domingo, 7 de maio de 2017

Falhas na gestão comprometem a produtividade da sua empresa?

De um lado, gestores costumam dizer que as equipes apresentam dificuldades de rendimento; e, de outro, colaboradores se queixam de trabalhar constantemente com tarefas urgentes, de “última hora”



Uma pesquisa realizada recentemente pela Neotriad ouviu gestores em todo o Brasil e levantou um dado interessante: 30% dos entrevistados afirmaram que suas empresas não têm um modelo de gestão definido. Outros 30% disseram que cada funcionário define as próprias atividades dentro de sua função; e é ótimo ter autonomia para decidir seu próprio trabalho, mas será que essas atividades estão alinhadas com os objetivos da empresa?

Algumas reclamações são recorrentes nas instituições. De um lado, gestores costumam dizer que as equipes apresentam dificuldades de rendimento; e, de outro, colaboradores se queixam de trabalhar constantemente com tarefas urgentes, de “última hora”.

Adotar uma metodologia de gestão de tempo é fundamental, e os líderes podem tomar algumas atitudes para resolver problemas de produtividade. Para aqueles que sofrem com essa questão, selecionei cinco estratégias que vão ajudar a tornar as equipes menos sobrecarregadas e mais produtivas. Confira:

1 - Defina objetivos

Ter objetivos claramente definidos é o primeiro passo para melhorar a performance da equipe. A pessoa que não sabe por qual caminho seguir perde a noção de prioridades, e a partir daí tudo se torna urgente. É preciso entender, por exemplo, quais tarefas precisam ser entregues até o fim do dia, da semana, do mês ou até mesmo do semestre. Só é possível definir prioridades quando temos em mente o que precisa ser feito;

2 - Tenha indicadores

Um dos grandes erros cometidos pelas empresas é criar objetivos, comunicar a equipe e depois não dar algum retorno sobre o trabalho. As pessoas gostam de saber que estão melhorando, por isso não basta ter metas. Alguns indicadores nos mostram se estamos próximos ou distantes do objetivo. Uma sugestão é usar um Indicador-chave de Performance, conhecido por KPI (Key Performance Indicator), que pode ser criado com base no número de vendas que a empresa realiza, no volume de horas extras ou no progresso de um projeto ao longo da semana, de acordo com a necessidade de cada organização ou equipe. O importante é ter um indicador que faça o time ver o que está acontecendo;

3 - Adote uma ferramenta de gestão

Busque uma boa ferramenta que auxilie na gestão das tarefas, ajude a delegar com eficiência e viabilize a organização do trabalho, o que permite a discussão de prioridades reais e possibilita o mapeamento de indicadores. Quando consegue visualizar tudo o que está acontecendo ao longo de um período, o gestor tem mais liderança e, consequentemente, a performance da equipe melhora, pois os profissionais aprendem a gerenciar melhor suas atividades;

4 - Crie padrões de comunicação

É importante determinar padrões, seja para delegar tarefas internamente, comunicar mudanças no projeto ou acionar a equipe quando necessário. Uma dica é ter um profissional que receba as demandas e seja responsável por delegar as tarefas da equipe. Dessa forma, com todas as atividades em um ponto central, é possível facilitar a comunicação e o processo de gestão;

5 - Aplique uma estratégia para envolver sua equipe

Ter uma estratégia para ajudar as equipes a aprenderem com os erros e serem parabenizadas pelos acertos é muito importante. Quando um erro é identificado, é necessário conversar com o profissional e corrigi-lo, e, quando ele está certo, é preciso parabenizá-lo ou recompensá-lo de alguma forma para que ele se sinta parte do processo.

Com as dicas em mão, é importante lembrar que não conseguimos melhorar o desempenho de uma equipe apenas com mudanças na empresa. Só temos condições de fazer diferente no momento em que ajudamos as pessoas a serem mais produtivas em sua rotina.

Momento do ADM, Christian Barbosa - 07 de maio 2017.


sábado, 6 de maio de 2017

Você é o profissional que toda empresa deseja?




