Pesquisadores australianos descobriram que líderes que gerenciam suas próprias emoções têm resultados melhores nos negócios.

· Adaptabilidade. Em um estudo junto a executivos de vendas de serviços financeiros, conduzido pelo Dr. Boyatzis e outros, quanto mais adaptável, maior a eficiência demonstrada pelas receitas e aumento nas vendas. Outros pesquisadores apontam que a adaptabilidade de um líder prediz uma melhor performance da equipe.

· Empatia. Uma pesquisa do Centro para Liderança Criativa descobriu que a empatia prediz uma melhor performance de trabalho para gerentes e líderes.

· Perspectiva positiva. Um pesquisador da Universidade da Carolina do Norte resume da seguinte maneira: pessoas que experimentam e expressam emoções positivas são, com frequência, mais resilientes, mais engenhosas, mais conectadas socialmente e com maior tendência a funcionar em nível otimizado.

Mais complexo -- e poderoso -- do que "legal"

Inteligência Emocional é a chave para líderes de todos os níveis das organizações, independente da indústria. Antes que você diminua o valor da Inteligência Emocional no mundo do trabalho, note se você está considerando toda a sua amplitude. E leia as pesquisas. Décadas de estudos empíricos demonstram que Inteligência Emocional é algo mais complexo -- e poderoso -- do que simplesmente "ser legal".

Momento do ADM, Daniel Goleman - 14 de abril 2017.


quinta-feira, 13 de abril de 2017

5 dicas de carreira que eu gostaria de ter recebido na faculdade

Dicas para universitários e recém formados sobre carreira



Você já deve ter sentido na pele a angústia de escolher um curso na faculdade. Muitas vezes essa é a primeira grande decisão que você toma quando jovem.

Em seguida, vem o foco nos estudos e, muitas vezes, só quando você está prestes a se formar é que se dá conta que você precisa pensar na sua carreira.

Mas será que você não deveria começar a pensar na sua carreira já no início da faculdade? Aqui vão 5 dicas de carreira que teria sido muito bom ter recebido logo no início da faculdade.

Dica #1: A escolha da faculdade é completamente diferente da escolha da carreira

Parece óbvio, mas muita gente confunde. A escolha da faculdade não significa diretamente a escolha de uma carreira.

Um jovem pode estudar engenharia e optar por uma carreira na área de planejamento de uma organização, pode se tornar empreendedor prestando um serviço de consultoria, ou pode optar por uma carreira no setor público.

Isso vale para qualquer faculdade, até mesmo as mais especializadas como psicologia e medicina. O leque de carreiras é infinito. A faculdade é apenas o primeiro passo da sua jornada de capacitação.

Dica #2: O mundo não é feito de “caixinhas”, é feito de problemas

Quando você escolhe uma faculdade, você tende a enxergar o mundo nas "caixinhas". Tem a "caixa" do Direito, a "caixa" da Engenharia, a "caixa" da Geografia e assim por diante. Entretanto, o mundo real não é feito de "caixas". Nós que as criamos para facilitar a especialização dos nossos estudos.

O mundo é feito de problemas que precisamos resolver e, sem dúvida, precisamos de ferramentas de várias dessas “caixas” para conseguir resolvê-los. O que você aprende na faculdade é apenas uma dessas ferramentas.

Portanto, pense em um plano de desenvolvimento pessoal que vá além da faculdade e que não termine no dia da sua formatura.

Dica #3 Equilibre o tempo gasto com estudos com o desenvolvimento da sua carreira

Na faculdade você pode passar anos dedicados aos estudos, às provas, aos trabalhos e nunca parar para pensar e se dedicar de fato na sua carreira. São 4 ou às vezes 5 anos que você tem para pesquisar, conversar e principalmente experimentar diversas opções de carreiras, mas que muitas vezes você não prioriza o seu tempo para isso.

O mais importante nesta fase é experimentar. Não há leituras e pensamentos que substituam a vivência do mundo real. Então busque estágios, projetos voluntários, projetos na própria faculdade, participar em empresa júnior, tudo que possa te dar um gostinho de como seria uma determinada carreira.

