sábado, 16 de janeiro de 2016

Espaço do Administrador - Comportamento humano: O caminho para ser um líder de sucesso




INTRODUÇÃO

O conceito de liderança gera debates e controvérsias, no sentido de saber se esse define uma característica que pode ser desenvolvida ou se liderança é uma característica pessoal, genética.


Fazendo uma breve retrospectiva sobre a história da liderança, pode-se verificar que foram necessários milhões de anos para o homem evoluir, e por volta de 500.000 anos a.C., o homem dominou o fogo e a partir daí começou a exercer o instinto da liderança sobre o meio em que vivia.


Duas grandes invenções aconteceram em3.000 a. C., sendo estas fundamentais para a liderança: a obtenção de armas e a invenção da roda (ESCORSIM, Sérgio et. al., 2010).


Ainda segundo Escorsim, Sérgio et. al. (2010), em 300 anos a.C., a liderança que ainda era exercida pelo poder das armas, levou à um novo tipo de líder, aquele que tinha capacidade de influenciar através da persuasão, ou seja, o líder induzia as pessoas a acreditar em poderes sobrenaturais para impor suas ideias.


O ser humano como um ser social vem, ao longo de sua história, desenvolvendo, formando e consolidando lideranças, que são bastante necessárias ao desenvolvimento das organizações e da própria sociedade em todo o mundo Sant´Anna (2010).
Para definir o que vem a ser liderança, antes de entendermos o que vem a ser líder, podemos recorrer à Selznick (1992, p. 22) que coloca que a “liderança é o ato de liderar, é suprir necessidades em um contexto social”.


Desse modo, é possível afirmar que o processo ou ação de liderar não é, segundo o raciocínio do autor, “tão somente ter controle ou autoridade, mas um papel assumido por pessoas seja esse papel consciente ou não” (p.23).


No livro O Monge e o Executivo, James Hunter (2004, p. 25) aponta que liderança é “a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum”, ela ocorre com um fenômeno social.


Um indivíduo demonstra sua capacidade de liderar não apenas por suas próprias características pessoais, mas na situação da qual se encontra. O líder é visto pelo grupo como possuidor dos meios para satisfação de suas necessidades, é um estrategista que direciona as pessoas para alcançar seus objetivos. Além disso, o líder sabe ajustar todas as situações que envolvem seu grupo.


White (2005), complementa que o estilo de liderança adotado por qualquer líder é baseado predominantemente na sua personalidade e nos valores motivacionais desta pessoa. Eles são o que são em função de suas personalidades e isto representa uma grande influência na forma como vão liderar e se comunicar com os outros.


Os líderes influenciam as pessoas graças ao seu poder, o qual pode ser legítimo obtido com o exercício de um cargo, poder de referência, em função das qualidades e do carisma do líder e poder do saber, exercido graças a conhecimentos que o líder detém (FURTADO, 2012).


Momento do Administrador, Taís Fernanda Andrzejewski Kaminski - 16 de janeiro 2016.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Espaço do Administrador - O que eu Aprendi de Grandes Oradores




Como alguém perspicaz, em minha jornada para desenvolver minhas habilidades, e se tornar um grande comunicador, eu comecei a observar pessoas que são grandes comunicadores e acabei encontrando alguns aspectos comuns entre os grandes oradores. Leia-os e me diga se você também os faz, e se você não fizer, então diga-me por que não.


1. Pense antes de falar: Por mais básico que pareça, descobri que existem pessoas que pensam ao falar (ao mesmo tempo) e há pessoas que pensam e só depois falam. Assim, desde que haja um "pensamento" antes de uma fala, você pode acabar se surpreendendo com seu desempenho como comunicador. Ao pensar, não estou falando de gastar grandes quantidades de tempo, estou falando de um pensamento rápido, no sentido de qual o propósito da comunicação, e qual é a melhor maneira de dizer isso.


2. Palavras simples e não jargões: Grandes oradores evitam usar palavras complicadas, jargões e siglas. A propósito, uma sigla é um conjunto de letras que representam um nome, organização, ou algo similar, sendo que cada letra é pronunciada separadamente, por exemplo: OMG = Oh My God. Assim, se precisar usar um termo técnico, explique-o em palavras simples.


