domingo, 3 de agosto de 2014

Curso superior, tecnológico ou técnico: que modalidade escolher?

As opções são muitas, mas ficam as dúvidas: será que esse curso combina com o meu perfil? Que vantagens ou desvantagens eu terei se escolhê-lo?




Com apenas 17 anos, Natália Pinto se interessava por línguas, Administração, viagens, meio ambiente e tinha diversas dúvidas em relação ao mercado. Ela, então, acabou escolhendo fazer vestibular para o curso que achou mais condizente com suas aspirações: Tecnologia em Gestão de Turismo. No entanto, no decorrer da formação, se deu conta de que o turismo, em si, não era “sua praia”. Essa descoberta, aliada à falta de conteúdo acadêmico, a fizeram decidir cursar o bacharelado em Administração. “Gostei do curso tecnológico, mas como é muito focado para o mercado, percebo que deixou algumas lacunas em relação às áreas teóricas, à pesquisa e à extensão, o que também contribuiu para a minha decisão de fazer outro curso”, afirma.

Não só Natália como tantas outras pessoas tiveram ou ainda têm dúvidas em relação ao mundo profissional e se questionam sobre, além da área, que modalidade de curso deveriam fazer. Alguns jovens, por exemplo, têm uma ideia a respeito de um tipo de formação mas, quando estão nele, percebem que a escolha não foi a certa para a sua carreira ou não estava de acordo com os seus objetivos. 

Aspectos como entrar rapidamente no mercado, adquirir conhecimentos mais abrangentes e se especializar no segmento em que já se atua são apenas alguns dos pontos considerados na hora de dar esse passo. E é com base nesses objetivos que se faz a opção por diferentes modalidades de curso, entre as quais estão a graduação superior, o curso técnico e a formação superior tecnológica.

No entanto, ter dúvidas em relação aos objetivos profissionais nem sempre é o problema, pois, para algumas pessoas, as funções e os intuitos de cada curso ainda não estão claros. Uma situação comum é a confusão feita entre o curso tecnológico e a formação técnica. 

O Ministério da Educação dispõe, no seu portal na internet, a seguinte diferenciação entre as modalidades: “cursos técnicos são programas de nível médio com o propósito de capacitar o aluno, proporcionando conhecimentos teóricos e práticos nas diversas atividades do setor produtivo, e os cursos tecnológicos classificam-se como de nível superior”. 

Além disso, há diferenças na esfera acadêmica, já que a formação técnica é equivalente ao nível médio enquanto a graduação tecnológica consiste num curso superior de duração mais curta que um tradicional e torna o concluinte qualificado para uma pós-graduação, como aponta Denis Carmassi, coordenador de cursos superiores do Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada (IBTA). 

O especialista ainda ressalta outras diferenças, estas na esfera profissional. “Os cursos técnicos e tecnológicos possuem, dentro de uma mesma área, atribuições diferentes, sendo que, para os técnicos, cabem verbos como executar e operar enquanto para os tecnólogos atribuem-se supervisionar, planejar, gerir”, explica.

Para o mercado, no entanto, ainda há desconfiança para quem se forma em curso superior tecnológico. A maioria dos processos de trainee e muitos concursos públicos restringem suas vagas para profissionais com bacharelado e licenciatura em superior ou com nível técnico. A estudante Viviane Correia sofre isso na pele. “Curso Gestão financeira e não consigo recolocação no mercado e a maioria dos estágios são só para bacharelado”.

Essa dificuldade sentida pelos tecnólogos, no entanto, vem mudando. Dados do Censo da Educação Superior indicam que de 2010 a 2011 a matrícula em cursos tecnológicos cresceu 11,4%, enquanto o aumento no curso de bacharelado ficou em 6,4%. Já a formação em licenciatura teve acréscimo de apenas 0,1%, o que demonstra, aos poucos, que esse tipo de preconceito em relação à graduação tecnológica vem diminuindo, tanto por parte dos próprios alunos quanto por parte das empresas. 

Ainda assim, a escolha por um curso técnico, superior ou superior tecnológico deve partir do perfil do estudante, de suas aspirações, objetivos e condições familiares e financeiras. "As modalidades de cursos se constituem em maneiras diferentes de adquirir conhecimento e é essa diversidade de opções que permite que mais pessoas sejam capacitadas", explica Letícia Bechara, coordenadora do Vestibular e Relacionamento da Trevisan Escola de Negócios.

