sábado, 2 de maio de 2015

O que não pode faltar em um bom gestor financeiro

Conheça um pouco mais sobre a área e saiba como contratar o gestor financeiro ideal para sua empresa




Qual o perfil ideal para o gestor financeiro da minha empresa e por que ter um?

Não tem saída! Como empreendedor, se finanças não é seu forte, a gestão desses processos logo vão virar um gargalo para a empresa. Se você entende bastante de finanças, logo não vai poder dar a devida atenção a isso – afinal, seus stakeholders precisam de você. Por isso, em algum momento, uma pessoa dedicada à área será fundamental para seu negócio conseguir crescer. Mas entender o perfil ideal para o gestor financeiro demanda, antes de tudo, entender o protagonismo da área financeira na gestão de empresas.

A área de finanças tem um papel fundamental na formulação da estratégica, na administração financeira, no controle gerencial e nos desafios do crescimento, com forte influência na implementação dos planos que transformam estratégia em ação. Conheça um pouco mais sobre a área e saiba como contratar o gestor financeiro ideal para sua empresa.

O papel estratégico da área de finanças

Em seu livro “Safári de Estratégia”, Henri Mintzberg sugere que a formulação da estratégia parece ser vital para a sobrevivência e o crescimento do negócio e que o campo da estratégia é caracterizado pelo foco na escolha: como e onde encontrar a melhor estratégia, ou melhor, como criá-la, quando não puder ser encontrada, e como explorá-la. A área financeira é líder deste processo e entender o modelo de negócio da empresa é base fundamental do processo de planejamento estratégico e operacional (orçamento).

Os elementos do controle gerencial incluem planejamento estratégico, elaboração do orçamento, alocação de recursos e responsabilidades, mensuração de desempenho, avaliação e recompensa. De uma forma simplista, um processo de controle gerencial eficiente deverá garantir a implementação dos planos estratégicos – “transformando estratégia em ação”, maximizando os resultados do negócio.

A administração financeira, derivada do planejamento, realça ainda mais o papel da área financeira no planejamento e controle dos resultados do negócio.

As funções primordiais de um gestor financeiro

L.J. Gitman, no livro “Princípios da Administração Financeira”, destaca as três funções primordiais do administrador financeiro: análise e planejamento financeiro, a administração da estrutura de ativos da empresa e de sua estrutura financeira (capital).

O ambiente legal, operacional e tributário e conceitos como margem de contribuição, lucro operacional, ponto de equilíbrio, o valor do dinheiro no tempo, risco e retorno, fluxo de caixa, estrutura de capital são abordados no campo da administração financeira.

Merecem especial atenção o entendimento por parte do gestor financeiro das contas referentes ao Demonstrativo de Resultados – Lucros e Perdas e de Balanço Patrimonial. É evidente a importância na gestão e entendimento do balanço, que reflete a saúde financeira da empresa e não somente o resultado de um determinado exercício.

É importante ressaltar o papel do gestor financeiro no crescimento do negócio, entendendo as alavancas do crescimento e a maximização do retorno ao acionista/investidor.

Algumas questões importantes que devem ser abordadas:

1) Estratégia de precificação – como maximizar valor do seu produto ou serviço, tendo em vista as demandas do consumidor e a dinâmica do mercado? 2) Gestão de custos e eficácia operacional – como maximizar alocação de recursos? Qual o impacto da tecnologia da informação no seu negócio? 3) Volume e participação de mercado – Quais as alavancas de demanda e o papel da inovação? 4) Gestão de performance – como estabelecer metas e indicadores de gestão e performance? 5) Planejamento Tributário – como mitigar os impactos dos impostos diretos e indiretos, de acordo com a legislação? Ex: Lucro presumido ou real? Qual a melhor opção? 6) Gestão da complexidade – O dilema do crescimento: Estou preparado para o desafio da complexidade na gestão?

Com a participação de fundos de private equity e venture capital em startups e empresas de pequeno e médio porte, a competência na gestão da relação com investidores e acionistas estendeu ainda mais o perfil do gestor financeiro.