A cada experiência você terá informações para descobrir mais sobre o que você gosta e o que não gosta e assim ir construindo a sua carreira.

Dica #4 Na escolha de carreira, conhecer o dia a dia do profissional é o que realmente importa

Quando você pensa em qual carreira seguir, muitas vezes o que está em discussão é a posição que você quer ocupar em uma determinada empresa, o concurso que você quer passar, ou mesmo a empresa que você quer abrir.

Mas será que você parou para se perguntar como é o dia a dia desses profissionais? O que eles fazem durante o seu dia, quais os desafios que eles têm, o que eles precisam saber e que competências precisam ter para fazerem seus trabalhos bem feitos.

Pesquise e converse com esses profissionais para entender melhor o que realmente fazem no dia a dia. Você pode se surpreender.

Dica #5 Competências comportamentais são tão ou mais relevantes quanto às competências técnicas para se obter sucesso profissional

O mercado exige hoje muito além das competências técnicas para se obter sucesso profissional. De nada adianta o conhecimento técnico, se o profissional não souber utilizá-lo, por exemplo, para tomar decisões, comunicar-se de forma eficaz, criar e inovar, executar e liderar projetos.

Todas essas habilidades são conhecidas como competências comportamentais e os jovens precisam cada vez mais desenvolvê-las para obter sucesso profissional. A boa notícia é que com treinamentos, projetos e trabalhos voluntários o jovem pode aperfeiçoar-se nessas competências.

Portanto, se você estiver começando ou mesmo já cursando uma faculdade, aproveite essas dicas para avançar na sua carreira!

Momento do ADM, Laura Fuks - 13 de abril 2017.


quarta-feira, 12 de abril de 2017

A importância da Gestão de Pessoas nas empresas

O presente artigo fala sobre o quanto é importante uma boa gestão de pessoas nas empresas supervisionadas pelo RH de uma empresa, porque é a partir de seus funcionários que uma empresa garante seu sucesso



É essencial que as empresas se preocupem com seus funcionários, e com toda a infra - estrutura que ela oferece ao trabalhador para que ele possa desenvolver bem suas funções. Por este motivo a gestão de pessoas é tão importante, porque as empresas são feitas exclusivamente de pessoas e todo seu sucesso ou fracasso depende delas, é necessário que os trabalhadores trabalhem em prol da empresa, para que se alcancem os objetivos estabelecidos por ela, e do outro lado eles esperam receber um salário justo com sua função e benefícios que os façam trabalhar cada vez melhor.

O conceito de gestão de pessoas é fundamental, pois como o próprio nome diz se trata de pessoas, toda e qualquer empresa seja ela de qualquer especialidade, depende unicamente das pessoas para o seu desenvolvimento e sucesso. Deste modo é necessário que se aja a preocupação com estes funcionários, pois são eles que irão garantir seu total crescimento interno e externo, o funcionário que esta satisfeito com a empresa e com seu trabalho desempenha melhor sua função e dificilmente ficara descontente e insatisfeito.

É função das empresas se preocuparem com o desenvolvimento intelectual e psicológico de todos os seus funcionários,  fornecendo a eles capacitação, investindo em educação e desenvolvimento profissional, investir no desenvolvimento intelectual do funcionário é muito importante, porque o torna cada vez mais capacitado, melhorando seu trabalho e o atendimento aos clientes.

Sendo capaz de melhorar o ambiente de trabalho com inovações tecnológicas, sociais, politicas, culturais e econômicas, permitindo que os empregados trabalhem com o coração e inteligência e não apenas com músculos e obrigação!

Os Recursos Humanos “RH” da empresa é o principal responsável por garantir, que os funcionários possam exercer bem suas funções garantindo seus direitos e deveres, visando a satisfação plena dos funcionários como a da empresa, desde a contratação, treinamento e monitoramento. O processo de gestão de pessoas envolve processo de provisão, de aplicação, de manutenção, de desenvolvimento e de monitoração, aonde trabalhamos com pessoas diferentes e com personalidade própria, com capacidade suficiente para conduzir a empresa ao sucesso.

