quinta-feira, 25 de junho de 2015

Saiba o que fazer para trabalhar numa startup

Sim, startups também são geradoras de empregos e atuar em uma pode ser uma grande oportunidade




Geralmente, quande se fala em startups, o foco são sempre os empreendedores. E o motivo é óbvio: quase sempre, eles, e somente eles, são toda a empresa. Os desafios de pensar, esboçar, construir e consolidar um negócio são sempre assunto mais presentes no chamado meio "startupeiro". Mas um tema que começa a chamar atenção é o de oportunidade de trabalho nesse setor. Sim, startups também são geradoras de empregos e atuar em uma pode ser uma grande oportunidade.

Se você está em busca de uma colocação profissional, uma startup pode, sim, ser uma alternativa. Mas, antes de tudo, analise bem o tipo de empresa e se uma companhia nesse estágio, realmente, atende aos seus anseios. Saiba que empresas pequenas têm times enxutos. Por isso mesmo, todo mundo coloca a mão na massa e você também precisará colocar. Esqueça o metodismo das grandes corporações.

Por outro lado, é muito mais fácil conseguir flexibilidade em uma startup, nos mais variados aspectos, do dress code aos horários, dependendo do tipo de mercado em que ela se encaixar.

Abaixo, confira algumas dicas de como conseguir uma oportunidade em uma startup:

Eventos

Participar de eventos voltados para startups pode ser uma ótima maneira de conhecer oportunidades. Lá estão sempre muitos empreendedores e em alguns casos há espaços dedicados somente ao assunto de mão de obra. Além do mais, você pode fazer até mesmo contatos de negócios, que não sejam necessariamente para uma relação empregado/empregador.

Procure os investidores

Às vezes, buscar uma oportunidade de emprego junto aos investidores pode ser a maneira mais objetivo de conseguir uma colocação em uma startup. Como os fundos de investimentos, geralmente, têm capital em diferentes empreendimentos, eles podem ter uma visão mais ampla das vagas disponíveis e direcionar você para a oportunidade mais apropriada ao seu perfil.

Procure os empreendedores

Tentar um contato direto com os empreendedores responsáveis pela startup também pode ser eficiente. Eles geralmente são acessíveis e, embora sempre muito ocupados, vão receber você, se estiverem em busca de colaboradores. Num diálogo franco e direto com quem está à frente do negócio, pode ser mais fácil de você ter uma visão clara do que a vaga oferece e, ao mesmo tempo, informar como você pode contribuir para a empresa.



3 novas formas de trabalho na era digital

A era digital gerou novos hábitos sociais e necessidades que precisam ser supridas




O planeta mudou e as tecnologias evoluíram. Com isso, o mundo do trabalho também passa por uma série de transformações. Algumas profissões já deixaram de existir e outras não devem durar muito, seja porque terão suas funções substituídas por máquinas ou por não fazerem mais sentido no novo contexto do mercado. Várias outras funções, no entanto, têm surgido, devido às novas demandas do cenário que está sendo construído. E, nessa era, o meio digital já é o grande nicho de oportunidades.

A internet, a cultura da conexão móvel e os novos hábitos que a presença desses fatores na sociedade têm gerado criam cotidianamente novas necessidades. Para supri-las, surgem novos profissionais. Prova disso é que em todas as listas de profissões do futuro divulgadas nos últimos anos estão atividades como as de analista de mídias sociais, desenvolvedor de apps, entre outras.

A era digital traz também novas maneiras de estruturar e desenvolver o trabalho, que abarcam não só as novas profissões, mas também redefinem a maneira como outras, mais tradicionais, funcionam.

Abaixo, reunimos algumas novas formas de trabalho possibilitadas pela era digital:

Home-office

Trabalhar de casa não é, necessariamente, algo que surgiu com a era digital. Mas essa modalidade tem crescido muito nos últimos anos. E isso só foi possível por causa da internet. Jornalistas, desenvolvedores de softwares, pesquisadores, entre outros profissionais, hoje podem trabalhar sem terem a necessidade de bater ponto em uma empresa.

