quinta-feira, 30 de março de 2017

Administração Pública, corporativismo político e feudalização nacional

Quem não escuta cuidado, escuta coitado!



No dia, 26/03/2017, diversos movimentos sairam às ruas em defesa de pautas que envolvem o apoio ao combate da corrupção e a moralização do sistema político atualmente vigente no Brasil.

Será a primeira manifestação com grande repercussão e divulgação após o impeachment de Dilma Rousseff, servindo como indicador tanto para avaliar o grau de envolvimento da população em relação às pautas propostas pelos movimentos quanto para avaliar o conformismo com as forças políticas que vêm governando o país.

Acerca do combate à corrupção, este que lhes escreve já discorreu inúmeras vezes: ele é essencial não só para corrigir as irregularidades que vinham ocorrendo no aparelho estatal, mas também para prevenir que projetos suprapartidários de perpetuação no poder sejam postos em prática, transformando o Brasil numa ditadura, dissimulada ou velada.

Por fim, não podemos esquecer da necessidade de um amplo conjunto de reformas estruturais para recolocar o país nos eixos do desenvolvimento econômico-social. Afinal de contas, o que se viu até aqui da gestão Michel Temer foi mais do mesmo que o lulopetismo vinha fazendo, o que nos levar a suspeitar se o impeachment de Dilma não vem servindo como “ponte” para o retorno de Lula ao poder e, por conseguinte, à venezuelização do país. Basta pensarmos que:

1. A reforma administrativa só serviu para redistribuir cargos entre novos aliados, preservar privilégios de antigos aliados e expurgar e perseguir alguns desafetos;
2. A reforma da previdência inicialmente proposta foi esvaziada e, ao que tudo indica, não alcançará as elites políticas e administrativas da Administração Pública, repassando a conta do rombo da previdência para o trabalhador assalariado;
3. A reforma trabalhista, da forma como vem sendo costurada nos bastidores de poder, preservará privilégios de sindicatos e favorecerá grandes grupos de empresários ligados a ramos que contam com as bênçãos de políticos, tal é o caso da terceirização de serviços;
4. A reforma tributária simplificará o cumprimento de obrigações do contribuinte, mas não reduzirá a carga sobre este, talvez até surgindo novos tributos para cobrir o rombo gerado pela incompetência técnico-gerencial de gestões anteriores e da atual de se fazer mais e melhor com cada vez menos recursos do cidadão; e
5. Quanto à reforma do sistema político, ela servirá tão somente para blindar as cúpulas dos partidos e para avançar sobre o dinheiro do cidadão, via fundo partidário custeado com recursos públicos.

No mais, desejo um ótimo dia 26 de manifestações populares pacíficas e em defesa do Brasil que ainda nos resta.

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

Momento do ADM, Pedro Papastawridis - 30 de março 2017.


quarta-feira, 29 de março de 2017

Os caminhos para o sucesso da Liderança Feminina

Quando se trata de Liderança, seja ela feminina ou masculina, é que quase tudo se trata de um jogo mental, onde você é seu próprio e maior adversário e neste nível do jogo vencer ou perder, só depende de você.



Engana-se quem pensa que não há um caminho a se trilhar, no que se refere a Liderança Feminina. No entanto, este caminho não é uma estrada pronta, e mais do que isso, para chegar onde deseja, você vai precisar abrir passagem, desbravar terrenos e construir sua trilha rumo ao sucesso mas antes, precisa saber se tem as ferramentas certas para pavimentar brilhantemente seu caminho.

A primeira coisa que se deve saber quando se trata de Liderança, seja ela feminina ou masculina, é que quase tudo se trata de um jogo mental, onde você é seu próprio e maior adversário e neste nível do jogo vencer ou perder, só depende de você. Algo que sempre repito quando se trata de liderança é: Para liderar os outros, antes é necessário liderar a si mesmo, e isso implica em se conhecer, saber como age e o que quer para si. Outro ponto importante, é fundamental ter para si uma palavra que reúne tudo – Comprometimento.

Quando você decide se comprometer com algo, escolhe cruzar uma linha invisível entre ser uma pessoa para quem as coisas acontecem para se transformar em uma pessoa que faz as coisas acontecerem e isso significa assumir as rédeas das circunstâncias de sua carreira, de sua vida e muitas vezes da vida de outras pessoas.

