terça-feira, 16 de maio de 2017

Momento do ADM Concursos Públicos - O paradigma da administração patrimonialista




A Administração Pública, em sua constituição histórica, sofreu as influências de uma monarquia escravista, na qual o Estado era uma extensão do soberano e seus auxiliares possuíam a posição de uma nobreza servil e favorecida.  

Neste tipo de Administração Pública, os cargos eram prebendas ou sinecuras (cargo ou ocupação dadas de favor, rendosas e que não exigem trabalho). A coisa pública (res publica) não era diferente da coisa privada. Foi o período da Administração patrimonialista, em que buscava-se, pelo cargo, aumentar o próprio patrimônio e não cuidar do patrimônio público, como seria naturalmente esperado. A corrupção e o empreguismo de parentes, o nepotismo eram quase habituais e  feitos sem constrangimentos.  

Tal comportamento, “hoje considerado um escândalo”, não o seria tanto naquela época, onde só os escravos trabalhavam e as pessoas “de bem”  mandavam ou tinham trabalhos de fachada. Os moços iam estudar na Europa, onde conheciam a civilização e um ou outro livro, voltando para as fazendas, onde os coronéis logo lhes conseguiam, com alguém, o favor de um cargo público. É claro que havia aquela classe média e pobre que trabalhava, comerciantes, professores, escriturários, operários, etc. No entanto, a classe dominante  se apoderava dos cargos políticos e da Administração Pública, fazendo desenvolver o clientelismo: a prática de obter favores. 

O Estado constituiu-se, nestes primeiros momentos, como uma instância superior, favorecedora e provedora, quase um pai para os filhos de brasileiros bem apessoados, criando-se valores culturais que favoreciam a passividade e a dependência, a expectativa de que tudo deveria ser provido pelo Estado. A vida administrativa  acabou por  atender a necessidade de absorver o excedente de mão-de-obra, crescendo de forma artificial, vinculando-se aos mecanismos de trocas políticas para legitimá-lo. Este elemento histórico fez com que às suas atribuições normais fossem somadas funções vicárias (que se fazem por delegação de outros, conto do vigário) e compensatórias (patrimoniais). 

Cabia à Administração Pública encarregar-se do aparelho do Estado, fazendo o trabalho necessário, sendo que um deles, era o de prover empregos e cargos públicos para a elite e seus indicados. 

Momento do ADM, Prof. Tânia Lúcia Morato Fantini - 16 de maio 2017.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Como contratar um estagiário




A contratação de estagiários é uma estratégia importante no ambiente organizacional de muitas empresas, além de ser  um bom investimento.  Um dos grandes desafios da contratação de  estagiários é mantê-los na empresa, pois a rotatividade costuma ser comum. Para minimizar a perda de talentos é interessante que a empresa invista na formação do estagiário e ofereça perspectivas claras em relação a plano de carreira. Por isso, é recomendado que metas sejam estabelecidas, para que o estagiário cumpra, desde modo seu desempenho pode ser avaliado, e dependendo de seu desenvolvimento, a oportunidade de contratação. 

"Investir em um universitário traz a vantagem de poder moldar seus colaboradores de acordo com as necessidades e o perfil da empresa. Além disso, o estagiário, interessado em investir em sua carreira e motivado, pode colaborar muito para o crescimento da empresa. Com a definição do perfil adequado e no ambiente propício, o estagiário pode oferecer novas ideias sobre o negócio." (Sebrae,2016)

Abaixo algumas vantagens e características da contratação de estagiários:

Vínculo empregatício

As contratações de estagiários não são regidas pela CLT, desta forma, não incidem encargo social algum sobre estas contratações previstos em lei, o estagiário não entra na folha de pagamento.

Quem pode ser estagiário?

Estágio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam frequentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos.(art. 1º da Lei nº 11.788/2008).

