sexta-feira, 7 de abril de 2017

Sabe como funciona um processo de Coaching? Gostaria de mudar padrões de comportamentos e alcançar objetivos?

Imagino que você gostaria de ter melhores resultados, sair desse momento que já não traz tanta satisfação e alcançar objetivos maiores, faz sentido para você?



Imagino que você gostaria de ter melhores resultados, sair desse momento que já não traz tanta satisfação e alcançar objetivos maiores, faz sentido para você?

O primeiro passo é contratar um profissional que tenha uma boa certificação em Coaching (de preferência algumas formações e em boas instituições), e não apenas se intitula como profissional Coach e te faz uma consultoria, ou mentoria. O verdadeiro profissional Coach ele não dá sugestões de ações, não te induz a nada, caso isso aconteça não é processo de coaching. A base principal da metodologia do coaching é a pergunta, te gerando consciência, responsabilidade, alternativas de desenvolvimento e ações que te leve a melhores resultados.

Um ponto de grande importância é aprofundar o autoconhecimento, entender seu estado atual e porque age de certas maneiras.

A percepção de si mesmo é fundamental para guiar nossas decisões, planejar, organizar e realizar nossos objetivos, metas e sonhos, desenvolver nossas competências e habilidades e administrar nossas ações assertivamente.

O processo de autoconhecimento é a ferramenta mais importante para que o indivíduo possa ampliar suas capacidades e habilidades, dando a eles a possibilidade de modificar, efetivamente, seu comportamento. Isso permite que possamos evoluir tanto no âmbito profissional quanto pessoal, estando mais aptos a liderar e ter posições de destaque em quaisquer que seja a carreira escolhida.

Através do processo coaching nós conseguimos extrair informações que são essenciais para nosso aperfeiçoamento pessoal e profissional. Com ele, os pontos fortes e aqueles que precisam de melhoria ficam em evidência, forçando-nos a lidar com eles, e não apenas “ignorá-los”, como é feito em muitos casos, gerando assim uma grande mudança.

Quando realizado da forma correta, o processo consegue ir tão profundo em sua consciência que tem o poder de atuar no inconsciente, trazendo a tona questões fundamentais que direcionam muitas de nossas ações sem que percebamos. “Essa decisão foi inteiramente racional ou será que algo no meu âmago fez com que eu a tivesse?”

O processo de Coaching é extremamente efetivo, pois além de acelerar os resultados, através de perguntas poderosas, oferece ao cliente (coachee) a oportunidade real de estar em contato consigo mesmo, definir com clareza seus objetivos pessoais e profissionais e ainda alcançar equilíbrio em todas áreas da vida.

Com este autoconhecimento, o indivíduo pode direcionar melhor suas ações, focar na realização de seus sonhos e objetivos, sem desrespeitar suas crenças e valores. Assim, podemos concluir que as respostas não estão fora e sim, dentro de nós.

Invista em Coaching, aumente seu autoconhecimento e alcance resultados extraordinários.

O objetivo do Coach é estimular o coachee a gerar ação através do uso de perguntas poderosas que levem a reflexão, observações, questionamentos e feedbacks.

Porém, para que o processo de Coaching seja bem-sucedido e os resultados sejam obtidos como esperado, é necessário, além do apoio deste excelente profissional, total comprometimento, foco e dedicação do cliente.

Através da condução do coach, as pessoas vivenciarão uma experiência única, intensa e transformadora em sua vida pessoal e profissional. O objetivo do processo é levar o cliente a adotar o Coaching não apenas como uma metodologia eficiente, mas como uma verdadeira Filosofia de Vida, transformando seu modo de viver, de pensar, agir, conduzir e guiar pessoas e organizações de forma excelente.

O apoio do Coach é fundamental para quem busca mudanças permanentes. Os resultados obtidos no processo de Coaching são extraordinários, fantásticos e inimagináveis.

Momento do ADM, Bruno - 07 de abril 2017.


quinta-feira, 6 de abril de 2017

Quais são as principais disciplinas do curso de administração?