Quando falamos de gestão de pessoas, envolvemos todos os seres humanos que fazem parte da empresa, donos e empregados, os donos visam a sobrevivência, o crescimento, a produtividade, redução de custos, qualidade, participação no mercado e clientes, já seus funcionários esperam receber bons salários, melhores benefícios, segurança no trabalho, satisfação no trabalho, respeito, e oportunidade de crescimento, são dois lados que devem trabalhar sempre juntos, porque um precisa do outro.

Com a preocupação voltada para o ser humano em seu ambiente de trabalho, é importante que a gestão de pessoas seja colocada em pratica com êxito, para que se consiga criar um bom e produtivo ambiente de trabalho, aonde não só a empresa se beneficie mas também seus empregados, e que eles possam se sentir felizes em trabalhar, atingindo o pleno sucesso da empresa e satisfação pessoal.

Momento do ADM, Robson Alves - 12 de abril 2017.


terça-feira, 11 de abril de 2017

Momento do ADM Concursos Públicos - Contratos de gestão




Em virtude da dificuldade de o Estado poder atender à complexidade de funções e serviços exigidos por uma população tão grande, distribuída por um enorme território e uma sociedade cada vez mais consciente de seus direitos, são feitos contratos com outras empresas para prestar serviços. Um dos exemplos é o contrato com as Pioneiras Sociais, que gerenciam os Hospitais Sarah Kubistcheck.  Outra situação em que cabem contratos de gestão, por exemplo, é a coleta de lixo e limpeza de uma cidade ou transportes coletivos. São difíceis de administrar, exigindo equipamentos, grande número de trabalhadores, uniformes, treinamento etc. Desse modo, quase todas as prefeituras têm contratos com empresas licitadas. 

Esses contratos tornaram-se possíveis constitucionalmente, através de uma emenda que garante autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos da administração pública para fazê-lo, obedecendo a certos critérios regidos pela lei (Emenda Constitucional número 19, de 1988).  

A fixação de metas de desempenho, criando a figura do agente público - aquele que dirige ou trabalha na empresa que possui um contrato de gestão pública - permite que estas empresas sejam acompanhadas e vigiadas, de modo que, se cometerem atos de improbidade administrativa, não seguindo os princípios da administração pública, podem ser punidos severamente, do mesmo modo que qualquer administrador público, assim como as pessoas jurídicas de direito público e privada prestadoras de serviços públicos. 

É bom lembrar que o agente público pode ser acionado, simultaneamente, nas três esferas: administrativa, civil e criminal. As três responsabilidades são independentes.  

Isto ocorre porque o Estado tem uma responsabilidade objetiva, fazendo com que a  Fazenda Pública seja obrigada a reparar o dano causado a terceiros por agentes públicos.  

Depois de mostrar as diferenças entre a Gestão Pública e Privada e os fundamentos legais da Administração Pública, gostaria de finalizar  com os desafios da Administração Pública brasileira. 
Recomendo a vocês uma atenção especial aos artigos da Constituição Federal que se referem à Administração Pública - artigos 37 a 43 - que interessam, sobretudo, ao Direito Administrativo. 

Momento do ADM, Prof. Tânia Lúcia Morato Fantini - 11 de abril 2017.


segunda-feira, 10 de abril de 2017

5 mudanças organizacionais que podem colocar seu negócio nos trilhos!




Você é um empreendedor. Seu objetivo é muito claro: levar seu negócio a um crescimento sustentável e, possivelmente, chegar a uma expansão em âmbito internacional. Para isso, você precisará fazer ajustes e melhorias constantes. Neste texto, vamos falar um pouco mais sobre as mudanças organizacionais, e apresentar cinco delas, para auxiliar no crescimento do seu negócio.

O que é mudança organizacional

Podemos definir “mudança organizacional” como sendo uma alteração, planejada ou não, nas relações que se estabelecem entre a empresa (ou seja, a organização) e o ambiente. Essas mudanças sempre têm o objetivo de aumentar a eficiência e a eficácia da empresa, para garantir maior competitividade e, claro, crescimento do negócio.

