quinta-feira, 14 de julho de 2016

A empresa que vive de imagem




Nesta série sobre estratégia de serviços estaremos abordando as perspectivas estratégicas de Grönroos, renomado especialista finlandês em gestão de serviços, para quem existem 4 principais maneiras de como uma organização pode estabelecer sua forma de competir no mercado: produto,preço, imagem e serviços.

No artigo de hoje descrevemos a perspectiva baseada em imagem

Uma empresa adota a perspectiva estratégica de competição em imagem quando:

  • o produto central (bens ou serviços) é atraente e funcional;
  • a imagem da marca agrega valor ao produto central;
  • o fascínio pelo produto é que agrega valor;
  • a empresa investe pesadamente em comunicação e promoção;

Enfim, a marca é o que cria mais valor para o cliente!

Competir em imagem não significa ter produtos ruins e um bom "marketing" ...

Significa ter um produto bom, funcional, que atende às necessidades dos clientes, porém, a marca, imagem, "brand" dos produtos ou da empresa são o maior atrativo, aquilo que mexe com o cliente, com o consumidor.

Você consegue se lembrar de um produto que você usa, que seja bom, mas que, verdadeiramente, você optou por ele por que a marca tem charme, por que lhe traz algum nível de status, por que ter um produto como aquele lhe coloca em determinado nível que lhe faz sentir bem?

Você consegue se lembrar de uma empresa de serviços – restaurante, hotel, clínica, que você frequenta, que presta um bom serviço, mas que, honestamente, você vai lá por que é importante para você, profissionalmente ou socialmente, lhe projeta em determinado círculo de relacionamento? Ou mesmo por que você gosta de "contar que esteve lá"?

Pois este tipo de empresa é o melhor exemplo de empresas e produtos que competem baseado em imagem.

Veja outros exemplos de empresas que adotam uma perspectiva estratégica baseada  imagem:

  • empresas que investem pesadamente em comunicação com o mercado, realçando mais a marca do que o produto oferecido;
  • empresas que criam fascínio pela marca, muito mais do que pela solução entregue ao cliente através de produtos e serviços;
  • empresas que lhe chegam com muita frequência para "vender" e "promover", mas lhe deixam meio órfão quando você precisa de apoio quando tem qualquer necessidade no uso de um produto;

Como pontos negativos sobre as empresas que adotam a estratégia de imagem, podemos citar:

  • a grande ênfase em imagem pode transferir recursos de qualidade do produto ou serviço, podendo comprometer a satisfação do cliente ou consumidor;
  • como diz o ditado, "gaiola bonita não enche papo de passarinho", assim, é importante não perder de vista que somente a imagem pode não sustentar a sobrevivência do negócio, a longo prazo;
  • nos tempos atuais, com tanta mudança de marcas, uma boa marca pode se deteriorar rapidamente, em função de velocidade de comunicação sobre aspectos negativos.

Sua empresa tem uma estratégia pautada em imagem? Apenas em imagem?

Momento do Administrador, Kleber Nóbrega - 14 de julho 2016.


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Sensível às mudanças ou "Maria vai com as outras"




Todos querem mudanças e que seja para melhor, mas o que poucos sabem é como mudar e quais são as atitudes que devem ser mudadas, uma coisa é certa mudar é preparar um futuro melhor.

A mudança sempre requer uma visão, uma maneira diferente de ver as coisas, tanto na a vida pessoal como profissional.

A mudança pode ser involuntária e voluntária. Quando ocorre por agentes externos como leis, clima ou por imposição chamamos de involuntária, neste caso somos os agentes passivos da mudança.

A mudança voluntaria ocorre quando promovemos a mudança motivada pela vontade, oportunidade, casamento ou nascimento de filhos. Quando isso acontece passamos a ser o agente ativo da mudança, nos tornamos proativos.

Mudar é complexo, não é simplesmente falar e acontecer, ela depende muito mais de um estado de espirito da pessoa do que de atitudes de imposição de uma gestão ou um líder. A mudança deve ser internalizada pelas pessoas e motivada pelo estilo de gestão da empresa, o líder deve saber ouvir e assim motivar as pessoas, pois cada ser humano tem um grau de motivação.