AS MODALIDADES

Curso técnico

  • Vantagens

- Pode ser cursado paralelamente ao Ensino Médio ou após o seu término. 

- Proporciona um acesso mais rápido ao mercado e dá uma formação técnica na área de interesse do aluno. 

  • Desvantagens

- Risco de precipitação na hora da escolha da área 

- Dificuldades de conciliamento com o estudo de matérias do Ensino Médio, caso o estudante queira tentar um vestibular

  • Perfil

- Voltado para jovens estudantes que querem entrar no mercado em um curto espaço de tempo.

Curso superior tecnológico

  • Vantagens

- Formação superior em tempo reduzido, com duração de 2 a 3 anos

- Especialização em uma área do conhecimento focada no interesse do estudante

  • Desvantagens

- Menor carga horária

- Limitação para o aprendizado de outras áreas

- Falta de oportunidades em concursos públicos e em outros processos seletivos

  • Perfil

- Estudantes concluintes de Ensino Médio ou Técnico 

- Profissionais que já atuam na área de interesse e querem uma formação específica

Curso Superior

  • Vantagens

- Conhecimento mais amplo de outras disciplinas

- Opção por vários caminhos dentro da formação, devido às diversas áreas possíveis para se trabalhar

  • Desvantagens

- Tempo mais longo para a formação 

- Aumento da indecisão de atuação do profissional

  • Perfil

- Estudantes que desejam uma formação mais abrangente

- Pessoas com perspectivas menos imediatas de profissionalização

- Pessoas com formação técnica e/ou tecnológica que querem agregar outros conhecimentos



sábado, 2 de agosto de 2014

Aplicativo permitirá a eleitor participar de apuração independente nas eleições de outubro

Grupo fez crowdfunding para desenvolver Você Fiscal; a partir de fotos de boletins de urna, serão apontados possíveis erros ou fraudes e estimado resultado final




Em 2012, um grupo de técnicos da UnB (Universidade de Brasília) realizou pesquisa, em processo promovido pelo próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que mostrou falhas no sistema eleitoral brasileiro, como a não garantia do sigilo do voto, nem a integridade dos resultados. De lá para cá, o órgão, que não está sujeito a nenhuma auditoria externa efetiva, declarou que algumas das falhas seriam corrigidas e não voltou a realizar, ou pelo menos divulgar, testes abertos à sociedade.

O pesquisador-chefe da equipe que identificou as vulnerabilidades, Diego Aranha, hoje professor de Computação da Unicamp, lançou, às 23 horas do dia 22, um financiamento coletivo pelo site Catarse para desenvolver o aplicativo Você Fiscal. Por meio do envio de fotos do Boletim de Urna (BU) de seções eleitorais em qualquer parte do Brasil, o Você Fiscal permitirá a todo eleitor que o utilize (direto no smartphone Android ou em site específico) colaborar para uma apuração paralela e independente da parte transparente das próximas eleições: da urna para fora (leia mais abaixo).

Em menos de uma semana, ainda às 17 horas do dia 28 de julho, o projeto já conseguiu levantar totalmente a meta, de R$ 30 mil. Está, assim, garantido o seu propósito: o app entrará em ação Brasil afora a partir das 17 horas do dia 5 de outubro, quando a votação – para presidente, governadores e deputados estaduais – é encerrada. As contribuições variam desde R$ 20 a R$ 5 mil, com recompensas que vão de agradecimento no aplicativo e nas redes sociais a livros, vagas em eventos e direito a palestras sobre votação eletrônica e até a mini-curso sobre “A História e o Futuro da Criptografia”.

Amostragem colaborativa

Finalizada a votação, os dados de cada urna eletrônica são enviados para os computadores do TSE, onde são somados para calcular o resultado final. Cada urna também imprime o chamado Boletim de Urna, o BU, espécie de recibo com os totais de voto por candidato naquele aparelho.

É aí que o Você Fiscal entra em ação, permitindo a qualquer eleitor fiscalizar a urna em que votou – e a de quantas seções eleitorais quiser percorrer. Utilizando o aplicativo, bastará fotografar de maneira adequada o BU fixado na parede ou na porta da seção eleitoral.

A partir dessa amostra colaborativa, o Você Fiscal somará os resultados de forma independente e indicará, em comparação aos resultados divulgados pelo TSE, possíveis erros ou fraudes.

“Podemos detectar se determinada urna for extraviada, trocada ou adulterada pela manipulação da versão eletrônica do seu Boletim de Urna. E, com usuários suficientes, também vamos ver se ocorrer um erro ou fraude no software que roda no servidor do TSE para somar o resultado final”, diz Aranha.

