sábado, 18 de junho de 2016

Os 4 Cs para competir com criatividade e inovação na carreira




A empregabilidade é hoje a maior preocupação dos profissionais, colocando à prova a competência deles no que diz respeito à melhoria de processos internos, produtos, serviços, processos operacionais. Todas essas questões exigem do profissional uma das competências mais avaliadas diariamente que é a criatividade e Inovação.

E sempre que estou em treinamentos e palestras ouço a mesma coisa: “Como faço para ser mais criativo, como faço para inovar? Preciso disso para ser mais competitivo.”

A demanda é tamanha que acabei escrevendo um livro sobre isso, como objetivo de fornecer orientações e exercícios de auto-análise, para ativar a criatividade, favorecendo o pensar e agir criativamente, não eximindo a pessoa da responsabilidade de analisar a realidade, aplicando cuidadosamente os conteúdos em funções gerenciais, desenvolvendo equipes e criando mecanismos de desenvolvimento da organização.

Neste artigo gostaria de tocar os “4 C´s”, que a meu ver, precisam de observação e ajustes constantes.

Criatividade e Inovação Pessoal

Hoje, para obter sucesso é necessária além do conhecimento técnico, a habilidade para solucionar problemas, lidar com a diversidade, o que implica na utilização da capacidade criativa, sendo proativo e quebrando paradigmas.

A destruição mental de tudo que já existe é condição primordial para iniciar o processo criativo.

Criar envolve, em primeiro lugar, um rompimento dos paradigmas pessoais e, em segundo, dos sociais. Muitas vezes o criador acaba boicotando a sua própria criação com medo de ser criticado e não reconhecido. Criar é um ato de coragem tanto no âmbito pessoal como social.

Percebo que o primeiro passo é perceber-se enquanto pessoa e o que realmente gosta de fazer, o que faz bem, o que a alma aplaude e acima de tudo o lhe dá prazer. Esqueça o que está do lado, aqueles comportamentos padronizados ou até mesmo aquilo que as pessoas gostariam que você fizesse ou até mesmo fosse. Observe suas principais qualidades e aproprie-se delas.

Na empresa em que trabalha tente romper o comportamento mecanicista apresentando idéias de novos produtos, serviços, melhoria do que você já faz, como também do ambiente organizacional.

Comunicação Assertiva

Como já dizia o Chacrinha: “Quem não se comunica, se trumbica”. Pois é, muitas vezes deixamos de colocar em ação uma idéia ou desejo por medo de não ser aceito, como também por não saber “vender” a idéia.

O primeiro passo é vender para si próprio. Por exemplo, você deseja mudar de carreira. Cabe a pergunta: já elencou todas as vantagens da mudança? Quais as vantagens e riscos? Você se convenceu de que é uma boa saída para a sua situação atual, está amadurecido da decisão e convencido da mudança de emprego ou de profissão?

Se sim vá em frente. Se não, venda acima de tudo para você mesmo e depois para as pessoas que estão ao seu redor. Faça networking e comunique a algumas pessoas a sua decisão.

Prepare-se para vender para seu chefe, desenvolva um projeto detalhado, utilize da sua criatividade, recursos disponíveis, sempre comparando a situação real e a desejada. Mas seja sempre muito claro, expondo o que pensa, o que sente e como vê e sente esta situação.

Cooperação e Comprometimento

Caso você esteja querendo mudar de empresa e isso poderá acarretar resultados tanto para você quanto para as pessoas do seu convívio, compartilhe a decisão, principalmente, se ela afetar diretamente seus familiares, por exemplo. É preciso buscar ajuda. Você poderá obter apoio dos amigos também.

A mesma situação poderá ocorrer se você estiver apresentando uma idéia para seu superior. Uma idéia sem ação é pura ilusão e será preciso buscar parceiros para fazer acontecer. Cada pessoa tem uma inteligência particular e quando se junta a de outras pessoas o resultado é uma criação muito especial. Pense quem pode lhe ajudar a criar algo realmente especial.

Coordenação

Não podemos pensar em liderar as pessoas se somos dependentes, se não lideramos a nós mesmos. Reavalie todas as situações em que você está à frente de algo, coordenando, decidindo e seja honesto consigo. Como disse no começo deste texto analise a realidade. Em que momentos a sua liderança se sobressai?

