sábado, 2 de novembro de 2013

Desenterrando a caveira de burro

Abrigos de sucessivos fracassos, é comum que alguns pontos comerciais ganhem fama de azarados. Mas o que se esconde por trás desse mistério? Especialistas desvendam as lendas dos lugares "zicados" e mostram que, para além da superstição, problemas na administração são os verdadeiros fantasmas




Era uma vez um negócio. Montado na região mais badalada da cidade e com bastante dinheiro investido, foi, sem dúvida, a grande aposta do empreendedor, que colocou ali todas as suas economias. Com a reforma do prédio concluída e a equipe montada, abriram-se as portas. O primeiro mês até foi razoável. O segundo e o terceiro também deram pra levar. No quarto, entretanto, os resultados – que nunca haviam sido realmente bons – começaram a piorar. Com seis meses, o dono achou melhor fechar. E, assim, acabou a breve história de mais um empreendimento que não deu certo ali, naquele mesmo lugar.

Você, provavelmente, conhece ou já ouviu falar de algum ponto comercial em que todo negócio iniciado nunca passa de uma tentativa. Abriram um restaurante e, depois, fecharam. Tentaram um salão de cabeleireiro, mas também não deu certo. Arriscaram, então, uma farmácia, que acabou da mesma forma.

Por fim, funcionou um pet-shop, que durou ainda menos que os anteriores. Depois disso, ninguém mais se interessou. Assim nasce uma legítima "caveira de burro", que é como são conhecidos os pontos comerciais estigmatizados por terem abrigado sucessivos fracassos. Mas, no final das contas, por que ali nada dá certo? Maldição ou, simplesmente, uma administração falha?




Por trás da lenda, os fatos

Quem passa na rua, quer distância. Os interessados em comprar ou alugar um espaço, normalmente, os descartam. Para donos e corretores, é um verdadeiro terror: não conseguem fechar um contrato sequer. Só pode ser "zica" – e das fortes – certo?

Justificar os próprios erros com o inexplicável, realmente, é mais fácil. A ideia sobrenatural de que um prédio é amaldiçoado e que não há como nada dar certo ali é, para muita gente, a única maneira de explicar a quebra de um negócio após sucessivas falências no mesmo lugar. Por trás de todo esse misticismo, entretanto, pode estar escondida uma causa bem mais real: a má gestão do ponto.

O professor Andre Ortiz, do Instituto Business Education, lembra que, entre os quatro Ps do marketing, o quesito "praça" – os outros são "produto", "preço" e "promoção" – é de fundamental importância. "Também conhecido como 'canal de vendas' ou 'canal de distribuição', ele tem se mostrado, nos últimos anos, o elemento mais estratégico em toda a formulação do composto de marketing", afirma.

No que tange especificamente à localização, o cuidado na hora de abrir uma empresa de comércio presencial deve ser redobrado. Descuidar de pequenos detalhes que, muitas vezes, passam despercebidos, pode ser fatal. De acordo com o professor de Marketing do Mackenzie, Marcos Morita, fatores relacionados ao entorno e à própria estrutura interna do ponto estão entre as principais causas para a complicação do empreendimento. "Avenida com tráfego de veículos em alta velocidade, obras de longo prazo, ladeiras, calçadas esburacadas, falta de segurança nos arredores, localização em corredores de baixo movimento, estacionamento precário, decoração e móveis inadequados são apenas algumas das tantas causas para o insucesso", afirma.

Outra questão importante – e que deve ser levada em conta – é a visão macro de tudo que envolve o negócio. Muitas vezes, o empreendedor se prende ao pragmatismo da venda direta e acaba descuidando do restante. "Se, por exemplo, o cliente compra um aparelho e só descobre depois que a rede de assistência técnica para ele é quase inexistente, na próxima compra ele pode descartar aquela empresa como uma das alternativas", ressalta o consultor de marketing Carlos Munhoz.

Desconstruindo o estereótipo

Às vezes, a grande maldição de alguns prédios é justamente acreditar que ela existe. "Nas pequenas cidades, por exemplo, é muito comum que os moradores – especialmente os mais antigos – criem a superstição de que determinado ponto é azarado. Isso pode gerar um ciclo vicioso em que potenciais clientes deixam de comprar graças à má-fama, causando a quebra da empresa – o que somente reforçará a percepção de se tratar mesmo de um lugar 'micado'", afirma Munhoz.

Philip Kotler, um dos mais renomados estudiosos da área, explica em seu livro "Administração de Marketing" que "o comportamento de compra do consumidor é influenciado por fatores culturais, sociais, pessoais e psicológicos" e lembra que, de todos, os "fatores culturais exercem a maior e mais profunda influência". Desse modo, desmitificar o senso comum, provando que as superstições enraizadas no imaginário popular são apenas lendas, é o primeiro passo de quem topa o desafio de abrir um negócio em um ponto com fama de azarado.