Termo de Compromisso de Estágio (Contrato de Estágio)

No Termo de Compromisso é necessário constar todas as cláusulas que nortearão o contrato de estágio, tais como:

  • a) dados de identificação das partes, inclusive cargo e função do supervisor do estágio da parte concedente e do orientador da instituição de ensino;
  • b) as responsabilidades de cada uma das partes; Nova Cartilha Esclarecedora sobre a Lei do Estágio Lei 11.788, de 25 de Setembro de 2008 28 9 Nova Cartilha Esclarecedora sobre a Lei do Estágio Lei 11.788, de 25 de Setembro de 2008
  • c) objetivo do estágio;
  • d) definição da área do estágio;
  • e) plano de atividades com vigência; (parágrafo único do art. 7º da Lei nº 11.788/2008);
  • f) jornada de atividades do estagiário;
  • g) horário da realização das atividades de estágio;
  • h) definição do intervalo na jornada diária se for o caso;
  • i) vigência do Termo de Compromisso de Estágio;
  • j) motivos de rescisão;
  • l) concessão do recesso dentro do período de vigência do Termo de Compromisso de Estágio;
  • m) valor da bolsa, nos termos do art. 12 da Lei nº 11.788/2008;
  • n) valor do auxílio-transporte, nos termos do art. 12 da Lei nº 11.788/2008;
  • o) concessão de benefícios, nos termos do § 1º do art. 12 da Lei nº 11.788/2008;
  • p) número da apólice e a companhia de seguros.


Vamos à contratação: 

Escolhendo a universidade/escola

Identificar a universidade/escola ou órgão interveniente, como por exemplo: CIEE- Centro de Integração Empresa-Escola, a fim de que seja feita a contratação.

Contrato

Celebrar o contrato entre empresa-estagiário-escola, cumprindo os requisitos previstos em Lei, e em conformidade com o prazo desejado, observando limite legal.

Benefícios

A empresa poderá fornecer ao estagiário alguns benefícios, tais como: vale-transporte, auxílio-alimentação, assistência médica, dentre outros, sem que com isso seja configurada a relação de emprego. Essa oferta, inclusive pode motivar os estagiários, uma vez que ajuda a compensar o salário, reduzido em comparação ao de um funcionário padrão.

Momento do ADM, Adm Suelen Accioly - 15 de maio 2017.



domingo, 14 de maio de 2017

Tipos, nichos e o que é Coaching...

Quais são os tipos, alguns nichos, o que é Coaching e como está o mercado são assuntos abordados por Geronimo Theml neste artigo.



Uma das carreiras que mais cresce no mercado em todo o mundo! Assim podemos definir o cenário no Brasil ou mesmo no exterior nos mais diversos tipos e nichos de atuação do profissional de Coaching.

Mercados e oportunidades não faltam nessa área, justamente por ser algo que realmente conquistou a atenção das pessoas por meio de metodologias inovadoras e resultados surpreendentes.

Para quem não sabe, o Coaching pode ser definido como uma metodologia que capacita e desenvolve pessoas no âmbito profissional ou pessoal. O Coaching promove mudanças significativas, positivas e duradouras em um curto espaço de tempo com resultados prolongados e que elevam o cliente, também chamado de Coachee, de um estado atual para outro patamar desejado.

Aumento de confiança, quebra de barreiras que limitam o aprendizado e o crescimento, autoconhecimento para desenvolvimento máximo do potencial de cada um… O profissional de Coaching, também conhecido como Coach, pode atuar em diferentes frentes!

Tipos de coaching, quais são?

Quando pensamos em tipos de Coaching e também em nichos de Coaching, não podemos nos esquecer das três principais divisões que caracterizam a atuação de um profissional de Coaching: Personal Coaching (Coaching Pessoal), Life Coaching (Coaching de Vida) e também o Executive e Business Coaching.