No curso de administração de empresas, existem diversas cadeiras das mais variadas ciências, passando desde as sociais, como no caso da sociologia e filosofia, passando pelas exatas como cálculos até as ciências sociais aplicadas, como o direito. Dentro deste universo de disciplinas, vou enumerar neste post as que você encontrará na grande maioria dos cursos de administração:

Disciplinas do curso de administração

Metodologia da pesquisa: Uma das principais disciplinas para os bacharelados, a metodologia da pesquisa vai lhe proporcionar competências tanto na realização de pesquisas académicas, como no reconhecimento de técnicas de padronizarão, dicas para elaboração de monografia/TCC, entre outros.

Teoria geral da administração: Nesta disciplina você irá conhecer um panorama geral das principais teorias que norteiam a administração, desde os primeiros passos da administração com o trabalho e pesquisa de Taylor e Fayol, até as mais modernas teorias como o Learn Organization proposto por Senger, por exemplo.

Filosofia, antropologia, psicologia e sociologia: Disciplinas que nos preparam para o conhecimento da sociedade, sua cultura, suas relações e forma de pensar. Apesar de serem vistas com maus olhos pelos alunos dos primeiros períodos por sua pouca “praticidade”, são importantíssimas para a compreensão do mundo globalizado em que estão inseridas as empresas e seus funcionários.

Cálculo e Matemática financeira: Disciplinas que nos preparam para a compreensão da matemática necessária nos estudos da administração, finanças, contabilidade, precificação etc. Ajudam na ampliação de nossa visão das coisas, desenvolvendo nosso cérebro para novos conceitos que veremos no decorrer do curso.

Economia, contabilidade e finanças: Estas disciplinas nos permitem tanto observar o ambiente econômico que rodeia as organizações, como o desenvolvimento de competências para registrar dados financeiros, critica-los e transforma-los em informações úteis para a gestão financeira e estratégica da empresa. Nelas o aluno desenvolve habilidades de cálculo, elaboração de tabelas, gráficos e formas de tornar a informação mais clara e fácil de ser entendida pelos gestores de uma empresa.

Estatística e pesquisa operacional: Disciplina que vai proporcionar o desenvolvimento no registro, mensuração e análise de dados e seu uso prático para resolver problemas ligado às operações das empresas.

Direito: Dentro da administração, diversas cadeiras do direito são estudados, desde o direito empresarial, até o direito marítimo para cursos de comercio exterior, por exemplo. É uma disciplina importantíssima para a compreensão das relações empresariais, de trabalho, fiscais etc.

Recursos humanos: Disciplina que nos permite conhecer sistemas de gestão de pessoas, estudando desde o desenho de cargos, salários e benefícios, até os planos de contratação e retenção de funcionários. Passando também por teorias importantes da área, como a Teoria X e Y, a Teoria dos 2 fatores, por exemplo.

Marketing: Disciplina que estuda as necessidades de uma empresa, permitindo que o estudante adquira competências de análise de mercado, estratégias de preços, distribuição, propaganda, desenvolvimento de novos produtos, entre outros.

Comércio exterior: Disciplina que explica como funciona a sistemática ligada as transações internacionais, desde a burocracia envolvida, até as estratégias de entrada em mercados fora das fronteiras nacionais, instrumentos de movimentação de cargas, procedimentos em portos etc.

Organização, sistemas e métodos: Disciplina que permite aos estudantes desenvolverem competências no desenho, organização e métrica de métodos e operações dentro da organização, além de apresentar as principais ferramentas usadas nas operações da empresa.

Administração da produção: Esta disciplina proporciona ao aluno desenvolver  competências para organizar, gerir e controlar programas de produção, além da visão estratégica no desenvolvimento destes programas.

Administração Estratégica: Disciplina que desenvolve a competência para o desenvolvimento da estratégia empresarial da empresa, desde a análise das forças e fraquezas das empresas, até a análise dos cenários externos, escolha das estratégias, revisão dos planos, entre muitas outras competências.