3. Faça uma pausa: As maiorias dos palestrantes tendem a preencher suas pausas com frases como 'você sabe', 'o que eu quero dizer' ou com algum tipo de som, como 'humm'. Grandes oradores preenchem suas pausas com o silêncio. Eu tentei isso várias vezes e, por mais intrigante que isto seja em um primeiro momento, posso garantir que você não parecerá estranho. Recomendo assistir algum vídeo na internet com esta característica e ver se você pode se relacionar.


4. Ênfase nas palavras importantes: Falar com um único tom geralmente é o sinal de um mau comunicador. Um grande comunicador, por outro lado, enfatiza as palavras certas. Pense nisso como um equalizador de música, as notas/palavras importantes têm um pico e mesmo as outras palavras têm altos e baixos. Faça isso com sua voz e você irá soar muito melhor. Tente ouvir grandes oradores como Steve Jobs ou Nelson Mandela ou até mesmo alguns apresentadores de TV, você vai descobrir que cada um deles usa isto em um padrão muito natural.


5. Contatos significativos com os olhos: Descobri que não há nada melhor do que o contato com os olhos quando se trata de grandes oradores. Se os olhos são ‘a janela da alma’, bons comunicadores descobriram este segredo e tendem a sempre fazerem contato visual com seus ouvintes. Seja um vendedor tentando convencê-lo a comprar uma camisa ou um bom palestrante apresentando para um seleto grupo, eles serão melhores comunicadores uma vez que dominem a arte do contato visual.



O que você aprendeu com alguns dos grandes oradores que já viu em ação? Compartilhe suas opiniões.


Momento do Administrador, Antonio Henrique Dianin - 15 de janeiro 2016.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Espaço do Administrador - A equipe e seus fatores sociais




As pessoas que compõem uma equipe trazem com elas suas experiências, emoções, motivações e padrões de comportamento que são formados fora da equipe, isto é, no meio social em que vivem. Mas devemos lembrar que a equipe exerce influência na vida de cada membro, assim podemos concluir que ela é também um fator social importante. 

A influência do meio social dá-se de duas formas principais: por aculturação e por socialização. 

Aculturação é aquela transmitida à criança sistematicamente, por meio dos conselhos dos mais velhos, dos professores e dos livros. Trata-se da educação formal, caracterizada pela influência do adulto sobre a criança.

Socialização é aquela feita assistematicamente pela incorporação de padrões dos grupos por onde a pessoa vai passando ao longo dos anos, como, por exemplo, os de recreação, esporte, religião e outros. Trata-se da educação informal.

A aculturação é um processo mais difícil de mudar, por estar arraigado à estrutura adquirida ao longo da vida.

Porém, a socialização está aberta à influência do que a equipe emana. Esta tem como influenciar comportamentos por meio da socialização, quando determina os objetivos a serem alcançados, as regras que regem o trabalho, a ética na equipe, a cooperação, a compreensão e mais tantas outras características.

Esses e outros fatores acabam por ter uma ação sobre o sujeito, modificando seu comportamento perante as situações.

Portanto, é papel do gestor reconhecer esse fator para avaliar os padrões de comportamento que cada integrante trouxe e criar estratégias que propiciem mudanças com vista a alcançar a meta proposta.



quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Espaço do Administrador - Como conquistar o comprometimento dos colaboradores




Você participa ou dirige alguma equipe esportiva ou de trabalho? 


Como será dirigir uma torcida? Acredito que, ao assumir o papel de líder de torcida, o gestor deva ter um comportamento positivo de apoio e um entusiasmo sensato. Dessas definições, resulta que as pessoas podem ser estimuladas para o bem ou para o mal – fazendo aparecer o melhor ou o pior do que elas têm. 


Uma pessoa tem que estar disposta a ceder, caso contrário nada do que você fizer vai convencê-la a seguir sua liderança, porque a pessoa está motivada a fazer outra coisa. 
Devemos criar um ambiente produtivo, mas como fazer isso? Consiste em algumas ideias que são básicas, mas nem sempre fáceis de seguir: 


Espere o melhor para conseguir o melhor; estabeleça padrões elevados e exija que as pessoas, inclusive você, os acompanharem; 
Seja entusiástico sobre as metas e a missão do grupo, sobre os indivíduos que compõem o grupo e sobre você mesmo; 
Permita às pessoas cometerem erros com os quais possam aprender; 
Reconheça e dê prêmios ao sucesso ou à realização, mas não tenha medo de dar um retorno negativo, se necessário; 
Compreenda o que as pessoas querem para si mesmas e o que estão dispostas a dar para obter o que elas querem ou precisam; 
Encoraje a cooperação dentro do grupo e uma competitividade razoável com os outros grupos. 