Certa vez assistindo uma palestra ouvi a estória de dois irmãos, um queria muito um cavalo e outro uma bicicleta, o pai não podendo comprar um cavalo resolveu dar uma bicicleta para cada um, mas antes quis fazer uma brincadeira. Na noite de natal o pai colocou na cama de cada filho um embrulho, de manhã as crianças foram ver o que tinham ganhado. O menino que queria a bicicleta logo identificou o presente, mas logo se desiludiu ,viu que não conseguiria aprender andar de bicicleta sem se machucar e encostou o presente.  O menino que queria o cavalo ganhou uma caixinha e ao desembrulhar viu um monte de esterco e imediatamente sorriu e saiu para o quintal procurando o cavalo.

Essa pequena estória serve para lembrar que muitas vezes estamos tão acostumados com conceitos predefinidos que não conseguimos enxergar as oportunidades de mudança ou até mesmo que precisamos estar abertos a novos pensamentos. Muitas vezes as mudanças ocorrem quando as pessoas passam a ter novos comportamentos ou aprendem novas habilidades.

Você pode começar mudando coisas simples na sua vida como, por exemplo, se você é casado (a) pode tentar mudar o lado de dormir na cama ou escrever com a mão esquerda ou até mesmo comer com a mão esquerda se você é destro.

Dentro de uma empresa um processo de mudança ocorre quando a organização não satisfaz os acionistas. O sinal da necessidade de uma mudança pode ocorrer quando existir uma diminuição das vendas, perda de mercado, aumento de custos, redução do lucro, entre outras coisas. Esses sinais podem ser indicativos de que a empresa precisa e deve mudar.

Sempre existirá resistência à mudança dentro de uma empresa, uma pesquisa feita mostra que 10% das pessoas aceitam a mudança sem resistência, 20% mudam com um pouco de convencimento, 40% mudam com muito convencimento e 30% apenas mudam se a mudança for bem sucedida são como São Tomé.

A mudança apenas será bem sucedida se atender a certos requisitos como:

  • Visão: em primeiro lugar deve-se saber o que se quer;
  • Habilidades: efetuar mudanças requer habilidades para execução das etapas necessárias uma mudança complexa sem ter as habilidades necessárias é correr risco de fracasso;
  • Incentivos: processos complexos de mudanças sempre pedem incentivos adequados. É necessário motivar todos que estão envolvidos na mudança.
  • Recursos: Mudanças complexas requerem recursos adequados estes podem ser humanos, tecnológicos ou financeiros.
  • Plano de Ações: mudanças complexas requerem um Plano de Ações muito bem elaborado e executado.

Caso esses cinco requisitos não seja observado, às mudanças podem não ter o efeito desejado, pois na falta de um desses requisitos poderá resultar em confusão, lentidão ou a um falso começo de mudança.

Uma coisa é certa a mudança deve ser internalizada pelas pessoas para dar certo. Caso as pessoas envolvidas no processo de mudança tiverem um comportamento como Maria-vai-com- as- outras (pessoas que querem estar apenas na moda e são facilmente influenciáveis) não há mudança apenas um falso começo,  como disse o escritor, jornalista e comentarista político Walter Lippman "Quando todos pensam o mesmo, ninguém está pensando" e tudo acaba em uma enorme confusão.

Vamos refletir sobre isso!

Momento do Administrador, Pedro Paulo Galindo Morales - 13 de julho 2016.


terça-feira, 12 de julho de 2016

Tempo! Como utilizar esse recurso tão escasso?




Em primeiro lugar é preciso deixar claro que não existem meios, até hoje, descobertos para gerenciar ou administrar o TEMPO.

Ninguém consegue alterar o tempo, melhorar o tempo, armazenar o tempo, fazer um investimento para que no futuro possa ter mais unidades de tempo, nem trocar tempo com outra pessoa, ou comprar tempo, vender tempo, multiplicar o tempo. Ou seja, realmente não se faz algo com o tempo em si.

O tempo é uma forma de medir as mudanças ou a velocidade dos acontecimentos.

Imagine que tudo parou. Que o planeta não está girando, que as pessoas estão como estátuas, que o relógio parou de fazer tic-tac. As nuvens não estão se mexendo e não existe nenhum som se propagando no espaço. Algumas vezes vemos isso em filmes. Neste caso nossa reação é imediata e dizemos "o tempo parou" ou "o fulano parou o tempo".