Tipos de mudança organizacional

Existem quatro tipos diferentes de mudança organizacional: incremental, transformacional, evolucionária e revolucionária. A mudança incremental busca acrescentar algo, ou seja, implementar uma melhoria. Enquanto isso, a mudança transformacional não acrescenta nada, mas foca na alteração de algum processo.

A mudança evolucionária surge a partir de um propósito bem definido, para atender a uma necessidade da empresa ou uma demanda do mercado. Já a mudança revolucionária surge a partir de um propósito mais geral, que envolve uma grande “revolução” em aspectos de base da empresa.

Entre estas mudanças, a mudança incremental é a mais comum, e frequentemente ocorre de maneira orgânica e sem muito planejamento formal. Enquanto isso, a mudança transformacional costuma causar mais atritos, pois exige que os funcionários e líderes estejam dispostos a abandonar a maneira como estão acostumados a trabalhar.

Cinco exemplos de mudança organizacional

Existem cinco mudanças organizacionais pelas quais sua empresa pode ter que passar, a fim de alcançar o nível de crescimento que você espera.

1 – Gerenciamento de processos internos

Quando falamos em mudanças organizacionais, os primeiros alvos são sempre os processos internos. E sabemos que mesmo pequenas melhorias, seja com a criação de um novo processo ou com a alteração de um existente, podem trazer importantes colaborações para os resultados finais da empresa. Por exemplo, a implementação de um controle de vendas pode trazer insights que permitem atacar os gargalos e melhorar o desempenho comercial da empresa.

Porém, é importante tomar cuidado para não encarar processos internos como um fim em si mesmos. Se você cria ou muda esses processos sem um objetivo claro, sem visar melhorias, está simplesmente desperdiçando recursos, especialmente, tempo.

2- Organização de pessoal

Mudar a organização de pessoal é uma das mudanças organizacionais que causam mais comoção em qualquer empresa. Os colaboradores ficam preocupados, rumores surgem, a tensão afeta a produtividade e, em alguns casos, isso é compreensível, pois a reorganização das equipes de trabalho frequentemente implica em desligamentos. Portanto, é preciso ter muita sensibilidade para conduzir este tipo de mudança.

Neste processo, a comunicação interna tem um papel de alta importância, para manter a equipe coesa e com o moral elevado. Ao mesmo tempo, se bem executada, a organização de pessoal consegue trazer melhorias de alto impacto na produtividade, ao aproveitar melhor os recursos humanos, levando em consideração o perfil e o potencial de cada colaborador.

3- Automação de atividades

A automação é uma mudança organizacional simples, que tem um forte impacto sobre a produtividade da empresa. Ela está frequentemente associada a elevada eficiência, mais agilidade, menos erros. A automação pode ser implementada desde os processos da linha de produção até tarefas dos setores administrativos, através de máquinas, sistemas e softwares.

Aos poucos, as empresas caminham para níveis mais altos de automação; esta mudança organizacional precisa ser acompanhada de uma preparação adequada da equipe, para que os colaboradores saibam utilizar a tecnologia implementada e tirar o máximo proveito desses recursos.

4- Definição de metas

Nós falamos sobre as mudanças evolucionárias, que surgem de maneira natural conforme a evolução da empresa e o contexto mais geral do mercado. Entre estes aspectos, estão as metas. É possível fazer uma mudança organizacional alterando as metas da empresa, e isso deve ter acontecido com sua empresa neste período de recessão econômica. Talvez sua expectativa de vendas tenha sido reavaliada, ou você passou a valorizar mais a aquisição de novos clientes.

A definição de metas, certamente, está ligada de maneira íntima às condições e demandas do momento. Por isso, as metas devem ser flexíveis para aceitar mudanças organizacionais estratégicas.

5- Reposicionamento de mercado

Esta mudança organizacional cai na categoria das “revolucionárias”, pois envolve um dos aspectos mais básicos da estrutura de uma empresa. Porém, em alguns casos, este reposicionamento pode até mesmo evitar a falência. Reposicionamento de mercado envolve avaliar o cenário de consumidores e concorrentes e identificar se a empresa poderia ocupar um outro espaço, que esteja mais propício para os negócios.