Assumir um compromisso exige muita coragem e vontade de lutar por aquilo que quer, mesmo que essa luta seja contra o próprio medo. Comprometer-se é decidir seu desenvolvimento, aproveitar oportunidades e enfrentar seus medos mais profundos e justamente por isso é uma das primeiras coisas que se deve ter em mente quando decide fazer algo, seja ele o que for.

Mas não basta apenas se comprometer, é preciso ficar de olho no termômetro da persistência. De nada adianta se comprometer e faltar o combustível da persistência, te fazendo desistir no meio do caminho, gerando aquela sensação de frustração e incapacidade.

Algo que você precisa saber é que persistência nada tem a ver com teimosia. Persistir é encontrar caminhos alternativos para conseguir o que se quer, enquanto teimosia é fazer sempre do mesmo jeito esperando resultados diferentes.

Saiba que a tríade autoconhecimento – comprometimento – persistência, são a base para a construção de sua liderança e consequentemente do seu sucesso, mas isso não é tudo.

Uma armadilha que pode te levar ao fracasso na jornada, é não ter sua própria definição de sucesso. Saber que sucesso não é aquilo que os outros dizem, que a TV mostra ou que as redes sociais compartilham é de suma importância para se ter resultados satisfatórios pois, afasta você de comparações desnecessárias. Cada pessoa, deve ter para si sua própria definição de sucesso e se orientar pelo que acredita. Por exemplo: Existem pessoas que acham que sucesso é ganhar muito dinheiro, outras acreditam que é ter qualidade de vida, existe ainda as que afirmam que sucesso é fazer o que se gosta.

Independente de qual seja sua definição, busque por aquilo em que crê e não pelo que os outros dizem. Afinal de contas, é o seu futuro que está em jogo.

E por falar em jogo, tenha consciência de que fazer escolhas é como uma aposta que implica em riscos, ou seja, quando você decide o que quer e faz essa escolha de maneira pensada, deve saber também que esta oportunidade vem com riscos, é quase como um combo. E vamos ser francos, carreiras e vidas se constroem sobre decisões que envolvem riscos, basta olhar para a sua própria trajetória e colocar um “e se” em muitas das experiências que viveu, na certa descobrirá que correu mais riscos do que pode imaginar, e muitos ainda estão por vir e não há nada de errado nisso, desde que seja baseado no que você conhece de suas forças, no que gosta de fazer e no que lhe traz significado - é assim que se traça o caminho da autorrealização.

Outros pontos importantes para o sucesso na liderança feminina, são o otimismo a autoconfiança e a percepção profissional sobre si mesma em relação ao meio, pois, de nada adianta se desesperar ou manter uma postura negativa diante das situações, principalmente no que se refere aos seus talentos e habilidades. Uma pesquisa conduzida por Linda Babcock e Sara Laschever denominada Women don’t ask mostrou que a autoestima de uma mulher, varia mais em relação a um feedback do que a de um homem. Essa diferença se dá ao fato de as mulheres serem mais propensas a um locus de controle externo – e acreditam que não podem controlar o que ocorre com elas. Quando acontece algo como uma crítica negativa, elas acham que não há nada que possam fazer para mudar isso e se sentem péssimas. Já uma pessoa com locus de controle interno, não se sente tão mal porque acredita que pode mudar a situação e isso está muito relacionado a maneira como se vê o mundo e também como se sente a respeito de si mesmo.

Por isso, trabalhar com pontos de equilíbrio emocional e percepção de realidade, também são fundamentais para se trilhar um caminho de sucesso. Fantasiar demais, sobre fatos percebidos pelo que se acha e não pelo que é pode colocar tudo a perder e isso é uma das piores coisas que pode acontecer com sua carreira. Ser cegado pelas emoções é como trair a si mesmo e isso não é bom.

Existem ainda, outros fatores que favorecem e até mesmo aceleram seus passos rumo a liderança e isso tem a ver com sua criatividade para resolver problemas, postura flexível para ouvir outras opiniões, adaptabilidade frente a situações adversas ou uma mudança súbita de rota, quando menos se espera.