Competências de um líder financeiro

Como gestor líder destes processos, além do conhecimento técnico, o aspecto comportamental merece atenção especial.
Destacamos 5 importantes aspectos da capacidade de liderança do gestor:

1) Trabalho em Equipe e na formação de talentos – Equipes de alta performance. 2) Inovação – capacidade de inovar desafiando o status quo de processos e sistemas – Eficácia operacional. 3) Disciplina no planejamento e controle – Governança e Gestão de Risco. 4) Foco no resultado – A meritocracia na entrega da equipe e do indivíduo. 5) Comunicação – o poder de comunicar de forma clara e persuasiva dentro e fora da área financeira.

Por último, em relação ao potencial do gestor financeiro e sua carreira na empresa, cabe destacar 3 elementos fundamentais:

1) Agilidade de aprendizado – capacidade de assumir novos desafios e responsabilidades. 2) Elevado grau de comprometimento – capacidade de entender a empresa como o objetivo primordial. 3) Ambição de crescer – Crescer profissionalmente e como indivíduo, interdependente com a empresa.

Certamente, será necessária a ajuda de gente experiente na área de finanças para auxiliá-lo na escolha do seu gestor financeiro. Mentores e conselheiros com experiência na área devem ser consultados e, se possível, fazer parte do processo de tomada de decisão na escolha do talento ideal para sua empresa, que deverá combinar o talento técnico e de liderança com o potencial de crescimento profissional.



Você sabe quanto custa a chamada de voz no Whatsapp?

Será que as chamadas custam menos que as convencionais? E a qualidade da ligação, é boa?




Depois de uma longa espera, o aplicativo de troca de mensagens instantâneas mais utilizado no mundo lançou a possibilidade de realizar chamadas de voz para dispositivos Android e iOS, prometendo ainda o mesmo recurso para o Windows Phone.

Com isso, o Mobile Time realizou uma série de testes para tentar responder as principais perguntas dos usuários sobre a nova função, como, por exemplo: "As chamadas custam menos que as convencionais?", "E a qualidade, é boa?". 

Para isso foram realizadas 10 ligações pelo app. Todas elas tiveram durações diferentes e, claro, foram realizadas através do 3G e também do Wi-Fi.

De acordo com os testes, cada minuto de chamada via 3G consumiu cerca de 500 Kb. Na rede Wi-Fi, obviamente, o resultado foi diferente. Cada minuto em uma conexão de 10 Mbps consumiu, por minuto, 800 Kb, obtendo ainda uma qualidade de áudio superior.

A partir disso, o site considerou o custo do Megabyte e do minuto de ligações nas operadoras brasileiras, concluindo que a chamada por WhatsApp é realmente vantajosa em casos de ligações para telefones de outra operadora. 

Como exemplo, podemos citar a Vivo, que em seu plano de 15 MB diários cobra R$ 0,99 em telefones pré-pagos. Com isso, o custo do MB será de R$ 0,066, ou seja, 0,033 por minuto no WhatsApp (já que cada minuto consome, mais ou menos, metade de 1MB), algo bem mais barato que as ligações convencionais.

Porém, em chamadas entre as mesmas operadoras a situação troca de lado, uma vez que algumas empresas de telefonia oferecem serviços de chamadas ilimitadas por um baixo custo. 

E o Wi-Fi?

Com o Wi-Fi não há nem o que discutir. As chamada por WhatsApp não custam nada em redes Wi-Fi, uma vez que elas - ou a maioria delas - não cobram por franquia, mas sim um valor fixo mensal por uma alta velocidade. 

Portanto, as ligações pelo aplicativo podem ser uma boa saída para economizar aquela graninha no final do mês. No entanto, é preciso observar os custos dos planos, o consumo de dados, os benefícios de cada tipo de ligação e claro, sempre priorizar as chamadas pelo Wi-Fi, ainda mais se este for de equipado com uma internet banda larga de altíssima velocidade.



Fechamos! Fomos trocados por um aplicativo

A tecnologia tem tornado muitos ramos de negócios obsoletos e totalmente dispensáveis. Será que o seu também está neste percurso?




Se você nunca parou para pensar se o seu negócio um dia vai se tornar obsoleto e não criou, com isso, algumas rugas de preocupação, deve haver então um forte motivo pelo qual você deve se considerar dono de uma blindagem rara nos dias de hoje. Ou detém um espírito bem elevado, daqueles que acreditam que "preocupação" (pré-ocupação, ou antecipar-se por dedicar energia a pensar ou se ocupar com algo que ainda não ocorreu) é perda de tempo ou só atrai energia negativa.

