sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

O sucesso externo começa com um trabalho interno




Certa noite, um menino pulou no colo do pai e sussurrou:

“Pai, a gente não passa muito tempo juntos”.

O pai, que amava muito o filho, sabia que ele tinha razão, e respondeu:

“Você tem razão; peço desculpas. Mas prometo que vou recompensá-lo. Já que amanhã é sábado, por que não passamos o dia inteiro juntos? Só você e eu!”.

Fechado o plano, o menino foi para a cama naquela noite com um sorriso no rosto, imaginando o dia seguinte, animado com as possibilidades das aventuras que viveria com o pai.

Na manhã seguinte, o pai acordou mais cedo do que o habitual. Queria certificar-se de poder ainda desfrutar o ritual de tomar uma caneca de café lendo jornal antes que o filho acordasse, todo animado e pronto para brincar.

Perdido em pensamentos, lendo a seção de negócios, foi pego de surpresa quando o filho puxou o jornal de repente e gritou, entusiasmado:

“Pai, acordei. Vamos brincar!”.

O pai, embora animado em ver o filho e a fim de começar o dia juntos, percebeu-se desejando um pouco mais de tempo para terminar o ritual da manhã.

Botando a massa cinzenta para funcionar, chegou a uma ideia promissora. Pegou o filho, deu um grande abraço nele e anunciou que a primeira brincadeira seria montar um quebra-cabeça juntos, e, quando terminassem, “vamos lá fora brincar até o fim do dia”.

Mais cedo, enquanto lia, vira um anúncio de página inteira com uma foto do mundo. Achou-o rapidamente, rasgou-o em pedacinhos e espalhou-os sobre a mesa. Pegou fita-crepe para o filho e disse:

“Quero ver quanto tempo você leva pra montar esse quebra-cabeça”.

O menino embarcou na brincadeira com entusiasmo, enquanto o pai, achando que conseguira um pouco de tempo extra, meteu-se novamente no jornal.

Em questão de minutos, o menino puxou novamente o jornal do pai e
anunciou, orgulhoso: “Pai, terminei!”.

O pai ficou atônito. O que tinha em frente – inteira, intacta e completa – era a foto do mundo, colada do jeito que estava no anúncio, nem um pedaço fora de lugar.

Num tom misto de orgulho e assombro, ele perguntou: “Como foi que você conseguiu fazer isso tão rápido?”.

O menino ficou radiante.

“Foi fácil, pai! Não estava conseguindo, no começo, e pensei em desistir, porque estava muito difícil. Mas então eu coloquei um pedaço no chão, e porque o tampo da mesa é de vidro, olhei por baixo dela e vi que, atrás, tinha a foto de um homem. Isso me deu uma ideia! Quando montei o homem, o mundo se arrumou junto”.

Ouvi essa inocente narrativa pela primeira vez na adolescência e nunca me esqueci dela. É uma história que reconto continuamente para mim mesmo.

O que me mobilizou não foi o problema aparente do equilíbrio na vida do pai, algo que certamente captei. O que me sensibilizou e permaneceu comigo foi a solução inspirada do filho.

Ele desvendou um segredo mais profundo: uma abordagem mais simples e direta para viver. Um ponto inicial para qualquer desafio que possamos enfrentar pessoal ou profissionalmente.

A ÚNICA Coisa que devemos entender se queremos alcançar resultados extraordinários no mais alto nível possível. Sem dúvida. Sem questionar.

Está curioso para saber qual é?

Moral da história: O sucesso é um trabalho interno. Monte-se, e o mundo se arruma junto.

Momento do ADM, Diego Andreasi - 16 de dezembro 2016.


quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Fazer gestão, essa arte o ADMINISTRADOR domina!




Vivemos um momento sócio econômico em nosso País, que ativou uma enorme insegurança e dúvidas quando o assunto é investir, planejar e gerir.

As incertezas são inúmeras, o que gera um descontentamento com o mercado e a realidade empresarial.

Percebe-se que a falta de conhecimento técnico quando o assunto é administrar e fazer gestão, desencadeia nos empresários e investidores inúmeras incertezas que de fato, estagnam sonhos e metas, outrora traçados.

Diante dessa problemática, o papel do Administrador se faz necessária, e por quê não dizer, fundamental? 