A clareza de objetivos em relação a sua própria carreira e vida faz com que atinja o que deseja. Fixe metas, prazos, e a forma para conquistá-los. O mesmo poderá acontecer quando apresentar uma idéia ao seu superior e ela for aprovada. É a oportunidade para fazer acontecer juntamente com seus parceiros, aqueles já mencionados no item acima. Mas, sem perder de foco que agora é a sua vez de coordenar, que você está consciente das ações necessárias para isso e que se planejou para tal.

Boa sorte na aplicação dos 4C´s!

Momento do Administrador, Maria Inês Felippe - 18 de junho 2016.


sexta-feira, 17 de junho de 2016

3 razões para fazer com excelência sua gestão empresarial




De fato, muitas empresas não sabem a verdadeira importância da gestão empresarial, seja porque nunca experimentou seus resultados ou porque não fez gerar bons resultados. É fácil dizer o quão importante é a gestão, mas é necessário pensar nas evidencias geradas por ela e quais são seus resultados. Não se acomode com o pensamento do “eu me esforço”, “eu tento”, pois sabemos que se esforçar e tentar não medem e não mediram bons resultados! Seja crítico e discipline-se! 

Dito isto, ressaltamos que a gestão empresarial pode ser considerada como um dos principais fatores de sucesso do empreendimento-mesmo que se tenha confiança de que seu produto/serviço e a demanda do mercado sejam bem mais importantes- a realidade é que esses dois fatores não sustentam a organização sozinhos- precisam estar firmados em uma gestão de excelência. 

Uma boa gestão empresarial retrata a maneira como empresários conduzem sua empresa, o que o permite ser hábil para identificar problemas e de forma estratégica implantar melhorias que farão o negócio mais competitivo no mercado no qual atua, desta forma aumentando o market share, que consiste no percentual de participação no mercado que a empresa tem em seu segmento em termos de vendas de produtos/serviços, e por conseguinte aumentando o faturamento e/ou tornando a empresa mais rentável. 

Existem várias razões para se atentar a uma boa gestão empresarial, todas elas em prol de melhorias contínuas quando feita de forma plena, mas veremos três razões triviais, porém importantes e que precisam ser aplicadas em todos os tipos de segmento. 

1-Produtividade 

Existem resultados que por muitas das vezes não são medidos e avaliados pelos gestores e, um destes, é o fator produtividade.  A gestão empresarial feita de forma minuciosa pode e vai influenciar na produtividade de sua equipe, identificando o desempenho dos colaboradores em suas funções, incentivá-los e disponibilizar treinamentos. Outro ponto é acerca da eficiência na execução das atividades, o gestor pode e conseguirá identificar quais estão demandando de mais tempo para serem feitas e corrigir as falhas que dão origem aos atrasos, retrabalho e ociosidade, seja na metodologia e/ou na ferramenta utilizada. 

2-Controle Financeiro 

Em breve, falaremos de forma mais detalhada sobre este assunto, mas no momento ressaltamos que a gestão empresarial focada no controle financeiro corrobora com um conjunto de ações e procedimentos administrativos que demandam planejamento. A análise e o controle das atividades financeiras da empresa, cuja intenção é maximizar os resultados apresentados pela organização e elevar o valor de capital através do aumento da rentabilidade. Entretanto, é comum que gestores deixem de executar de forma adequada o controle financeiro e por vezes, as atividades são iniciadas e não são continuadas. 

A gestão financeira tem o poder de transformação em sua empresa de variadas formas: controle efetivo de entradas e saídas, projeção de contas a pagar, renegociação de dívidas, controle mais eficiente de fornecedores, gestão de inadimplência, diminuição de desperdício na produção, diminuição dos custos fixos.

3-Planejamento estratégico

Faz–se necessário frisar é entender que o planejamento estratégico torna a empresa mais competitiva, tanto por conseguir prever certos movimentos quanto para inovar. É improvável que uma empresa abra um novo PDV (Ponto de Venda) ou ingresse no comércio eletrônico, por exemplo, sem que faça mesmo que de forma simplória o planejamento estratégico. 