Trabalho remoto

Sob a mesma lógica do home-office, muitas empresas têm conseguido viabilizar melhor o trabalho de equipes formadas por profissionais espalhados em diferentes locais. As ferramentas digitais - desde serviços para desktop até aplicativos para celular - desenvolvidas especificamente para gestão de tarefas são fundamentais e ajudam, por exemplo, a controlar o fluxo do trabalho e permitem aos gestores o acompanhamento com clareza de tudo que está sendo feito.

Trabalho coletivo

Cada vez mais, médicos, por exemplo, têm realizado procedimentos complexos, como cirurgias, com a participação de colegas que não estão na mesma sala naquele momento, graças às ferramentas de videoconferência via web. Hoje, até mesmo robôs desenvolvidos especificamente para a realização de procedimentos cirúrgicos podem ser operados à distância (com a supervisão de uma equipe in loco, claro).



As vantagens de um plano de carreira

Planejando a carreira, o profissional fica mais focado e pode balizar melhor seu progresso




Quais as vantagens do plano de carreira e como tirar melhor proveito dele? O que é preciso ter nesse plano? Com as mudanças cada vez mais frequentes no mercado de trabalho, ainda é viável fazê-lo? O assunto é tão complexo quanto antigo, mas os questionamentos ainda são muitos. Antes de tudo, é importante esclarecer que a pessoa não deve esperar que a empresa tenha um plano de carreira para ela.

Anos atrás, quando se falava no assunto, era como se a empresa tivesse a obrigação de oferecer uma carreira ao funcionário que nela entrava. Hoje está claro que quem faz a carreira é o indivíduo. É ele que tem de fazer o planejamento de sua vida profissional, de acordo com seus objetivos, valores, metas pessoais e aptidões. A empresa, seja esta ou aquela, é apenas um meio, um instrumento para alcançar o que almeja. Portanto, é sempre tempo de pensar em um plano de carreira.

Por onde começar? Ajuda muito alinhar as metas pessoais com as profissionais. Boa parte das frustrações é consequência da falta desse alinhamento. Um momento importante no plano de carreira é, antes mesmo de entrar na empresa, se perguntar: a organização oferece oportunidades de crescimento? Eu prefiro trilhar a área técnica ou gerencial? Se desejo atuar no exterior, há espaço para isso na empresa? Como está a minha fluência em pelo menos um segundo idioma? Eu desejo equilíbrio entre vida profissional e pessoal; a empresa proporciona essa condição?

Você talvez conheça alguém que detesta trabalhar sob pressão, que está em uma empresa na qual é valorizado o estilo hard, com grande volume de trabalho e até a coação para o cumprimento de metas e prazos. Ou aquela pessoa que detesta desorganização e é, por natureza, disciplinada e organizada, mas está em uma companhia absolutamente errática em suas práticas gerenciais, e nada anda, nada flui, e há muito desperdício de tempo e dinheiro. Essas frustrações são muito comuns, e um planejamento prévio poderia evitar que situações assim acontecessem.

Planejando a carreira, o profissional fica mais focado e pode balizar melhor seu progresso. Pode verificar se está evoluindo em relação ao seu plano e fazer as correções necessárias, se os resultados não forem os esperados. Pense em ações que sejam mais concretas e eficazes. Quais tipos de cursos fazer, qual idioma investir, onde focar o networking?

A melhor forma de tirar proveito do plano é tê-lo como um guia de tomada de decisões. Quando a pessoa não tem um objetivo claro daquilo que quer, perde o foco, e sua carreira fica à margem dos acontecimentos. É como se a pessoa terceirizasse sua vida profissional, deixando-a nas mãos dos outros.



quarta-feira, 24 de junho de 2015

Entenda o "golpe do boleto" e saiba como se proteger

Cliente tem boleto fraudado e, apesar de pagar sua fatura, o dinheiro é desviado para outra conta, fazendo com que ele pareça inadimplente




O cliente recebe sua fatura do cartão em casa. Vai ao banco mais próximo e paga a conta respeitando a data do vencimento. Mas, no mês seguinte, recebe notificação de que está inadimplente. Como? Esse é o "golpe do boleto", que consiste em uma fraude do boleto bancário.

A fatura tem alguns números do código de barras alterado e a quantia que o cliente acredita estar sendo usada para pagar suas contas é na verdade desviada para uma outra canta bancária. Quadrilhas especializadas adulteram as cobranças. A contadora Alice de paula Pereira contou a O Globo que teve uma das faturas do cartão de crédito do Banco do Brasil, que recebe em casa todos os meses, fraudada, perdendo mais de R$ 5 mil.