De uma coisa não existe dúvida, o mercado está em constante mudança, ocasionada por vários fatores, entre eles: a crise econômica que afetou o país nos últimos anos; alta exigência das pessoas; tecnologia cada vez mais avançada; novos consumidores com novos perfis entrando no mundo dos negócios. Com toda esta transformação, as empresas buscam cada dia mais, profissionais polivalentes, claro que não estou dizendo para não ser um especialista em um segmento, mas que além de conhecer muito bem uma área e se especializar nela, devemos também conhecer um pouco de muitas outras, ou seja, temos que ser pessoas empregáveis.

O termo empregabilidade surgiu em meados de 1990, o conceito é simples, basta fazer para si as perguntas: porque uma empresa estaria disposta a te contratar? Quais seus diferenciais? Qual o seu nível de competitividade em relação aos outros profissionais de mesma área? Se suas respostas forem bem positivas, você provavelmente esta se tornando um profissional desejado pelas organizações. Não basta ser bom, precisa-se destacar e se preparar para as características que as empresas buscam em um funcionário, entre elas: liderança, flexibilidade, boa comunicação, facilidade de se adaptar às mudanças, engajamento com a equipe, proatividade, clareza, comprometimento com os resultados, saber resolver conflitos de forma eficiente, idoneidade, competência, ter senso empreendedor, possuir um rol de relacionamento (networking), etc. 

Pode-se ver que a lista de pré-requisitos que o mercado exige é bem ampla e tende a ser mais complexa com o passar do tempo no mundo da empregabilidade.

Portanto vale cada profissional atualizar os seus conhecimentos a cada dia; temos um bombardeio de informações e com muita facilidade de acesso no meio virtual que podemos usar a nosso favor. Quanto mais se diferenciar dos demais, mais chance de empregabilidade possui. Partindo das características exigidas pelas organizações, a sugestão é que você estude sempre, cada dia mais; se for possível faça intercâmbio em outros países, pois além de aprender o idioma também vai conhecer a cultura do lugar; nunca se julgue o dono da verdade absoluta, vaidade não combina com buscar mais conhecimentos; assista bons filmes; vá ao teatro; faça boas leituras e de forma constante; mantenha bons relacionamentos; crie metas pessoais; seja ético; não se envolva em fofocas; não seja acomodado.

Então é isso, com uma bagagem lotada de conhecimento e uma boa apresentação de seus diferenciais, você se tornará um profissional de alto valor e bastante desejado no mercado de trabalho.

Momento do ADM, Adm. Renata Reis - 06 de maio 2017.


sexta-feira, 5 de maio de 2017

5 frases que melhoram o seu poder de negociação

Coach de Inteligência Emocional fala sobre como melhorar a comunicação com clientes e colaboradores



Ter inteligência emocional não só é uma característica muito procurada - e testada - por empresas na hora da contratação, como também é extremamente fundamental no dia-a-dia. Segundo a coach de inteligência emocional, Inessa Franco, uma pesquisa feita nos Estados Unidos, constatou que as pessoas preferem encontrar $50 na rua por dois dias seguidos, do que encontrar $100 de uma vez só e, além disso, preferem perder $100 de uma vez só do que perder $50 duas vezes seguidas. E partindo dessa premissa, a especialista diz que esse resultado pode ser aplicado às técnicas de negociação.

“Essa pesquisa fala sobre como as pessoas reagem à ganhos e perdas. Mesmo que 50+50 seja igual a 100, quando você encontra $50 duas vezes, você fica feliz duas vezes. O mesmo ocorre quando você perde, a reiteração da perda é muito ruim. Perder $100 de uma vez, pode ser apenas desatenção. Perder $50 duas vezes, é uma falha maior”, explica a coach.

Inessa diz que as pessoas não reagem assim apenas em relação à dinheiro, mas a tudo na vida. “Em uma reunião de negócios, se você pode ceder e fazer concessões, faça aos poucos, dê as vitórias ao outro aos poucos, deixe que ele as saboreie. Se você quiser exigir mais da outra parte, vá direto ao ponto, não faça disso um conta gotas, pois angustia mais a outra parte e ela terá mais coisas negativas para se concentrar”, argumenta.