Empreendedorismo e criação de novos negócios: Disciplinas que focam no desenvolvimento das competências no planejamento e execução de planos estratégicos para desenvolvimento de novos negócios. Geralmente é ministrado no final do curso de administração, uma vez que esta disciplina necessita do conhecimento das outras competências estudadas anteriormente, como marketing, finanças, administração estratégica, entre outras.

Estas são as disciplinas mais comuns na maioria dos cursos de administração. Neste post, fizemos um apanhado geral de matérias e o que o estudante pode esperar de cada uma delas. Mas é claro que isto pode variar de um curso para outro, dependendo da universidade.

E você, o que tem para acrescentar? Você conhece outras disciplinas do curso de administração? Sua participação é muito importante para aumentarmos este guia, participe! Deixe seu comentário abaixo.

Momento do ADM, Cláudio Henrique - 06 de abril 2017.


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Qual o DNA de seus clientes?

Você tem uma estratégia para conquistar e fidelizar os diferentes tipos de clientes do seu negócio?



Existem vários tipos de clientes. Semelhantes nas estatísticas, mas completamente diferentes em suas crenças, anseios, hábitos, desejos e necessidades.

As redes sociais escancararam isso. Mas poucos conseguem se relacionar de forma realmente customizada.

Ferramentas que otimizam esse relacionamento não param de surgir. E tem algumas que funcionam muito bem. Mas isso não é suficiente, uma vez que o “modelo mental” continua o mesmo e o comportamento das pessoas nas redes sociais nem sempre é o mesmo no mundo offline.

A maioria das empresas continua naquela segmentação básica e pouco eficaz que tem como base questões como geografia, renda/faturamento, faixa etária, setor de atuação, etc...

Isso pouco funciona nos dias de hoje. Aliás, eu sinceramente não entendo porque ainda tem gente interessada em saber quantos banheiros, tvs ou micro-ondas existem na casa de alguém.

O fato é que poucas empresas conhecem seus clientes no nível de profundidade que necessitam. A maioria das empresas são voltadas para si. Para dentro. Canso de ver desenvolvedores de produtos que não conhecem o cliente. Que ficam pleiteando pesquisa de mercado, mas não vão a campo fazer o “olho no olho” com o cliente.

Por isso, não tenho a menor dúvida em afirmar que é preciso desvendar o “DNA do Cliente”! Aliás, dos Clientes, no plural. As crenças, anseios, hábitos, desejos e necessidades impactam diretamente o comportamento do cliente, antes, durante e depois da compra ou uso de um produto/serviço.

E para complicar um pouco mais, esse conjunto de fatores mudam de acordo com o estágio de vida desse mesmo cliente. Quer ver um exemplo? Um típico casal de jovens namorados geralmente busca um hotel com características bem diferentes daquelas de um casal com filhos pequenos.

O casal de namorados, jovens pombinhos, muitas vezes querem um hotel sem crianças. Algo mais charmoso, reservado, com piscina, suíte com vista para o mar, jacuzzi na varanda... Buscam o “cantinho do sossego”.

Já o casal com filhos quer um lugar com muita atividade e entretenimento para as crianças. Monitores e serviço de apoio são fundamentais. Ter espaços infantis e atividades de acordo com a idade dos filhos fará toda a diferença. A tranquilidade do casal e o sucesso da viagem dependerá do quanto que seus filhos estejam felizes.

Mas... será que estamos falando de 2 casais diferentes?

Não! Estamos falando do mesmo casal, só que 5 anos depois. O momento é outro. As necessidades mudaram. O comportamento, o sonho e os anseios são bem diferente daqueles que predominaram há 5 anos atrás.

E isso impacta tudo ao seu redor! Impacta na escolha do tipo e modelo de veículo, no estilo de vida, nos hábitos alimentares, na busca de um imóvel, na contratação e uso de qualquer produto ou tipo de serviço.

Novas crenças, novos hábitos, nova conduta na hora de decidir.