E para finalizar, se eu pudesse te dar apenas um conselho, antes ou até mesmo durante sua jornada de liderança, este conselho seria - “Cuide de sua fonte de energia”. E quando falo isso, me refiro aos 4 fatores que impactam diretamente em seus resultados, e são eles: sua energia física pois, sem saúde e disposição não se vai muito longe, sua energia emocional que diz respeito a manter bons sentimentos e cultivar emoções positivas acerca de si mesmo, das situações e do meio em que está inserido, sua energia espiritual que está relacionada a encontrar significado para a vida e por fim sua energia mental que te ajudará a ter foco durante todo o processo. Tudo isso contribui para algo chamado atitude, e esta é a pedra fundamental para se trilhar um caminho de sucesso – O seu caminho de sucesso.

Momento do ADM, Gisele Meter - 29 de março 2017.


terça-feira, 28 de março de 2017

Momento do ADM Concursos Públicos - Direitos e deveres do servidor público civil e militar




Ao ser nomeado para um cargo público, os servidores públicos passam por um estágio probatório de três anos, no qual serão avaliados em seu desempenho e só então serão efetivados no cargo. 

Isso não significa que os servidores sejam intocáveis e não possam ser demitidos. 

Se cometer falta grave, terá direito a se defender em um processo administrativo. Poderá ainda ser demitido se houver sentença judicial transitada em julgado (quando não cabe mais recurso), no caso de algum delito. Duas novidades, para o serviço público, foram criadas com a avaliação periódica dos servidores públicos e o corte de despesas, para se obter maior eficiência. Se o desempenho for considerado de forma negativa e o servidor não puder se defender justamente, poderá ser demitido, assim como quando houver necessidade de  cortar despesas com pessoal. 

Servidores civis e militares diferem em seu regime jurídico, cada um tem o seu. Isso porque a administração pública voltada para a sociedade civil é bastante diferente da administração militar e do serviço que esta presta à sociedade. São questões de segurança, preparação de jovens para defender a nação, proteção de fronteiras etc. 

Seus direitos e deveres são, por isto, diferentes, como é o direito de se organizar em sindicatos e participação em greves. Enquanto o servidor civil é livre para se associar aos sindicatos, ou participar de movimentos grevistas, mas dentro de lei que limita esta participação, o mesmo não ocorre com os militares. A greve é considerada uma  falta gravíssima no meio militar, porque coloca em risco a segurança pública. 

Acumular cargos remunerados é também proibido aos servidores civis, em qualquer tipo de empresa pública.  As exceções permitidas são nos cargos de médicos e professores, desde que sejam dois empregos de médicos, ou dois cargos de professores, ou no caso destes, houver acumulação com um cargo de natureza técnico-científica com a de professor, sempre considerando a compatibilidade de horários. 

A aposentadoria dos servidores públicos se dá por: tempo de serviço, voluntariamente, por invalidez ou compulsoriamente aos 70 anos.  A Constituição lhes assegura a possibilidade de acumular a aposentadoria do serviço público, dentro do Regime Próprio de Previdência Social, com outra, formada pela contribuição dos servidores ativos, aposentados ou pensionistas. São os Regimes de Previdência Complementar - conhecidos como Fundos de Pensão. 


Momento do ADM, Profª. Tânia Lúcia Morato Fantini - 28 de março 2017.


segunda-feira, 27 de março de 2017

10 comportamentos que prejudicam sua carreira

Saiba quais são os comportamentos que podem prejudicar sua carreira.



Você provavelmente já deve ter pensado inúmeras vezes sobre sua carreira. Deve também ter traçado planos ou ao menos sonhado com aquilo que gostaria de ser, ou ter. Todos nós já fizemos isso.

Quando criança, boa parte do tempo é destinado a imaginar sobre o que ser quando crescer. Você lembra qual era o seu sonho?

Talvez, seu desejo tenha se realizado, ou quem sabe ainda, a vida deu tantas voltas que te levou para caminhos que jamais pode idealizar.

O fato é que o passado já não importa tanto, e o que se deve considerar daqui pra frente é o que você pretende fazer com sua carreira para os próximos anos. Mas, cuidado, para não cair na cilada de se angustiar com o futuro, se comparando ou achando que não tem capacidade para conseguir o que quer. Neste caso, vale lembrar a máxima de Mario Quintana: “São os passos que fazem o caminho”. E isto significa que não basta apenas ficar matutando, ou enchendo a cabeça com pensamentos que não levam a nada. Para conquistar o que se quer, é preciso traçar o caminho, e acima de tudo, saber se você tem as condições de dar cada passo para trilhar seu objetivo. Desta forma, você não acaba tropeçando, se perdendo ou até mesmo dando o passo maior do que a perna.