Não foi o tempo que parou, mas sim todas as coisas. É que não conseguimos medir o tempo senão pela mudança de alguma coisa, a mudança dos ponteiros no relógio, a mudança da órbita dos planetas, ou qualquer outra mudança.

O tempo é uma medida utilizada para calcular uma quantidade de mudança.

No passado, medíamos o tempo pelo giro da Lua ao redor da Terra ou desta ao redor do Sol. "Daqui a duas Luas vamos pescar". "Ele voltou há dois Sóis". "Quando o Sol se puser..." "Ao nascer do Sol..." entre outros exemplos. Para facilitar nossas vidas, dividimos o período de um Sol e uma Lua (o dia) em 24 períodos iguais e chamamos isso de horas. Dividimos essas horas em 60 períodos iguais e chamamos de minutos. Também criamos outras divisões como os segundos, os centésimos e milésimos de segundos e por aí vai.

Sendo o tempo uma medida de mudança, melhor o usamos se provocarmos a maior quantidade e qualidade de mudanças no mesmo período que ocorrerem as mudanças das quais medimos o tempo. Isto é o que significa dizer fazer mais em menos tempo.

Então não podemos gerenciar o tempo, mas neste sentido, a única coisa que podemos fazer é gerenciar a nossa atuação ao longo do tempo.

Vive melhor quem souber realizar mais coisas que lhe sejam úteis ao longo da mesma quantidade de tempo.

Gestão ou Administração de Tempo tem mais relação com saber usar uma bússola do que ficar olhando o relógio...

QUE TIPO DE VIDA VOCÊ QUER?

Pasme, mas a maioria das pessoas com quem converso não tem uma resposta direta para essa pergunta. Na maioria das vezes que encontro alguém que tem algum tipo de resposta para isso, tem dificuldade para explicar. O mais comum ouvir é "ãããããã..." ou "então, eu quero algo melhor, sabe, mais tranquilo...". Se eu perguntar o que isso significa, lá vamos nós de volta ao "ããããã". Para facilitar, responda as seguintes 9 questões quanto ao que fazer, ter e ser: 1a. O que você NÃO FAZ e quer COMEÇAR A FAZER? 1b. O que você JÁ FAZ  e quer CONTINUAR FAZENDO? 1c. O que você JÁ FAZ e quer PARAR DE FAZER?

2a. O que você NÃO TEM e quer COMEÇAR A TER (ou passar a ter)?

2b. O que você JÁ TEM e quer CONTINUAR TENDO?

2c. O que você JÁ TEM e quer PARAR DE TER (ou não quer mais ter)?

3a. O que você NÃO É e quer COMEÇAR A SER (ou passar a ser)?

3b. O que você JÁ É e quer CONTINUAR SENDO?

3c. O que você JÁ É e quer PARAR DE SER (ou não quer mais ser)?

Faça um planejamento para eliminar, delegar, interromper ou cancelar os itens das respostas do conjunto de questões número 3 e faça planos para conseguir alcançar os itens presentes nas respostas do conjunto de questões número 1.Comoce a colocar em prática os planos para eliminar os elementos das questões 3 e, assim que conseguir eliminar algum deles, vá colocando em prática os planos para alcançar os elementos das questões 1. Mantenha existindo os itens listados nas respostas do conjunto de questões de número 2! Aqui está o sucesso já alcançado!

Tenho visto muitas pessoas que, para alcançar o que deseja, abre mão daquilo que desejaria continuar tendo, sendo ou fazendo... Depois de algum tempo, essas pessoas estão tão lotadas de elementos que não desejam que a vida passa a ser um fardo e, o pior, é que essas pessoas ficam reclamando que não têm tempo.

O problema não está no tempo, mas sim nas escolhas do que fazer com ele!

Faz sentido?

Momento do Administrador, Andersom Bontorim - 12 de julho 2016.


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Por onde começar a fazer seu planejamento financeiro

Quando o assunto é dinheiro, "Deixe a vida me levar" no que se refere ao controle de seus gastos, pode não ser a melhor opção.



Você sempre quis ser mais organizado financeiramente, mas não sabe ao certo por onde começar? Pois bem, se você é daquelas pessoas que vive adiando o assunto finanças, esse artigo pode te cair como uma luva.