Como se vê, esta ferramenta   torna o planejamento estratégico mais assertivo e é capaz de apresentar excelentes resultados, inclusive com baixa exposição a risco; monitorando os investimentos feitos e os resultados, se torna mais claro o cenário para se planejar a médio e longo prazos. Mas, iremos abordar planejamento estratégico detalhadamente em breve, com um post exclusivo sobre o assunto. 

Momento do Administrador, Adm. Suelen Accioly - 17 de junho 2016.


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Agora mais do que nunca é momento de criar, inovar para se diferenciar!




Por questões de sobrevivência, cresce o interesse em despertar e aumentar a capacidade dos funcionários tornando-os mais criativos, na busca de novos produtos, serviços, assim como buscar diferenciação nos processos de vendas, etc. Outro dia uma empresa solicitou uma palestra com o objetivo de despertar o potencial criativo dos colaboradores dentro de um cenário repleto de regras e regulamentos.

A criatividade favorece observar, enxergar o que todos estão vendo, visualizando coisas diferentes e aumentando a autoestima, acreditando nos produtos e serviços que estão oferecendo mercado. Outro aspecto interessante é que não basta somente criar, gerar idéias, é preciso analisá-las e implementá-las. Tenho atendido algumas empresas que criam Banco de Idéias, sistemas integrados de geração de idéias até mesmo a velha caixa de sugestões como estratégia de incentivo da criatividade e inovação, mas rapidamente transformada em caixa de “queixações”, pois é, sinto dizer-lhe, que não é por aí que devemos começar.

Agora mais do que nunca a criatividade e a inovação é a solução para a resolução de conflitos, resgate dos valores da empresa e dos colaboradores.

Você bem sabe que eu tenho um compromisso com você de trazer sempre alguma experiência que vivenciei, buscando projetá-la em situações que vivemos no nosso cotidiano profissional. E esse compromisso continua firme e os seus como estão?

Como você está? Cheio de planos? Tem tentado colocar em prática? Continua fazendo atividades que para você não tem sentido? Continua convivendo com pessoas que não lhe agregam nada? Já entrou no grupo dos pessimistas de plantão? Faz parte do grupo vamos esperar para ver como é que fica?

É muito comum ouvir, nas minhas palestras, as pessoas comentarem fatos como os abaixo:

1) “Meu chefe não valoriza as minhas ações. Como mudá-lo?

2) “A empresa em que trabalho não possui um plano de carreira e pouco investe nos colaboradores”;

3) “Vivo num mundo de trabalho hostil.”;

4) “Não há como mudar a minha rotina, tenho de fazer as coisas sempre da mesma forma!”.

5) Não tenho como criar, vivo cheio de normas, regulamentos, etc.

6) Tenho medo de ser mandado embora! A crise......

7) Minha equipe não tem iniciativa!

8) Os funcionários são descomprometidos 

9) Meus resultados estão paralisados, ou até mesmo negativos!

10) Estou perdendo clientes!

Essas questões são fortemente debatidas nos programas de liderança de equipes, administração de conflitos e inovação. E é cada vez mais comum encontrar essas situações dentro das organizações.

Penso muito nesses acontecimentos, reflito e acabo por concluir que não importa o que as pessoas fazem conosco. O que realmente importa é o que estamos fazendo com nós mesmos, com os nossos negócio, com a nossa liderança e o que permitimos que os outros nos façam. Como estão as suas atitudes para com você mesmo?Com os negócios? Com a equipe? Está entrando nesse Inconsciente Coletivo de que tudo está ruim? Nada poderá fazer? É melhor esperar a “marolinha” passar?

Vivemos constantemente em cenários de conflitos, não é novidade dizer que vivemos grande parte do nosso tempo com divergências mal resolvidas tanto profissional quanto pessoal.Conflitos mal gerenciados trazem inúmeros custos para a empresa, até mesmo como perda de clientes, bons colaboradores, diminuição do processo de produção, capacidade de entrega e o custo gasto para resolver problemas, gerenciar desentendimentos e apaziguar os ânimos.