Mas, para que isso aconteça, é fundamental saber exatamente o que quer e principalmente evitar alguns comportamentos que pode minar seu caminho. Confira quais são eles:

Se comparar – Acredito que um dos maiores ladrões da felicidade é a comparação. Quando você se compara a outra pessoa, deixa de despertar o melhor de si mesmo, isto porque a comparação gera dois tipos de sentimentos: Baixa autoestima ou ego inflado e nenhum dos dois casos há benefícios reais. Quando você se compara a uma pessoa e se sente inferiorizada, acaba sufocando toda a confiança que deposita em si mesmo. Mas, se você se compara e acaba supondo que é melhor que outra pessoa, acaba por adotar uma postura arrogante e assim deixa de ver aspectos que poderia melhorar. É preciso entender que cada pessoa é única, com suas características, dificuldades e particularidades. Pare de olhar para o lado, deixe de conferir se a grama do vizinho é mais verde do que a sua e trate de regar seu jardim. A vida fica mais leve e produtiva desse jeito.

Querer apressar as coisas – É claro que vivemos correndo contra o tempo, e a cada dia que passa, parece que os ponteiros do relógio estão cada vez mais acelerados.

Mas, uma coisa é fazer o melhor dentro de um prazo estipulado, com uma análise crítica, racional e estratégica, outra coisa é bancar o ansioso e querer que tudo aconteça quando e como você quer, simplesmente porque “deu na telha”. Existem acontecimentos, que necessitam de tempo para acontecer e isso deve ser respeitado.

Querer adiantar uma situação só porque você acha que deve, sem considerar outras perspectivas pode soar como despreparo, precipitação e até mesmo ansiedade, características que arranham sua imagem profissional. Perguntar a si mesmo por que você quer algo, se este é o momento certo e analisar toda a situação no presente e no futuro, podem ser fatores essenciais para que se tenha uma visão mais ponderada sobre o tempo. O que não pode é como dizia minha avó: “Colocar a carroça na frente dos bois”.

Desejar algo sem ter condições de realizar – De nada adianta sonhar ser uma mulher bem sucedida nos negócios, ou um empresário muito requisitado se você não está disposto a passar boa parte do tempo a trabalho e horas longe da família. Tudo tem um preço nessa vida e com seu lado profissional não é diferente. Antes de desejar o que quer que seja, é preciso pensar o que acontecerá depois. Coloque na balança o que de melhor e o que de pior pode acontecer em cada situação. Veja para que lado a balança pende e se mesmo assim estiver disposto a correr risco por achar que eles valem a pena, se jogue de cabeça, caso contrário, pise no freio e pense mais um pouco. O que não vale é depois da decisão tomada não conseguir realizar algo que se conquistou porque você viu que não era exatamente como imaginou. Vale lembrar que a vida não é sempre como idealizamos, ao ganharmos alguma coisa, inevitavelmente teremos que abrir mão de outras. Afinal, não se pode ter tudo – ainda bem.

Ser pessimista o tempo todo – Existe um desenho de Hanna Barbera que ficou muito famoso na década de 80, que se chama Lippy e Hardy. Neste desenho, Lippy o leão, muito otimista, sempre bolava planos mirabolantes, já Hardy uma hiena muito pessimista, criticava, achando que não poderia dar certo, nesta hora dizia seu bordão mais famoso: “Ó céus! Ó vida! Ó azar! Isto não vai dar certo!”. Na sua vida, você deve ter encontrado muitos leões e muitas hienas como Lippy e Hardy pelo caminho. Mas já parou para se perguntar com qual dos dois mais se parece? Viver ao lado de pessoas que adotam o pessimismo como estilo de vida, pode ser muito difícil pois, estão a todo momento criticando, desanimando e até mesmo desencorajando o sonho de outras pessoas. É claro que não podemos ser otimistas o tempo todo, existem dias em que o pessimismo pode tomar conta mas, o que não se pode é deixar que isso se torne rotina e atrapalhe sua vida. Se puder escolher entre o otimismo e o pessimismo, escolha ver a vida de um jeito mais positivo, seus resultados serão melhores, pode acreditar.