Por exemplo, se você tem uma fábrica de sapatos sociais femininos, provavelmente enfrenta uma concorrência acirrada; mas, se você reposicionar sua empresa para trabalhar com sapatos de segurança femininos, talvez encontre um nicho mais produtivo. Este é apenas um exemplo. O reposicionamento de mercado exige, antes de mais nada, um estudo adequado.

Como implementar a mudança organizacional

Já vimos o que é a mudança organizacional, quais os tipos que existem e até mesmo cinco exemplos práticos. Mas ainda resta o desafio de como implementar a mudança organizacional. Podemos resumir este trabalho em algumas diretivas:
  • Em primeiro lugar, é preciso ter uma visão clara da mudança e do objetivo (melhoria) que ela irá atender.
  • Em segundo lugar, é necessário abordar a implementação da mudança de uma maneira simples e objetiva.
  • Em seguida, todos na organização, que sejam relevantes para essa implementação, devem estar envolvidos.
  • Também é preciso comunicar a mudança a todos os níveis da organização.
  • Enfim, é importante observar e permitir que exista um período de adaptação, para que a mudança seja absorvida e incorporada às atividades da empresa.

Mudança organizacional, inovação e expansão internacional

A mudança organizacional é uma forma de inovação. E a inovação na gestão é essencial para que o negócio possa crescer. Essa relação é ainda mais forte no caso dos negócios que buscam atuar em nível internacional. Afinal, a inovação permite que o seu negócio alcance os rígidos padrões internacionais e tenha competitividade para enfrentar os concorrentes dentro dessa outra realidade.

Fonte: GS1 Brasil

Momento do ADM - 10 de abril 2017.


domingo, 9 de abril de 2017

Carreira e Propósito: o que te faz levantar feliz para o trabalho?

Muitas de nós sabemos que a sensação de encontrar o “emprego dos sonhos” e a posição ideal em sua carreira é maravilhosa: você se sente completa, realizada, feliz... Literalmente sorrindo para a vida e suas oportunidades.



“A felicidade não é questão de intensidade, mas de equilíbrio, de ordem, de ritmo e harmonia.” Thomas Merton

Muitas de nós sabemos que a sensação de encontrar o “emprego dos sonhos” e a posição ideal em sua carreira é maravilhosa: você se sente completa, realizada, feliz... Literalmente sorrindo para a vida e suas oportunidades.

Se você já encontrou esse tipo de trabalho, que te envolve e te faz “vestir a camisa”, parabéns! Eu aposto que você está se esforçando para manter este trabalho em sua vida. E não digo apenas com relação a salário; quando nos damos conta que estamos trabalhando naquilo que gostaríamos e que nos faz crescer enquanto profissionais, é normal que pensemos em trabalho, em como fazê-lo melhor e em como nos manter motivadas todos os dias.

No entanto, gostaria de analisar com você uma situação cada vez mais comum: imersa em seu trabalho, existe aquela mulher que perde seu propósito e ambição, acomodando-se naquela posição por anos a fio; até que ela começa a perceber que não tem mais a mesma vontade de antes em trabalhar. Ou seja: mesmo quando o trabalho deixa de ser “dos sonhos” e as coisas começam a se modificar em sua carreira, ela se vê “presa” àquela situação diária.

Agora mesmo, enquanto você lê este texto, é provável que alguma mulher em algum lugar do mundo esteja indo para o trabalho sem ânimo e sem o mesmo vigor de antes. E isso não tem nada a ver com infelicidade (ainda); talvez seja algo que ela sequer saiba nomear.

Pode vir manifestada por uma dúvida de repente, um pouco de tristeza ao sair da cama, falta de vontade de se arrumar como antes, sensação de estar perdendo coisas importantes em sua vida pessoal, etc.

Esse tipo de sentimento é mais comum do que se imagina, e é preciso estar atenta quando eles começam a aparecer.