O Administrador, antes de tudo tem o domínio da técnica e sabe muito bem como aplicá-la, gerando assim, mudanças satisfatórias e dinâmicas dentro das organizações.

Fazer gestão, vai muito além de fazer planilhas de controle ou de delegar funções e tarefas.

Fazer gestão, é administrar de forma que todos os departamentos e setores da organização andem em perfeito sincronismo, favorecendo assim a realização das metas traçadas a longo, médio e curto prazo.

De fato, planejar, requer conhecimentos reais de métodos administrativos que estão diretamente relacionados aos três níveis de planejamento organizacional:

Planejamento estratégico, tático e operacional.

No planejamento estratégico estão definidas as metas a serem realizadas a longo prazo, sempre visando o futuro da organização.

O planejamento tático tem como principal objetivo criar condições favoráveis para que as metas e ações estabelecidas no planejamento estratégico sejam atingidas.

Por último, mas não menos importante, temos o planejamento operacional, o qual podemos chamá-lo de "forno", pois é no planejamento operacional que serão concluídas e realizadas as metas e objetivos traçados pelos níveis estratégico e tático, finalizando desta maneira o ciclo de planejamento. Nos níveis estratégico e tático são acrescentados os "temperos organizacionais" (metas) e "repassada a receita" de como fazer estipulando também o "tempo de forno", (longo, médio e curto prazo). 

Analisando tais teorias e fundamentos, pode-se  afirmar quão importante é aplicar as técnicas e remédios  administrativos, a fim de obter resultados satisfatórios, gerando sincronismo entres os diversos setores e departamentos da organização através do planejamento em seus três níveis, criando dentro da empresa um clima organizacional onde a missão e valores da mesma estarão sendo consolidados diariamente, fortificando sua imagem para seus colaboradores , clientes  e para o mercado de forma geral.

ADMINISTRAR. É PARA ADMINISTRADOR.

Momento do ADM, Adm. Gardênia de Almeida Brum - 15 de dezembro 2016.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Projetos, empreendedorismo e futuro




A vida é um grande palco onde temos que aprender com o que pesa das experiências e vivências, para que assim tenhamos luz própria para alcançar as próprias referências. Nossa construção dependerá sempre da solidez das bases que devemos formar para um agir sustentável e organizado diante das mais variadas situações e desafios a serem enfrentados nos desenvolvimentos dos projetos.  

Ter idéias não é nada difícil, mas fazê-las saírem do campo dos sonhos, tornando-as reais é sempre algo desafiador, pois o grau de dificuldade não mais se encontra na comprovação da capacidade de quem desenvolve algo, mas no convencimento de que esse algo possa ter afinidades e interesse de consumo. Se no passado ainda existiam espaços para se criar algo novo, hoje a durabilidade de qualquer novidade é quase que instantânea, já que disputamos centímetro a centímetro o interesse dos mesmos públicos diante das infinitas possibilidades do como eles podem gastar seus recursos.
É no meio de um mundo de dificuldades que vamos ter que mostrar nossas aptidões talentosas, e enfatizando isso, devemos resumir nossos avanços indo de encontro com o que ainda não somos.

“Nunca diga que isso ou aquilo é um saco de se fazer, pois está no que a maioria não gosta o diferencial dos que acertam”.

Quantas vezes me deparo com meu próprio pensamento em querer pular as fases de algo que tenho que fazer, mas que por diversas razões não são do gosto pessoal, e quantas vezes as coisas não acontecem exatamente por estarem incompletas de informações e de gente que podia estar junto, mas que por características suas e minhas, desprezamos por achar que são desnecessárias.

Quando falamos em projetos, falamos do que ainda está para ser feito, do futuro, das convicções e condições para sustentação e recursos à direção planejada, para que desafios e dificuldades sejam substituídos por oportunidades. Projetos dependem da qualidade dos estudos para que nos demonstrem o poder da sua viabilização, e nesse caso o passado devidamente registrado é algo fundamental para garantir a organização atual, sua avaliação e simulação do que fazer pelos objetivos.