Se esse tipo de assunto nunca te preocupou, e não é sua pretensão se "pré-ocupar" com isso agora, de fato este artigo não é para você. Agora, se vez ou outra você se questiona se será o próximo engolido pelo Triângulo das Bermudas das Mudanças Tecnológicas, espero que você tenha aqui uma boa base para dar mais consistência às suas reflexões. E irei começar por uma pergunta simples:

Qual foi a última vez que você comprou um rolo de filme fotográfico?

Salvos alguns caros casos de profissionais apaixonados pela fotografia tradicional, é bem provável que você já tenha até se esquecido de que existe ou existiu tal insumo que hoje virou artigo confinado a algumas prateleiras e tratado como delicatessen. Mas é fato que hoje a tecnologia tornou esse produto totalmente obsoleto. Não só o produto, mas toda a cadeia de negócios voltada para a sua manipulação e destinação final, que era a revelação em papel fotográfico. Uma lástima? Sim. Muitos nunca pensaram nisso, mas hoje confiamos nossos momentos preciosos registrados em fotos digitais a redes sociais, mídias eletrônicas (cartões de memória, pen-drives, etc.) e outros "estoques" virtuais sujeitos a bugs. Um provável futuro de quem não possui memória impressa: uma geração sem memória. Um álbum de papel ainda é a forma mais segura de registrar suas memórias.

Mas se for para imprimir a foto, as câmeras digitais servem. Então, o filme encontrou de fato o seu substituto. E os displays e telas também substituíram o papel diante da necessidade de se visualizar as imagens capturadas pelo clique.

Há quem diga - e eu não soube precisar se a frase tem autoria - que "o ser humano não sabe querer coisas novas, e sim, novas formas de obter as mesmas coisas que sempre quis". A própria Internet e as redes sociais são uma forma de assegurar uma necessidade humana antiga: a de se socializar, de interagir. De ser visto e lembrado.

Se esta premissa é verdadeira, e pensamos em todos os ramos que se tornaram obsoletos com o avanço de tecnologia, podemos elevar os produtos e serviços aposentados à condição de "atravessadores". A figura do atravessador é antiga, e justificou a criação das cooperativas. Trata-se de alguém (um indivíduo ou uma empresa) que não é a responsável direta por materializar um bem. Ele adquire o bem materializado por um determinado valor, e o oferta no mercado para quem não tem acesso direto ao produtor, por um preço maior, obtendo aí a sua remuneração. E esse conceito se aplica a várias situações. Quer um exemplo de atravessador mais próximo da sua realidade?

Você certamente comprou, ou já teve a vontade de comprar uma furadeira. E provavelmente não era para trabalhar. Era apenas para pendurar o mobile acima do berço do bebê, ou o suporte para bicicleta, ou ainda um simples quadro na sala. E ela continua lá, esquecida. Um verdadeiro patrimônio improdutivo digno de ser reinvidicado pelo MST. Pois bem: pegue o preço da tal furadeira e divida pela quantidade de buracos que fez com ela até hoje. Perceba que foram buracos bem caros.

A pergunta que cabe aqui para fixar bem o conceito da obsolescência é: quando foi que você acordou, num belo dia, olhou para o espelho do banheiro enquanto escovava os dentes e autoconfidenciou: "meu sonho é ser o proprietário de uma furadeira" ?

Aplique-se a dinâmica dos " 5 porquês" e irá concluir que, no final das contas, o que você precisava era dos furos, e não da furadeira. O equipamento é o que faltava para ver concretizado o seu desejo de ver o objeto pendurado ou fixado em definitivo na parede. E se houvesse um jeito mais simples ou barato de obter os mesmos furos, você compraria uma furadeira? Provavelmente não.

Então, diferente de outros artigos, não listarei aqui "5 pistas para você analisar se seu negócio tende a se tornar obsoleto". Ao invés disso, vamos partir para uma análise mais direta:

Entre o campo de visão do seu cliente, quando ele olha para a necessidade dele ao longe, você é um elemento atravessador impeditivo? Sua empresa é a famosa Pedra de Drummond? Essa sim é uma boa base de análise para justificar suas preocupações. E, antes de aparecer alguém que entregue furos mais práticos e baratos, comece você mesmo a imaginar uma forma de materializar, e não mais atravessar.