"O ponto de partida, neste caso, é o novo proprietário ou locatário tentar entender o porquê da suposta maldição e o quanto seus clientes-alvo podem ser afetados por ela. A partir disso, as ações devem ser todas centradas nos valores desse público, pois só assim serão atingidas as causas da superstição. A empresa precisa demonstrar que ela não será afetada como os negócios anteriores que existiram ali", explica Carlos Munhoz.

Para Marcos Morita, as formas de se quebrar a praga são bem práticas. "Acredito que há algumas dicas neste sentido. Uma, por exemplo, é mudar o segmento de atuação do empreendimento. Abrir um bar no local de um restaurante ou uma padaria no lugar de uma farmácia", afirma o professor.

Arriscando contra a lenda

E aí, você já tem coragem para abrir um negócio em um ponto azarado e desenterrar de vez a caveira de burro de lá? Carlos Munhoz explica que se, estrategicamente, o ponto for bom para a empresa, vale a pena sim investir nele – mesmo com toda a má fama. Isso requer apenas alguns cuidados. "Se o prédio tem as condições adequadas ao empreendimento, vale a pena usar os pontos fortes para minimizar as fraquezas. Contudo, é imprescindível que haja um plano de ação que tenha a correta percepção da dimensão do 'estigma' – pois, se ele for ignorado, decerto a empresa será prejudicada", afirma o professor.

Mas se, mesmo fazendo tudo certo, o negócio ainda não vingar, não tem jeito: só benzendo!



Dica do dia



Israel cria "superplanta" que pode ajudar a combater a fome mundial

O professor de biologia descobriu a planta por acaso, em seu jardim




O professor de biologia Shimon Gepstein, da Technion University, de Haifa, foi pioneiro em uma pesquisa que pode representar um grande avanço no fornecimento mundial de alimentos. Ele descobriu a característica de suas plantas geneticamente modificadas quando esqueceu de regá-las por algumas semanas. Referenciadas pelos pesquisadores como “superplantas”, elas não apenas sustentam a produção do hormônio "citocinina", que previne o envelhecimento e facilita a fotossíntese contínua, como exigem menos água para seu crescimento.

“Essas plantas conseguem sobreviver a secas, conseguem ficar até um mês sem água e, mesmo que sejam regadas, precisam de apenas 30% da quantidade de líquido que plantas normais necessitam”, explica Gepstein, que acrescenta: “Os vegetais e as frutas agora duram o dobro e, às vezes, três vezes mais, após serem cortados, caso venham de plantas geneticamente modificadas. Colhi uma alface modificada e está levou 21 dias até começar a ficar amarronzada, enquanto que alfaces normais já ficam ruins em cinco ou seis dias”.

Já que as superplantas vivem mais, geram safras maiores, o que pode ajudar inúmeros países que atualmente vem sofrendo com a escassez de água e com a falta de alimentos causadas pelas secas. De acordo com o Programa Alimentar Mundial, “desastres naturais, como enchentes, tempestades tropicais e longos períodos de seca estão aumentando — com consequências calamitosas para a segurança alimentar dos países pobres e em desenvolvimento. A seca é hoje a causa mais comum da escassez de comida no mundo. Todos os anos, secas recorrentes causam prejuízos em safras e perdas pesadas na pecuária, em partes da Etiópia, da Somália e do Quênia. Em muitos países, mudanças climáticas estão amplificando condições naturais já adversas por natureza”, lembra o pesquisador.

“Descobrimos que depois de um mês sem serem regadas, elas estavam tão bem quanto se tivessem recebido água, e assim poderíamos levar suas sementes para zonas áridas, onde há riscos de secas severas, e alimentar a população. Apesar de toda a conotação negativa que a expressão “geneticamente modificado” carrega, posso afirmar que essas plantas não são perigosas para a saúde humana, pois nós as alteramos utilizando seus próprios componentes, nada foi adicionado a elas”, conclui Gepstein.



sexta-feira, 1 de novembro de 2013

BMW deverá indenizar família do cantor João Paulo em mais de R$ 500 milhões

O sertanejo faleceu em 1997 no auge da carreira, após capotar uma BMW modelo 328i na Rodovia dos Bandeirantes




Em setembro de 1997, o sertanejo José Henrique dos Reis, conhecido pelo pseudônimo João Paulo faleceu após perder o controle e capotar uma BMW modelo 328i na Rodovia dos Bandeirantes. O sertanejo vivia o auge da carreira e formava dupla com o cantor Daniel. A família do artista acusou a montadora de falha: o pneu dianteiro do veículo teria estourado e causado a perda controle.   