Evitá-los é utopia, vale a pena utilizar das divergências como fonte inspiradora para a criação de alternativas, saídas transformando as divergências numa ferramenta de crescimento pessoal e de equipes. Diferenças de pensamentos, personalidades, valores, estresse, carga de trabalho, recursos inadequados, liderança ineficaz, falta de abertura, transparência são as principais causas de conflitos que mais percebo nas organizações em geral. O resultado negativos são imensos, mas por outro lado encontramos os positivos, quando bem dirigidos, estimulados com técnicas adequadas, tais como : geração de idéias, soluções inovadoras, e aumento da motivação, produtividade, autoestima, eficácia operacional. etc. 

É aí que entra a sua enorme responsabilidade em virar esse jogo, seja você como Recursos Humanos, líderes, empresário, colaboradores. O que você preparou para realizar neste ano que, pelo menos, amenize situações como as descritas acima? 

Bem, junte forças e vamos em frente! 

Momento do Administrador, Maria Inês Felippe - 16 de junho 2016.


quarta-feira, 15 de junho de 2016

7 Dicas para melhorar a produtividade de sua empresa




Uma organização é constituída por pessoas e processos, logo, quanto maior a produtividade das pessoas e dos processos maior a rentabilidade e menor a ociosidade. As empresas necessitam de forma contínua aumentar e aperfeiçoar os métodos que elevam a produtividade de suas equipes e dos processos para obter maior desempenho. 

Confiramos as dicas a seguir: 

1). Identifique as falhas 

Verifique quais e onde ocorrem as falhas que impactam negativamente a produtividade da empresa. Avalie o processo de trabalho, entenda onde e como o capital está sendo gasto, contendo de forma clara estas informações será possível automatizar os processos e cortar gastos desnecessários. Em post anterior já falamos sobre a importância do mapeamento de processos em uma pequena empresa, uma vez que o mapeamento de processos descreve toda lógica de funcionamento da organização. Portanto, para identificar as falhas, observe atentamente seus processos. 

2). Motive sua equipe 

Sabe-se que a motivação é criada através da interação entre o colaborador e a situação em que ele está envolvido na empresa. Além disso, a motivação varia de pessoa para pessoa devido ao momento em que a mesma está vivendo. Outro fator a ser observado é que segundo o estudo de Edwin Locke a motivação é gerada no ponto de partida dos objetivos, quando o colaborador estabelece seus alvos e define a melhor forma de atingi-los, o mesmo permanece independente das dificuldades que o trabalho apresente, motivado devido a satisfação que o resultado o proporcionará e, isso o conduz e o motiva. Logo, a importância da empresa que precisa manter e/ou elevar a produtividade em se empenhar afim de proporcionar qualidade ambiente no trabalho. Cuidar para que seja harmonioso através da organização, higiene, mobílias que dê conforto (Ex. uma boa cadeira), manutenção dos equipamentos de trabalho, prezar por um clima organizacional saudável, reconhecer o trabalho bem executado, ensinar a partir dos erros, entre outros. 

3). Invista em treinamento 

Para que empresa tenha alta produtividade é imprescindível que a mesma capacite suas equipes, atualizando-as sempre acerca de novas atividades, softwares, atendimento, ferramentas de trabalho.  Com isso, os resultados serão sub- processos e processos melhores. Muitos empreendedores acham que treinamentos são onerosos e custam caro para as organizações, mas para esta afirmação devolvemos com outras perguntas: Quanto custa um funcionário mal treinado? Quanto custa um funcionário que executa mal as suas funções e perde tempo na execução das suas rotinas? Esta é uma análise que temos de fazer na hora de investir em treinamentos. Já dizia Derek Bok, ex-reitor da Universidade de Harvard, “se você acha que a educação é cara, experimente a ignorância. ” 

4). Faça planejamento 

Um bom planejamento é primordial para os processos da empresa, quando ele não existe as decisões ficam incertas e, isso interfere diretamente na produtividade. Todo e qualquer intento que ela fizer precisa e deve ser avaliado e moldado ao contexto o qual a organização atua. A flexibilidade em um planejamento visa encontrar a melhor forma em fazer determinada ação e não em abandonar o foco inicial. Atualmente existem ferramentas simples e gratuitas na web para fazer planejamento do seu negócio, além disso existem métodos simples e ágeis sobre este que lhe ajudam a ganhar tempo na hora de planejar. 