Segundo as investigações policiais que se deram até o momento, a frauda acontece durante a entrega dos boletos. As quadrilhas em questão interceptam as correspondências e substituem as faturas corretas pelas adulteradas, e mudança é praticamente imperceptível ao destinatário. Alice, por exemplo, só percebeu a irregularidade quando, após já ter pago uma parcela da fatura daquele mês, o pagamento do valor que restava não foi aceito no caixa eletrônico. Com ajuda de uma funcionária do banco, que identificou números estranhos no código de barras, Alice começou a investigar a fraude.

Ela disse a O Globo que foram quatro meses de negociação até o Banco do Brasil concordar em abater o valor que ela já tinha pago através da fatura falsa. Renata Reis, supervisora de Assuntos Financeiros do Procon-SP, disse ao mesmo jornal que a responsabilidade nesse caso é da empresa credora. O banco só poderia ser eximido da reparação dos danos causados ao consumidor se a fraude ocorresse fora de seu sistema de emissão e entrega de boletos.

Como evitar o golpe

A dificuldade de identificar o golpe do boleto é que dificilmente o consumidor desconfia da correspondência que recebe em casa. Por isso é essencial fazer o alerta. É importante tomar alguns cuidados com as faturas, mesmo as entregues pelo banco. Observar a qualidade do documento, por exemplo, é uma forma de perceber o golpe. Papel e impressão inferiores aos de costume, formatação estranha, erros de português e outros aspectos parecidos são indicativos da interceptação do boleto.

O consumidor deve também conferir se os três primeiros números do código de barras correspondem ao código do banco em questão. Esses códigos podem ser acessados aqui. Se não baterem, é melhor não fazer o pagamento e esclarecer o assunto com o banco.

Boletos enviados por email também devem ser analisados com cautela. E a recomendação final é verificar sempre os códigos do beneficiado pelo pagamento, que aparecem na tela do caixa eletrônico.



A pirâmide da carreira

Nada mais natural que as pessoas acreditem que a carreira seja a etapa final da pirâmide, afinal, o que mais pode existir para quem chegou à presidência de uma grande empresa multinacional? Acontece que não é o fim ainda, pois a necessidade maior, de autorrealização, muitas vezes não é atendida neste nível




Muita gente ainda me pergunta, até hoje, como tomei uma decisão tão radical de sair do mercado financeiro, mais particularmente do Citibank, para me aventurar com um negócio próprio. As dúvidas vêm principalmente dos alunos da graduação, para quem trabalhar em uma grande multinacional é tudo de bom. Na época, a aventura fazia todo o sentido. Para quem se lembra, 2001 era o grande momento da Nova Economia, o primeiro grande movimento das empresas de internet. 

Muitos altos executivos do banco estavam fazendo a mesma coisa. Apesar disto, só depois de alguns anos é que encontrei as explicações para algumas decisões que tomei na minha vida profissional. Elas vieram na forma de uma palestra do hoje consultor de liderança Robert Wong que assisti em 2003 e que tomei a liberdade de adaptar neste artigo.

As pessoas passam por fases diferentes em suas trajetórias de carreira de acordo com suas necessidades. Assim, no começo as pessoas precisam de alguma forma de remuneração, qualquer forma de ganho que possa atender suas necessidades básicas de sobrevivência, como se alimentar, se vestir e ter algum lugar para dormir. Este primeiro degrau da pirâmide é o trabalho. Muitas pessoas com pouca ou nenhuma qualificação sobrevivem neste esquema, como serventes de pedreiro, camelôs, ajudantes de cozinha, e outras atividades informais e de baixa remuneração.

Logo eles conseguem formalizar sua condição e passam para o outro nível, o emprego. A característica do emprego é que a atividade executada em troca de um salário é reconhecida formalmente com registro na carteira profissional e todos os direitos legais relacionados. Justamente estes direitos é que garantem o atendimento de outra necessidade básica das pessoas, a segurança. Estão nesta categoria as secretárias, os office boys, os porteiros, as empregadas domésticas, operadores de caixa e outros, também com baixa qualificação e remuneração idem. Estes dois primeiros degraus da pirâmide cobrem a maior parte das atividades da população economicamente ativa.