Na última terça-feira (29), o juiz Rodrigo Cesar Fernandes Marinho, da 4.ª Vara Cível de São Paulo decidiu pela condenação da BMW. A empresa deverá pagar indenizações de R$ 150 mil para a esposa e a filha do cantor, além de uma pensão de dois terços da renda média de João Paulo na época do acidente; os valores passarão por correção monetária. De acordo com o advogado Edilberto Acacio da Silva, que representa a família do cantor, o valor que a BMW deverá pagar a família poderá chegar a mais de R$ 500 milhões. 

 Essa decisão reverte a visão anterior da Justiça, que em 2003 absolveu a BMW de responsabilidades no acidente. "Não há como se descartar a possibilidade de defeito atribuído à fabricação da roda, do pneu ou do sistema de roda/pneu (...) que constituiu a causa inicial do acidente”, escreveu o magistrado na sentença.   

Em nota, a BMW afirmou que não concorda com a decisão e que deverá ser questionada por meio de de recurso de apelação junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo. "Como de costume, a BMW do Brasil compromete-se a tratar do assunto com transparência", declarou a empresa



Ashton Kutcher, ex-Steve Jobs, é contratado como engenheiro de produto da Lenovo

Ator não é o primeiro famoso a ser contratado por uma empresa de tecnologia




O ator Ashton Kutcher, que atualmente trabalha na série de TV Two and a Half Men, foi contratado como engenheiro de produto da Lenovo, conforme anúncio da companhia nesta quarta-feira (30). O ator interpretou recentemente Steve Jobs na película biográfica do empreendedor que fundou a Apple -- empresa rival da Lenovo, em certos aspectos.

"Em seu novo papel como engenheiro de produto da Lenovo, Kutcher trabalhará com as equipes de engenharia da empresa em todo o mundo, para desenvolver e comercializar a linha de tablets Yoga, trazendo sua contribuição sobre o design, especificações, software e cenários de uso", informa o release.

Kutcher -- que estudou engenharia bioquímica na Universidade de Iowa -- também é conhecido por ser investidor de empreendimentos de base tecnológica, como a Skype, Foursquare e Spotify, além de co-fundador da A-Grade Investments. "Mal posso esperar para mergulhar fundo e ajudar a Lenovo a desenvolver dispositivos móveis de navegação, começando pelo Yoga Tablet", afirmou Ashton Kutcher.

"A Lenovo tem tudo a ver com inovação e forte liderança. O empreendedorismo faz parte do DNA da empresa - e eu não poderia querer uma combinação melhor", diz. A Lenovo não divulgou as condições financeiras da parceria, que deve durar "vários anos".

Contratar famosos como empregados não é uma prática nova entre as gigantes da tecnologia. Exemplos recentes incluem Alicia Keys (diretora de criação da BlackBerry); Lady Gaga (diretora de criação da Polaroid) e Will.i.am (diretor de inovação da Intel).



Dica do dia



Conheça o mistério por trás das fotos de girafas no Facebook

Quem aproveitou a oportunidade para se divulgar foi a rede de fast-food Giraffas, cedendo imagens para aqueles que entraram na brincadeira e precisam atualizar o perfil




As fotos de girafas que estão aparecendo nos perfis dos usuários do Facebook começaram a se alastrar graças ao desafio lançado pelo vlogger Andrew Strungnell.

A corrente começa assim: "Eu tentei responder a uma charada e errei. Agora eu te desafio! Se você matar a charada, você mantém a sua foto de perfil. Se errar, você tem que trocar sua foto por uma de girafa, por três dias. Não vale responder no feed, tem que enviar a resposta pelo chat senão você entrega a resposta de bandeja e não tem graça!"

E a charada é a seguinte: "São 3h da manhã, alguém bate à porta da frente e você acorda. Visitas inesperadas, são seus pais e eles querem café da manhã. Você tem geleia de morango, mel, vinho, pão e queijo. Qual a primeira coisa que você abre? Lembre-se... A resposta tem que ser enviada via chat... Se você acertar, eu comento aqui e coloco seu nome... Se errar, você tem que trocar a foto do perfil... Por uma girafa!"

Ao que parece, muitos usuários do Facebook não sabem a resposta certa, pois tem muita girafa online na rede social. Quem aproveitou a oportunidade para se divulgar foi a rede de fast-food Giraffas, cedendo imagens de seus mascotes para aqueles que entraram na brincadeira e precisam alterar sua foto do perfil.

Você ficou curioso para saber a resposta correta do enigma? Vamos te dar uma dica: o que você “abriu primeiro” para LER esta matéria?