O Personal Coaching (Coaching Pessoal) é aquele profissional que irá atuar com proximidade do indivíduo para desenvolver seu máximo potencial em diferentes áreas da vida da pessoa, ou seja, do trabalho ao âmbito familiar. Assim como ocorre com um personal trainer que determina exercícios físicos e metas particulares de acordo com a necessidade da pessoal, o Personal Coaching analisa a condição da pessoa, seus medos e barreiras, observa oportunidades ao redor do Coachee e propõe estratégias para que seus sonhos sejam alcançados com objetividade, rapidez e eficácia.

Já o Life Coaching, ou também chamado de Coaching da Vida, é aquele profissional que irá compreender todos os aspectos da vida da pessoa em busca de soluções práticas para que a mesma alcance a felicidade em relacionamentos familiares, de amizades, sociais, no trabalho, na saúde entre outros. O Life Coaching busca o equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal, justamente para que as conquistas no trabalho ou na vida influenciem nas duas vertentes.

Dentre os tipos de Coaching, o Executive e Business Coaching é voltado ao desenvolvimento das potencialidades profissionais da pessoa, ou seja, este profissional de coaching irá trabalhar lado a lado da pessoa para que ela desenvolva suas capacidades de trabalhar melhor, crescer na carreira ou mesmo mudar de área e conquistar o sucesso profissional em setores diferenciados. O objetivo é que o sucesso venha acompanhado de realização pessoal, ou seja, que o Coachee trabalhe feliz e tenha prazer em executar aquela atividade ao longo da vida.

Nichos de coaching: onde o profissional de coaching pode atuar?

O Coach pode atuar na área de Relacionamentos, de Família, Atletas, Adolescentes, Crianças, Sucesso, Comunicação, Vendas, Liderança, Energia, Negócios, Financeiro, Aposentadoria, Crises e Transições, Carreira, Coach Espiritual, Emoções, Superação, Transformação, Novos negócios, Gestores, Férias, Orientação Profissional, Carreira, Planejamento, Empreendimento e Emagrecimento… ufa e tenha certeza que ainda não acabou.

Vale lembrar que novos nichos podem surgir a qualquer momento e revelam as inúmeras possibilidades de crescimento profissional. Os nichos citados acima são baseados nos 3.500 alunos do programa Profissão Coach que eu atendi até hoje!

Para ter nicho, preciso ser especialista no nicho escolhido?

É fundamental você ter um nicho, se você tem um nicho, você conversa diretamente com a pessoa. A sua comunicação com o Coachee vai ser muito mais assertiva e isso vai facilitar todo o processo. O Coach não precisa ser especialista em determinado nicho. Ele precisa ser especialista em fazer a pessoa alcançar o que ela quer para a vida dela.

É claro que facilita se você for um especialista, por exemplo, um jogador de futebol profissional que foi campeão mundial… possivelmente ele vai ter mais autoridade para ser um Coach esportivo do que um cara que nunca foi do meio esportivo. Percebe a facilitação de entrada no mercado e não a necessidade de ser um especialista?

Como escolher o nicho para atuar como Coach…

Agora sim… você já leu sobre Coaching, os tipos, os nichos e agora, como escolher o nicho adequado para você atuar. Já posso atentar você sobre a fase inicial. Lá, tudo é muito massa e realmente é uma fase gostosa de viver, sempre aprendendo alguma coisa nova. Só que você tem que pensar a longo prazo na sua carreira.

Imagina assim: possivelmente você vai ficar anos trabalhando com isso e aí é preciso que seja algo que você tenha prazer de evoluir, participar de vários eventos, buscar novos conteúdos, inovação e ter paciência de testar. Você precisa ter prazer pra evoluir cada vez mais naquele nicho.

O ponto é… o nicho que você deve escolher é o nicho que você tem paixão em trabalhar! Mas aí pode ser que você não saiba em qual ponto que você tem paixão. Beleza, então bora achar sua paixão.