O que ficará de fora da avaliação do Você Fiscal? Erro ou fraude no software que funciona dentro da urna e eventual fraude de mesário – como ele tecnicamente pode votar no lugar de qualquer eleitor, já houve relatos de eleições em que mesários desonestos votaram por eleitores que faltaram.

Caixa preta da democracia

No início de junho, o TSE divulgou que não faria testes públicos antes das eleições de 5 de outubro. E, novamente, garantiu que tanto as urnas eletrônicas como os seus sistemas são invioláveis. “Eu esperava com ansiedade por isso e lamentei quando soube. Queria, pelo menos, verificar se os problemas de segurança encontrados em 2012 foram corrigidos e se novos foram introduzidos”, conta Aranha.

“Na ocasião [último teste público realizado], o TSE nos deu cinco horas para analisar mais de 10 milhões de linhas de programação do código do software da urna, que eles nos abriram. Descobrimos como reverter o mecanismo usado para o embaralhamento dos votos [que garantiria o sigilo] em menos de uma hora”, conta o professor. Para participar, ele se cadastrou com os colegas após chamada pública do órgão para tal.

Aranha e os técnicos que coordenou provaram a falha ao simularem uma eleição com 950 votos e, na sequência, ordenarem esses votos. “Ou seja, achamos um erro absolutamente banal do sistema, e isso durante um teste limitado e curto. Acredito que, se pudéssemos fazer experimentos realistas e sem restrições, as urnas eletrônicas brasileiras seriam viradas do avesso. Infelizmente, hoje elas são praticamente uma caixa preta”, diz.



3 dicas para aprender a ler 300% mais rápido em 20 minutos

Falantes de cinco idiomas, incluindo disléxicos, foram testados e, ao final do projeto, eram capazes de ler mais de 3 mil palavras por minuto




O quanto você conseguiria, por exemplo, estudar para um concurso ou uma prova da faculdade se pudesse ler três ou cinco vezes mais rápido? Tim Ferriss, autor do livro "Four Hour Work Week" (sem edição no Brasil), realizou um seminário chamado "The PX Project" para os graduandos da Universidade de Princenton, em 1998, sobre como aumentar sua velocidade de leitura. Ele afirma que nunca viu o método falhar.

No The Huffington Post, Tim compartilhou um artigo com um compacto das dicas apresentadas na ocasião, que prometem melhorar a velocidade de leitura em até 300% com apenas 20 minutos de exercícios.

Nativos de cinco idiomas, incluindo disléxicos, foram testados e, ao final do projeto, eram capazes de ler mais de 3 mil palavras por minuto, o que equivale a 10 páginas por minuto, de material técnico. Segundo pesquisas, o americano consegue ler, em média, entre 200 e 300 palavras por minuto. No máximo 1% da população consegue ler até 400 palavras por minuto.

Abaixo, listamos as três principais dicas de Ferris. A íntegra pode ser lida (em inglês) no The Huffington Post:

1. Reduza o número de fixações no processo de leitura

Nosso mecanismo de leitura funciona mais ou menos assim: fixamos em um ponto inicial e em seguida empreendemos uma sucessão de saltos com os olhos no sentido do que estamos lendo. A cada salto, fixamos em um ponto. Assim, a leitura é uma "sucessão de fixações". "Cada fixação vai durar de um quarto a meio segundo em pessoas que não são treinadas", diz Ferriss. As treinadas vão conseguir reduzir isso, passando menos tempo em cada ponto fixado e acelerando, assim, o processo de leitura.

2. Elimine as regressões e releituras inconscientes

Normalmente, 30% do nosso tempo de leitura é gasto com o que acabamos de ler. Para melhorar sua velocidade de leitura, é preciso resistir ao impulso de voltar às frases das quais já passou.

3. Melhore sua visão periférica

Sem treino, usamos o foco central da visão, o que diminui em 50% a quantidade de palavras que percebemos por fixação. Para acelerar sua leitura, comece a explorar mais sua visão periférica.