Chegou a hora de assumir as rédeas da situação e tomar conta do seu dinheiro afinal, você já está bem crescidinho para isso.  – Que saudade de quando sua preocupação era só pensar no que fazer com sua mesada, hein?

Prometo mostrar a você que planejamento, no que diz respeito à educação financeira, não é um bicho de sete cabeças. No entanto, para que a coisa toda dê certo, é preciso assim como em diversos outros aspectos da vida, contar com a sua disciplina.

Se você ainda se questiona sobre os benefícios de se ter um planejamento financeiro, e como isto pode ser útil, serei bem direta: serve para que se possa conquistar aquilo que sonha. Além de evitar dores de cabeça por causa de dívidas mal calculadas, serve também para que você não viva no vermelho e, assim, possa aproveitar melhor tudo o que a vida tem a oferecer.

Muitas dúvidas que me chegam acerca de finanças, giram em torno da mesma pergunta: Por onde devo começar? Isto poderia ser respondido de forma racional, no entanto o começo pode ser muito diferente do que você imagina. Educação financeira não começa no bolso, começa na cabeça – Estou falando de seus pensamentos, crenças, emoções e atitudes.

As razões pelas quais você ainda não se educou financeiramente pode ter  inúmeras causas, mas acabam tendo a mesma origem – O medo de encarar a situação de frente.

Talvez você tenha medo, porque acha que não entende muito de finanças, ou porque acredita que não conseguirá equilibrar as contas e assim deixar de viver no aperto. Quem sabe ainda, sua zona de conforto seja mais atraente do que o medo da nova situação. Mas o fato é que, se você quer progredir em sua vida financeira, precisa ter coragem de começar a pensar no assunto, caso contrário pode passar a vida sendo controlado por seu dinheiro (ou pela falta dele). É daí que vem a tal frase: Nem vi pra onde foi o meu dinheiro esse mês!

Você provavelmente, já achou que algo era muito difícil de fazer, mas quando decidiu, foi lá acabou com a procrastinação e por fim, viu que na verdade tudo era infinitamente mais fácil do que você imaginava, não é mesmo?

Pois bem, com finanças também é assim. Por isso uma das formas de afastar o medo é racionalizar o assunto, colocar no papel e tentar entender a situação.

O que acontece é que medo se alimenta do não contato com a realidade, e se você decidir colocar a mão na massa estará enfrentando esse medo. Experimente, aposto que será a melhor coisa que você pode fazer pela sua vida financeira neste momento.

Outro fator que emperra seus conhecimentos sobre finanças é a disciplina pois, muitas vezes você até encara seus medos e começa a pensar sobre o assunto, mas acaba com o tempo, deixando a coisa pra lá, é a mesma dinâmica do começo da dieta ou da academia na segunda-feira. O fato é que não há muito segredo. Educação financeira, assim como vários aspectos da vida acontece por meio da dedicação diária e constante. Pensar sobre seus ganhos e gastos deve ser uma preocupação contínua e não somente quando “a conta chega”.

O próximo passo é controlar aquilo que você ganha e o que você gasta (suas receitas e despesas) caso contrário estará vivendo um dia de cada vez.

Um dos segredos de pessoas bem sucedidas financeiramente é fazer este controle, para que assim se possa pensar no futuro de maneira estratégica. Viver o agora pode ser prazeroso, mas projetar o futuro tem vantagens muito maiores e mais duradouras do que esse prazer momentâneo. Para fazer isso, comece anotando tudo o que você ganha e gasta por mês, mesmo aquelas pequenas despesas do dia a dia pagas em dinheiro. Você pode se surpreender com o valor gasto com essas pequenas coisas.

Existem inúmeras formas de fazer este controle mensal, planilhas, aplicativos, anotações a mão. Encontre a que mais se adapta ao seu gosto e a sua realidade, fazendo isso você ficará mais confiante e seguro sobre suas finanças afinal, estará agindo para ter o controle da situação e não se deixar ser controlado por ela.

É como dizia um advogado amigo meu: “Dinheiro não aceita desaforo”.

Acrescento dizendo : “Deixe a vida me levar” quando o assunto é dinheiro, não é a melhor opção.

Segue firme.

Momento do Administrador, Gisele Meter - 11 de julho 2016.


domingo, 10 de julho de 2016

Messi e a pressão nossa de cada dia




A surpresa da Copa América aconteceu depois de mais uma derrota nos pênaltis da Argentina para o Chile: Messi renunciou à seleção alviceleste.