Uma das formas de achar sua paixão é olhar para sua biblioteca dentro de casa, que tipo de livro você tem dentro da sua casa? Ou quando você vai em uma livraria, à toa, passeando, que tipo de sessão você frequenta? Vou dar o exemplo do meu caso pra você conseguir visualizar melhor. Toda vez que eu ia em uma livraria durante os 23 anos que fui envolvido no meio do direito, eu não ia pra seção de direito. Ia direto na seção de desenvolvimento pessoal, empreendedorismo e outras. Percebe? Tava claro que direito não era a minha paixão.

Em que sessões você vai nas livrarias? Que tipo de revista você costuma ler? Às vezes, a sua paixão está mais clara do que você imagina, você só não tem a coragem de assumir. Define a sua paixão e vai, caminha os próximos 20 metros em direção ao que você determinou para sua vida!

Se fez sentido pra você e ficou curioso pra saber como é Viver de Coaching, o link é esse: http://bit.ly/viver-de-coaching-como-e

Momento do ADM, Geronimo Theml - 14 de maio 2017.


sábado, 13 de maio de 2017

Como usar o LinkedIn para ter sucesso com Vendas e Marketing

O melhor de tudo, o LinkedIn torna mais fácil criar uma abordagem de marketing personalizado, 1-to-1 em qualquer nicho que você possa imaginar.



Aqui apresento algumas estratégias comprovadas para você seguir, se você quiser vender seus produtos e serviços, para os 500 milhões de profissionais que o LinkedIn reúne.

Para começar: a oportunidade de vender seus produtos e serviços temáticos -B2B no LinkedIn continua a crescer à todo instante. Com cerca de 500 milhões de membros em 200 países, e com 2 novos membros que se juntam à plataforma a cada segundo, o LinkedIn tem um público muito distinto (e cativo) de profissionais.

A fim de captar o seu tempo, interesse e atenção, é preciso evitar alguns paradigmas, como por exemplo, que a rede é apenas conhecida por (caça de trabalho e currículos on-line) e assim tomar uma abordagem muito diferente.

O que segue são cinco estratégias específicas que vejo para tomar a partida na venda de seus produtos e serviços no LinkedIn.

Estratégia 1: Conteúdo = Moeda

Você deve ganhar o tempo, atenção e interesse das perspectivas que você descobre no LinkedIn. Criação e compartilhamento livre, criar um conteúdo valioso que ajuda uma audiência de nicho, resolver alguns dos seus maiores problemas profissionais, é como você irá se diferenciar da concorrência.

Além disso, o conteúdo tornou-se a moeda do mercado on-line de hoje. Se você quiser “comprar” o tempo, atenção e interesse de seus clientes potenciais e ideais no LinkedIn, você deve criar um conteúdo que será de interesse intenso (e de muito valor) para eles.

Estratégia 2: não reivindicamos. Demonstramos.

Qualquer um pode reivindicar autoridade — especialmente online. Há tempos que parecem que todos, de todos os lados, uma ou outra pessoa denomina-se um “guru”, “ninja” ou qualquer outra coisa.

Para realmente ganhar a confiança de alguém, você deve demonstrar autoridade. Seu conteúdo livre, prova para as pessoas que você é o especialista, que você pode realmente ajudá-los a alcançarem os seus objetivos e que por você valeu a pena ter dado o seu tempo, interesse e atenção, ou seja, foram conquistados.

Estratégia 3: suas perguntas = quantidade de confiança ganhada.

Longe vão os dias onde éramos capazes de simplesmente fazer uma nova conexão pelo LinkedIn para saborear um café ou fazer um call por 15 minutos.

Em vez disso, você tem que ganhar a oportunidade. As pessoas são muito ocupadas, fato (mas devemos enfrentá-las, trazendo-as aos nossos interesses e nossos próprios desafios!) Apenas para conquistar o seu tempo e atenção.

Além disso, quanto maior a sua “admiração” por alguém, mais confiança você tem que ganhar.


