terça-feira, 7 de março de 2017

Momento do ADM Concursos Públicos - Administração Pública - Introdução




Imagine um rapaz, recém-formado em Direito, com o idealismo de seus 26 anos, em 1831, visitando uma nação, que está se constituindo como um Estado, cinqüenta anos depois de se tornar independente. 

Eis o que ele relatou de sua viagem, em seu livro: A Democracia na América, alguns anos depois:

“Os funcionários públicos, nos Estados Unidos, ficam confundidos em meio à multidão dos cidadãos, não têm nem palácios, nem guardas, nem trajes cerimoniais. Essa simplicidade dos governantes não se deve unicamente a uma tendência particular do espírito americano, mas aos princípios fundamentais da sociedade. Aos olhos da democracia, o governo não é um bem, é um mal necessário. 

...Admiro essa atitude natural do governo da democracia, dentro daquela força interior que se prende mais que ao funcionário ao homem, mais que aos sinais exteriores do poder, percebo qualquer coisa de viril que admiro. 

...Nenhum dos funcionários públicos dos Estados Unidos tem uma vestimenta característica, mas todos recebem um salário” (pg. 157). 

Imagine se aquele jovem voltasse hoje à América. Ele descobriria que ainda existe uma democracia. Descobriria que os poucos funcionários daquela época passaram a 13 milhões de americanos, em 1970, servindo aos governos nacional, estadual e municipal. Seu número era igual ao da população de 1831. Ficaria ainda mais  impressionado com  seu país - a França - e a maioria dos países do mundo. Quase todos se tornaram democracias, com milhões de servidores públicos para fazê-las funcionar bem. 

É a Administração Pública  a responsável pela  máquina do Estado. Se a máquina não anda, o povo fica insatisfeito, ameaçando a democracia.   

De fato, conforme Alexis de Tocqueville observou, o governo é um mal necessário à democracia. A maioria do povo só vê o governo pelos impostos, os serviços públicos ruins, ou, então, pelos grandes escândalos. Mas vê também o carteiro, a professora do filho, o médico do serviço público. 

Desconhece o verdadeiro papel de uma Administração Pública eficiente: zelar pela imagem do governo e do Estado, oferecendo bons serviços à população, cumprindo as políticas públicas estabelecidas, executando o que deve ser feito. Calados e reservados, os milhões de servidores públicos cumprem o seu dever para com o povo e para com o governo, seja no nível nacional, estadual ou municipal. 

Os servidores públicos são aqueles trabalhadores diretamente envolvidos na prestação de serviços governamentais básicos, fazendo funcionar a Administração Pública: a atividade ligada à implementação das políticas públicas e/ou a realização das metas públicas. Cabe-lhes executar as leis e realizar os objetivos do Estado.

Mas o que é o Estado e o Governo? 

O Estado pode ser entendido como uma nação: o Estado Brasileiro. Para ser reconhecida como um Estado, pelas outras nações, é preciso que uma nação exerça o poder e a autoridade. Não basta que o chefe da nação decida fechar uma empresa estrangeira e expulsá-la de seu território. Para fazer isso, essa nação precisa se tornar um Estado forte, ter poder ou soberania. Só pela força política será reconhecido pelos outros Estados constituídos. O Estado (com letra maiúscula) é, portanto, o conjunto de poderes políticos que constituem uma nação: um organismo político administrativo que tem ação soberana, ocupa um território, é dirigido por um governo próprio e se constitui pessoa jurídica de direito público internacionalmente reconhecida. 

Uma nação precisa governar, pois sem capacidade de governo, o povo não torna legítimo esse governo, não aceita sua autoridade. Assim, o Estado precisa de Governo:  a Administração superior, o poder executivo. 

Tanto o Estado como o Governo precisam de leis, de fazê-las cumprir e executá-las. Desse modo, nascem os poderes Legislativo, Judiciário e Executivo. E o Governo precisa da Administração Pública, para fazer funcionar a máquina ou o aparelho do governo, executando aquilo que deve ser feito.