Mas, e as empresas?

Óbvio que tudo isso impacta na forma das empresas se relacionarem com os clientes. Por isso é tão complexo.

E isso não se refere apenas na forma de se comunicar. Vai muito além.

As empresas têm que entender qual o impacto do seu negócio nos diferentes estágios de vida dos clientes.

  • O que sonha o cliente?
  • Como decide a compra?
  • O que pensa sobre nosso produto ou serviço?
  • Que alternativas considera?
  • Como compra? Como utiliza?
  • Quais produtos ou serviços podemos criar?


Tem que capturar atributos funcionais e emocionais. Capturar o intangível e transformar isso numa estratégia pragmática de conquista e fidelização de clientes.

Para concluir, quero enfatizar 3 questões para sua reflexão.

  1. Você sabe quais são seus diferentes tipos de clientes?
  2. Entende seus comportamentos, hábitos, crenças em relação ao seu produto ou serviço?
  3. Você tem uma estratégia para conquistar e fidelizar os diferentes tipos de clientes do seu negócio?


Ah sim, por último, mas não menos importante.: o cliente do exemplo que citei acima é o casal que pagará a conta do hotel ou os filhos?

Momento do ADM, Milton Camargo - 05 de abril 2017.


terça-feira, 4 de abril de 2017

Momento do ADM Concursos Públicos - Tipos de empresas públicas, relações com outras empresas e usuários de seus serviços




Para você ter uma ideia da complexidade da Administração Pública, há, segundo o SIORG (serviço que centraliza as informações sobre a estrutura dos órgãos do poder executivo, ligado ao Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão), 53 mil órgãos governamentais, com 49.500 pessoas responsáveis, em 1400 cidades do país. Diretamente ligadas à Presidência da República, existem 49 órgãos, entre Ministérios, Secretarias, Conselhos, Gabinetes e assessorias. O próprio governo ignora quantos funcionários tem. 

Quanto aos tipos de empresas públicas, existem os órgãos governamentais (como os ministérios, por exemplo), as autarquias, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e as fundações. 

As sociedades de economia mista (por exemplo, a Petrobrás e a Cemig) caracterizam-se pela propriedade mista entre governo (que detém a maior parte do controle acionário) e acionistas particulares. Existem ainda as fundações ligadas aos órgãos do governo, como por exemplo, a Fundação Getúlio Vargas, que é muito conhecida. Elas  têm maior liberdade de captar recursos e oferecer serviços remunerados, mas ainda assim são empresas públicas, funcionando graças ao órgão federal, estadual ou municipal ao qual está ligada.  

As autarquias são entidades autônomas, auxiliares e descentralizadas da administração pública, sujeita à fiscalização e tutela do Estado, com patrimônio constituído por recursos próprios e com os objetivos de executar serviços importantes para a coletividade. Por exemplo, a Caixa Econômica, as Universidades Federais, os Institutos de Previdência. 

Do mesmo modo que os cargos públicos, as entidades da Administração Pública Indireta (empresas públicas, sociedades de economia mista, autarquias ou fundações pública) só podem ser criadas por leis específicas. Do mesmo modo, suas subsidiárias (empresas filiadas) ou participação de algum órgão público em sociedade privada, só podem ser criadas por lei específica. Tal conduta visa o bem do patrimônio público e sua proteção. 

As relações com outras empresas, como é o caso de contratos de compras, obras, serviços e vendas de algum bem, passam por uma lei de licitação pública, com exceção de alguns casos especificados em lei. Isso é feito para seguir os princípios que regem a Administração Pública.  

A licitação é o processo administrativo pelo qual se seleciona a proposta mais vantajosa para um contrato, podendo ocorrer por pregão - que é um leilão de preços - por concorrência pública, por tomada de preços, convite ou concurso. Cada uma dessas formas tem seu próprio regulamento. Todas essas regras visam salvaguardar os recursos públicos e os orçamentos. 