E se cabe aqui uma pequena frase de conforto: não se sinta sozinho na aflição. Quem dorme materializador hoje, poderá acordar como atravessador amanhã.



sexta-feira, 1 de maio de 2015

Entenda o que é compliance jurídico e porque este método pode e deve ser aplicado a sua empresa

Ao contrário do que se pensa, esse tema não é relativo somente às grandes organizações, pois o compliance é uma necessidade crescente no cenário empresarial




O termo compliance vem do verbo em inglês “to comply”, que significa “cumprir, executar, satisfazer, realizar o que lhe foi imposto”, ou seja, compliance é estar em conformidade, é o dever de cumprir e fiscalizar o cumprimento de regulamentos internos e externos impostos às atividades da instituição.

Na rotina empresarial da pequena e média empresa, o compliance jurídico norteia as práticas rotineiras. Por exemplo, no caso de uma empresa enfrentar frequentes problemas com seus funcionários (falta de regra claras referente a infrações de adiantamentos, tolerância a atraso, comportamento no ambiente de trabalho, uniforme e código de vestimenta, etc.), a solução do impasse pode ser a elaboração de um estatuto interno, debatido com todos os envolvidos e que irá disciplinar os comportamentos admitidos e esperados pela empresa de seus funcionários, evitando conflitos entre as partes.

Da mesma forma, é importante a adoção de padrão para as práticas comerciais de forma a evitar conflitos com consumidores. Ao contrário que se pensa, esse tema não é relativo somente às grandes organizações, compliance é uma necessidade crescente no cenário empresarial. As empresas precisam realizar negócios de forma ética e em conformidade com a lei, pois do contrário podem ser punidas criminalmente (se for o caso) alem de correr o risco de perder a credibilidade e aprovação dos clientes.

As regras de compliance se constituem basicamente de medidas a serem tomadas para previnir os riscos legais que uma conduta inadequada, dos funcionários ou sócios, podem trazer à instituição. A efetividade do compliance está diretamente relacionada à importância que é conferida aos padrões de honestidade e integridade na instituição.

Como a própria palavra diz, trata-se de avaliar se a empresa “cumpre” com requerimentos ou procedimentos internos e externos, incluindo legislações aplicáveis. Exemplos: cumprir com leis aplicáveis em geral ao negócio (trabalhista, societária, tributária).

Resumindo, a função do procedimento de compliance jurídico vai muito além de apenas apontar o problema, a adequada prática do método é importante aliada do empresário que deseja contar com instrumentos de prevenção de conflitos e demandas legais, faz parte do planejamento empresarial e pode contribuir decisivamente para a consolidação duradoura da empresa no mercado.



Campanha da Bombril causa controvérsia nas redes sociais

Internautas acusavam de racismo a marca, após postagem em homenagem ao dia da empregada doméstica




Uma postagem nas redes sociais da Bombril está causando controvérsia. A marca está sendo acusada de racismo após uma postagem em homenagem às domésticas feita nesta segunda-feira (27), data em que se comemora o dia da empregada doméstica.

"Vamos homenagear quem mais brilha nos lares de todo o país! Aproveite a data para conhecer a Casa Bombril, um projeto social que ajuda a desenvolver ainda mais a vida profissional das domésticas! Afinal, o brilho delas é uma das coisas que fazem de nossa casa um verdadeiro lar!", dizia a postagem. Para ilustrar a postagem, uma imagem de mulher negra vestida de doméstica, que foi o causador da polêmica.

Nos comentários, internautas reclamavam que uma mulher negra estar representada como doméstica era uma demonstração de racismo. "Não basta a propaganda escrota de associar produtos de limpeza a mulher...", dizia um dos comentários. "E pensar que o pacote de Bombril deve estar mais caro do que o diploma comprado pelo publicitário ameba que criou essa peça racista", reclamava uma internauta em outro.

Porém, a marca explicou a imagem nos comentários: na verdade, a doméstica da foto se chama Tânia, e foi vencendora da primeira edição do quadro "A Melhor Doméstica do Brasil", apresentado no Programa Raul Gil e patrocinado pela Bombril.

Tânia, após vencer o concurso, se tornou contratada da empresa para representar o projeto social Casa Bombril, que profissionaliza diariamente o serviço das empregadas e que já formou milhares de profissionais, por meio de cursos gratuitos e certificados.