Com um pouco mais de ambição, o jovem não se contenta com o atendimento destas necessidades básicas e busca um reconhecimento maior da sociedade. Este tipo de necessidade é atendido no próximo nível da pirâmide conhecido como profissão. Qualquer pessoa que adquire algum nível de conhecimento ou habilidade específica já se caracteriza como mão de obra qualificada e se enquadra em outra faixa de remuneração e reconhecimento. Esta categoria abrange desde os torneiros mecânicos até os médicos e advogados.

O próximo nível é o da carreira em si. Ter uma especialização, para muitas pessoas, é apenas o primeiro passo na sua carreira. O objetivo delas na verdade é maior, elas querem crescer na sua profissão e é aí que surgem os cargos e promoções. Um analista de sistemas quer se tornar analista senior, depois um gerente de sistemas e então um diretor de informática. A remuneração cresce na mesma proporção, ampliando a possibilidade de atender mais necessidades, desejos e sonhos. Nada mais natural, portanto, que as pessoas acreditem que a carreira seja a etapa final da pirâmide, afinal, o que mais pode existir para quem chegou à presidência de uma grande empresa multinacional?

Acontece que não é o fim ainda, pois a necessidade maior, de autorrealização, muitas vezes não é atendida neste nível. Já conheci muitos altos executivos de grandes organizações que se sentem deprimidos com o poder e longe de se sentirem realizados. Também já vi muitos deles abandonarem suas carreiras para fazer algo totalmente diferente. O topo da pirâmide, assim, pode ser denominado de missão, ou seja, aquilo que procuramos para nos sentirmos completos, um senso de propósito que vai além da remuneração e do poder. Nossa sociedade de valores capitalistas acaba mascarando e escondendo esta importante etapa de nossas vidas, nos levando a acreditar que o topo da carreira é o topo da pirâmide. Se não percebemos isso a tempo, desperdiçamos nosso tempo em busca de realizações vazias de propósito e perdemos oportunidades de fazer o que realmente faz sentido.

Algumas pessoas, assim como eu, na medida em que vão avançando na carreira, começam a se sentir desconfortáveis com o ambiente, se sentem deslocadas e cada vez menos dispostas a jogar o jogo do poder. Ao se dar conta que existe ainda outro degrau na pirâmide, nos livramos deste fardo e passamos a procurar atividades que deem este senso de propósito. É isso que justifica porque altos executivos se dedicam a atividades sociais, assistencialistas, de sustentabilidade, ou simplesmente se tornam empreendedores.

Empreendedores possuem, em geral, este senso de missão desenvolvido de forma mais apurada e forte. Muitos dos fundamentos que movem os empreendedores em seus empreendimentos e explicam sua determinação e persistência estão embasados em uma visão de futuro bem consolidada e um senso de propósito claro e maior do que o mero ganho financeiro.
Sabendo disto, é hora de questionar o direcionamento que você está dando para sua carreira. Pode até ser que empreendedorismo não caiba nas suas expectativas, mas pare para pensar no que você julga importante na sua carreira: será que é isso mesmo? Ou será que está na hora de dar um novo direcionamento no qual você possa estar mais próximo do que realmente tem significado para você? 

Para fazer esta auto análise, lembre-se de tirar o dinheiro e o poder da frente, pois podem estar encobrindo sua visão para o que é verdadeiramente importante. Não se esqueça que em algum momento no passado estes pontos eram de fato importantes na sua vida, mas na medida em que sua carreira se desenvolve e as necessidades vão mudando, estes mesmos pontos passam a perder importância para que outras coisas se sobressaiam. Se você não sabe o que pode ser mais importante do que dinheiro e poder, procure descobrir ou o caminho que você está trilhando pode estar errado!



Existe o lado bom de ser uma pessoa desorganizada?

Estudo comprova que a desorganização pode indicar potencialidades de um profissional




Muitas pessoas tendem a acreditar que quem é mais organizado é bem sucedido, ao passo que quem não consegue manter as coisas no lugar são criticadas. Porém, não manter a mesa ou o armário constantemente organizados não é tão ruim quanto parece, pois, segundo pesquisas, pessoas desorganizadas são mais criativas.