Contudo, sabemos por vários fatos veiculados na imprensa que muitas licitações são burladas por cartéis e quadrilhas que combinam preços e serviços, tornando extremamente difíceis os controles sobre os resultados. 

As relações com os usuários ou clientes dos serviços públicos também são objeto de lei constitucional, visando proteger o cidadão ou contribuinte em seu direito a receber uma boa prestação de serviços. O Código de Defesa do Consumidor representa uma definição deste direito na prática.  
Os usuários podem reclamar, buscar informações sobre atos do governo e devem ser ouvidos sobre a qualidade dos serviços, periodicamente. Cabem ações disciplinares sobre aqueles que se mostram negligentes ou que abusam de sua autoridade no exercício do cargo.

Momento do ADM, Prof. Tânia Lúcia Morato Fantini - 04 de abril 2017.


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Os pilares da inovação de marca

Superar expectativas é uma forma de fazer com o que seu público pague o que for para ter uma nova experiencia



No novo mundo, o comportamento do consumidor está sendo redefinido. Ele desenvolve filtros e intimidades com as marcas, que exigem movimentos rápidos, evolução e reinvenção constantes. Bons tempos, não é mesmo? Para uns, sim. Para outros, não.

A inovação proposta pelas empresas precisa, definitivamente, funcionar. Na maioria das vezes, o que acontece na prática são lançamentos de produtos e serviços que simplesmente não cumprem suas promessas. A decepção posterior diminui o valor da marca e acaba com qualquer esperança de aumentar o engajamento dos clientes, tão sonhado pelas instituições.

Se faz necessário encantar os clientes e ir além dos detalhes. Superar expectativas é uma forma de fazer com o que seu público pague o que for para ter uma nova experiencia. Mas antes disso, as empresas precisam estar atentas ao que estão propondo, se existe eficácia ou não.

Três alicerces para atingir a inovação de resultados:

Aumentar o valor central da marca - Na corrida para introduzir os últimos e melhores produtos e serviços, muitas empresas buscam inovações que podem ser interessantes, mas têm pouco a ver com o valor central que atualmente transmitem para os clientes. Esse é um erro, pois tais inovações afastam a empresa do seu objetivo e negócio centrais - e os clientes estão propensos a vê-los como confusos ou irrelevantes. As inovações que promovem a marca existente e relacionamentos com clientes aumentam o valor que a marca já está entregando para os clientes e são inerentemente mais atraentes.

Diferenciar-se dos concorrentes - Muitos novos produtos e serviços são simplesmente versões maiores/menores/mais rápidas/melhores/mais baratas/etc de ofertas dos concorrentes. Isso porque a maioria das empresas desenvolve suas inovações levando em conta as categorias usuais e segundo as tendências das categorias - mas, ao invés disso, elas deveriam estar buscando fazer "zigue" enquanto os concorrentes fazem "zague". A importância e agitação do mercado vêm de ideias revolucionárias verdadeiramente novas que levam os clientes a pensar sobre marcas e categorias de maneiras completamente diferentes.

Despertar um sentimento mais profundo - O engajamento também surge de uma conexão profunda com os clientes. Isso não significa que uma inovação, ou marca, precisa ser séria. Você pode realmente ter uma boa repercussão com as ofertas peculiares ou personalidade divertida da sua marca. O aspecto importante é ser memorável e significativo.

Momento do ADM, Gabriel Rossi - 03 de abril 2017.


domingo, 2 de abril de 2017

Sua empresa está preparada para o consumidor pós-crise?

Que transformações se tornarão perenes após o fim da crise e como isso influenciará a relação do consumidor com as marcas?



O crescimento de 0,5% no PIB, apontado pelo Banco Mundial (Bird) para este ano, seria irrisório não fosse pelo fato de termos andado de ré nos últimos dois anos. Saber que paramos de cair e que começamos a escalar a subida, mesmo que timidamente, eleva o grau de otimismo entre empreendedores, investidores e consumidores. Além disso, os especialistas também apontam para um crescimento em torno de 1,8% para 2018 e se essa perspectiva se concretizar, poderemos dizer adeus à crise, definitivamente.