Procrastinar – Hoje um dos males que mais afeta a produtividade de um profissional, é a procrastinação.

Procrastinar, significa deixar algo para depois, de maneira consciente mas nem sempre pensada, ou seja, sem pensar nas consequências dessa atitude. Digo isso, porque muitas vezes procrastinamos algo por pura preguiça ou pelo que Freud chama de “Principio de prazer X princípio de Realidade” que de maneira bem simplificada, pode ser explicado como: canalizar energia para realizar coisas que gosta e evitar ou postergar ao máximo coisas que não trazem prazer imediato. Desta forma, uma série pode ser mais interessante que aquele relatório ou as redes sociais mais atraentes que o trabalho que precisa terminar. E assim ao invés de fazer algo que traz benefícios a longo prazo, você acaba por buscar pequenos prazeres imediatos mas que com o tempo podem custar caro. Por isso, antes de adiar o que quer que seja, analise quais foram os motivos que te levaram a essa escolha. Se a resposta estiver mesmo que minimamente relacionadas a coisas do tipo “porque é difícil”, “É chato” ou “não gosto de fazer isso” pode ser um caso de procrastinação. Fique atento.

Ruminar situações – O termo foi inspirado em como as vacas regurgitam o alimento que já mastigaram, para remastigá-lo. Quando se rumina situações, significa passar horas ou até mesmo dias refletindo sobre uma situação que deu errado e isso não é bom. Ao ficar muito focado em algo que aconteceu, pode se perder um tempo precioso que poderia ser ocupado com o pensamento de atitudes para resolver o problema. Ruminar, significa ficar preso ao passado e bem sabemos que passado não muda futuro, mas pode prejudicar e muito o seu presente. Foque em soluções, não em problemas – Isso para qualquer situação.

Não planejar sua rotina diária – Planejar não somente sua carreira, mas também sua rotina pode ser um diferencial de profissionais de sucesso, pessoas como Gisele Bündchen, Serena Williams e até Warren Buffett já declararam o quão importante é estabelecer uma rotina diária. Engana-se quem pensa que ter uma rotina é algo chato. Quando você planeja seus próximos passos (e os anota) deixa sua mente livre para ter outras ideias, por outro lado, ao cumprir seu planejamento você poderá perceber claramente e com argumentos bem embasados como tem evoluído e como anda sua qualidade de vida ao longo do tempo. É um erro imaginar que não precisa fazer planejamento para suas atividades diárias, por melhor que seja sua memória, é um verdadeiro desperdício utilizá-la em afazeres cotidianos, quando se pode aproveitá-la de maneira mais eficiente.

Acreditar que não precisa de apoio – Já dizia o ditado: “Ninguém é uma ilha” e isso significa que você não está sozinho e nem conseguirá grandes resultados se agir de maneira egoísta. Para se conseguir o que quer, muitas vezes é preciso a ajuda de outras pessoas, seja para poupar tempo, dinheiro ou para somar expertises. Por isso, desenvolver habilidades sociais é tão importante. Saber conviver em grupo além de ser estratégico, traz bem estar, não somente para você, mas para as pessoas que convivem ao seu redor. E mais, poder contar com pessoas no momento certo, é reconfortante e até mesmo muito recompensador. Pense nisso.

Se mostrar inseguro a todo momento – É claro que nem as pessoas mais confiantes do mundo são assim o tempo todo. É perfeitamente normal e até aceitável certa insegurança, seja para se proteger de perigos ou para se certificar que a decisão é a certa para o momento, mas o que não pode é adotar a insegurança como funcionamento padrão o tempo todo. Demonstrar insegurança constante, pode afastar oportunidades que seriam oferecidas a você afinal, quem daria um desafio a alguém que duvida até mesmo da própria capacidade? Nessa hora, se deve levar à risca aquele ditado: “E se der medo, vai com medo mesmo!”. Lembre-se, sua imagem profissional, depende muito de suas atitudes e manter uma postura insegura não é a melhor coisa que você pode fazer por sua carreira.