A coach diz que a nossa linguagem e a forma como abordamos uma situação, são determinantes na nossa qualidade de vida, atitudes e forma de pensar. “Aprenda a substituir a sua linguagem reativa por uma pró-ativa, pois irá te ajudar a conseguir os seus resultados, ressalta. Confira os exemplos de linguagens reativas dados pela coach e como você pode mudá-las:

1. Não posso fazer nada em relação a isso: “Diante de uma situação que te incomode ou incomode seus funcionários e clientes, substitua essa fala por ‘Vamos procurar alternativas’, que além de abrir mais a mente e te ajudar a encontrar uma solução, é uma melhor forma de mostrar que você está empenhado em resolver, dessa forma será mais fácil encontrar uma solução”, diz.

2. Eu sou assim e pronto: “É muito comum ouvir isso de pessoas, e na verdade, ninguém é de forma alguma porque as pessoas estão em constante processo de transformação. Não há nada em você que não possa ser mudado. Qualquer comportamento pode ser melhorado. Se mostre sempre aberto à melhorar, a crescer, à evoluir. Substitua por ‘Eu posso experimentar fazer melhor e efetivamente tomar uma atitude em relação a isso’. Talvez você possa pensar diferente e ver a situação por outro ângulo, de forma a encontrar soluções diferentes, e assim, de expandir o seu leque de possibilidades”, argumenta Inessa.

3. Eles nunca vão aceitar isso: “Nós fechamos todas as portas quando falamos isso. Essa é a diferença entre as pessoas que fazem e acontecem e as que estão no mesmo lugar: elas não aceitam e não se permitem não procurar alternativas. Por isso que as pessoas desistem, porque coloram um limite. Tenha uma postura diferente, pense ‘Eu vou buscar alternativas, eu vou pensar sobre uma forma de apresentar, convencer, persuadir, mostrar o meu ponto de vista’ Quando você diz que não tem jeito, é fim de jogo”, destaca a coach.

4. Eu tenho que fazer isso: “Ter é um peso, porque geralmente briga com o querer. Transforme o ter em ‘Eu quero fazer isso, eu quero ter esse resultado’. O querer é um desejo, uma emoção positiva, tem significado para você, diferente do ter que, que normalmente está vinculado a regras externas, vinculadas a crenças de como esperam que eu me comporte - estar se atendendo a uma convenção. Transforme a convenção em significado para você e assim, conseguirá realizar a atividade que provavelmente esteja protelando”, afirma.

5. Eu não posso: “Isso é um baita de um limite que impomos à nós mesmos.” Substitua o depreciativo “eu não posso” por vou experimentar fazer! Vou aprender o que precisa para conseguir. É diferente para a sua autoestima e sua autoimagem”, explica Inessa.

Ela afirma que essas frases reativas já estão no nosso piloto automático e nem nos damos conta do quanto é importante mudar essas ações. “Quando pensamos de uma forma, agimos dessa mesma forma e é isso que determinamos para as nossas vidas”, conclui a coach.



Momento do ADM - 05 de maio 2017.


quinta-feira, 4 de maio de 2017

Não se conforme com o conhecimento que você adquiriu na universidade até hoje




Durante nossa “breve” passagem pelo curso de Administração, você deve estar pensando, BREVE?? bem são 4 ou 5 anos de curso, no meu caso foram 5, mais bônus de greves, mas uso o termo “breve” para enfatizar a forma como você aproveitou ou está aproveitando seu tempo durante o curso, tenha sede de conhecimento, traga para sala de aula novas discussões do que está acontecendo na atualidade, aproveite esse tempo da melhor forma possível, pois no fim o que fica é o conhecimento que você adquiriu e colocou em prática de alguma forma, por que é assim que aprendemos, colocando em prática e o mais importante ao fim dessa jornada, não pare de estudar, siga imediatamente para uma pós na área que você goste.  