5). Crie estratégias 

Importante que a empresa esteja preparada para variadas circunstâncias, como crises, cortes no orçamento... que necessitam de estratégias para suportar de forma saudável os altos e baixos que podem vir a ocorrer, do mesmo modo que o planejamento. As estratégias precisam ser realizadas e avaliadas e melhoradas. 

Um bom exemplo de estratégia para melhorar a produtividade consiste em investir em tecnologias que permitam otimizar o tempo de operação, assim viabilizando que os colaboradores mantenham o foco no negócio. Softwares pagos ou gratuitos, por exemplo, com variadas plataformas que atendam ao empreendimento, podem favorecer a diminuição de tempo no atendimento assim aumentando a satisfação e melhorando o relacionamento com cliente. 

6). Foco na produtividade das reuniões 

As reuniões não podem ser improdutivas e isso acontece muitas vezes quando: o foco, o assunto é esquecido ou modificado durante o curso da reunião, temas de menor relevância tomam maior tempo, discussões são criadas fora de um senso comum entre os que se reúnem, e assim reunião prevista para 20 minutos ultrapassa o horário, a questão que deveria ser resolvida, a meta a ser definida, a decisão a ser tomada, não são resolvidas. Para que elas sejam eficientes e de alta produtividade, procure definir o delimitar o tema e se manter nele, faça uma pauta contendo os assuntos que deverão ser abordados, procure objetividade e clareza. Em algumas empresas existe o costume de fazer reuniões em pé, para que as pessoas mantenham-se focadas na pauta e não usem a reunião como um pretexto para procrastinação. Outras, penduram um cronômetro grande na sala de reunião para monitorar o tempo gasto e mensuram este custo na operação, ou pode-se eleger um colaborador para controlar o tempo pré-determinado para cada assunto e controlar a pauta. Em síntese, é essencial manter o foco nestes eventos.

7). Comunicação interna 

A produtividade da empresa está diretamente relacionada com uma comunicação interna clara e objetiva. No momento em que os atores da organização, gestores e colaboradores, aprenderem a se comunicar e melhorarem sua comunicação, os processos tornarão-se mais ágeis e eficientes e a produtividade destes crescerá. A comunicação ineficaz é um ponto fraco nas empresas, e precisa ser melhorado para que não haja retrabalho, por exemplo, devido às pessoas não entenderem exatamente o que deve ser feito.  

Momento do Administrador, Adm. Suelen Accioly - 15 de junho 2016.


terça-feira, 14 de junho de 2016

Empreendedorismo




O empreendedorismo é considerado o ato de identificar oportunidades e alavancar mudanças, ou seja, o ato de empreender é um ato de transformação da ordem dominante. Assim, inovação e empreendedorismo, embora diferentes, são conceitos profundamente relacionados. É possível dizer que o empreendedorismo é o ato de criar e utilizar inovações de forma a gerar novas oportunidades. Empreender é a mudança das condições de um determinado ambiente, utilizando novos recursos ou os recursos disponíveis de novas maneiras.

O empreendedorismo é fundamental para a geração de empregos e renda dentro de um país. É através do empreendedorismo que são aprimorados, o crescimento econômico, a diversificação de negócios e a melhoria das condições de vida da população são de um modo geral.

Definição

Em 1993, Regina Silvia Pacheco, faz um dos primeiros usos da palavra "empreendedorismo" na língua portuguesa, referindo-se às novas estratégias econômicas adotadas, até então, em cidades estrangeiras.

O empreendedor tem como característica básica o espírito criativo e pesquisador. Ele está constantemente buscando novos caminhos e novas soluções, sempre tendo em vista as necessidades das pessoas. A essência do empresário de sucesso é a busca de novos negócios e oportunidades, além da preocupação com a melhoria do produto.

Mario Manhães Mosso, porém, volta à definição original de empreendedor, do grego, condutor, mostrando que o empreendedorismo tem mais chances de sucesso através do empresarismo, ou seja, não basta o gosto por assumir riscos, é importante um comportamento de empresário, que organiza, planeja e estuda profundamente o assunto para ter uma atividade com sucesso consistente. Por isso ele distingue empreendedorismo de empresarismo, e afirma que a mistura é mais saudável e promissora.