Confira a postagem original e opine: caso de racismo ou mal entendido causado por má administração dos responsáveis pelo marketing?



Fonte: Administradores


Espaço do Administrador > Pensadores da Administração Moderna - 40º Jurgen Appelo

Jurgen Appelo é o quadragésimo na lista de 50 Pensadores da Administração Moderna, logo abaixo um pouco de sua trajetória.




40 - Jurgen Appelo - oferece jogos de concreto, ferramentas e práticas para que possa introduzir uma melhor gestão, com menos gestores.

Jurgen chama a si mesmo um networker criativo. Mas às vezes ele é umescritor , palestrante , treinador , empresário, ilustrador, gerente, blogger, leitor, sonhador, líder, livre-pensador, ou ... guy holandês.

Desde 2008 Jurgen escreve um blog popular no www.noop.nl , cobrindo a economia criativa, gestão ágil, e desenvolvimento pessoal. Ele é o autor do livro Gestão 3.0 , que descreve o papel do gestor em organizações ágeis. E ele escreveu o livrinho Como Mudar o Mundo , que descreve uma supermodelo para gerenciamento de mudanças.

Jurgen é CEO da rede de negócios feliz Melly , e co-fundador da rede de Lean Agile Europa e a Rede Stoos . Ele também é um orador que é regularmente convidado para falar em seminários de negócios e conferências ao redor do mundo.

Depois de estudar Engenharia de Software da Universidade de Tecnologia de Delft, e ganhando o seu mestrado em 1994, Jurgen Appelo tem ocupou-se o arranque e levando uma variedade de empresas holandesas, sempre na posição de líder da equipe, gerente ou executivo. Jurgen tem experiência na liderança de uma horda de desenvolvedores de software, 100 gerentes de desenvolvimento, gerentes de projetos, consultores de negócios, gerentes de serviço, e cangurus, alguns dos quais ele contratou acidentalmente.

Hoje em dia, ele trabalha em tempo integral a gestão do ecossistema feliz Melly, desenvolvendo material didático inovador, livros e outros tipos de conteúdo original. Mas, por vezes, Jurgen coloca tudo de lado para passar o tempo em sua coleção crescente de ficção científica e literatura de fantasia, que ele empilha em um caso de livro de auto-concebidos. Fica a 4 metros de altura.

Jurgen vive em Roterdão (Países Baixos) - e em Bruxelas (Bélgica) - com o seu parceiro Raoul. Ele tem dois filhos, e um hamster imaginário chamado George.


Reportagem de Carina Silva, Momento do Administrador, 1º de maio 2015.









Tatuagem digital permite que usuários controlem eletrônicos através do pensamento

O dispositivo é colado na pele e funciona ininterruptamente por duas semanas




Quem acha que controlar objetos com o poder da mente é coisa para cinema está bastante enganado. O eletroencefalograma (EEG) Epoc, que fazem a leitura dos impulsos elétricos emitidos pelo cérebro, são realidade nos Estados Unidos e podem ser adquiridos por US$ 400 na Emotiv Systems. Mas, o equipamento que parece um capacete já pode ser considerado obsoleto. John Rogers, da Universidade de Illinois, criou uma espécie de tatuagem digital, que, além de mais discreta, funciona melhor que o Epoc.

Para utilizar o novo dispositivo, o usuário só precisa o fixar na pele para que ele comece a monitorar as atividades cerebrais. A tatuagem pode durar até duas semanas e deve ser colocada atrás da orelha, onde ficam instalados pequenos eletrodos dourados.

O protótipo ainda funciona com fios, mas a equipe já trabalha por avanços que irão permitir a transmissão de dados sem fio. Diversos testes já foram realizados com EEG clínicos, dentre eles uma experimentação com um voluntário que escreveu palavras em um computador apenas pensando nas letras.

Em entrevista à New Scientist, Rogers explicou que a aplicação inicial do dispositivo será voltada a iniciativas médicas. “O EEG é importante na detecção de convulsões, particularmente em bebês prematuros”, disse.

Contudo, futuramente as aplicações do dispositivo serão inúmeras. Apesar de sua precisão não se equiparar a do mouse ou teclado, ele pode ser ideal para o controle passivo de aparelhos eletrônicos. Seria possível, por exemplo, utilizá-lo durante atividades cotidianas, como pensar em um número de telefone e seu smartphone realizar a chamada.