O líder em busca de bons resultados sabe da importância do Reconhecimento Profissional das pessoas que fazem parte da sua equipe, ele tem a certeza de que: 


Todos gostam de receber elogios... 
Todo esforço sincero e comprometido deve ser enaltecido! 
Todo resultado alcançado merece ser reconhecido e comemorado! 
O reconhecimento deve sempre ser feito em público... 
O elogio deve estar centrado na tarefa e nos resultados alcançados e não na pessoa... 
E ATENÇÃO: toda repreensão deve ser feita particularmente... 
Antes de repreender, mostre ao seu liderado que você reconhece seus esforços e resultados. 
Após repreender, dê sempre orientações de como deve ser realizada a tarefa em questão. 
Estabeleça prazos e formas de acompanhamento do trabalho em questão. 
Reforce sua confiança no potencial de trabalho de seu colaborador. 


Você sabe como fazer com que a sua equipe se sinta motivada? 


Definir de forma clara e específica os objetivos e identificar em que ponto a empresa está em relação a eles. Esse procedimento é essencial para avaliar as melhores alternativas e os progressos alcançados; do contrário, os esforços realizados poderão ser confundidos com despesas em vez de com investimentos. 


Veja como um líder sinérgico e transformador atua junto à sua equipe de liderados: 


Mantém um clima organizacional e físico saudável. Cultiva valores morais e éticos elevados - o senso de cooperação, o coleguismo, o espírito de equipe, entre outros, são um estímulo ímpar para a produtividade. Sabe que o ponto de partida para isso é a liderança congruente com os propósitos pretendidos, por meio do exemplo pessoal, genuíno. 


Prima pela qualidade dos produtos e serviços prestados aos clientes. Mantendo os procedimentos administrativos adequados e utilizando estratégias comerciais atualizadas, competitivas, flexíveis, criativas e éticas.


Providencia para que todos os talentos da empresa participem de programas de treinamentos, internos ou externos. Busca compatibilidade com as necessidades das funções que os liderados exercem e suas pretensões de crescimento na empresa. E verifica que eles estejam produzindo e colhendo os melhores resultados, de fato, em decorrência disso. 


Conscientiza seus talentos para a importância de eles investirem em suas carreiras. Seja por meio do estudo formal, como pela assinatura de áudios e revistas relacionados à motivação, desenvolvimento pessoal e profissional e vendas. Participar de palestras e seminários de boa qualidade são hábitos que também devem ser cultivados individualmente, independentemente do que a empresa proporcionar. 


Reconhece publicamente performances individuais merecedoras. No geral, é sabido que o elogio sincero e justo, quando realizado publicamente produz resultados melhores do que se feito em particular. O consultor de vendas Roberto Vieira Ribeiro, que ministra cursos e palestras sobre o tema motivação, confirma: “o que motiva as pessoas são suas necessidades, só o dinheiro, puro e simplesmente, não é eficaz como política motivacional, mas daí a afirmar que ele não motiva há uma grande diferença”.




terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Espaço do Administrador - Faltam heróis




“A escolha dos heróis diz muito sobre a sociedade que os escolhe." 

(Ricardo Bonalume Neto)



Quem é Neymar Jr.?

Para o mundo do futebol, é o maior jogador brasileiro da atualidade, com uma habilidade ímpar, capaz de fazer a diferença entre a vitória e a derrota, inclusive para a seleção canarinho.


Para a mídia, é um personagem tido como de elevado carisma, com 52 milhões de seguidores no Facebook e 19 milhões no Twitter, garantindo repercussão às marcas que o patrocinam.


De fato, ele pode ser tudo isso, mas definitivamente não é um herói tal como postulado por aqueles que buscam em alguém com exposição pública uma referência, uma pessoa notável capaz de influenciar e criar conceitos, tornando-se um autêntico paradigma.


No universo dos esportes, é fácil exemplificar este ideal a partir de Ayrton Senna. Mais de vinte anos se passaram e não conseguimos eleger um representante à altura.


Um herói, por definição, carrega consigo valores dignos de admiração, como integridade, generosidade e altruísmo. Neymar é um individualista por natureza, com comportamentos tomados pela vaidade e o benefício próprio – basta observar suas mensagens nas redes sociais, regadas por selfies e campanhas publicitárias.