Pesquisas recentes realizadas nos Estados Unidos mostram que o sucesso nos negócios depende principalmente de nossos próprios comportamentos, características, atitudes e não tanto do conhecimento técnico de gestão quanto se imaginava ha até pouco tempo. No Brasil, apenas 14% dos empreendedores têm formação superior e 30% sequer concluíram o ensino fundamental, enquanto que nos países desenvolvidos, 58% dos empreendedores possuem formação superior. Quanto mais alto for o nível de escolaridade de um país, maior será a proporção de empreendedorismo por oportunidade.  De acordo com dados do Global Entrepreneurship Monitor, em 2011 o Brasil tinha 27 milhões de adultos entre 18 e 64 anos que já possuíam ou estavam começando seu próprio negócio – o que representa 1 empreendedor a cada 4 adultos brasileiros. Estes dados levaram o Brasil a uma posição destacada de terceiro país mais empreendedor dentre os 54 países estudados. Outro dado interessante encontrado pelo Ipea, uma agência do governo, é que 37 milhões de trabalhos no Brasil estavam associados a negócios acima de 10 funcionários.

Conceito

O conceito "Empreendedorismo" foi popularizado pelo economista Joseph Schumpeter, em 1945, como a base de sua teoria da Destruição Criativa. Segundo Schumpeter, o empreendedor é alguém versátil, que possui as habilidades técnicas para saber produzir, e capitalista, que consegue reunir recursos financeiros, organizar as operações internas e realizar as vendas da sua empresa. De fato, Schumpeter chegou a escrever que a medida para uma sociedade ser considerada capitalista é saber se ela confia seu processo econômico ao homem de negócios privado.

Mais tarde, em 1967, com Kenneth E. Knight, e em 1970, com Peter Drucker, foi introduzido ao empreendedorismo a ideia da necessidade de arriscar em algum negócio para montar organização. Já em 1985, com Gifford Pinchot III, foi introduzido o conceito de intra-empreendedor, isto é, uma pessoa empreendedora, mas que trabalha dentro de uma organização.

Uma das definições mais aceitas hoje em dia é dada pelo estudioso Robert D. Hisrich, em seu livro “Empreendedorismo”. Segundo ele, empreendedorismo é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e esforço necessários, assumindo riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação econômica e pessoal.


Características que todo empreendedor precisa ter:

  • Otimismo: Sempre ver e esperar o melhor; acreditar que vai dar certo.
  • Autoconfiança: O empreendedor precisa acreditar em si mesmo; nos seus talentos e opiniões.
  • Coragem para aceitar riscos: Um empreendedor precisa lidar bem com riscos.
  • Desejo de protagonismo: Desejo de ser reconhecido, tomar as rédeas da sua vida e ser pleno.
  • Resiliência e perseverança: não desistem facilmente; superam desafios e vão até o fim.



Momento do Administrador, Carina Sotnas - 14 de junho 2016.


segunda-feira, 13 de junho de 2016

Como fazer mapeamento de processos em um pequena empresa




É notório que o perfil das micro e pequenas empresas apresentam, no geral, níveis de gestão menos elevados- sabendo que gestão é decisão- a questão é, como fazer boa gestão, ou seja, como tomar resoluções que gerem resultados positivos?. O principal pré-requisito para a tomada de decisão é ter total conhecimento e controle de todos os processos do empreendimento, por isso é condição “sine qua non” fazer o mapeamento de processos. 

Dito isto é necessário que compreendamos o que significa e qual a finalidade desta ação, mapeamento de processos, que basicamente consiste em fazer um levantamento de todas as atividades, entradas e saídas que constituem o mesmo, todas as variantes, detalhes e especificações, enfim descrever como funciona. 

Pode parecer simplória, mas esta ação feita de forma ordenada, crítica e consciente apresenta um retrato fidedigno sobre os pontos de melhorias, inclusive dentre estes podem ser identificados ociosidade, retrabalho, desperdícios, custos elevados e desnecessários, perdas de insumo.

O mapeamento de processos pode ser executado como um check-list, onde deve-se responder às seguintes questões: Quais são as entradas do processo, quais as metas, quais os problemas, quais padrões?.  Em seguida justifique: Por que este processo existe, qual a finalidade do processo?.  