Uma linha de pesquisa que conheci recentemente, e que me chamou muita atenção a ponto de escrever este artigo diz respeito  as cadeiras de Teoria Geral da Administração pagas durante o curso, estudamos os modelos científicos e clássicos de gestão como o Taylorismo e o Fordismo, juntamente com outros modelos todos de origem Americana, pelo fato de que a Administração se originou nos EUA, no entanto, hoje já é possível sairmos um pouco dessa zona de conforto e explorar os modelos de gestão de outros países como México, França, Alemanha, Rússia, China e Japão realizando assim um trabalho de benchmarking, trazendo para as empresas novas perspectivas. 

Um estudo realizado por um grupo de pesquisadores Administradores, membros do Núcleo de Estudos da Teoria Geral da Administração do CRA da Bahia, produziram o livro que tem como título “Administração sem fronteiras” Vol. 1, organizado por Sandro Pinto, onde é possível conhecer um pouco sobre os modelos de gestão e ferramentas utilizadas nos seguintes países: Alemanha, México, França, Japão, Índia e China.  

Neste artigo irei trazer algumas características e fermentas interessantes existentes em três países, são eles: Japão, China e Alemanha, provocando assim uma reflexão acerca de como o campo de administração é vasto e dinâmico e que é possível ir muito além do que é visto em sala de aula.  

Vamos lá! 

JAPÃO  

O modelo de gestão Japonesa é considerado uma extensão moderna das ideias trazidas pelo Taylor e Ford, iniciados a partir do conjunto de inovações organizacionais desenvolvidas pelo sistema Toyota de produção.  Outra característica importante do modelo japonês diz respeito a cultura, o interesse e valorização não só do colaborador, mas de todos os stakeholders, onde o objetivo principal não é o lucro, mas a mediação dos interesses dos diferentes grupos que a compõem as organizações sendo construído sobre um conjunto de contrapartidas verdadeiras, emprego vitalício e mercados internos de trabalho.  

CHINA 

A China assim como o Japão apresenta uma forte presença cultural em tudo o que faz. Existe uma característica cultural chinesa muito importante que é o “guanxi” que refere-se a um tipo especial de relações ou conexões sociais com base em interesses e benefícios mútuos, em que as relações entre parceiros acontecem por meio de obrigações recíprocas e troca de favores.  O guanxi destaca-se como um tipo especial de relação “networking” que une os parceiros de troca por meio de obrigações recíprocas para obtenção de recursos através de uma cooperação contínua e troca de favores, mas esse método só irá funcionar e trazer resultados se os indivíduos estiverem dispostos a usar o seu guanxi em nome da organização. 

ALEMANHA 

O mecanismo de cogestão, amplamente difundido nas empresas alemãs, tem como fundamento o entendimento de que trabalhadores e patrões são parceiros em uma relação de longo prazo. 

A cogestão pode ocorrer em uma empresa de três maneiras 


  1. Participação no capital da empresa; 
  2. Participação nos lucros; e  
  3. Participação na gestão propriamente dita. 


Fazendo com que os colaboradores se sintam parte integrante da empresa, gerando assim Ganha, Ganha e benefícios mútuos, pois garante aos colaboradores o acesso de informação, documentos, exposição de ponto de vista, fiscalização, votação para formação do conselho. Ou seja, é um modelo de gestão que convida o colaborador a participar da gestão da empresa.  

O ponto chave dessa discussão, não é impor que seja pego o que está sendo feito lá fora e imediatamente aplicar de forma pronta e acabada numa organização, pois como sabemos, cada organização é única, tem suas próprias características, tais modelos podem resolver alguma falha de gestão iminente, através da sua adaptação a realidade de cada organização, como também podem ser fonte de inspiração para a criação de um modelo próprio.  

Procure estar antenado ao que está acontecendo na sua profissão, leia muito, escreva artigos e publique-os, leve novas discussões para a sala de aula, disseminar conhecimento é um forma de colocar em pratica aquilo que você aprendeu.  

Você Sabia?  