Levar tudo para os extremos – Um dos maiores ensinamentos budistas, diz respeito ao “Caminho do meio” e significa que os extremos da vida devem ser evitados. Este conselho é útil também para a carreira, isto porque quando vemos a vida como 8 ou 80, tendemos as ser mais impulsivos e deixar que as emoções tomem conta das decisões, podendo ser extremamente prejudicial em vários aspectos. Ao passo que, se você tiver o discernimento de em situações necessárias, afastar emoções e ter uma visão não distorcida da situação, poderá agir de maneira mais adequada. Mas isso tem muito a ver com o que você quer, com a linguagem que utiliza (se é agressiva ou muito passiva), com uma conduta condizente com o que você mesmo espera a seu respeito, além de ação e direcionamento de energia voltado para resultados. Se agir dessa maneira, não precisa se preocupar muito pois, o caminho do meio surgirá naturalmente.

E para você, existe algum outro comportamento que acredita ser prejudicial para a carreira? Contribua com sua opinião nos comentários.


Momento do ADM, Gisele Meter - 27 de março 2017.


domingo, 26 de março de 2017

Aqui jaz uma empresa

É claro que o esforço, a tenacidade e, principalmente, a paixão marcam o início de toda organização vencedora. Entretanto, o tempo de vida dela será determinado por fatores como visão, valores e, de forma pragmática, a gestão.



O que leva uma empresa a iniciar as atividades? Um desejo intenso de uma pessoa? A reunião de dois, três ou quatro amigos idealistas, empreendedores ou não, decididos a colocar ideias e criatividade em prática e resolvem iniciar a caminhada pelo “mundão empresarial”. Nos sonhos, os novos empresários acreditam na recuperação do capital investido em dois anos, ou menos, e vislumbram um panorama otimista para os próximos 10 ou 15 anos, algo como tornar-se uma multinacional ou, então, a chegada de algum mega-investidor antenado e alinhado com os objetivos que deram vida àquela organização.

Na prática, a realidade é outra. É claro que o esforço, a tenacidade e, principalmente, a paixão marcam o início de toda organização vencedora. Entretanto, o tempo de vida dela será determinado por fatores como visão, valores e, de forma pragmática, a gestão. Se estes três elementos estiverem (e se mantiverem) alinhados ao longo do tempo com a ideologia central, esta corporação estará apta a fazer parte do seleto e cada vez menor rol das “empresas centenárias”.

Os últimos sobressaltos do mercado, caracterizados como crise, mostraram o verdadeiro papel da gestão empresarial para a sobrevivência das empresas. E quando falo em “gestão”, quero dizer a combinação prática do binômio TI e pessoas. A organização só é sustentável a partir do momento em que consegue conciliar estes dois termos. Agora, imagino os mais apressados e incautos inquietos e ávidos por me perguntar “mas o foco no cliente não é a razão de tudo?” Também sou partidário desta tese! Porém, se o gerenciamento for ineficiente, o foco no cliente fica à deriva.

Metodologias para lá de conhecidas como BSC (Balanced Scorecard), BPM (Modelagem de Processos de Negócios, na sigla em inglês), Lean (sistema percussor do Toyotismo) e Seis Sigma são fundamentais para que as empresas possam conduzir pessoas e tecnologias de forma harmônica, com produtos focados inteiramente no cliente, afinal é ele (o cliente) quem decide se a corporação deve ou não continuar a existir. Porém, as metodologias podem apenas indicar as ferramentas certas para a manutenção da operação nos eixos, mas para indicar o caminho para sair-se bem no futuro, o Lidestor, ou seja, o empresário ou executivo que reúne as características de líder e gestor ao mesmo tempo, é essencial. Afinal, à exceção de motivos não éticos, as organizações começam a caminhar para um estado terminal quando seus dirigentes se afastam cada vez mais da figura e do comportamento do líder gestor.

Uma das características mais marcantes dos executivos das “empresas moribundas” é a soberba. Em geral, o quadro gerencial destas companhias demonstra um sentimento de altivez originado pelo sucesso de outros tempos e isso acaba corroendo os ambientes interno e externo. Os executivos imodestos ignoram os preceitos da boa gestão e buscam o crescimento de forma míope e indisciplinada, ignorando os riscos decorrentes de desvio do foco central e, quando os indicadores negativos começam a aparecer, eles tendem a colocar a culpa no mercado, na concorrência, na crise e até no azar.