Há três níveis do poder executivo: federal, estadual e municipal. Desse modo, em cada um deles se repetem as estruturas administrativas: a alta administração federal, estadual e municipal, a média, baixa e os   funcionários. 

Portanto, os administradores públicos ocupam variadas posições nos órgãos do governo. A alta administração federal, no Brasil, é composta pelo Presidente, Vice-Presidente, ministros, ocupantes de cargos de natureza especial, secretários nacionais, presidentes e diretores de fundações, autarquias, empresas públicas e estatais. Ao todo, são 1.312 autoridades, regidas pelo Código de Conduta da Alta Administração, aprovado em 2.000, sob o zelo da Comissão de Ética Pública da Presidência da República.    

Contudo, nem todos os dirigentes ou ocupantes de funções públicas são servidores do quadro permanente de funcionários. Isso ocorre em vários países. Pessoas de fora da Administração Pública, sem passar por concursos abertos, ocupam cargos no governo (cargos de confiança). Enquanto ocupam oficialmente cargo ou função pública, mesmo sem pertencer ao quadro do funcionalismo, são considerados servidores públicos, devendo se pautar pelos mesmos princípios éticos em sua conduta, podendo ser punidos por atos considerados impróprios (improbidade administrativa.) 

A Administração é também uma atividade política, porque não se pode governar sem a divisão de poder e acordos com lideranças políticas. Há impossibilidade de uma administração estritamente técnica e profissional. Muitas vezes, isso pode  gerar desvios nos  objetivos e perda de eficiência, pela interferência nos planos e programas estabelecidos, alterando as prioridades e corrompendo a Administração. 

Com certeza, você deve conhecer fatos que falam muito alto sobre os escândalos nas administrações de vários países, em virtude de escolhas das pessoas erradas para compor o Governo.  


Momento do ADM, Profª. Tânia Lúcia Morato Fantini - 07 de março 2017.


segunda-feira, 6 de março de 2017

Crise é desafio para exercício da liderança

A exigência de um trabalho bem feito, com qualidade, a definição clara de regras e metas, uma postura firme e assertiva para gerir pessoas e lidar com conflitos, até mesmo a “cobrança” por resultados, são características essenciais para um líder eficaz.



Considerando o cenário de mudanças ocorridas nos últimos anos, de ordem tecnológica, sócio-ambiental, política e econômica, ainda mais agravada pela crise financeira americana, com bancos “quebrando”, falta de crédito, desemprego aumentando, entre outras, observamos transformações significativas nas organizações e principalmente na atuação dos gestores. As empresas estão desafiadas a identificar soluções para driblar a crise e manter sua competitividade. O que esperar do líder neste momento e em um futuro próximo?

Segundo Daniel Goleman, responsável pela popularização do conceito de Inteligência Emocional, agressividade e mau comportamento não são mais atributos valiosos de um líder. Aquele chefe “casca grossa” está ficando cada vez mais sem espaço nas organizações. Além disso, o trabalhador de hoje tem maior consciência dos seus direitos, quer qualidade de vida e busca um ambiente agradável para trabalhar.

Além de Goleman, teóricos como Peter Senge e Peter Drucker, lá na década de 90, começavam a desenhar um novo perfil de liderança, mais humano e comprometido com valores sociais e éticos. Na sociedade do conhecimento, as pessoas passam a ser valorizadas pelo seu capital intelectual, considerado o principal diferencial competitivo das organizações. De servido, o líder passa a servir seus colaboradores na chamada “Liderança Servidora” e as mudanças de paradigma vão sendo implementadas gradativamente.

É claro que não estamos falando de um líder laissez-faire. A exigência de um trabalho bem feito, com qualidade, a definição clara de regras e metas, uma postura firme e assertiva para gerir pessoas e lidar com conflitos, até mesmo a “cobrança” por resultados, são características essenciais para um líder eficaz, principalmente considerando o momento atual de incertezas e adversidades.