Empresario chinês, presidente da Tiens Group, Li Jinyuan em 2015 pagou uma viagem de férias à França para mais de 6 mil empregados para comemorar os 20 anos da empresa, fato que se repetiu em 2016 levando os colaboradores que tiveram melhor desempenho, dessa vez para a  Espanha. 

Até a próxima adm’s!  

 “A capacidade para inovar, decidir e agir são prerrogativas humanas, somente as pessoas podem ter ideias, ser criativas, inovadoras, inventar e reinventar e no cenário competitivo essas características são fundamentais”. (Yeda Oswado) 

Momento do ADM, Adm. Rafaela Mota - 04 de maio 2017.


quarta-feira, 3 de maio de 2017

Estudantes: como evitar aquele “branco” na hora da prova

Confira os sete principais maus hábitos que os alunos cometem na hora de estudar



Muitos estudantes têm o hábito de associar o tempo de estudo ao sucesso obtido em uma prova. Em uma espécie de falsa sensação de segurança, alguns jovens passam horas em frente aos livros e ao final acabam não absorvendo nenhuma informação. Contudo, essa não é a maneira mais eficiente de se preparar para uma prova.

Caso você não estude corretamente, você pode até se sentir seguro no dia do exame, mas ao final é bem provável que esqueça tudo e não garanta uma boa nota. A fim de auxiliar o jovem nesse momento tão complicado, confira os principais erros que os estudantes cometem na hora de estudar, além de dar dicas para melhorar o aproveitamento dos estudos:

1. Estudar rápido demais

Muitos alunos têm o mau hábito de apenas ler uma passagem do livro pensando que assim estarão devidamente preparados para a prova. Entretanto, só isso não basta; o estudante deve ter um contato mais profundo com a matéria, deve aplicá-la a outras áreas do conhecimento.

2. Estudar sem um plano de organização definido 

Cada pessoa tem o seu próprio método de organização. Na hora de estudar, procure encontrar um padrão para as suas anotações. Faça comparações e contrastes, procurando contextualizar a matéria estudada. Isso pode lhe ajudar muito.

3.Tentar aprender todo o conteúdo de uma vez só

As memórias são reforçadas pelo hábito, pela repetição. Não se engane acreditando que é possível aprender uma enorme quantidade de conteúdo em um dia só. Você até pode absorver parte do conteúdo, mas a outra parte certamente irá “evaporar” da sua memória. Quanto maior for o seu contato diário com a informação, mais você irá retê-la. Para obter sucesso na prova, procure estudar pelo menos com uma semana de antecedência.

4. Não ter o hábito de fazer leituras relacionadas á matéria estudada em aula 

Para que se tenha uma maior absorção do conteúdo estudado, é muito importante que o estudante procure ler algo relacionado á matéria antes das aulas. Isso ajuda muito no aprendizado, pois cria uma espécie de “arquivo” na memória.

5. Ignorar as imagens 

Trata-se de um erro bastante comum cometido pelos alunos durante as leituras. O importante é entender que as ilustrações estão presentes no texto por alguma razão. Geralmente elas apresentam informações e ideias-chave importantes para a prova.

6. Usar cartões de memorização de forma errada

Uma técnica comum entre os estudantes é fazer o uso de cartões para memorizar mais facilmente o conteúdo. O método não é ruim, contudo é preciso prestar atenção no modo correto de usá-los. Uma dica para trabalhar com eles de forma efetiva é procurar escrever termos ou ideias-chave de um lado e definições no outro. Pergunte a si mesmo repetidamente para testar a sua memória.

7. Estudar até tarde antes da prova

Muitas pessoas adoram ficar até altas horas da noite estudando. Entretanto, trata-se de uma prática muito perigosa uma noite antes da prova. O risco de prejudicar o seu sono é muito alto, e você provavelmente fará a prova no estado de “zumbi”. Lembre-se: o seu cérebro necessita de descanso para o bom funcionamento.

Caso você tenha se identificado com alguma dessas atitudes, não é tarde para rever os seus métodos de estudo. Faça uma mudança para obter melhores resultados e alcance o sucesso.