À primeira vista, sua decisão está exclusivamente vinculada a mais uma derrota. Não concordo com essa tese e, embora acredite que o craque irá mudar de ideia, acho que vale a pena identificar as causas que o levaram a essa escolha.

Como se sabe, Messi sempre foi visto como o cara que resolveria a abstinência de títulos da seleção argentina, há 23 anos sem erguer uma taça. Mais do que isso, os argentinos, incluídos aí imprensa e torcida, exigiram dele que não só liderasse, mas carregasse o time para essas conquistas.

Depois de tudo que fez pelo Barcelona, é até compreensível que os argentinos vissem nele a salvação. Messi, o predestinado. Mas ao que parece, foi aí que se criou um novo problema.

Na mitologia grega, Atlas carrega as abóbodas celestes em suas costas não como prêmio, mas como castigo imposto por Zeus. Na Argentina, Messi também foi incumbido de carregar tudo em suas costas.

Na mitologia grega, o titã Atlas carrega as abóbodas celestes em suas costas não como prêmio, mas como castigo imposto por Zeus. Na Argentina, Messi também foi incumbido de carregar tudo em suas costas. Como se fosse sua obrigação resolver tudo sozinho. Não funcionou.

A federação de futebol da argentina é tão amadora e desorganizada quanto a nossa CBF e o time da argentina também possui suas carências. Mas a conclusão de que a seleção argentina não é o Barcelona, apesar de óbvia, não impediu que o senso comum pleiteasse, na seleção, o Messi do Barcelona. Para muitos só o alto salário que ganha um craque como ele já justifica a responsabilidade compulsória que recebeu. Há também o componente Maradona que, por si, rende também teses e análises.

Ainda que o próprio Messi tenha se colocado sob essa mesma carga pesada, a última decisão da Copa América mostrou, mais uma vez, que só pressão e cobrança somadas ao talento do jogador são insuficientes para resolver todos os problemas da Argentina ou, ao menos, o principal deles: um título.

O mais curioso é que, depois do anúncio em que abre mão da camisa argentina, os próprios argentinos parecem ter notado o equívoco. A segunda derrota para o Chile parece ter ficado em segundo plano. O objetivo, agora, é evitar um novo desastre: a saída do craque.

O jornal Olé publicou uma capa em que implora a permanência de Messi e até o presidente da Argentina ligou para o jogador pedindo que ele não saia.

Enfim, parece que caiu a ficha. Embora seja um dos maiores jogadores da história, Messi é humano e não suportou o nível de pressão e exigência que lhe foi imposto. E isso é muito bom.

Como apontaram analistas, talvez essa humanização seja o primeiro passo para que a Argentina mude sua relação com o craque. Eles perceberam que, mais do que ninguém, Messi é argentino, se preocupa com a seleção do país e se incomoda em não vencer. Porém, não é capaz de solucionar tudo como eles imaginavam. No futebol e na vida, ninguém faz nada sozinho.

Quanto a nós, podemos aprender que pressão é bom, ajuda a motivar. Mas quando extrapola certos níveis do que é suportável não há salário alto ou talento capaz de trazer os resultados esperados.

Em tempos em que somos cada vez mais exigidos e nos impomos metas cada vez mais agressivas é bom lembrar que somos humanos. É bom respeitar nossas limitações porque, afinal, até o Messi tem as suas.

Momento do Administrador, Rodrigo Focaccio - 10 de julho 2016.


sábado, 9 de julho de 2016

Seu negócio precisa mesmo de um espaço físico?




Muitos aspirantes à empreendedores imaginam que ter um espaço físico será fundamental para o sucesso da sua empresa. Em alguns casos, obviamente, isso é realmente fundamental. Se você quer abrir um restaurante, não poderá esperar que seu negócio decole caso não tenha um espaço onde seus clientes possam sentar e comer. No entanto, o fato é que para a grande maioria das novas empresas baseadas na internet, um espaço físico é um custo desnecessário.

Esqueça aluguel, material de escritório, móveis, contas de luz e de água. Empreendedores com visão de futuro estão decidindo por uma abordagem moderna e deixando de lado o espaço físico.

Com isso em mente, confira três alternativas para fugir dos custos e da rotina de um escritório tradicional. Quem sabe alguma dessas opções faça sentido para o seu negócio.