Para Srikumar Rao, professor da London Business School, um profundo analista do comportamento de líderes, visto que, ao longo de anos de experiência, tem observado seus alunos gestores, o líder bem sucedido no futuro será aquele que desenvolverá estratégias e sistemas para criar uma organização de “profunda fidelidade” seja com colaboradores, fornecedores e consumidores.

Perseguir lucros, na opinião de Rao é fundamental, desde que seja administrado em consonância com a missão e propósitos da empresa. Além disso, o reconhecimento pessoal e material precisa ser justo em todos os níveis, havendo uma distribuição coerente, de acordo com as responsabilidades e competências. A remuneração excessiva do líder não é bem vista pelos colaboradores, pois pode refletir concentração de poder, causando desmotivação e descompromisso. O líder deve inspirar respeito profundo pela virtude de sua personalidade e competência pessoal.

Não compete ao Líder, na opinião de Rao, motivar seus colaboradores. A motivação pode ser vista como “manipulação sofisticada”, para que colaboradores relutantes façam o que não estão interessados em fazer. O líder deve identificar obstáculos desmotivadores de seus colaboradores e eliminá-los. Procurar formas de ajudar os colaboradores a se realizarem no trabalho, encorajando-os a colocar em prática o melhor do que são capazes. Mas a “intenção” do líder de realmente contribuir com o crescimento dos liderados ou a transparência de propósitos é importante, pois do contrário compromete a confiança e perde-se a lealdade.

Dividir as “cargas”, mas também as vitórias, cuidar das pessoas, eliminar despesas supérfluas antes de demissões, buscar oportunidades de desenvolvimento para os liderados, definir códigos claros de conduta, respeitar a força do grupo, delegar, saber a hora de “passar o bastão”, são algumas atitudes que fazem a diferença no exercício da liderança.

O que falar dos líderes brasileiros? Sabemos que o brasileiro é criativo, tem flexibilidade e adaptabilidade para lidar com crises e adversidades. Mas, às vezes, o chefe “linha-dura” ainda parece valorizado pelos dirigentes das organizações. Contudo, ambientes muito estressantes são nocivos para a saúde dos colaboradores, afetando a imagem da empresa de forma negativa. O importante é saber dosar seriedade, firmeza e transparência nas ações, com leveza, respeito e consciência de que o lado humano é um ingrediente fundamental para uma liderança eficaz.


Momento do ADM, Cláudia Suely de Almeida - 06 de março 2017.


domingo, 5 de março de 2017

Feche os olhos para o mundo

Preste mais atenção em sua casa, em sua vida! Se conecte a você!



Feche os olhos para o mundo e se conecte a você

Hoje vemos pessoas muito bem informadas com visão global de acontecimentos que não deveriam saber, que não precisariam saber.

Admiro muito pessoas que gostam de ajudar, que abandonam suas vidas em favor de outras. Um exemplo são médicos sem fronteira que deixam suas famílias para ajudar pessoas e arriscam suas vidas para salvar outras.

Essas pessoas sim, podem atravessar fronteiras para ajudar. Mas muitos de nós somos bombardeados diariamente com informações e notícias que não deveriam ser de nosso conhecimento. Coisas que entristecem, que desnorteiam, que nos fazem sofrer sem que saibamos o que fazer para ajudar. E perdemos tempo com essa informação sendo que poderíamos estar fazendo coisa real, ajudando aqui e agora.

E enquanto somos bombardeados com informações inúteis e muitas vezes fúteis, cheias de maus exemplos, vamos ficando cegos para nossa vida, para nossa casa, para nossos filhos.

Vi uma foto de um pedreiro que foi limpar caixa d'água de uma casa e ficou aterrorizado com a sujeira que encontrou. Muitas vezes sabemos o que acontece do outro lado do mundo enquanto bebemos água suja literalmente. E falo também de maneira analógica pois muitas vezes a nossa vida espiritual está suja, nossa vida familiar, nossa vida profissional, nossa vida sentimental, contaminada com informações e maus exemplos desnecessários.