Momento do ADM - 03 de maio 2017.


terça-feira, 2 de maio de 2017

Momento do ADM Concursos Públicos - As ideias sobre o mundo administrativo - parte 2




A ESCOLA ESTRUTURALISTA - O MODELO BUROCRÁTICO. Max Weber, um dos fundadores da Sociologia, é o principal representante da escola chamada estruturalista, cujo nome vem da ênfase dada à estrutura organizacional. 

Para ele, a empresa e o gerente devem se comportar de modo racional, baseando-se em uma autoridade técnica-profissional (racional-legal)  para obter a eficiência, sendo esta a maneira ideal de administrar uma empresa. 

Ser racional, ter racionalidade, significa que as ações humanas são coerentes com os fins a que se propõem. Somos seres racionais, portanto, buscamos aquilo que nos parece ter maior chance de sucesso. Este tipo de racionalidade formal ou instrumental, contudo, difere da racionalidade substantiva ou moral, na qual o sucesso de uma ação não é importante (por exemplo, se alguém precisa decidir se faz ou não uma prova, sua racionalidade formal lhe dirá que sim, pois acha que terá sucesso. Mas, sua racionalidade moral lhe dirá que sim, apesar de não estar bem preparado, devido ao compromisso e ao dever como  estudante). 

Para Weber, as empresas públicas ou privadas buscam a racionalidade instrumental. Elas desejam o sucesso, a eficiência, os resultados. Portanto, deve utilizar a autoridade racional-legal, pois esta é baseada no profissionalismo, no saber (há ainda a autoridade tradicional, que é a obediência, pelo costume e a autoridade carismática, baseada na personalidade e no carisma de uma pessoa). 

A burocracia é um modelo de organização ideal para qualquer empreendimento, devido ao seu grau de racionalidade, construída pelos seguintes princípios: 

1º - Os cargos devem ser regidos por normas, de acordo com funções específicas de competência e responsabilidades (divisão do trabalho e especialização); 
2º - A empresa deve ser organizada em uma estrutura de cargos hierarquizados, com cargos superiores controlando os de menor responsabilidade (hierarquia de autoridade); 
3º - As normas de conduta devem ser padronizadas (padronização); 
4º - Deve haver separação clara entre a propriedade dos donos e a da administração (impessoalidade); 
5º - Todas as ações devem ser documentadas e arquivadas (formalização). 

Portanto, o que é a burocracia? É a instituição administrativa que usa os princípios da racionalidade, impessoalidade, formalidade, etc. Assim, ela encontra na área pública e privada um de seus elementos principais, pois é o tipo de organização apta a realizar, de modo eficiente, as tarefas administrativas, em grande escala, mediante o trabalho organizado racionalmente de muitos indivíduos. Ela cria a profissionalização de seus empregados, porque é baseada na competência e no mérito, não em favores a uma pessoa. 

Há, contudo, um sentido pejorativo na palavra burocracia, que passou a ser sinônimo de papelada, perda de tempo, ineficiência. De fato, as disfunções (efeitos negativos) da burocracia são a dificuldade em encontrar respostas rápidas, adaptar-se às mudanças de qualquer natureza. Outra é o corporativismo (esprit de corps na união de categorias profissionais) e a oligarquização (poder nas mãos de poucas pessoas) das cúpulas dirigentes, que  passaram a multiplicar os órgãos e normas para reforçar o poder dos burocratas. Outro problema apontado é o relacionamento funcional, baseado em atributos pessoais, a utilização de sinais de status social, o conformismo e a resistência à mudança. Ou seja, os burocratas tendem a “puxarsacos”, tornam-se cegos ao que é certo, como foi, por exemplo, o caso dos nazistas que executaram pessoas, porque tinham de “seguir as normas”. 

A burocracia, como qualquer sistema social, não é neutra. Há uma superioridade técnica nela, mas não uma neutralidade. Os conflitos de valores que surgem em qualquer empresa pública exigem posicionamento e compromisso, não a obediência cega. 