E a ética não é um de seus fundamentos. Não me refiro apenas à sua contestada transferência para o Barcelona, mas à sua postura em campo. Apenas para exemplificar, recentemente, na final da Champions League, teve um gol anulado pelo fato de a bola ter batido em sua mão. Durante a argumentação com o juiz, tentou convencê-lo de que a bola havia tocado em seu ombro... É compreensível: seu desejo de vencer o leva a acreditar que os fins justificam os meios. Compreensível, mas não justificável.


Esta escassez de heróis evidentemente expande-se para outros cenários. Seja no mundo corporativo, onde faltam líderes autênticos, passando pela vida pessoal, onde os pais, os mais legítimos ícones para os próprios filhos, mostram-se cada vez mais ausentes da educação dos mesmos. Falta convivência para instruir, faltam exemplos para compartilhar.


No cenário político, os heróis seriam os chamados estadistas, pessoas capazes de exercer a liderança acima de interesses pessoais e partidários. Entretanto, o que temos hoje são apenas políticos preocupados exclusivamente com o próximo pleito, seja para a reeleição, quando possível, ou para fazer seu sucessor. O estadista pensa na próxima geração; o político, na próxima eleição. O estadista edifica o futuro; o político, sua perpetuação no poder.


Precisamos de heróis. Não trajando fardas, capas e máscaras, mas sim vestindo o manto do inconformismo, com um interesse genuíno em provocar mudanças capazes de transformar positivamente o meio e deixar um legado.


Quem se habilita?


Momento do Administrador, Tom Coelho - 12 de janeiro 2016.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Espaço do Administrador - Corrupção padrão Fifa




“O que a gente esconde é mais ou menos o que os outros descobrem." 

(André Breton)


Apenas uma semana. Este foi o tempo necessário para eclodir um dos maiores escândalos envolvendo o futebol em âmbito mundial. Primeiro, a prisão de sete dirigentes ligados à Fifa, a pedido da justiça norte-americana, com base em investigações promovidas pelo FBI desde 2011. Depois, a renúncia de Joseph Blatter, presidente eleito para seu quinto mandato consecutivo à frente da entidade.


As suspeitas apontam para um esquema de corrupção generalizado envolvendo contratos de marketing, direitos de imagem, além das disputas para sediar os torneios da Rússia, em 2018, e do Catar, em 2022. E, certamente, isso é apenas o início.


No mundo do esporte, o nome do jogo é jogatina. Recentemente o Banco do Brasil suspendeu o patrocínio à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) após descumprimento do acordo firmado no ano passado para gestão lícita dos recursos financeiros, devido a investigação da Controladoria Geral da União (CGU) que levou, inclusive, à renúncia do então presidente Ary Graça, no comando da entidade desde 1995.


Dias atrás, o Santos Futebol Clube ingressou com ação formal para contestar os valores da transferência de Neymar Júnior para o Barcelona, em 2013, num processo há tempos sob investigação da justiça espanhola.


Goste você ou não de futebol, frequentando ou não estádios, à distância é possível observar como a corrupção graceja. Você assiste a imagens na TV de uma partida qualquer, em um estádio com capacidade, por exemplo, para 50 mil torcedores. E embora não exista espaço para passar um fio dental entre duas pessoas, ao término da partida a renda anunciada informa a existência de pouco mais de 35 mil pagantes...


Ano passado, sediamos a “Copa do Mundo Padrão Fifa”. Faltando apenas um mês para o início do torneio, das 167 intervenções anunciadas pelo governo federal em sua “Matriz de Responsabilidades”, documento oficial elaborado em 2010, somente 41% das metas haviam sido concluídas!


A lista de ações prioritárias era formada por estádios, aeroportos, segurança, tecnologia, telecomunicações e mobilidade, sendo esta última, a mais negligenciada – apenas cinco das 36 obras foram concluídas até o final do ano. Ou seja, exatamente o item que maior legado poderia render aos cidadãos através de transporte público. Entretanto, o resultado final foram obras inacabadas, canteiros de obras a céu aberto, e o pior, o estouro no orçamento. Segundo a CGU, o custo total das obras superou o orçamento em 66%.


Vivemos tempos difíceis, em que está se tornando impossível falar sobre ética, porque não se pode argumentar sobre o que não existe... Balanços financeiros maquiados, números forjados. Fraudes, conluios, subornos, propinas, escolha o nome que julgar mais conveniente. Empresas fraudam, executivos mentem, auditores omitem, analistas recomendam. Como diz o velho adágio popular, papel aceita tudo.