Nesse período de recessão em que todos os setores amargaram grandes quedas – só a indústria acumulou retração de 14,9% nos últimos 2 anos, segundo o IBGE – muitas empresas não sobreviveram e tantas outras passaram por fortes processos de transformação em que tiveram que rever processos, enxugar custos, investir em inovação e tecnologia, enfim, reinventar-se. Talvez, seja esse o lado positivo da crise: forçar as empresas a olharem para dentro e otimizarem a gestão. Feito isso e sobrevivido, elas estão prontas para a retomada do crescimento da economia.

Mas, durante esse mesmo período, os consumidores também passaram por grandes transformações e novos hábitos de consumo surgiram em meio a tantas incertezas, inflação em alta e emprego em baixa. Quem não fez algum tipo de economia ou segurou a compra de bens de maior valor? Substituímos as marcas convencionais por opções mais baratas, fomos mais a brechós, voltamos a consertar as coisas ao invés de simplesmente descartá-las, encontramos formas de lazer mais em conta e até reprogramamos a realização de alguns sonhos. A pergunta é: quais destas transformações se tornarão perenes após o fim da crise e como isso influenciará a relação do consumidor com as marcas? Será que as empresas estão preparadas para esse novo consumidor?

Os consultores britânicos Paul Flatters e Michel Willmott, especialistas em projetar tendências de consumo, nos apresentam uma resposta. Com base em mais de 20 anos de experiência no estudo de hábitos e estatísticas sobre a conduta do consumidor, eles elencaram tendências de consumo usuais nos períodos de pós-recessão e que causam implicações para a atividade empresarial. Vamos a elas:

- Busca da simplicidade em produtos e serviços: o consumidor já entra na crise se sentindo asfixiado pelo grande volume de ofertas e quando retoma o poder de compra, opta por produtos e serviços mais simples e que lhe tragam maior benefício, especialmente tecnologias menos complicadas e mais fáceis de usar.

- Valorização da ética empresarial: na recessão, as pessoas buscam punir os supostos culpados pela péssima situação e não toleram empresas inescrupulosas que tenham posturas antiéticas com os colaboradores, clientes e fornecedores.

- Austeridade voluntária: mesmo que as pessoas não sejam atingidas diretamente pela crise e continuem com o poder de compra inalterado, elas passam a consumir menos, assumindo uma postura de insatisfação com o consumo desenfreado.

- Troca de marca sem remorso: o consumidor é volátil e menos fiel às marcas. A difusão instantânea de opiniões pelas redes sociais dão força a essa tendência.

- Ceticismo quanto à qualidade das informações das fontes oficiais: o consumidor decide pela aquisição de um produto e serviço através da opinião da rede de relacionamentos e de outros consumidores, e não pelas informações que a empresa dá sobre si mesma.

- Busca por experiências menos extremas: a tendência de acumular experiências e não bens materiais continua, porém as mais extravagantes perdem força. Saem de cena as experiências mais exóticas, caras, fúteis, perigosas e nocivas ao meio ambiente e prevalecem aquelas com custo mais baixo e que priorizam um estilo de vida mais saudável e conectado com a natureza.

Então, alguma delas afeta o seu negócio? Os consultores britânicos afirmam que a jovem geração de consumidores pode muito bem levar consigo, para o resto da vida, a atitude e o comportamento adquiridos durante a crise e fazem um alerta: “Seria bom que toda a empresa entendesse o que esses consumidores querem e se preparasse para atender a esses desejos”. Fica a dica!

Momento do ADM, Adriana Moser - 02 de abril 2017.


sábado, 1 de abril de 2017

Aprendendo estratégia com Donald Trump

Olhando agora para os primeiros momentos do presidente americano, e o modo como ele vem conduzindo o seu governo, uma coisa não dá para negar: ele entende, e muito, de estratégia



Se você não gosta do jogo, mude-o.