Cinco lições de Seu Vieira sobre vendas que eu aprendi tarde demais

Em apenas uma tarde, eu aprendi (na marra) sobre o que fazer e o que não fazer para se dar bem como um vendedor porta a porta




Sempre fui um péssimo vendedor e um negociador tão ruim quanto. Desde criança. Quando tinha de vender bilhetes de sorteios na escola, só conseguia atingir a cota com a solidariedade do pessoal de casa - nessas horas, sempre dava graças a Deus por ter uma família grande! Nas vezes em que tentei colocar à venda objetos que não me serviam mais, sempre fui um fiasco. Ou não conseguia quem comprasse ou acabava saindo no prejuízo - nessas ocasiões, era impressionante: os compradores sempre tinham mais lábia do que o vendedor. Essas histórias de gente de sucesso que começou com uma barraquinha de doces ou de refresco com os amigos na infância eu nunca vou poder contar. 

Com a falta de jeito para as vendas, acabei criando uma aversão tão grande a esse tipo de trabalho que, quando não sabia o que escolher no ano do vestibular, um dos critérios de exclusão foi justamente esse: topo (quase) qualquer coisa, desde que um dia eu não precise vender algo para sobreviver. Acabei escolhendo jornalismo, com duas certezas que mais tarde se provaram meras pegadinhas do malandro. A primeira era a de que, finalmente, tinha me livrado da matemática, que durou até o dia em que tive de fazer minha primeira matéria sobre estatísticas do IBGE. A segunda merece um parágrafo à parte.

Com exceção do meu peixe, até esta edição da Administradores eu nunca tinha precisado vender nada para garantir o final feliz do mês. E, no final das contas, continuo sem vender. Mas, graças a mais uma ideia genial (só que não) do nosso editor Fábio Bandeira de Mello, precisei tentar. O lance: atuar como vendedor porta a porta e depois contar a experiência aqui. De cara, vi que isso não daria certo. Mas, se para eu comer o pão, o diabo teria que amassá-lo, melhor que eu mesmo amassasse.

Fui à luta. Os produtos: livros (de best-sellers de auto-ajuda a biografias de celebridades). O público: qualquer pessoa que me abrisse a porta. A meta: pelo menos, voltar para a redação com uma boa história para contar. Depois de três horas sob o sol, com uma pilha de livros nas mãos, entretanto, não tinha ainda nada demais. Apenas alguns “não tenho interesse” e outros “passe depois que a dona da casa não se encontra”, e nada mais. Aceitei, então, que não teria jeito e voltei para a redação. O bom senso recomendava voltar, dizer que a missão falhou e sugerir pensarmos em outra coisa. E assim o fiz.

De volta, cabisbaixo, com todos os livros nas mãos, a equipe em peso me perguntou, quase em uníssono: “e aí, vendeu quantos?”. Não sei por quê, mas meu “nenhum” foi hilário. É verdade que eu não vi graça. Mas as pessoas riram (com exceção de Fábio, que perdeu mais alguns fios de cabelo pensando na edição que tinha de fechar). Eu sentei e já fui chamando a turma para discutirmos o plano B. Foi aí, então, que o big boss Leandro Vieira chegou com a solução: trocar uma ideia com uma lenda viva das vendas porta a porta. O homem que vendeu 10 máquinas de datilografia em meia horinha de conversa e comprou casa, carro e estabilidade vendendo enciclopédias nas ruas. Seu Vieira. Também conhecido na nossa redação como O pai de Leandro. 

Fomos até ele e, com papel e caneta na mão, ouvi 40 minutos de uma história que nos deu o toque que faltava e salvou nossa pauta simplesmente invertendo fatores que, no final das contas, não alteraram o resultado. No início, o objetivo era atuar como vendedor porta a porta e destacar pontos interessantes da experiência que, ao mesmo tempo, servissem de lição para quem atua ou pretende atuar no setor e mostrassem como a atividade é vista hoje pelo público. Depois da conversa - e da tentativa fracassada de identificar alguma coisa atuando como vendedor - decidi que o melhor seria contar o que não aprender comigo e compartilhar com vocês meus erros, analisando-os sob a luz das lições que aprendi tarde demais com Seu Vieira. 

1 - Perca a vergonha (no bom sentido)

Quando conseguiu seu primeiro emprego de vendedor - na Olivetti, (os mais jovens talvez tenham visto impressoras com essa marca. Para os mais velhos, entretanto, ela é sinônimo de máquina de datilografia) - encarou um desafio que, na primeira semana, parecia impossível de cumprir: vender máquinas de escrever portáteis Lettera 22, novidades naqueles idos de 1962. Tímido, não conseguiu bater em uma porta sequer. Chegou ao sábado como a grande decepção da equipe. Antes de chegar à segunda-feira, entretanto, parou, refletiu e chegou à conclusão de que não sabia por que estava com vergonha e, se não havia motivo aparente, não havia o que temer.