1 – Construa uma equipe remota

O home office virou uma tendência. Principalmente para os mais jovens. Essa galera se cansou do trânsito, da rotina e da falta de flexibilidade do mundo corporativo. Portanto, ao invés de gastar dinheiro com um espaço físico, procure por esses caras e construa uma equipe remota. Além de reduzir despesas, você contará com um leque maior de talentos à sua disposição, já que as limitações geográficas não serão um problema. Sua equipe poderá ter membros de todo o país e, quem sabe, do mundo. Se isso não é atraente o bastante para você, saiba que estudos de uma tal de Harvard apontam que trabalhadores remotos são mais felizes e produtivos.

2 – Use um serviço de escritório virtual

Já falei por aqui sobre as maravilhas de aplicativos e ferramentas — gratuitas ou não — que ajudam e muito a vida dos novos empreendedores. O Slack, por exemplo, é uma ferramenta de colaboração em equipe que lhe permite uma comunicação centralizada. Dispõe de salas de chat organizadas por tema e se integra com serviços de terceiros. Caso precise conversar com um cliente, use o Skype ou mesmo o SnapChat. Essas alternativas, inclusive, eliminam outros gastos como linhas telefônicas.

3 – Use o espaço físico dos outros

Trabalhar em casa e sem contato com outras pessoas, às vezes, pode se tornar uma tarefa solitária e até mesmo deprimente. Nem só de vantagens vive o home office. Quando se sentir assim, coloque seu notebook na mochila e procure uma cafeteria ou outro estabelecimento com Wi-Fi. Afinal, para os empreendedores digitais, basicamente o que eles precisam pra tocar o negócio é um computador com acesso à internet. Além disso, você pode marcar um café com seus clientes ou parceiros. Essa é uma tendência bastante forte neste meio. Quando alguém quer me encontrar para conversar sobre algum projeto, geralmente sou convidado para um café. Ninguém pergunta onde é ou mesmo se tenho um escritório. Uma outra alternativa são espaços de coworking. Você pode alugar uma mesa pelo tempo que precisar e ainda ter a oportunidade de fazer networking com outros empresários independentes.

Momento do Administrador, Matheus de Souza - 09 de julho 2016.


sexta-feira, 8 de julho de 2016

5 Dicas da neurociência para torná-lo muito mais feliz




Ser feliz. O que isto significa para você? Em qualquer lugar por onde você andar o que não irá faltar são conselhos sobre o que fazer para ser feliz, ou mais feliz. O que é compreensivo, afinal, dentro de cada ser humano está impresso o desejo pela felicidade. O problema é que, como todo mundo é diferente, o que faz uma pessoa feliz pode fazer outra infeliz.

Diante de tantos conselhos, muitas vezes contraditórios, o neurocientista e pesquisador Alex Korb gastou uma grande quantidade de tempo estudando os efeitos de diferentes estratégias de felicidade no cérebro. Seus resultados têm muito a nos ensinar sobre o que realmente funciona quando se trata de aumentar a felicidade.

A felicidade não é algo pronto. Ela é feita de suas próprias ações.  – Dalai Lama

A pesquisa de Korb demonstrou que nossos pensamentos e as emoções que sentimos em resposta a esses pensamentos, têm um profundo impacto sobre áreas surpreendentes do nosso cérebro.

Culpa e vergonha, por exemplo, ativam o centro de recompensa do cérebro, o que explica porquê temos uma forte tendência a acumular tais culpa e vergonha sobre nós mesmos. Da mesma forma, estar constantemente preocupado aumenta a atividade no córtex pré-frontal (cérebro racional), razão pela qual estar sempre preocupado pode fazer você se sentir mais no controle do que não fazer nada.

Eu não estou defendendo preocupação, culpa e vergonha como o caminho para a felicidade. A ilustração mostra apenas o motivo pelo qual as pessoas tendem a sucumbir a pensamentos que alimentam essas emoções. Que saber quais são os 5 pontos chaves descoberto pela neurociência que pode torna-lo mais feliz? Vamos a eles!