Por exemplo, você não pode pedir a alguém para casar com você no primeiro encontro, e você não pode pedir a alguém para comprar assim que você se conecta e troca algumas palavrinhas pelo LinkedIn.

Em vez disso, o seu “pedir” deve estar sempre em proporção direta com a quantidade de confiança que você ganhou com a outra pessoa até aquele ponto no relacionamento.

Estratégia 4: As Riquezas estão nos nichos.

Seu conteúdo no LinkedIn deve ser hiper-focado em um nicho de audiência, ao ponto de incluir seu cargo ou o nome do setor no título de seus posts e artigos.

Digamos, por exemplo, que você quer vender serviços de marketing de vídeo on-line. E que um dos seus mercados-alvo sejam os quiropráticos.

Pelos dados do motor de busca e membros internos incríveis do LinkedIn, você poderá encontrar instantaneamente e facilmente inúmeros quiropráticos para se conectar.
E, assim como qualquer outra pessoa, esses quiropráticos vão querer sentir como se realmente podem “preparar” a sua indústria e assim tentar resolver todos os desafios e problemas que enfrentam em sua base diária.

Isso significa ter o que eu chamo um perfil voltado para o cliente, um que atende a quiropráticos e inclui estudos de casos e depoimentos de outros quiropráticos que conseguiram atingir os seus objetivos.

Então, uma vez que você começou a se conectar com eles , você já pode e deve começar conversando com quiropráticos pelo LinkedIn. Assim você pode “ganhar” mais do seu tempo e atenção através da partilha de conteúdo livre, dicas e exemplos de seus vídeos com eles.

Estratégia 5: Notícias são tudo.

Agora, você pode criar a maior parte do conteúdo no mundo, mas se o título é confuso, chato ou sem inspiração, ninguém vai consumi-lo!

No LinkedIn, a fórmula de um título para o seu conteúdo ideal deve ser: “Público Alvo Nome + Seu Serviço+ Benefícios que querem” .

Aqui está um exemplo forte: “3 maneiras Quiropráticas que podem alavancar o vídeo on-line para reter novos pacientes”

Quiroprático = Público-alvo

Vídeo on-line = Seu Serviço

Novos pacientes = Benefícios que eles querem

Nota: Seu conteúdo não deve ser escrito como uma carta de vendas ou propaganda, mas sim como um guia informativo, útil e estratégico de como esse público-alvo poderia usar o serviço que você está falando para alcançar um dos benefícios que eles querem.

Um plano para o sucesso

Se você seguir as estratégias descritas neste post, você vai se diferenciar de seus concorrentes no LinkedIn por ser claro, hiper-focado e personalizado. Através de seu conteúdo, você vai demonstrar sua perícia e confiança construída sem ter que ser um vendedor de carteirinha, desprezível, chato ou mais um spam no processo.

O melhor de tudo, o LinkedIn torna mais fácil criar uma abordagem de marketing personalizado, 1-to-1 em qualquer nicho que você possa imaginar.


Quando você tomar todos esses elementos juntos, e combiná-los com a incrível quantidade de perspectivas baseadas sobre o LinkedIn, torna-se fácil de vender seus produtos e serviços na plataforma.

LinkedIn Linkedin Marketing Linkedin Profile Linkedin Free Marketing Personal Growth
Neto Angel RP

Curriculum Marketing Digital — Growth Hacker — Relações Públicas netoangelrp.strikingly.com/ Neto Angel; Portfólio; Valores; Expertises; MATCH by @netoangel

Momento do ADM, Neto Angel - 13 de maio 2017.


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Qual o segredo para alcançar o sucesso?

Não importa onde você está neste momento, o que importa é saber aonde você quer chegar. Saber que tendência não é destino, como nos ensinou o microbiologista René Jules Dubos.