Do lado qualitativo, e de olho no conjunto das coisas que nos fazem melhores, devemos pensar que sociedades complexas dependem dos valores de troca, que não mais podem ser desenvolvidos por hierarquias que enferrujam as decisões, mas por pessoas cujas qualidades se afinem pelos objetivos comuns, pelo compartilhamento de idéias e soluções que formem atrativos para que possamos conquistar e selecionar com quem vamos.

Fica fácil a gente aprender com a vida e depois olhar para os fatos do passado e pensar o como teria sido os resultados com a visão atual. Rever o passado é válido, mas diante do já foi registrado somente a disposição pela análise e vontade de mudar, pode somar para que nossa evolução hoje seja incorporada de mais seguranças pelo que acreditamos poder ser amanhã. Nesse sentido as saudades e as insatisfações devem ser adicionadas ou revistas mantendo o que de fato nos fizeram conquistar as coisas boas e aprendendo a se modificar, evitando os mesmos vícios e ausências que ajudaram nas falhas. 

Momento do ADM, Sérgio Dal Sasso - 14 de dezembro 2016.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Como lidar com a variação da motivação no trabalho




Se existe uma verdade inquestionável no universo da Administração, essa com certeza diz respeito a variação na motivação e consequente desempenho de um quadro de funcionários.

Seres humanos não são como robôs, e por mais que uma empresa pague bem, tenha um ambiente de trabalho com mesa de sinuca e refrigerante à vontade, e ainda te permita chegar alguns minutos após o horário normal de expediente, é certo que mesmo assim a motivação de seus funcionários irá oscilar em diversos momentos.

Vários são os livros que tentam explicar quais são as causas responsáveis por esse problema, porém, um dos meus preferidos foi publicado por uma dupla de pesquisadores de Harvard em 2011, e leva o nome de O Princípio do Progresso.

Segundo esses autores, o desempenho dos colabores de uma empresa depende muito do que eles chamaram de “vida interior no trabalho”, que se fosse para resumir, eu diria que seriam as percepções e emoções não verbalizadas que essas pessoas vivenciam à medida que reagem e compreendem os eventos em seu dia de trabalho.

A pesquisa foi bem extensa, já que mais de 12 mil registros foram coletados e analisados, mas sua conclusão, supreendentemente, é simples. Para eles, à medida que a vida interior no trabalho de um funcionário tem altos e baixos, o seu desempenho inevitavelmente acaba acompanhando essa variação.

Achou a conclusão meio óbvia? Pois é, eu também. Porém, o que torna esse trabalho realmente único é tentar entender as explicações que eles forneceram sobre os fatores que provocam esses altos e baixos no desempenho desses colaboradores.

O primeiro deles, por exemplo, diz respeito a necessidade de que todos nós temos em acreditar que nosso trabalho está realmente contribuindo para alguma coisa que importe.

Em suas análises, a dupla de Harvard identificou que quando um funcionário percebia que estava fazendo contribuições importantes para o sucesso de um determinado projeto, sua vida interior no trabalho melhorava drasticamente. Em outras palavras, isso significa dizer que o segredo para saber se o funcionário está fazendo progresso é projetar cada tarefa de modo que, no ato de realizar o seu trabalho, as pessoas tenham conhecimento dos resultados do seu esforço.

Ou seja, quando tal crença de contribuição contínua se mantém firme, nosso progresso profissional conduz à verdadeira satisfação, forte motivação para continuar e outros sentimentos positivos. Por outro lado, quando nosso trabalho é destituído de significado, mesmo o fato de completarmos uma longa lista de tarefas não poderá gerar um genuíno sentido de realização, de dever cumprido.

E o que seria ter um trabalho significativo?

Para ser significativo, ao contrário do que os gurus motivacionais costumam divulgar, seu trabalho não tem que ter profunda importância para a sociedade. Você não necessariamente precisa organizar todas as informações do mundo como o Google faz, cuidar dos doentes, amenizar a pobreza ou ajudar a curar o câncer.

O que importa mesmo é se você percebe o seu trabalho como uma contribuição de valor para alguma coisa ou alguém que importe (mesmo sua equipe, você próprio, ou sua família).

Em outras palavras, isso significa dizer que se os funcionários de uma empresa se sentem capazes em realizar algo significativo, eles tendem a visualizar os problemas difíceis como desafios positivos e oportunidades de sucesso, um claro caminho para a proposição de inovações.