Gratidão cria felicidade. Sim, o antidepressivo neural real é gratidão. Gratidão aumenta os níveis de serotonina e dopamina, que são considerados os produtos químicos felizes do cérebro e os mesmos produtos químicos alvo de medicamentos antidepressivos. A coisa impressionante sobre a gratidão é que ela pode funcionar mesmo quando as coisas não estão indo bem para você. Isso porque, na verdade, você não tem que sentir gratidãoespontânea a fim de produzir alterações químicas no seu cérebro, você apenas tem que forçar-se a pensar em algo em sua vida que você aprecia. Esta linha de pensamento ativa o seu cérebro para fazer você se sentir mais feliz.

Rotular sentimentos negativos dilui o seu poder. Há uma quantidade incrível de poder em simplesmente rotular as suas emoções negativas. Em um estudo, os participantes passaram por exames de ressonância magnética em seus cérebros enquanto eles rotulavam emoções negativas. Sentir-se angustiado, por exemplo, leva a uma impulsividade a base de sofrimento e a um sentido de urgência negativa, que se resume ao comportamento de “luta ou fuga”, ou seja, fugir da situação ou ignora-la. Neste caso, verbalizar este sentimento de angústia em “Estou com medo” mudou a resposta cerebral. Quando eles chamaram essa emoção de “medo”, o córtex pré-frontal do cérebro assumiu, e a amígdala e outras regiões límbicas (onde as emoções são geradas), acalmaram.

Este efeito não trabalha apenas com suas próprias emoções, ele funciona também rotulamos as emoções de outras pessoas. É por isso que os negociadores de reféns do FBI frequentemente contam com esta técnica.

Tomar decisões faz bem. Semelhante a nomenclatura emoções, a tomada de decisões engata no córtex pré-frontal, que acalma a amígdala e o resto do sistema límbico. A chave é simples, faça escolhas! 

Tentar tomar “a decisão perfeita” provoca estresse. Tomando uma decisão que seja “bom o suficiente”, ativa as áreas pré-frontal dorsolateral do cérebro, diminuindo consideravelmente as emoções, fazendo com que a pessoa se sinta no controle. Por outro lado, tentar tomar uma “decisão perfeita”, aumenta as atividades no cérebro, basicamente isso significa que suas emoções estarão excessivamente envolvidas no processo de tomada de decisão.

Ajudar os outros. Tirar um tempo para ajudar os outros não só os torna felizes, mas também faz você feliz. Ajudar outras pessoas faz com que você receba uma onda de oxitocina, serotonina e dopamina, os quais criam bons sentimentos. Em um estudo de Harvard, os colaboradores que ajudaram os outros eram 10 vezes mais focados no trabalho e tinham 40% mais chances de conseguirem uma promoção. O mesmo estudo mostrou que as pessoas que consistentemente deram apoio social para os outros foram os mais propensos a serem feliz durante períodos de estresse elevado. Contanto que você tenha certeza de que você não esteja se sobrecarregando, ajudar os outros é a certeza de ter uma influência positiva sobre a sua felicidade.

Nosso cérebro está conectado para o toque. Os seres humanos são animais sociais, a tal ponto que o nosso cérebro reage à exclusão social da mesma forma que ele reage à dor física, com atividade no cíngulo anterior e a ínsula. Da mesma forma, nosso cérebro foi projetado para interpretar toque como aceitação social. O toque é um dos principais estímulos para a liberação de oxitocina, que acalma a amígdala e, por sua vez, acalma as emoções. Há estudos que mostram que estar de mãos dadas com um ente querido reduz a resposta do cérebro à dor. Você pode pensar que é uma má notícia para as pessoas que são socialmente isoladas, entretanto, estudos mostram que a massagem aumenta a serotonina em até 30%. O toque reduz os hormônios do estresse, diminui a percepção da dor, melhora o sono, e reduz a fadiga.

JUNTANDO TUDO: 

Tudo está interligado. Gratidão melhora o sono. Sono reduz a dor. Redução da dor melhora o humor. A melhora do humor reduz a ansiedade, o que melhora o foco e planejamento. Foco e planejamento ajudam na tomada de decisões. A tomada de decisão reduz ainda mais ansiedade e melhora a diversão. Prazer lhe dá mais para ser grato, o que mantém esse ciclo da espiral ascendente indo. Prazer torna mais provável que você vá exercer o “ser social”, que, por sua vez, faz você mais feliz.

Abraços,

Momento do Administrador, Katiane Vieira - 08 de julho 2016.