As três escolas da Administração têm muito em comum. Elas vêem o mundo empresarial como uma máquina ou uma estrutura física a ser controlada e “engrenada” pela administração, com as pessoas passivas e obedientes, mas agindo com grande eficiência técnica. 

De 1930 a 1960, começaram a proliferar as idéias sobre a Administração, pois esta havia se tornado uma função importante e valorizada na sociedade industrial. Surge uma reavaliação sobre a natureza humana, com a descoberta de que os seres humanos não são totalmente racionais: são motivados por necessidades e desejos de participar socialmente. Nascia o homem social, logo superado pelo homem auto-realizador. 

A ESCOLA NEOCLÁSSICA. Esta escola inclui a chamada ESCOLA DE RELAÇÕES HUMANAS E A ESCOLA COMPORTAMENTAL (ou Behaviorista). Ambas reconhecem a importância dos indivíduos na organização.  

A primeira, representada por Elton Mayo, com seus experimentos em Hawthorne (um bairro americano) descobriu, entre 1927 e 1933, através de efeitos da iluminação no desempenho de grupos de trabalhadores, que o sistema social – a comunicação, a relação de amizade dos grupos informais, as relações humanas - tinha forte influência na produtividade, ao contrário do que supunham os teóricos anteriores.  

A escola comportamental inclui as idéias de Maslow (que considera as necessidades humanas escalonadas em 5 níveis – sobrevivência, segurança, sociais, auto-estima ou competência e auto-realização), as idéias de Douglas McGregor (na qual as expectativas da administração determinam o comportamento dos empregados: se são negativas, eles se comportam de forma indolente - a  teoria X. Se são positivas, eles respondem com alto compromisso, conforme a teoria Y), de Likert (para quem existem sistemas de participação autoritários, o sistema 1 até o sistema de total participação, o sistema 4, dentro das organizações), de Chris Argyris (que descobriu como a comunicação educada e formal, aprendida na infância, pode gerar comportamentos defensivos e perigosos em uma empresa), de F. Herzberg (para quem os fatores higiênicos, que satisfazem as necessidades de sobrevivência, segurança, sociais não motivam os empregados, que só se motivam pelas necessidades mais elevadas de auto-estima e auto-realização, através de fatores motivacionais) e as idéias arrojadas de David McClelland (para quem o desenvolvimento econômico está relacionado a alta  necessidade de realização dos membros de uma sociedade). 

De acordo com todas estas descobertas, viu-se que o trabalho dos administradores é compreender os indivíduos como seres humanos, agindo em função de necessidades e do clima organizacional, cálido ou negativo, existente dentro de qualquer empresa. Além disso, passou a caber-lhes a tarefa de criar oportunidades, incentivos, desenvolver um bom clima e permitir a participação dentro das organizações. 

De 1960 a 1980, o mundo começou a mudar suas paisagens. A sociedade   engatinhava em direção à economia pós-industrial, onde a riqueza  não é somente gerada pela produção de bens industrializados, mas, sobretudo, por conhecimento e serviços. 

Surge a ESCOLA MODERNA DE ADMINISTRAÇÃO, na qual se inclui a TEORIA DA CIÊNCIA ADMINISTRATIVA e a Pesquisa Operacional, que utilizam a informação, os modelos matemáticos para tomar decisões, com o uso de ferramentas quantitativas, a simulação no computador, mostrando aos gerentes que não lhe bastam somente o conhecimento social e organizacional: seria preciso compreender e saber usar a tecnologia e a informação. 

Momento do ADM, Prof. Tânia Lúcia Morato Fantini - 02 de maio 2017.


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Warren Buffett o homem de negócios que todos os administradores precisam conhecer




Empreendedor, investidor, filantropo e aos 84 anos o segundo homem mais rico do mundo, parto da perspectiva de que temos que “aprender com os melhores” temos muitos historias inspiradoras e de sucesso como: Steve Jobs, Bill Gates, Mark Zuckerberg, Oprah Winfrey, Jeff Bezos, no Brasil Abílio Diniz, Jorge Paulo Leman, Silvio Santos, Carlos Wizard, dentre outros, que tem muito a nos ensinar sobre gestão e os hábitos que os levaram ao sucesso.  