Vamos nos conhecer melhor, abrir os olhos para nossa casa, para nossa vida, conhecer melhor nossos parceiros, nossos filhos. Muitas vezes ficamos preocupados com a sujeira na política por exemplo e deixamos de enxergar a sujeira dentro de nós mesmos, em nossos pensamentos deprimidos e fúteis, consequência de tanta informação vazia.

Há muita coisa para ser limpa, há muita coisa pra ser enxergada. E não é pela internet e televisão. Vamos limpar nossas casas. Vamos conhecer melhor nossa família. Vamos limpar e desinfetar nossas caixas d'água, vamos prestar atenção no que comemos, no que bebemos, no que falamos, no que lemos, no que ouvimos.

Menos é mais. Vamos nos conhecer melhor. Aprender a lidar com nossos sentimentos, nos conectar mais com nossa essência, ter respeito pela essência do outro, pela vida. Vamos aproveitar mais os pequenos prazeres tão próximos de nós, a natureza, a observação, a conversa olho no olho, o sentir, o cheirar, o amar.

Feche os olhos para o mundo e se conecte a você! Se enxergue melhor e limpe tudo o que for desnecessário, preste atenção em tudo o que entra em sua casa e em sua vida: você pode estar tomando água suja enquanto se preocupa com o outro lado do mundo.

Se enxergue! Se preocupe mais em ser do que em aparecer! Nem tudo precisa ser postado, nem tudo precisa ser mostrado e nem tudo você precisa saber. Descubra o que é realmente importante e seus olhos verão coisas tão próximas que nenhuma tecnologia será capaz de mostrar! Feche os olhos para o mundo e verá coisas que sempre estiveram ali e você nunca notou, descobrirá sentimentos seus e conhecerá realmente seu próximo, você pode adquirir sabedoria apenas observando a natureza, tão simples e tão sábia e só então perceberá que a cegueira pode estar disfarçada de tecnologia!

Momento do ADM, Lucilene Antunes - 05 de março 2017.


sábado, 4 de março de 2017

Aprenda a potencializar seu e-mail

Dicas para deixar seu e-mail ainda mais profissional



O e-mail é uma ferramenta corporativa bastante habitual. 

Mas, apesar de ser "um velho conhecido", pode e deve ser utilizado de forma correta e potencializado, para que você usufrua de todos os benefícios que ele pode gerar.

Considere seu endereço eletrônico como um cartão de visitas virtual, que pode gerar bons negócios.

Dicas de ouro:

a) Apesar de ser uma ferramenta on-line, o e-mail não é algo de uso informal, como uma rede social ou um simples SMS. Exige uma boa redação, capricho na língua portuguesa e ordenação de ideias. Cabe sempre um cumprimento inicial e final. E claro, nada de gírias e abreviações. E-mail se escreve em português e não internetês!

b) Super importante incluir sua assinatura, que também deve seguir padrões corporativos! Nome completo, cargo na empresa, telefones de contato, site e redes sociais corporativas.

c) Você também pode dar um "up" na assinatura, criando um QR code com seus principais dados. O Qr Code é um código de barras que ao ser escaneado e decodificado por aplicativos específicos para esta finalidade, "transformam-se" em informações relevantes como contatos, endereços de sites, redes sociais, promoções e o que mais sua imaginação mandar! Crie o seu, gratuitamente, no endereço -  http://br.qr-code-generator.com/.