De acordo com um estudo realizado em 2013 pela Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, pessoas que possuem quartos, escritórios e mesas bagunçadas possuem a tendência de serem mais inventivas do que quem tem mania de deixar tudo impecavelmente organizado. Não se trata, nesse caso, de deixar a higiene de lado, permitindo que o lixo se acumule, por exemplo, mas, sim, deixando a já conhecida "bagunça organizada" acumular, que pode ser bem-vinda para muitas pessoas.

Segundo o psicólogo e master coach João Alexandre Borba, sinais de que a pessoa lida bem com a bagunça organizada podem ser percebidos facilmente no dia a dia de cada um. "Por exemplo, se a sua mesa for bagunçada, mas você ainda tiver total controle sobre ela, pode indicar que seu nível criativo é elevado. A criatividade pode ser notada, também, em casos em que a pessoa mais desorganizada é a mais metódica", observa.

O profissional lembra que ambientes desorganizados podem estimular a criatividade, pois faz a pessoa pensar fora das linhas de raciocínio tradicional. "Personalidades influentes, e que causaram um grande impacto no mundo, como Albert Einstein e Steve Jobs, por exemplo, eram conhecidas por não serem organizadas, e acredita-se que isso pôde influenciar na suas capacidades criativas", explica.

Borba finaliza, lembrando que, para quem é desorganizado, encontrar um equilíbrio entre a desorganização e a urgência de limpeza é muito importante, para que seu local de trabalho ou descanso ainda possa ser saudável, ao mesmo tempo em que se mantém dentro do padrão de cada um.



terça-feira, 23 de junho de 2015

Ninguém compra algo que não precisa ter

A realidade é que os consumidores não investem no objeto, mas sim naquilo que ele pode proporcionar




Imagine duas amigas que vão ao shopping almoçar. De repente, elas passam por uma vitrine e um calçado chama atenção. Uma delas diz “eu preciso desse sapato”. A potencial cliente experimenta e compra o produto. Contudo, a primeira intenção dela era almoçar, mesmo porque ela já tem mais de 30 pares de sapato em casa. Será que ela realmente necessitava fazer essa aquisição?
Claro que sim! Precisava! O calçado por si só não era uma necessidade, mas o que ele representa e a possibilidade de uso. 

Comprar o sapato tem a ver com coleção, poder, acesso, marca pessoal, status, realização. No caso dos homens, imagine um amigo que vê outro com um carro novo. Ao andar em seu automóvel, ele observa os seus defeitos. O barulho da porta incomoda, o risco do lado começa a ficar horrível, a porta não fecha mais como antes. Todas as características que ele nunca tinha percebido aparecem porque agora ele tem uma base de comparação.

Quando ele chega em casa, tem a certeza que precisa trocar de carro. Eu pergunto, ele necessitaria fazer essa troca? Tanto quanto a mulher que se encantou pelo sapato. E as pessoas que vão para o exterior e compram compulsivamente? Elas não necessitam de tudo o que compram e sim da sensação que é estar comprando naquela situação, em um outro país que oferece produtos diferentes e preços mais baixos.

Quando você passa em alguma doceria famosa e pega um pedaço enorme de bolo? Você não precisa necessariamente daquele alimento e sim provar o merengue que só aquele bolo tem. Dessa forma, quando eu afirmo que ninguém compra o que não precisa é porque as pessoas não investem em um objeto e sim naquilo que ele pode proporcionar.

Um consultor financeiro talvez nos convença que não precisamos comprar, pois o princípio para ficar rico e conquistar a independência financeira é gastar menos do que ganha, poupar e investir, que é diferente de comprar algo a mais do que as necessidades básicas. Mas do ponto de vista comercial, as pessoas compram para satisfazer necessidades de status, por exemplo.

O vendedor profissional deve entender tanto de cliente quanto de produto. Ele deve saber o que a sua venda representa. Mais do que isso, é preciso entender o que o comprador está vendo ou pode ver naquilo que é oferecido. O ser humano não adquire apenas itens concretos, mas também abstrações, como conceitos, opiniões, ideias, sensações.

O erro do vendedor menos desavisado é focar apenas no objeto, dê atenção àquilo que ele pode proporcionar. Os clientes esquecem o que o vendedor falou, mas nunca esquecerão o que o produto o fez sentir. Pense nisso e invista na experiência de uso do cliente.