Dando sequência, relate: Onde é planejado e em qual setor é executado? Após, verifique o tempo: Quando é planejado, executado, qual é o tempo de duração?. Depois, identifique responsáveis pelo processo e/ou atividade do mesmo: Quem planeja, gerencia e executa? . Por último descreva: Como é feito, planejado e qual e seu desempenho? 

Ao término ou se preferir durante checklist análise as informações e, para cada processo os pontos de melhoria, em seguida elenque quais as prioridades. Feito isto, uma opção é usar o método Ciclo PDCA (Plan, Do,Check, Act), cujo termo em português são: Planejar, Fazer, Verificar e Agir. Este, é baseado em repetição por ser aplicado sucessivamente nos processos para se obter melhorias contínuas. O ciclo PDCA, então, trata-se de um método, o qual quando utilizado visa controlar e melhorar os processos de uma organização. De forma resumida segue as etapas do Ciclo PDCA para aplicar após análise do mapeamento de processos. 

  • Planejar: Definir os problemas e entender os motivos pelos quais ocorrem, definir objetivos, escolher métodos a serem aplicados. 
  • Fazer: Aperfeiçoar/treinar o método, executar mudanças, medir e registrar resultados. 
  • Verificar: Saber se o padrão está sendo cumprido, verificar o que está funcionando e o que não está e saber o porquê. 
  • Agir: Se tudo estiver conforme programado permaneça, se tiver inconformidades corrija e previna as falhas, por fim repita soluções que se mostrarem eficientes. 


Logo, o mapeamento de processos é uma forma eficiente e organizada de melhorar a gestão empresarial, conhecendo a evolução do empreendimento, gerando amadurecimento e resultados positivos através das análises que o permitirá identificar, priorizar, entender e resolver problemas. E o Ciclo PDCA é fundamental para conduzir a implementação das melhorias ou a inclusão de novos processos, portanto, não pule etapas, não sabote sua análise e o mais importante: Dedique-se. 

Ressaltamos que essas ações; mapeamento de processos e aplicação do ciclo, consistem em conceitos simples, mas, ambas as ações são trabalhosas e exigem do gestor dedicação e acurácia, para que não ocorram erros tais como: ausência de fundamentação, análise incorretas, registros incompletos, medições imprecisas, padronização pouco ou não detalhada e principalmente decisões tomadas de forma equivocada, as quais- certamente- irão impactar de forma negativa a sua empresa. 

Momento do Administrador, Adm Suelen Accioly - 13 de junho 2016.


domingo, 12 de junho de 2016

Comportamentos que prejudicam sua imagem profissional




Todos sabemos que precisamos estar em constante desenvolvimento no que se refere ao crescimento profissional, aperfeiçoar habilidades, aumentar o repertorio de comportamentos, aprender coisas novas e aplicar todo este conhecimento se quisermos evoluir na carreira.

Para atingir o resultado que se espera, é preciso que tenhamos foco e acima de tudo percepção da forma como atuamos e isto também envolve autoconhecimento.

Percebo ainda que atualmente há uma preocupação excessiva em adquirir novos conhecimentos e habilidades, mas se deixa de observar toda a bagagem que já foi conquistada, ou seja, as pessoas querem apenas aprender coisas novas, mas não querem olhar de maneira mais atenta para aquilo que já tem e que podem trabalhar a favor de si mesma.

O fato é que de nada adianta sobrecarregar a cabeça tentando conquistar novas posturas, se os comportamentos antigos ainda não foram percebidos e trabalhados. O que quero dizer é que se você não refletir sobre a forma como se comporta como profissional e não souber exatamente como age em casos de maior pressão psicológica, muito provavelmente todos os conhecimentos que você tentar adquirir poderão ser totalmente inutilizados.

Isto ocorre porque todos temos um papel social profissional, somos vistos por outras pessoas como sendo de determinado jeito. E é por isso que dizemos que determinado profissional é estrategista, outro é impulsivo ou determinado, são os comportamentos do dia a dia que levam os colegas e superiores a construir sua “personalidade profissional” baseando-se em suas atitudes.

Muitas vezes, simples comportamentos podem passar despercebidos aos nossos olhos, mas acabam sendo notados pelas pessoas a nossa volta, por isso é preciso ficar tão atento a isso, não se pode deixar que os outros possam moldar aquilo que somos, é preciso tomar as rédeas da imagem profissional que queremos passar.