Veja o exemplo:



d) Os e-mails devem ser respondidos com a maior brevidade possível.

e) Evite aquelas "tripas" intermináveis de respostas. Se o tópico começar a se alongar muito, marque uma reunião, audioconferência ou telefone. Após as devidas conclusões, registre tudo e responda na mesma "trilha", encerrando a questão. Novos assuntos, novos e-mails.

f) Use o "Para", "Com cópia" e "Com cópia oculta" com sabedoria e ética. Ah! Um pouco de cuidado também é recomendado.

g) Lembre-se que o e-mail da empresa deve ser utilizado somente para esta finalidade! Nada de piadas, correntes e fotos.

h) Se sua empresa disponibiliza webmail, use com parcimônia e responsabilidade, preferencialmente em horário comercial, compatível com sua jornada de trabalho. (Essa dica não vale para profissionais liberais e de atividade comercial e/ou externa).


É simples de usar e mais ainda de potencializar o uso!


Bom trabalho,


Momento do ADM, Danielle Lourenço - 04 de março 2017.


sexta-feira, 3 de março de 2017

A globalização pede um novo profissional

Artigo publicado nos Jornais Informativo da Egelte Engenharia Ltda, em 18 de abril de 2008, e no Gazeta de Contagem, em edição de 08 a 14 de outubro de 2008.



A magnitude e a velocidade das mudanças em todo o mundo têm trazido um impacto dramático sobre as pessoas e seus locais de trabalho nos últimos tempos. E o futuro nos acena com uma aceleração ainda maior em termos de inovação, tecnologia e globalização. Heráclito, 500 anos a.C., já dizia: “Nada existe de permanente, exceto a mudança”. O problema agora está na rapidez e na propagação dessas mudanças.

Quando há uma era de profundas modificações, o conhecimento se expande. Uma grande transformação dos últimos tempos foi sair de uma economia baseada em indústrias para entrar numa economia baseada em informações. Atualmente a quantidade de conhecimentos disponíveis é imensa, sendo necessário saber selecionar o que devemos aprender e onde investir nosso tempo, para nosso crescimento intelectual e profissional.

Precisamos nos esforçar para melhorar nossa flexibilidade, velocidade e qualidade do trabalho realizado e, ainda, dar importância para a produtividade. Isso porque as organizações sabem que os clientes não apenas exigem produtos e serviços rápidos e com qualidade impecável: eles também querem que os produtos e serviços não sejam caros. As organizações precisam de resultados positivos.

Tudo mudou, está mudando e deverá mudar no futuro com uma rapidez cada vez maior. Além do que ocorre nas organizações há também mudanças na maneira como nos relacionamos com as pessoas, na forma como buscamos uma vida mais longa, mais saudável e mais feliz.

Todos os trabalhadores, independentemente de trabalharem nas linhas de produção ou nos escritórios, precisam se ver como um empresário, um vendedor especializado de serviços com uma marca especial, que seja conhecida por todos – VOCÊ. Então, se você não conseguir se vender, não conseguirá atingir o sucesso.

A cada dia mais os profissionais precisam se preocupar em se conhecer para saber quais características possuem. Isso é importante para conseguir fortalecer suas virtudes e trabalhar os seus defeitos na área profissional. Cada dia mais as organizações procuram profissionais éticos, que tenham entusiasmo, iniciativa, responsabilidade, bom humor, competência naquilo que faz e ainda que consigam ter um bom relacionamento interpessoal dentro do ambiente de trabalho.

Uma boa maneira de conseguir se diferenciar nesse novo contexto do mercado de trabalho é usar ao máximo a sua criatividade. Veja que criatividade é simplesmente buscar fazer de forma diferente aquilo que todos fazem de uma forma igual. Pensar uma nova maneira, mais prática, melhor, mais barata ou mais rápida de fazer as suas atividades, para conseguir atingir os resultados esperados pela Organização. Assim, o profissional que quiser crescer precisa ser criativo, a fim de achar novas soluções para os problemas do dia-a-dia.

Tendo todo um novo mundo de informações disponíveis e conhecendo bem essas regras do jogo, você poderá se destacar e inovar. Concentre-se em observar essas pequenas diferenças entre os profissionais, lembrando-se sempre que o jogo pode mudar a qualquer hora. E apenas um bom profissional, que entenda e conheça tudo que acontece ao seu redor, será capaz de se adaptar a essas mudanças.