Tenho aprendido uma lição  clara e muito simples: se eu quero ter uma vida mais qualificada, se eu quero aproveitar as coisas boas do mundo, se eu quero seguir por caminhos mais decentes, eu posso! E eu não tenho dúvidas de que você  também pode. Não importa onde você está neste momento, o que importa é  saber aonde você quer chegar. Saber que tendência não é destino, como nos ensinou o microbiologista René Jules Dubos.

Não nasci com  vantagens e nem com dons especiais. E penso que a maioria de quem é  referência de sucesso em suas áreas, também não nasceu. No entanto,  quando vemos uma pessoa vitoriosa com um sucesso sólido e duradouro,  acreditamos que essa pessoa nasceu com vantagens e dons especiais, não é mesmo?! Temos a tendência de vê-la como alguém que possui uma  inteligência e criatividade superior.

Mas, você já parou para  analisar o que levou essa pessoa ao topo? Foi sorte, talento, esforço,  ou foi o destino? O que te levou ao lugar em que você está ou te impediu de chegar aonde sonhou estar?Volto a te dizer o que disse René Jules  Dubos, tendência não é destino. O topo é um lugar para pessoas que não  se descuidam. É um lugar que só é alcançado por pessoas que um dia  fizeram uma grande escolha: não desistiram de alcançar seus objetivos.  Pessoas que sabem que seus resultados, tantos os negativos quanto os  positivos, são produzidos por elas mesmas. E se são elas que produzem  seus resultados, elas também podem mudá-los.

Estude as biografias das pessoas que você admira. Veja o que elas fizeram para alcançar seus objetivos. Descubra como elas reagiram diante das quedas, dos desafios, dos obstáculos. Você vai descobrir que todas elas não esperaram a sorte agir em suas vidas. Elas escolheram como agir diante das circunstâncias adversas que encontraram pelo caminho. E é essa a provocação que te faço. Não importa muito qual a situação em que você se encontra, você  sempre terá a liberdade de escolher como irá agir.

Não há como  negar que o destino tem influência na trajetória da nossa vida. Tem coisas que não dependeram de nossas escolhas. Mas todas aquelas que  escolhemos fazer diferença, que escolhemos não desistir, influenciamos  de maneira extraordinária o resultado final que obtivemos. Certamente você já passou por esta experiência. Todo sucesso que você alcançou em  determinado momento de sua vida, exigiu de você uma extraordinária  superação.

E você acredita em destino? Sabe o que é? Em termos  gerais, destino significa determinar ou fixar por antecipação. Então se  você acredita neste significado, você alimenta a crença de que suas ações são predeterminadas antes de nascer, ou em qualquer outro momento  da vida, por uma força sobrenatural, fora do seu controle. Ou em outras  palavras, se você está aonde está, foi porque o destino quis assim. Mas  até onde essa versão corresponde com a verdade?

É certo que o  papel do destino é inegável, mas também é inegável que sempre há uma  gama de opções que nos dá a oportunidade de agir sobre o destino. Foi o  que eu fiz e certamente foi o que a maioria das pessoas que mudaram  radicalmente a trajetória de suas vidas fizeram. Assim como elas, descobri que eu posso fazer minhas escolhas e que o meu destino é  definido pelo poder das escolhas.

Poder escrever este texto,  saber aonde eu cheguei e até onde eu posso ir, significa que o destino, por si só, não é um fator determinante nos resultados que obtemos na vida. A maneira como nos relacionamos com o destino é que determina  nossos resultados. A maneira como assumimos o controle de nossa vida e  como fazemos nossas escolhas é que determina como queremos que seja o resultado de nossas ações e se seremos bem-sucedidos.

Valdimar Souza, formado em administração, especialista em Liderança e Gestão Organizacional e  Ouvidor no Instituto de Pós-graduação e Graduação – IPOG.

Momento do ADM, Valdimar Souza - 12 de maio 2017.


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Líder que fala, líder que cala

Um dos grandes desafios de um líder é não falar demais, e nem de menos! Então, como encontrar o equilíbrio?