“Você não é tão importante quanto pensa que é”

Calma! Não se assuste com a frase acima. O coach canadense Jason Billows publicou certa vez em seu blog essa frase impactante, que foi lhe dita por um colega no trabalho, em meio a seus treinamentos e visitas a empresas.

O que ele queria dizer e que Billows entendeu posteriormente é que muitas vezes o profissional veste tanto a camisa e incorpora tanto o lema de uma empresa, que ele deixa de “existir” em outros âmbitos de sua vida. Pior: a mulher deixa de ter seu próprio estilo e identidade pessoal. E a empresa (você querendo ou não) não te acha “insubstituível”.

Veja bem, quando aquele brilho desaparece, talvez seja hora de buscar um novo desafio, uma nova posição. Digo isso para aquelas mulheres que não estão mais se sentindo animadas e com propósito para ir ao trabalho todos os dias.

Digo isso porque conheço muitas profissionais que estão felizes e completas trabalhando por anos na mesma profissão. Não há nada errado nisso. O problema está em permanecer parada e não se sentir feliz com isso. Aí é que precisamos trabalhar.

Sacrificar certas áreas de sua vida em prol da carreira pode ser necessário para determinadas mudanças e para atingir metas; porém quando há muito sacrifício, você pode estar sendo levada para uma vida em desequilíbrio.

Sua saúde, família, amigos, paixões pessoais e carreira são parte de você e estão totalmente conectadas. Se uma dessas áreas é negligenciada, isso afetará negativamente as outras. Por outro lado, encontrar equilíbrio entre todas as áreas de sua vida é importante para você.

Para te ajudar a entender se você está muito imersa em seu trabalho de maneira insatisfatória e que talvez esteja te podando de ser você mesma, trago aqui alguns sinais que você não deve ignorar. São sinais simples e comuns; fáceis de perceber.

Sinais de Alerta: estou desmotivada? Ainda sou eu mesma?

- Pergunte-se a si mesma: “Quem eu sou? Quais são as minhas metas? Ainda tenho objetivos definidos para minha vida no âmbito pessoal?”. É sinal de alerta não chegar a respostas rapidamente ou simplesmente não encontrá-las. Sinal mais do que claro de que algo não vai bem.

- Você perde regularmente reuniões, jantares e eventos em família: trabalhar mais horas que o necessário às vezes faz parte da agenda mesmo. O problema é que esses momentos devem ser exceção e não regra: você precisa de tempo para você mesma e para os que ama. Se as horas adicionais estão consumindo muito mais do seu dia do que deveria, fique atenta!

- Sua alimentação está precária: você se vê comendo muito mais fast food do que deveria. Ou visita mais restaurantes do que passa tempo em casa comendo algo mais fresco e feito na hora. A má alimentação reflete diretamente na saúde, o que pode ser uma verdadeira dor de cabeça para você com o passar do tempo: problemas gástricos, falta de disposição, sistema imunológico enfraquecido...

- Você se vê sem energia para perseguir suas paixões: depois de tanto tempo na empresa e perseguindo os objetivos dela, onde foram parar os seus? É sinal de alerta estar sempre pronta para ir atrás do que a empresa precisa e requer de você, mas você não sente o mesmo interesse em disposição de fazer o mesmo para seu próprio benefício.

- Impossível “desplugar”: você tem a impressão que está sempre ligada e que não consegue deixar longe do seu pensamento as situações do trabalho? Você checa e-mails e confere toda hora seu smartphone mesmo estando em um ambiente totalmente alheio ao seu emprego? Ou simplesmente não para de atender ligações, mesmo quando não deveria mais em determinado dia ou horário? Sinal de alerta de novo!

Qual o seu propósito

Por ultimo eu gostaria de perguntar novamente qual o seu propósito e se você ainda consegue decifrar seus desejos e o que quer de verdade para sua vida. Convido você a refletir sobre seu trabalho diário e anotar em um papel tudo o que te deixa feliz de verdade por lá. Seja sincera!

Depois, faça o mesmo em outra coluna, dessa vez anotando tudo o que você pensou anteriormente e que ainda deseja alcançar. Encontrar o equilíbrio em todas as áreas de sua vida é uma tarefa árdua, mas que valerá a pena! Ao reencontrar seu propósito de vida e chegar às suas conclusões, você então se sentirá completa.