E procure se lembrar sempre que os líderes não gostam de dois tipos de colaboradores: os que não fazem o que eles pedem e os que só fazem o que eles pedem. Busque fazer sempre mais e melhor. A melhoria contínua deve ser o maior desafio do ser humano.

Momento do ADM, Sonia Jordão - 03 de fevereiro 2017.


quinta-feira, 2 de março de 2017

A arte de empreender

A Quarta Revolução Industrial sinaliza para novos caminhos no mercado de trabalho, estimulando o empreendedorismo.



“É melhor aproximadamente agora do que exatamente nunca.  Quem espera permanentemente pelo melhor momento jamais vai empreender.”

(Aleksandar Mandic)


O Brasil é o 7º colocado mundial entre 51 países no ranking de desemprego, segundo dados da consultoria Austin Rating. Já o IBGE aponta que nosso índice superou 12% da população economicamente ativa, mas este número é seguramente muito maior, pois são considerados apenas aqueles que estão em busca de trabalho, ou seja, quem está há meses sem uma oportunidade e já desistiu de buscar uma recolocação, não entra nas estatísticas.

Em São Paulo, a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Fundação SEADE, apontou um índice de 17,5% em setembro do ano passado. Para que tenhamos uma ideia do impacto destes indicadores, vale lembrar o que aconteceu nos Estados Unidos durante a Grande Depressão, ocorrida em 1929. Naquela ocasião, a taxa de desemprego atingiu 16% em 1931, chegando ao pico de 25% em 1933. Isso demonstra a proporção da atual crise econômica e política que atingiu nosso país.

Mas há uma importante reflexão a ser feita. Colocando de lado as questões conjunturais, o fato é que o emprego em seu formato tradicional mudou e está deixando de existir. As grandes empresas geram cada vez menos oportunidades de trabalho e são as micro e pequenas empresas as responsáveis por impulsionar cerca de 60% das ocupações. Isso é uma consequência direta da chamada Quarta Revolução Industrial que está em curso, caracterizada pela predominância da tecnologia da informação. Iniciada na Alemanha, em 2013, o processo de automatização da produção industrial levará a uma independência da atuação humana em larga escala. Assim, o futuro do emprego está na prestação de serviços, motivo pelo qual o empreendedorismo precisa ser estimulado.

Diante deste contexto, talvez seja a hora para você repensar sua atuação profissional. Identifique suas principais competências e aptidões e considere a possibilidade de investir tempo, energia e recursos em uma atividade autônoma. Você pode fazer isso sozinho ou buscar um ou mais parceiros com habilidades complementares para atuar ao seu lado. Neste processo, três aspectos essenciais precisam ser considerados.

O primeiro é o planejamento. Assim, para alcançar êxito, reflita não apenas sobre qual será sua atividade, mas também sobre quem serão seus clientes tomando como referência seu perfil socioeconômico e localização geográfica. Isso lhe possibilitará ter um maior foco na definição dos produtos ou serviços a serem oferecidos.

O segundo é a gestão financeira. Isso principia com a definição do regime tributário a ser adotado, o que invariavelmente demanda a contratação de um escritório contábil competente, que não se restrinja apenas a cumprir obrigações legais e gerar guias para pagamento, mas sim que lhe auxilie a tomar decisões coerentes. E passa pela administração das finanças, utilizando recursos próprios para o desenvolvimento do empreendimento, evitando ao máximo qualquer tipo de empréstimo, em especial junto a bancos, pois é impossível vencer os juros compostos. E um alerta essencial para empresas de pequeno porte: separar as finanças pessoais da corporativa, pois é comum uma empresa não lograr êxito simplesmente porque os sócios demandam retiradas em nível incompatível com a lucratividade proporcionada pelo negócio.