Muitas pessoas tem uma noção errada sobre Estratégia. Nos filmes, sempre vemos um exército inteiro berrando em frente ao inimigo, com aquelas tomadas aéreas de milhares de pessoas morrendo ao mesmo tempo. Os filmes sobre empresas, pelo menos os mais populares, também costumam mostrar os adversários como inimigos mortais, enquanto um tenta destroçar o outro em uma batalha pela sobrevivência.

Quem estuda o assunto sabe que não é bem assim. O grande general Romano Júlio César entrou para a história quando conquistou a Gália. Não foi uma batalha aos moldes de Hollywood que garantiu a vitória, mas sim o muro que ele mandou construir em volta do inimigo que o levou à história. Alexandre, o Grande cercava o inimigo com a cavalaria. Winston Churchill preferia ataques estratégicos feitos por tropas especiais do que as grandes batalhas abertas que fizeram a fama da Segunda Guerra Mundial.

No mundo empresarial, a coisa também é parecida. Faz apenas 10 anos que a Apple lançou o primeiro iPhone e mudou as regras do jogo. Os concorrentes responderam da forma usual: anunciando antenas e processadores melhores. Não é à toa que a Nokia e a Motorola são uma sombra do que já foram.

Eu comecei a levar Donald Trump a sério em um debate com a Hillary Clinton. Os candidatos precisaram responder algo que respeitavam um no outro. Hilary começou dizendo que admirava os filhos de Trump e aproveitando o blablablá político de sempre sobre como o trabalho dela ao longo dos anos valorizava a família. Na sua vez, Trump disse algo como: "Ela é uma lutadora, eu não concordo com quase nada que ela fala, mas admiro que ela vai em frente e luta pelo que quer”. A câmera estava dividida, e deu para ver o sorriso de Hillary transformando-se em raiva.

Você pode gostar ou não do sujeito. Eu, particularmente, achava que tudo era uma grande piada. Olhando agora para os primeiros momentos do presidente americano, e o modo como ele vem conduzindo o seu governo, uma coisa não dá para negar: ele entende, e muito, de estratégia.

Em um de seus primeiros debates, foi o único pré-candidato de seu partido a dizer que não apoiaria mais ninguém. Ou apoiariam ele ou nada feito. É mais ou menos quando você diz para o vendedor que ou ele aceita o seu preço ou você vai embora.

Há pouco tempo, baniu o transporte de computadores e tablets em um punhado de companhias aéreas do Oriente Médio como “medida de segurança”. Não sou especialista em segurança, mas sei que há anos as companhias aéreas do Ocidente reclamam da competição das empresas daquela região. Uma forma fácil de fazer um viajante do Oriente preferir passar pela Europa do que pelo Oriente Médio é deixá-lo usar seus apetrechos durante as longas horas do voo. Obviamente, isso é especulação e vai contra o discurso oficial, mas no mínimo é um “efeito colateral” da decisão sobre segurança.

Agora, Trump praticamente travou a agenda do legislativo em torno de uma de suas promessas de campanha. Vinculou a aprovação da retirada do chamado “Obamacare”, que é bastante polêmica, à proposta de mudanças no regime tributário (e quem não gosta de corte nos impostos?). Independente do resultado, Trump já ganhou. Se conseguir, ele pode contar uma grande vitória para seu lado. Senão, pode dizer que tentou, culpar os adversários pelo fracasso e ainda assim ter uma vitória política.

Tudo isso confunde a mídia, que na falta do que pensar o ataca em um nível pessoal, e os políticos que não sabem como lidar com sua forma de fazer as coisas. É algo comum, no entanto, que uma mudança de estratégia desse nível gere estranheza. Trump não é político profissional. E, por isso mesmo, mudou as regras do jogo. É mais fácil ganhar quando ninguém sabe jogar direito.

Não sei aonde tudo isso vai levar, mas, independente da sua opinião política, é interessante testemunhar quando alguém resolve mudar as regras do jogo.

Momento do ADM, Fábio Zugman - 01 de abril 2017.