Com Carinho

Momento do ADM, Juliana Mulato - 09 de abril 2017.


sábado, 8 de abril de 2017

Planejamento e organização conduzem reuniões de trabalho a eficácia

A eficácia em reuniões sempre é possível desde que gerentes e equipes tenham consciência da importância dessa ferramenta nos processos de gestão.



Reuniões de trabalho no ambiente organizacional podem ser definidas como o encontro de profissionais que sob a coordenação de um líder, discutem e deliberam, sobre determinados assuntos. Uma reunião de trabalho é um dos meios mais importantes de comunicação entre gerentes e equipes, principalmente em empresas onde o estilo predominante de administrar é o participativo. É, portanto, imprescindível sua realização periodicamente no ambiente de trabalho. Entretanto, para que tais reuniões não sejam demasiadas, improdutivas e desnecessárias, desencadeando descredito da equipe, exceto em casos extremos nunca devem demandar excessos. 

Para tanto, devem ser preparadas e conduzidas de maneira adequada constituindo-se em uma excelente ferramenta gerencial. São várias as vantagens oriundas de reuniões de trabalho eficientes. Como principais, podemos destacar o estreitamento da relação entre líder e liderados oportunizando a expressão de ideias; ocorrências de opiniões e vivências profissionais, além do fortalecimento das relações interpessoais, no grupo. A consciência profissional que os colaboradores adquirem mediante problemas específicos da empresa assim como, a busca conjunta por suas soluções também é uma vantagem que merece destaque, haja vista que é por meio dela que surgem tomadas de decisões importantes sobre ações administrativas a serem implementadas.

De modo geral as vantagens proporcionadas por reuniões de trabalho eficientes caracterizam-se em resultados consideráveis para a equipe. Primeiro porque desenvolve a confiança entre os seus integrantes ressaltando a importância dos seus papéis, e segundo, porque efetiva o compromisso dos seus membros para o alcance dos objetivos da organização os quais estão inseridos.

A dinâmica de uma reunião de trabalho eficiente consiste primeiramente em estar preparado para conduzi-la, o que significa elaborar seu roteiro determinando o assunto, o motivo, os objetivos, os tópicos a serem abordados e o tempo estimado para apresenta-los e discuti-los. Não menos importante é a organização da equipe. Definir os participantes de acordo com o assunto e os objetivos além de informa-los com antecedência sobre o dia, o local e a hora bem como sobre o assunto e os objetivos, é imprescindível nesta fase.

Uma vez concluídas tais etapas, o momento seguinte consiste em preparar o material e equipamento necessário. O local também deve ser verificado a fim de avaliar as acomodações, ventilação e luminosidade entre outros. Como parte final da fase de preparação está o planejamento. O planejamento de uma reunião produtiva consiste no conhecimento técnico que o líder deve ter sobre o assunto a ser discutido e na sua ordem de apresentação mediante o roteiro pré-estabelecido.

Na fase de condução, é preciso primeiramente preparar a equipe deixando seus membros a vontade lembrando-os dos motivos da reunião e seus objetivos. É necessário também ressaltar a importância dos membros neste processo. Isto porque os conscientizam de que para a organização eles são considerados como o ativo mais importante. Feito isto, o passo seguinte é apresentar o assunto com objetividade e lógica instalando e mantendo a discussão no grupo. Em uma reunião, o líder tem como responsabilidade estimular a participação e o respeito não assumindo total controle sobre sua condução inclusive pelo cumprimento do horário.

Ao final, é preciso concluir indicando os principais pontos destacados e providências a serem tomadas a fim de alcançar os resultados esperados. É sempre importante agradecer a participação e empenho de todos.

Conclui-se, portanto, que colher bons frutos por meio de reuniões sempre é possível desde que gerentes e equipes tenham consciência da importância desse ferramenta que se bem preparada e conduzida por um líder, traduz-se em eficiência nos processos de gestão.

Momento do ADM, Alessandra Aparecida - 08 de abril 2017.