Porém, se sofrem revezes repetidos e são desestimulados pela gerência, veem estes mesmos desafios como oportunidades de fracasso, e como tal, as sugestões de possíveis melhorias para a empresa são evitadas.

Aqui fica uma valiosa dica desse estudo. Na visão dos autores, os administradores devem se certificar de que os funcionários saibam exatamente em que medida seu trabalho está contribuindo para o progresso da empresa. Quando esse controle se mostra ausente, a sua vida interior no trabalho apresenta revés, impactando na sua motivação e consequente desempenho.

O apoio da liderança é fundamental

Outro fator abordado pelos autores diz respeito ao apoio dos superiores com relação ao projeto que está sendo desenvolvido por seus funcionários. Para eles, quando os colaboradores percebem que seus líderes não podem ou não querem apoiar seu trabalho, eles começam a se ver como malabaristas, se equilibrando na corda bamba que alguém está balançando e sem rede para protege-los caso eles caiam. Tal motivação despenca porque a falta de suporte provoca ansiedade e sinaliza que o trabalho é sem importância ou condenado ao fracasso – ou ambos.

Metas, recursos e colegas

Por fim, a questão de metas claras e significativas, recursos suficientes ou colegas prestativos também são citadas no estudo. Quando esses fatores estão presentes em nosso ambiente de trabalho, recebemos um estímulo imediato em nossas emoções e motivação para fazer um bom trabalho. Mas tão logo as metas ficam confusas, os recursos são negados ou um colega deixou a peteca cair, nossos pensamentos sentimentos e motivações começam a desmoronar.

Em outras palavras, quando você não sabe o que deve fazer, é muito difícil se sentir bem ao executar o seu trabalho. Ter metas claras orienta os funcionários em qualquer trabalho, desde a tarefa mais autônoma até a de responsabilidade mais ampla.

Por fim, os autores recomendam que se os gestores de uma empresa quiserem que ela tenha um significado duradouro, eles devem priorizar a melhoraria de vida das pessoas que nela trabalham, já que seus estudos mostraram que as pessoas são mais criativas e produtivas quando estão profundamente engajadas no trabalho, quando se sentem felizes, e quando têm admiração por seus projetos, colegas de trabalho, administradores e empresas.

Sendo assim, o caminho óbvio para atingir esta meta é assegurar que as organizações ofereçam produtos e serviços de alta qualidade a seus clientes. Mas de igual importância, os gestores devem enriquecer a vida dos funcionários da empresa – ao lhes permitir ter sucesso em um trabalho que tenha valor real para seus clientes, para a comunidade e para eles próprios.

Em outras palavras, para que para que o princípio do progresso funcione, o trabalho tem que ser significativo para a pessoa que o executa.

Momento do ADM, Diego Andreasi - 12 de dezembro 2016.


domingo, 11 de dezembro de 2016

Gerentes, vocês fizeram a lição de casa?

Gerentes e diretores. Ao nível da empresa, define-se a receita alvo, os custos e despesas para administrar a empresa e a rentabilidade para o ano seguinte.



A cada ano todas as empresas enfrentam um ciclo de planejamento de orçamentos. Ao nível da empresa, define-se a receita alvo, os custos e despesas para administrar a empresa e a rentabilidade para o ano seguinte. Em um mundo perfeito, este processo deve ser uma via de mão dupla, no qual a liderança corporativa define as metas com funções e as empresas dão suas contribuições. No final, todas as funções e as empresas devem seguir as diretrizes corporativas.

Planejamento de Curto Prazo

Uma vez que as metas da empresa são definidas, os diretores e gerentes devem definir as metas de compra para o ano seguinte.

Existem várias métricas de compras disponíveis na função que deve fazer parte do ciclo de planejamento. No entanto, eu vou mencionar apenas quatro alvos a serem atingidos: Gasto total, Gasto endereçável, Poupança e Recursos (FTE).

Gasto total pode ser calculado usando a receita da empresa e plano de investimentos.

Gastos endereçáveis podem ser estimados com base em gastos provenientes do ano anterior; contratos que expiram no ano seguinte, bem como as principais necessidades de gastos com base nas receitas e capital destinado a melhorias.