Este novo mundo é governado pela ditadura da imagem. O triunfo da estética sobre a moral. Um mundo de Narciso que afeta pessoas e corporações. Você é tão belo quanto seus trajes e seu último corte de cabelo possam sinalizar. Tão bom quanto a procedência dos diplomas e a fluência em idiomas possam indicar.


Em tempos passados, ocasião que meus olhos não se atrevem a enxergar, a “embalagem” era menos representativa. As empresas eram aquilo que produziam. As pessoas eram o que demonstravam. Éramos mais essência. E mais essenciais.


Houve uma época na qual preços eram formados para remunerar custos e proporcionar uma margem de lucro. Hoje, são constituídos às avessas, embutindo ganhos escusos e extorsivos que favorecem a poucos.


Balanços fraudados, currículos forjados, amores burlados. Vidas vividas na ilusão, imaginadas como devaneios à luz de uma quimera.


A Quimera era um monstro mitológico com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente. Imagem nada agradável que, mais cedo ou mais tarde, materializa-se, ao cair do véu da percepção que não carrega consigo conteúdo, sinceridade e paixão. 


Momento do Administrador, Tom Coelho - 11 de janeiro 2016.


domingo, 10 de janeiro de 2016

Espaço do Administrador - Causa e efeito




Causa e efeito

Muitas vezes em nossas vidas acontecem coisas das quais acreditamos ser “vítimas” da situação, que o mundo está conspirando contra nós. Se não acontece conosco, temos sempre aquele amigo que vive se queixando que ninguém o compreende que seu chefe não lhe dá oportunidade, que sua esposa não lhe dá o devido valor.


Eu ouço isso quase que diariamente, mas aprendi uma coisa muito importante, que mudou totalmente minha visão sobre os acontecimentos, em especial os indesejados que acontecem comigo, a relação entre causa e efeito, e isso me tem feito mais compreensiva.


Acreditamos sempre ser efeito e não causa, explico: “Um aluno tem prova no dia seguinte, e na noite anterior ao invés de se dedicar aos estudos, pois tem certa dificuldade na matéria, prefere jogar vídeo game, no dia da prova não vai bem na prova”. Em seguida esse mesmo aluno reclama com seus colegas de turma que o professor tem implicância com ele, por isso não foi na prova.


Agora prestem atenção ao que aconteceu: o aluno sabia da sua dificuldade na matéria, mas preferiu jogar vídeo game a estudar, ele deu causa a sua nota baixa na prova e não o professor.


Nesse caso ele colocou o professor como causa e ele como efeito, como se ele não tivesse responsabilidade nenhuma sobre a situação.


Quantas vezes não fazemos a mesma coisa? Mesmo que inconscientemente? Parece que fomos programados a sempre achar um culpado, para que assim possamos nos sentir melhor.


Estudando a programação neolinguística descobri que posso mudar isso, me colocando sempre como causa e não mais como efeito, me colocando como100% responsável pelo que me acontece.


Hoje antes de tomar uma atitude estudo todas as possibilidades e verifico qual delas será a mais adequada para mim e para a situação, me colocando como causa deixo de ser “vitima” das circunstâncias.


Se algo não está dando certo, pare para analisar o que você está causando para que a situação permaneça daquele jeito, que tipo de comportamento seu está contribuindo para o resultado indesejado?


Não somos imutáveis, muito pelo contrário somos totalmente movidos à mudança, mudamos toda hora de opinião, de caminho, de amigos, pares...e fazemos isso tentando encontrar o que melhor se encaixe na nossa vida.


Por que então não mudar essa percepção de causa e efeito? Por que querer culpar algo ou alguém por uma coisa que você deu causa?


Perceba em seus relacionamentos se o outro não está apenas reagindo a um comportamento seu, se esse for o caso experimente mudar de atitude, de comportamento, e veja que o outro mudará também.


Tenho ouvido bastante uma frase que para mim passou a ter bastante sentido, e me faz refletir mais no meu comportamento no dia a dia, vou dividir com vocês e espero que faça sentido “Quer mudar o mundo ao seu redor? Então mude primeiro a si mesmo”.


Saia do papel de vitima, seja o escritor da sua própria historia, cause os efeitos na sua vida, posso garantir que agindo assim o seu filme será digno de Oscar, pelo uso dos efeitos especiais.


Ouse ser mais!


Momento do Administrador, Luise Brito - 10 de janeiro 2016.