Nem sempre é fácil pois somos seres emocionais e nem sempre podemos escolher a emoção que sentiremos em determinada situação, mas podemos fazer uma escolha e deixar que esta emoção afete ou não as nossas vidas.

Comece a ficar mais atenta para como se comporta em determinas situações, principalmente aquelas que geram maior tensão como uma reunião, negociações complicadas, desentendimento com colegas de trabalho, pedido de aumento e até mesmo uma demissão, são nessas horas que o comportamento é provado e pode definitivamente mudar o pensamento das pessoas a respeito de sua postura profissional.

Confira os comportamentos que impactam negativamente sua imagem profissional

Fazer Fofocas – uma das maiores causas de desentendimentos dentro de uma empresa, está relacionado a fofocas. Este comportamento além e ser mal visto por gestores, ainda impacta negativamente o ambiente de trabalho. Não seja você a pessoa quem manifesta este comportamento, ser vista como uma pessoa fofoqueira é extremamente negativo e compromete significativamente a imagem de uma pessoa, sem contar que para reverter a situação de “fofoqueira da empresa” é extremamente complicada e em certos casos quase impossível.

Não se preocupar com a comunicação – Uma das coisas fundamentais é a comunicação, não somente a fala em si, mas também a forma como é feita. Comunicação como a própria palavra já diz, implica em comunicar uma ação e por isso devemos fazer da melhor maneira possível pois implica em comunicar a nossa ação. Quando nos comunicamos de maneira rude, ou até grosseira, estamos dizendo muito daquilo que somos para as pessoas que recebem a mensagem, parece bobagem, mas um e-mail em caixa alta (com todas as letras maiúsculas) pode soar totalmente agressivo para quem o recebe. Cuide também com os pequenos detalhes, bem como com gestos e olhares, eles também contam muito na hora de comunicar.

Ser totalmente desorganizado – tudo bem, nem todos somos um padrão de excelência no quesito organização, mas devemos ter consciência de que precisamos ter o mínimo de controle sobre aquilo que está a nossa volta. Uma mesa bagunçada com papeis jogados ou tudo amontoado podem trazer o caos não somente na hora de localizar uma informação importante, mas também na hora que as pessoas percebem isto como uma característica negativa a nosso respeito. Por mais desorganizada que uma pessoa seja, é preciso que no ambiente de trabalho, procure não deixar que este fator atrapalhe, uma dica é, se você é desorganizada, procure deixar somente o necessário em seu ambiente de trabalho, reduzindo assim que tudo vire uma bagunça de uma hora para outra sem você perceber.

Esquecer-se das responsabilidades – Não lembrar do relatório que deveria ser entregue, da reunião agendada ou de uma atividade que ficou sob sua responsabilidade pode se tornar um grande problema para a imagem profissional pois pode passar a impressão de falta de compromisso com aquilo que se realiza. Parece algo bobo, mas aquilo que achamos detalhes pode ser considerado extremamente importante para outra pessoa, portanto não deixe que o esquecimento afete sua carreira e a sua relação no ambiente de trabalho, existem várias maneiras para não nos esquecermos das coisas veja qual é aquela que você melhor se adapta.

Ser indeciso – A indecisão é diferente de compartilhamento de ações. Reunir o grupo de trabalho para a tomada de decisão é importante, mas viver pedindo opinião acerca de tudo e jamais decidir sozinha, mesmo que seja aspectos pessoais podem abalar a confiança profissional. Saiba que uma pessoa indecisa, compromete não só a sua imagem, mas pode também instabilizar todos a sua volta, gerando desconforto e mal estar a todos que com ela trabalham.

Mudar de humor constantemente – Cuidado com a oscilação de humor. É obvio que nem todos os dias levantamos dispostos e animados, mas viver uma montanha russa de emoções na frente dos colegas de trabalho não é uma boa maneira de vivenciar isso. Lógico que não somos de ferro, mas explodir de raiva com um colega, viver emburrada ou chorar desesperadamente na frente do chefe podem ser extremamente prejudiciais para a sua carreira, cuidado, reserve-se e pense no amanhã. Uma emoção mal gerenciada, pode se tornar arrependimento em um futuro próximo.

Momento do Administrador, Gisele Meter - 12 de junho 2016.