Economia pode ser definida com base na melhoria da economia do ano anterior em porcentagens (Poupança/Gastos endereçável), ciclo econômico de mercado e posição em relação à economia de mercado com base em referências (benchmark).

Recursos (FTE) podem ser calculados com base em um orçamento definido pela corporação e capacidade do ano anterior (Gastos/FTE) para cada produto.

Com estas quatro metas, que abrangem a eficiência, é possível mostrar o quanto você pode lidar com os recursos existentes e a efetividade mostra a qualidade de seus projetos de abastecimento.

Com base nesses objetivos, cada diretor de compras poderá começar a definir os projetos a serem adquiridos no próximo ano, usando as mesmas métricas, e os gerentes de compras podem definir seus objetivos pessoais, usando a mesma métrica.

Planejamento de Longo Prazo

O Planejamento Estratégico é mais elaborado e demorado. Os gerentes de compras devem realizar Planejamento Estratégico a cada três anos para os próximos cinco anos. O objetivo é definir: Visão e Missão para a função de compras, bem como os objetivos e metas para os próximos cinco anos.

Existem várias metodologias para definir este roteiro; porém a minha preferência é manter-se aos fatos, externa e internamente. Deixe-me elaborar sobre isso:

Externamente: Gerar dados das Tendências Globais da Economia, sua tendência da indústria e tendências de compra.

Internamente: obter dados da estratégia da sua empresa (negócio) assim como da função de compras.

Depois de obter todas as informações e dados, através de várias sessões com a liderança de compra, agrupe e organize as ideias e tendências em cinco a sete temas relacionados com a função de Compras. Para cada tema, deve-se definir o objetivo estratégico. Deste modo passa-se a ter um material suficiente para definir a visão e missão para Compras.

Para cada objetivo estratégico, é necessário definir as metas para os próximos cinco anos. Defina as metas que você achar apropriado então às dê prioridade usando o valor e o impacto para a empresa, no qual também deve-se definir a data de conclusão. Recomenda-se que para cada objetivo estratégico, a gestão de compras defina uma pessoa de liderança como "Dono" do objetivo.

Depois de concluir o Planejamento de Longo Prazo, é muito mais fácil fazer o Planejamento em Curto Prazo porque agora é possível entender o "roteiro" e todos os anos a refinar os objetivos alinhados com a estratégia de negócios.

Como o planejamento estratégico é complexo e demorado, vale a pena ter um consultor externo para ajudar com o desenvolvimento deste processo, pelo menos para um primeiro momento. O consultor é imparcial e tem uma perspectiva de fora, ajudando assim a desafiar as metas.

Momento do ADM, Fabio Hoinaski - 11 de dezembro 2016.


sábado, 10 de dezembro de 2016

Os pontos chaves da motivação profissional




Realização

Realização é a expectativa de retorno, quando soltamos o verbo empreender conjugando-o em todas as pessoas para que o lucro tenha algo especial no seu custo, incluindo o prazer de quem os desenvolve. O gosto pelo empreendedorismo é algo que no fundo é encontrado dentro de cada ser humano, pois enquanto a vida insiste em impor seus limites, nossos sonhos são as fontes do inconsciente, que sempre sinalizarão pelas renovações estimulando-nos à novos desafios.

Renovação

O mundo com suas mudanças diárias, não permite que fiquemos estáticos por muito tempo, pois tudo que hoje é considerado moderno, simplesmente estarão em desuso em poucos anos. Claro que no futuro, também se darão valor as antiguidades, mas infelizmente para um número limitado de museus.

Competência

Se a vida vai ficando cada vez mais complexa, no sentido obrigatório das necessidades pelas adequações, cada vez mais fica evidente que está na preparação adequada e contínua a única fórmula possível para nos mantermos em linha e conectados, pois afinal a evidência é resultante da evolução que nos fornece a antecipação de coisas boas à alguns segundos do tempo dos outros.

Competitividade

Não existe nada mais que se procure fazer, que não seja quase igual e problemático diante dos desafios necessários para que se tenha valor nos meios competitivos, e assim nossa preparação só terá sentindo se o rumo, pela dedicação e foco, nos levar ao encontro dos problemas pela complementação das suas ausências. Em resumo está no que é difícil, a rota por onde os olhos devem ser abertos para que as soluções comecem a aparecer.