Por fim, tenha paixão pela atividade que escolher! Não há nada mais equivocado do que optar por algo pelo qual não se tenha competência, dedicação e entusiasmo. Assim, você precisa seguir um caminho alinhado aos seus propósitos, pois isso lhe trará a convicção de despertar pela manhã com o desejo pelo desafio e terminar o dia com a sensação de reconhecimento pelo que foi feito.

Momento do ADM, Tom Coelho - 02 de março 2017.


quarta-feira, 1 de março de 2017

Como se tornar uma pessoa mais criativa

Mude o que você pensa sobre si mesmo e se torne uma pessoa mais criativa.



Você já chegou por algum momento em sua vida a acreditar que seu potencial criativo era inferior ao que realmente é? Ou ainda, já se pegou evitando alguma situação de risco por não confiar em suas habilidades? Eu já tive essa sensação e percebi que elas estavam muito relacionadas com as experiências que eu vivi ao longo da vida.

Uma das características sobre minha personalidade sempre foi pensar diferente de outras pessoas e cheguei a ser ridicularizada por isso, sempre o que é diferente espanta, é difícil de ser aceito. E durante muito tempo, deixei que isso influenciasse aquilo que eu mesma pensava sobre mim, acreditei ser inferior, deixando de aproveitar o potencial criativo que tinha, passei a evitar riscos e no momento que percebi o quanto isso estava me atrapalhando em vários aspectos da vida, mergulhei profundamente no autoconhecimento buscando virar a mesa e mudar a situação a meu favor. 

O fato é que para conseguir o sucesso que tanto se almeja é preciso que haja uma constante renovação, para que assim se possa eliminar os travões que nos impedem de avançar e desenvolver o que ainda não temos. É necessário ter a consciência que podemos nos tornar aquilo que quisermos, pois, como diz a célebre frase de Jean-Paul Sartre: “não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”.

A criatividade se refere a ideias singulares, originais ou fora do comum e se você tenta se esquivar dela, está deixando para trás todo aprendizado, todas as inovações e sucessos que poderiam ser construídos ao longo de sua vida. Nossa habilidade criativa, está intimamente ligada com o conceito que temos a respeito de nós mesmos. 

As personalidades que apresentam baixo nível de autoestima temem ousar ou inovar e com isso deixam de ser criativas na vida e no trabalho ou seja, a falta de criatividade impede novas iniciativas.

A criatividade em vez de ser identificada como um produto especifico qualquer, é simplesmente um modo particular de pensar, essencial para empreendedores e líderes que precisam constantemente inovar devido ao enorme avanço da tecnologia e a facilidade de acesso a muitas informações. 

Vivemos em uma cultura em que as atitudes criativas são desencorajadas, se tentarmos estabelecer uma nova ideia que difere do padrão pré-estabelecido, corremos o risco de sermos ridicularizados ou humilhados, portanto além da criatividade é necessário uma boa dose de autoconfiança, para ter convicção de sua própria ideia. 

As atividades criativas estão em oposição às normas conformistas. Se deixarmos nos influenciar por esses efeitos externos, podemos acabar criando um autoconceito negativo acerca de nosso potencial.

Outro hábito que destrói a nossa capacidade criativa são as auto-afirmações negativas, que são verdadeiros monólogos internos de auto-depreciação, incentivando a desistência e a desmotivação. A superação das mesmas exige o esforço para a quebra de hábitos velhos, substituindo essa negatividade por auto-afirmações positivas que auxiliem no desenvolvimento das novas habilidades ou criações.

Se pensarmos sobre nós mesmos de modo negativo, tendemos a criar experiências negativas em nossa vida e assim diminuiremos toda capacidade criativa que podemos ter. Por outro lado, se aprendemos a pensar a nosso respeito de modo positivo, tendemos a criar mais experiências positivas e facilitamos nossas capacidades criativas em geral. Ao ordenarmos nossas autoafirmações, modelamos também o autoconceito, liberando assim todo o potencial criativo que podemos ter.