Irei aqui apresentar para vocês 5 pontos da filosofia administrativa de Warren Buffet retirados do livro “Faça como Warren Buffett” escrito por Mary Buffett e David Clark, um livro curto, com apenas 102 páginas, mas cheio de ensinamentos valiosos em cada uma delas.  

Vamos lá! 

1. Escolha bem seu trabalho 

Warren diz que o primeiro passo para ter sucesso na carreira profissional é saber escolher o ramo de atividade certo, aquele onde você colocará em prática todo o seu potencial e será valorizado por isso. Ele orienta a buscar empresas que tem programas de valorização profissional e incentiva seus colaboradores a crescer dentro da própria organização.  

2. Delegue autoridade 

Ele aprendeu que para administrar e fazer uma empresa crescer, nós como administradores temos que dominar a arte de delegar autoridades e focar no que realmente importa. E para que possamos fazer isso com segurança é necessário incentivar e inspirar os colaboradores a serem competentes em suas funções, ou seja, como administradores temos que desenvolver a habilidade de liderar a nós mesmos e depois as pessoas.  

3. Seja o melhor administrador 

Integridade, honestidade e paixão pelo que faz são algumas das qualidades que Warren preza em um administrador. Ou seja, aquelas pessoas que querem construir uma carreira com propósito e não somente pelo dinheiro.  

- Na administração de nossas vidas, a regra é: ame aquilo que faz.  - Na administração de nossas empresas, a regra é: contrate pessoas que amam o que fazem. 

4. Motive seus colaboradores  

Se há uma qualidade em que um administrador deva dominar é incentivar e inspirar seus colaboradores a dar o melhor de si nas atividades que desempenham, pois ele acredita que “todo mundo tem uma profunda necessidade de ser reconhecido” e a chave para liderar pessoas e fazer com que elas gerem os melhores resultados é atendendo estas necessidades, para isso, ele utiliza do poder do elogio, Para Warren, o elogio é, na verdade, um pagamento que mantém a dedicação, dê aos seus colaboradores uma boa reputação a zelar, e elogie-os sempre que puder, ele é um gênio ao elogiar ou criticar. Sua regra é simples: elogie pelo nome e critique pela categoria

Exemplo: “Johnny, você está respondendo muito bem à correspondência diária. Seu desempenho é melhor do que do rapaz que fazia esse serviço antes. Estou muito satisfeito com seu trabalho. No entanto, o modo como tem lidado com as reclamações dos clientes ainda está um pouco seco. Posso fazer algumas sugestões?”  

5. Lições Warrenianas  

  • Quando quiser que alguém faça alguma coisa, pare de pensar naquilo que você quer e comece a pensar no que a outra pessoa quer. 
  • Fazer alguém ter a ideia certa é um instrumento motivacional muito mais poderoso do que simplesmente oferecer-lhe uma ideia pronta. 
  • Quando erramos, devemos admitir o erro de forma rápida e enfática, garanta que os acertos superem seus erros e o mais importante aprenda com eles.  
  • Os caminhos de uma empresa estão cheios de armadilhas e os empréstimos é uma delas.  
  • Somos iguais às pessoas a quem nos associamos. Mire alto em suas associações e alcançará o topo. Mire baixo e jamais saberá aonde poderá chegar. 


Se você chegou até aqui, obrigada e espero que eu tenha despertado em você a vontade de ler o livro e conhecer um pouco mais sobre Warren Buffet esse administrador fora de série que pode ajudar você administrador ou futuro administrador a se tornar um profissional diferenciado, pois o profissional é que faz a profissão e não o contrário.  

E para finalizar gostaria de saber quem são as pessoas que você admira no mundo dos negócios? 

“Alguém está sentado na sombra hoje porque alguém plantou uma árvore há muito tempo”. (Warren Buffett) 

Até a próxima Adm’s! 

Momento do ADM, Adm. Rafaela Mota - 01 de maio 2017.