Treinamento

Evoluir, do tipo transformar o desejo de querer ser alguma coisa até se chegar a um estágio competitivo, requer tanto o reconhecimento das próprias imperfeições, quanto a capacidade de identificar o que será necessário para somar aos meios por onde vamos atuar, e nisso as limitações somente serão superadas pela concentração e dedicação, quando do querer aprender repetindo até que a técnica tenha sucesso pela assimilação.

Equilíbrio

A arte de vencer requer alguns princípios para os subsídios da evolução, pois para qualquer atividade que estamos exercendo, e no meio de um mundo de intensas tempestades, é preciso se preparar para que os desafios não sejam inibidos pelo desequilíbrio, que normalmente nos afeta em ansiedade, tensão e medo. Dessa maneira mesmo o conhecimento pode ser irrelevante enquanto ele não estiver dotado da capacidade de comunicação, quando do esforço em saber conviver, para garantir que nossas comunidades sejam as bases facilitadoras para a valorização, reconhecimento e proteção.


Momento do ADM, Sérgio Dal Sasso - 10 de dezembro 2016.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

O ato de servir como diferencial competitivo nas empresas




Em uma sociedade, tudo o que é feito, é feito por uma pessoa para outra pessoa. Mesmo sem perceber, todos nós estamos servindo aos demais. Quando esse princípio é apropriado e praticado, temos a elevação da dignidade humana. Estimular membros de uma equipe a praticar, cada vez mais, o ato de servir, é uma prática nobre da gestão de pessoas.

Há uma visão clássica da economia que a divide em três setores: o primário, responsável pela produção de bens naturais; o secundário, que é quem faz as transformações industriais; e o terciário, que entrega os produtos aos consumidores finais.

Resumindo, falamos em agropecuária, indústria e serviços. O primeiro depende de terra, o segundo de máquinas e o terceiro de gente. Essa divisão não está errada, mas é muito simplista. A começar pelo fato de que todos os setores dependem das pessoas. Tudo o que existe foi feito por alguém para alguém.

Além disso, na busca de conquistar o cliente, as empresas de todos os setores tratam de entender o consumidor, seus hábitos, necessidades e desejos. Para quê? Ora, para servi-lo bem e assim obter sua fidelização.

Atualmente, não só bancos e restaurantes capricham no serviço, frigoríficos e fabricantes de automóveis se empenham em estudar os mínimos movimentos de seus clientes com a finalidade de antecipar-se às suas necessidades e… servi-los melhor.

Saber servir virou vantagem competitiva

Se isso é verdade para todos os setores, imagine então o que significa para o setor chamado “de serviços”, como o comércio, gastronomia, educação, saúde e transporte. Para estes, não é só vantagem competitiva, é função vital.

Empresas dispostas a servir, independentemente do setor a que pertencem, demonstram isso em sua cultura e no comportamento de seus funcionários. Aliás, as pessoas também são assim.

Quem tem sempre presente a disposição para servir aos demais, sendo útil a seus amigos, familiares, estranhos, funcionários, chefes ou clientes, costuma apresentar algumas qualidades de personalidade que lhe são naturais ou que foram desenvolvidas durante sua educação. Entre elas, podemos salientes a observação, a intenção, a gentileza e o protagonismo.

O ato de servir aos outros a qualquer momento em que isso seja necessário pertence ao campo do comportamento, e não só da competência. Notamos com clareza as pessoas disponíveis e generosas. Elas são mais visíveis que as demais porque irradiam uma luz especial que as distingue e enaltece.

Há profissões cuja especialidade é servir, como garçons, recepcionistas, enfermeiros, vendedores, comissários de bordo, e há aquelas cujas competências essenciais são outras, como calcular, operar máquinas, fabricas coisas. Entretanto, em todos os diferentes tipos de profissionais encontramos nítida disposição para servir.

Para os primeiros seria uma obrigação, o que não garante que todos a tenham, nem que os segundos não possam tê-la. Quem nunca foi atendido por um garçom mal-humorado ou foi recebido por uma recepcionista que não sorri nem olha nos olhos?

Felizmente existe a contrapartida. Quase todos nós nos lembramos de uma pessoa a quem pedimos uma informação e que só faltou nos levar até o endereço. Ou de um motorista de táxi que fez questão de nos ajudar com as malas até o interior do prédio.