MAS, COMO LIBERAR NOSSO POTENCIAL CRIATIVO? 

Isso é possível, eu consegui e você também pode! Mude suas crenças, pense sobre você mesmo de forma criativa, estando mais consciente sobre quem é e o que acredita. Tome as rédeas de sua vida e acredite em suas ideias. 

Identifique o que causou frustrações

 Às vezes algumas tentativas de ser criativo e inovar não foram aceitas por outros no passado, ou mesmo em algum projeto difícil ou empreendimento a ideia nova não foi muito bem sucedida. Esse tipo de experiência pode nos levar a pensar que nossa capacidade de criatividade é inferior e isso pode resultar num afastamento de projetos criativos, afetando também a autoconfiança. É necessário perceber onde as influencias negativas ocorrem.

Identifique seus pensamentos negativos

Antes de promover a mudança é necessário ter consciência dos próprios pensamentos, o que você tem pensado a respeito de si mesma? Qual a imagem que você tem de si mesma? Os pensamentos aparecem de forma automática porque foram alimentados por um bom tempo. Pode parecer difícil uma mudança no primeiro momento, mas na medida em que se persistir na criação de um novo habito, ficará mais fácil. 

Assim que perceber tendo autoafirmações negativas, ordene a si mesmo: PARE! Faça isso quantas vezes forem necessárias.

Substitua pensamentos negativos por novos pensamentos

Podemos mudar nossa capacidade criativa, pensando sobre nós mesmos de maneira mais criativa. Depois de ordenar parar com esses pensamentos negativos, substitua-os por afirmações positivas verdadeiras em relação a si mesmo. Se você tem dificuldades de fazer isso, realize uma lista com suas qualidades e habilidades em empreendimentos que deram certo para tomar consciência, e repita cinco vezes a afirmação positiva no lugar da negativa para ajudar a estabelecer esse novo hábito. 

Tenha consciência que é uma pessoa singular

 Para promover a criatividade também é necessário que a pessoa saiba que é uma pessoa singular, capaz de desenvolver várias habilidades. Também capaz assumir todas as responsabilidades por seus problemas, outras pessoas podem nos ajudar muito, mas temos que ter consciência que podemos e devemos tomar nossas próprias decisões. A criatividade está muito ligada com a individualidade, não de uma forma egoísta, mas no sentido da pessoa que não depende da opinião alheia e sabe que tem recursos internos para resolver seus problemas sozinhos.

Não tenha medo de errar

Se arrisque, em muitas questões não existe certo ou errado na criatividade! As invenções, ideias podem surgir de algo inovador que nunca foi feito e isso é ótimo! O medo de errar reprime a criatividade, pois pra conseguir sucesso, vamos errar muitas vezes até encontrar o acerto e somente aquele que erra está mais perto de chegar ao acerto, do que aquele que não tenta e nunca sairá do lugar. Se sentir medo de arriscar, comece aos poucos, com riscos pequenos no dia a dia, até criar maior autoconfiança e investir em riscos maiores. Já dizia Albert Einstein “Eu tentei 99 vezes e falhei, mas na centésima tentativa eu consegui, nunca desista de seus objetivos mesmo que esses pareçam impossíveis, a próxima tentativa pode ser a vitoriosa.”. Saiba que correrá risco. Quando uma pessoa se desvia da trilha do conformismo ela correrá o risco de sofrer certo grau de rejeição e menosprezo por parte das pessoas comuns. Também corremos o risco de estabelecermos um conjunto pessoal de valores, sem a necessidade de recorrer constantemente a outrem na busca de reforço e apoio. Quando a pessoa resolve estabelecer um caminho criativo sua autoconfiança aumenta e vice versa, tornando-se um ciclo virtuoso! Então relaxe e trate se de ser você mesmo, a vida está esperando para que você use todo seu potencial para criar e encantar!       

Momento do ADM, Annie Oles - 01 de fevereiro 2017.