Muitas empresas acreditam que com uma fusão estratégica ou a contratação de novos executivos será possível reverter a queda livre. Evidentemente, e se ainda houver vigor financeiro, essas ações podem vir a dar certo. Mas, na maioria das vezes, é tarde demais. Quando o distanciamento entre liderança e gestão é muito grande, pouco pode ser feito em curto prazo. Não é viável uma companhia ter sucesso sem que haja uma disciplina no cumprimento das regras de negócio, inclusive com fluxo de caixa sólido, e, por que não dizer, alegria de se trabalhar nela. Essas duas vertentes são as molas propulsoras para garantir a sustentabilidade e a vivência das organizações.


Momento do ADM, Dieter Kelber - 26 de março 2017.


sábado, 25 de março de 2017

A meta e os homens das cavernas

Existe um mnemônico que diz que uma meta tem de ser Smart (em uma alusão ao adjetivo “inteligente”, em inglês): Específica, Mensurável, Atingível, Relevante e com Tempo determinado para ser batida.



Existe um mnemônico que diz que uma meta tem de ser smart (em uma alusão ao adjetivo “inteligente”, em inglês): específica, Mensurável, Atingível, Relevante e com Tempo determinado para ser batida. Apesar de reconhecer que todos são atributos desejáveis para uma boa meta, é necessário ajudar um pouco mais as pessoas do que apenas utilizar palavras bonitas. Encontro erros freqüentes na definição de metas que nada tem a ver com palavras e siglas de efeito. É a realidade nua e crua da rotina. Vejamos: Muitos gestores definem metas anuais. Ok, sem problemas, mas estas metas anuais devem estar segmentadas por mês (ou até por um período menor, nunca maior).

A segmentação deve respeitar sazonalidades. Um erro grosseiro encontrado habitualmente é dividir-se o número anual por 12. A segmentação mensal das metas deve estar conectada com eventuais planos de ação em execução. Erro grosseiro e freqüente: o gestor até escalona sua meta desenhando, por exemplo, uma curva ascendente de produtividade, mas ignora os efeitos do plano de ação que elaborou sobre o escalonamento. Se o plano só começa a fazer efeito a partir de junho, como as metas de produtividade prevêem saltos do indicador já a partir de março ou abril? Meta NÃO PODE ser igual a zero ou a 100 por cento. Quando não se admite variação, o indicador deixou de ter meta e passou a ser um padrão. Exemplo: se uma empresa não admite atrasar em um dia que seja a folha de pagamento dos seus profissionais, não há sentido em se criar um indicador de atrasos e se colocar meta = zero. Não atrasar a folha passa a ser um padrão e é intolerável a falha, logo não há meta, há padrão. A empresa deve estruturar seu processo de pagamento de forma a ter gorduras e controles que evitem o atraso.

Outro exemplo clássico são metas para acidentes. A empresa se constrange em colocar meta diferente de zero. Sendo assim, o número de acidentes não é um bom indicador. Usar o número de quase acidentes (situações inseguras) ou o tempo perdido com afastamentos por acidentes é muito mais adequado.

Nas áreas administrativas, encontro gestores definindo metas para atrasos na entrega dos balanços, atraso na entrega de um relatório de uma área para outra etc. que são ridículas. Entregar o balanço (ou o DRE) no prazo e outros relatórios também é obrigação e não pode ser uma meta. É um padrão.

Falei com um gestor de RH que me mostrou um indicador: cumprimento do programa de treinamento. Eu disse a ele: “...cumprir o programa de treinamento é sua obrigação e não deveria ser tolerado qualquer desvio. Apenas é um padrão. Cumpra-se”. Qualquer meta, neste caso, é tola: “cumprir 97 % do programa de treinamento”. Ridículo! Se é importante o treinamento, então o padrão (e a obrigação) é cumprir integralmente e ponto final.

Meta pode (e deve) ser revisada sempre. Mas para o lado melhor. Para o lado pior, nunca. Por isto, sempre aviso os gestores: “pense bem antes de definir uma meta. Depois ela é imutável para o lado pior. Você vai ter que atingi-la”. Uma meta deve ter memória de cálculo. Uma meta não pode ser chutada... Alguns gestores me dizem: “Mubarack, mas meu diretor me impôs esta meta, o que vou fazer?”. Parecem crianças choronas! Seu diretor tem todo o direito (e o dever também) de sonhar alto. Mas se você faz os cálculos e prova para ele que não é possível, ou melhor, que só será possível mediante mais alguns recursos, ele vai negociar.