Tem o líder que fala demais. Sou um deles. Estou em recuperação, como um adicto tentando “não fazer, só por hoje”.

É muito tentador, para o líder que se acha experiente, fazer com que as pessoas ouçam suas palavras “tão sábias” por horas.

É muito difícil, para o líder servidor, resumir orientações, pois é tão gratificante ser útil!

É muito prazeroso, para o líder vaidoso, ouvir a própria voz.

Queria dizer que sou só o segundo tipo, mas a verdade é que sou um pouco dos três, infelizmente.

Daniel Kahneman, aquele psicólogo que ganhou um Nobel de Economia, diz que normalmente somos mais seguros de nossas verdades do que deveríamos ser, pois cristalizamos nossas opiniões rápido demais. E é justamente quando nos mostramos tão cheios de verdade que ninguém nos ouve. Pior é quando o líder está irado e resolve falar sem filtro. Inacreditável ver que ainda há líderes (líderes?) que gritam, humilham ou ridicularizam o funcionário; que são bélicos com todos e por tudo, em um exercício egóico que só termina em duas situações:

a) quando são demitidos (sempre injustamente, segundo eles, pois são tão geniais) ou 
b) quando ficam doentes por conta do maior vilão, o stress. Ficam doentes muitas vezes por não encararem a vida com mais leveza.

Sêneca já dizia que o melhor remédio para a fúria é o adiamento, o tempo.

Mas entre os líderes fracos silenciosos que ficam em cima do muro e os gênios agressivos, deve haver o caminho do meio – que é meu caminho preferido, apesar de nem sempre encontrá-lo, por ele ser o mais escondido e íngreme.

Os monges budistas ensinam a praticar a escuta compassiva, aquele exercício de REALMENTE só ouvir com atenção, sem ter necessariamente de dizer nada sábio. Quando não nos sentimos obrigados a dizer algo genial, quem sabe escutamos o que o outro tem a dizer. Santa Teresa D´Ávila também pedia a Deus para não envelhecer ocupando os ouvidos das pessoas com relatos detalhados sobre tudo, principalmente reclamações.

Ousadia minha misturar aprendizados de um monge budista e uma santa católica, para aprender a hora de ouvir e de falar, de silenciar e de se posicionar. Mas talvez a sabedoria esteja em algum lugar desta mistura, esteja na diversidade de perspectivas sobre o que é viver neste mundo.

O bom líder poderia dizer mais vezes: “não sei decidir sozinho e por isso quero ouvir a todos para decidirmos juntos ao final da conversa, já que o assunto é complicado”. Isso é digno, é honesto, é humano. Bem difícil para quem se sente pressionado a dar a “melhor resposta” e não entende que o oposto do conhecimento não é a ignorância, é a busca. Quando o líder se mostra como aquele que também busca, todos se conectam, se juntam pela causa. E a “melhor resposta” é a mistura do que todos falaram, do que foi ouvido, e dos silêncios.

Como disse o dramaturgo francês Victor Hugo: as palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade.

Nós, líderes, não podemos ajudar a criar as tempestades só para depois nos sentirmos heróis ao juntar os escombros. Precisamos compreender e nos apaixonar pela causa, identificando novas causas - sem ficarmos eternamente mergulhados nas tarefinhas do dia a dia, que nos fazem sentir tão úteis – mas nos tornam tão irrelevantes para a empresa e para as pessoas.

Precisamos compreender e nos apaixonar por gente, sem ficarmos eternamente mergulhados nos julgamentos do dia a dia, que nos fazem sentir melhores que os imperfeitos – e muito mais irrelevantes para a empresa e para as pessoas.

Devíamos errar, acertar, desaprender e reaprender – tudo na frente, tudo junto deles, do time. Talvez assim tenhamos um time de gente - e não de super heróis com um enorme trabalho diário pra esconder uns dos outros as suas falhas.