São pessoas assim que nos fazem continuar acreditando na humanidade numa época de tanto individualismo, indiferença e violência moral. E estes são os que têm, como consequência natural, mais sucesso em seus trabalhos e carreiras.

O servir na vida

Vejo que há dois tipos de pessoas com disposição para servir aos outros: os serviçais e os humanistas por convicção.

Os serviçais servem por profissão, os humanistas por convicção. E quem serve por profissão e por convicção pode ser chamado de líder, independentemente de ocupar ou não uma posição de comando. Acontece que quem age assim está liderando uma mudança, a começar pela postura de quem está sendo servido, e, a seguir, pelo mundo, que está ficando melhor por sua causa.

Recentemente, precisei ir até uma empresa de vistoria veicular para providenciar a documentação da minha moto. Após solicitar o serviço na recepção, fui conduzido por uma atendente simpática até uma sala de espera. “Por favor, aguarde aqui na sala enquanto nosso funcionário executa o serviço”, disse, sorridente, antes de me deixar sozinho naquele ambiente.

Eis que, depois de alguns minutos esperando, chega o dono. Após um rápido cumprimento, veio a pergunta de praxe em nosso país: “Toma um café?”, perguntou. “Sim, claro” – aceitei, esperando que ele, na sequência, transferisse o pedido para algum de seus funcionários.

Para minha surpresa, o dono da empresa foi até a cafeteira e segundos depois voltou com a pequeno copo em suas mãos, dizendo algo como “Espero que esteja bom”. O dono me serviu o café!

Você pode estar pensando que não há nada de mais nesse ato, mas posso lhe garantir, ele, definitivamente, não é comum. No pouco tempo que fiquei ali, deu para perceber que, naquela empresa, a simplicidade, a leveza das relações e o ato de servir faziam parte da cultura, e o dono, claro, tinha de dar o exemplo. E foi o que ele fez, sem afetação nem artificialidade. Para ele, servir era natural.

A essência de servir

E assim são tantas pessoas, felizmente. A todo instante temos a chance de servir a alguém, facilitando sua vida e engrandecendo a nossa. Servir é, ou deveria ser, a essência do ser humano. Quem não cultura o hábito, não o faz por um entre três motivos, quando não mais de um: desatenção, desinteresse ou prepotência.

Os desatentos são os que conversam seus olhos em seus próprios umbigos. Não se dão conta de que acontece ao seu redor, o que inclui as necessidades alheias. Não o fazem por mal, apenas não estão conectados, atentos ao seu entorno. É aquele que entra no elevador e solta a porta sem se dar conta de que você está chegando. Ele poderia segurar a porta por alguns instantes e evitar que você tenha de esperar o elevador voltar. Mas não se deu conta…

Os desinteressados talvez se deem conta, no entanto, não tem o menor interesse em colaborar, a não ser que vejam alguma vantagem nisso. É uma atitude egoísta, mas, infelizmente, bastante frequente. Seu slogan poderia ser: “O que eu ganho com isso”. Aquele jovem na universidade que oferece carona à colega só porque está interessa nela ou o funcionário que se oferece para ajudar o chefe, mas não o colega, afinal, este não pode promove-lo.

E há ainda os prepotentes, aqueles que têm absoluta convicção de que são superiores aos demais e nunca precisarão de ninguém. Você conhece o tipo. Ele tem certeza de que nasceu para ser servido e não para servir. “Que audácia, veja só!”, respondem quando alguém lhe pede para colaborar.

Mas eles não são a maioria. Ainda vejo em minha cidade, nas ruas, no condomínio, no trabalho, em hospitais, uma legião de seres humanos, dignos do nome. Não são serviçais nem subservientes, são os membros ativos da sociedade, aqueles responsáveis por perdermos chamar a humanidade de civilização.

O ato de servir, definitivamente, não tem relação com profissão, função, classe social, sexo ou idade. Tem a ver com a disposição, qualidade moral, elevação espiritual. Não há nada de subserviência em servir. Servir engrandece.

(Adaptado do livro Com gente é diferente, de Eugenio Mussak)

Momento do ADM, Diego Andreasi - 09 de dezembro 2016.