O problema é que muitos gestores, de forma medrosa, baixam a cabeça, não fazem contas e fazem “de conta” que obedecerão ao chefe. Resmungam pelos corredores mas não são suficientemente profissionais para calcular a possibilidade de atingir a meta e pedir recursos. Alguns me dizem: “o patrão impôs, eu sabia que não dava, mas acabei atingindo”. Certo está o “patrão” em apertar o gestor. Ele, o patrão, sabe que o gestor é mediano e que tem gorduras para queimar. Este é um estágio primitivo do planejamento. Os homens das cavernas já trabalhavam assim.

Quando a meta não for batida, uma profunda análise das causas deve ser feita. Um diretor comercial, certa ocasião, me perguntou se ele deveria fazer esta análise porque não bateu a meta de vendas. “a isso 9001 exige, Mubarack?”. Eu respondi que jamais esqueceria o nome dele. Por quê? Porque eu sabia que cedo ou tarde ele perderia o emprego e porque eu não iria jamais recomendá-lo para outras empresas. Dito e feito!


Momento do ADM, Paulo Ricardo Mubarack - 25 de março 2017.


sexta-feira, 24 de março de 2017

A mente tem um poder imenso...

Através do pensamento podemos passar da pobreza para a abundância, da tristeza para a alegria, do fracasso para o sucesso, da doença para a saúde. 



O nosso subconsciente tem um poder impressionante. Se ao acordar você disser “Que dia lindo! Como estou bem!” ou “Que dia horrível... Não estou me sentindo bem” saiba que o seu dia será um reflexo desse pensamento. Portanto, ocupe sua mente com pensamentos harmoniosos, saudáveis, alegres, prósperos e sábios.

A lei que rege a nossa mente é a fé. Para obter tudo o que deseja, é preciso saber pedir. Pense que você é o jardineiro de sua vida, portanto procure plantar continuamente bons pensamentos. Tenha cuidado com o seu pensamento, pois ele pode gerar um efeito. Se você desejar mal a alguém, este mal pode voltar para você. Ao invés de dizer não se esqueça, diga lembre-se. Vigie seus pensamentos para que sejam positivos.

Através do pensamento podemos passar da pobreza para a abundância, da tristeza para a alegria, do fracasso para o sucesso, da doença para a saúde. Através da mudança do pensamento, podemos mudar a nossa vida. Quando você diz repetidamente que é capaz de alguma coisa, sua mente aceita isso ao pé da letra e providencia para que você consiga alcançar o que deseja.

Ao mudar o nosso pensamento, podemos mudar a nossa vida. Saiba que o maior poder que temos é o da escolha. Por isso:

  • Escolha a saúde, a abundância e a vida!
  • Escolha o amor e a felicidade!
  • Escolha a cordialidade.
  • Seja prestativo, alegre e simpático.


Quando escolhemos ser prestativos, alegres e simpáticos teremos um melhor retorno das outras pessoas.

O que você forma em sua mente é tão real quanto qualquer parte do seu corpo. Seu subconsciente amplia tudo o que nele é depositado, quer sejam idéias de riqueza ou de pobreza. Pense o bem para os outros e estará, na verdade, pensando o bem para si próprio. Os chineses já diziam que “um quadro pode valer mais que mil palavras”.

Temos diversos exemplos de pessoas que acreditaram que algo lhe aconteceria com tanta fé que viu seu pensamento se realizar. Quantas vezes ouvimos alguém dizer: imaginei isso desse jeito, aconteceu do jeito que sonhei, era assim mesmo que eu queria. Quantos atletas chegam à vitória e declaram que imaginaram o momento? Quantos jogadores fazem um gol e declaram que foi do jeitinho que pensaram? E você? Quantas vezes viu acontecer uma coisa que imaginou?

Uma das palavras mais fortes da bíblia é fé. Portanto, acredite! Tenha fé que as coisas mudarão para melhor na sua vida!


Momento do ADM, Sonia Jordão - 24 de março 2017.