Devíamos trabalhar para conquistar o mais difícil dos oxímoros: o silêncio que possibilita a eloquência, e a eloquência que possibilita a reflexão silenciosa.

Momento do ADM, Rosangela Souza - 11 dee maio 2017.


quarta-feira, 10 de maio de 2017

Coisa para se pensar antes de uma entrevista

Monitoramento estratégico sobre seus valores e sobre os valores da organização antes do momento da entrevista de emprego.



Se você irá se submeter a uma entrevista de emprego, estágio ou trainee, as dicas a seguir irão ajudá-lo a construir uma perspectiva positiva e também a desvendar alguns dos segredos dos processos seletivos.

Comece criando uma lista de requisitos, objetivos e prioridades associadas ao cargo ou posição e use-a como um guia para criar perguntas específicas relacionadas aos tópicos citados abaixo.

Pesquise a descrição do trabalho e o perfil da empresa completamente. Estas informações podem muitas vezes ser encontradas no próprio site da empresa. Desenvolva uma lista de respostas possíveis e também crie suas próprias perguntas a fim de se informar sobre o papel e as responsabilidades a serem preenchidas.

Tópicos importantes a serem listados:


O que você aprendeu em seu trabalho anterior? 

Você pode identificar realizações significativas que destacam seus talentos, habilidades e capacidades? 

Como pode este conhecimento e experiência ser aproveitados para desenvolver o seu sucesso futuro?

O que você aprendeu com seus erros?

Você pode identificar decisões ou circunstâncias que pode mudar se lhe for dada outra oportunidade? 

Como esse conhecimento pode ser aplicado para mitigar os riscos futuros?

O que você aprendeu com suas experiências do antigo setor? 

Você pode identificar experiência pessoal e perspectivas que o fazem único? 

Quais são suas vantagens estratégicas?

O que você aprendeu de outras pessoas? 

Você pode identificar habilidades ou conhecimentos que adquiriu de outros especialistas, colegas ou mentores?

O quanto você está disposto e capaz para aprender com a experiência dos outros?

O que você tem ensinado as outras pessoas? 

Você pode identificar habilidades específicas, a motivação ou a direção que você tenha compartilhado para influenciar positivamente os outros? 

Você está disposto a partilhar o seu conhecimento? 

Como você descreveria a sua ética de trabalho?

Contextualizando tais questionamentos, Cada indivíduo é uma mistura única de talentos, habilidades e experiências. Traços de caráter podem ser adquiridos ou aprendidos ao longo de nossa infância, educação e carreiras.

Estes traços de caráter podem contribuir para o sucesso, reduzir o risco e ser usados para melhorar o ambiente que nos rodeia. Por exemplo, uma pessoa pode ter experiência em forma de realizações anteriores ou erros que não foram experimentados por outro, criando significativamente diferentes perspectivas.

Em alguns casos a disparidade pode estar relacionada com hábitos de trabalho ou traços de personalidade que foram aprendidas quando criança e não é facilmente modificados ou influenciados no ambiente de trabalho.

Estes conflitos podem ser atenuados com uma melhor compreensão da experiência que molda a perspectiva do outro.

Como uma mistura única de talentos, habilidades e experiência, você tem a oportunidade de compartilhar algo de si mesmo com aqueles que o rodeiam. Em troca, você tem uma oportunidade incrível para desenvolver continuamente o seu conhecimento pessoal, aprendendo com as experiências únicas daqueles ao seu redor.

O que você faz com essas oportunidades irão moldar seu personagem e seu potencial para o futuro. Esses são alguns dos segredos dos processos seletivos.


"É interessante notar que, enquanto alguns golfinhos são relatados para ter aprendido Inglês - até cinqüenta palavras usadas no contexto correto - nenhum ser humano foi relatado para ter dolphinese aprendido." (Carl Sagan)


Momento do ADM, Ségio - 10 de maio 2017.