Começando a semana, saiu de casa cedinho e obstinado a derrubar o muro da timidez. Escolheu, então, um destino onde, certamente, encontraria vários potenciais compradores: a secretaria de educação da cidade, Porto Alegre. Na cara dura, pediu para falar com a secretária, disse que tinha um produto inovador, que ajudaria bastante no cotidiano dos profissionais que trabalhavam ali, e solicitou autorização para apresentá-lo aos funcionários. Com a permissão concedida, reuniu as pessoas, fez uma demonstração e já saiu daquele primeiro dia com dez pedidos. Dali em diante, já tinha coragem para bater na porta até do presidente dos EUA. Eu, não.

2 - Prepare-se

Depois que perdeu a timidez, Seu Vieira se deu conta de que tinha mesmo vocação para as vendas. Mas sempre teve em mente que formação é fundamental. Antes de começar a vender as máquinas portáteis da Olivetti, passou por um curso específico de vendas na empresa. E cotidianamente participou de processos de formação continuada, fosse em cursos de média duração, fosse em treinamentos pontuais. Não é à toa que ele descreve a companhia como “a maior escola de vendas que se podia encontrar naquela época”.

Mas a capacitação formal nem sempre é suficiente (pelo menos para quem quer ir além do suficiente). Quando passou a ser vendedor de exemplares da Barsa, além dos cursos de vendas, se dedicou a estudar os verbetes da enciclopédia. Conhecê-los foi fundamental para convencer as pessoas de que aqueles eram produtos interessantes. “Livro é a coisa mais difícil de você vender. Máquinas de datilografia, calculadoras, as pessoas compravam porque precisavam. No caso dos livros, eles tinham que se convencer de que aquilo ia acrescentar algo às suas vidas. Então eu perguntava algo interessante (e difícil), por exemplo, sobre a história mundial e, quando a pessoa dizia que não sabia, eu falava que a informação estava na Barsa”, conta Seu Vieira. No meu caso, eu mal conhecia as capas dos livros que estava vendendo e sequer me dei ao pequeno trabalho de ler uma das incontáveis listas de 10 coisas que um bom vendedor precisa saber, disponíveis na internet. Achei que fosse só chegar e pronto. 

3 - Monte sua estratégia

Com a habilidade e a preparação, tudo que falta agora é traçar um plano. Pensar em como agir faz toda a diferença. Eu saí de casa simplesmente com o objetivo de vender qualquer livro e a única estratégia foi fazer um percurso que me permitisse andar sempre pela calçada da sombra (o Nordeste, nos últimos meses do ano, na primeira metade da tarde, é, como diria o poeta, praticamente uma sucursal do inferno). Saí com todos os livros tal qual quando chegaram. Mas evitei o bronze. Objetivo cumprido.

Para vender, entretanto, é preciso um pouco mais. Seu Vieira tinha seus artifícios. Para vender mais, procurava sempre vender a grupos. Embora seja um tipo de venda mais difícil, já que sempre tem um boicotador no meio, permitia vender mais em um espaço de tempo menor. Ao chegar a um grupo, apresente uma proposta especial para ele. Ao chegar a uma região que não conhece, informe-se, faça uma lista e, daí, programe visitas. Escolha clientes que, realmente, são compradores potenciais do seu produto. 

Dessas lições, cheguei perto da “proposta especial”. No fim de minha jornada, já sob o desespero de não vender nada, comecei a usar um recurso que, confesso, já me convenceu (mas não me ajudou a convencer ninguém): “ah, custa R$ 30,00, mas para você vou fazer por R$ 10”. Nem assim deu certo.

4 - Vá à luta. Metas são o mínimo

“Eu ganhei dinheiro vendendo porta a porta porque eu trabalhava. Como o salário era muito bom, na época, a maioria dos vendedores cumpria o mínimo e se conformava. Eu, não. Lembro que quando me deram uma área para cobrir, avisaram que era uma região em que ninguém havia conseguido vender. Quando fui, o principal cliente disse que nunca tinha recebido a visita de um vendedor da empresa. Os caras diziam que haviam ido fazer a visita, mas iam namorar na praça. No primeiro dia, vendi duas máquinas. Quando bati a meta, sempre continuei vendendo. Em dezembro, fui eleito vendedor do ano (na Olivetti)”, conta Seu Vieira.

Nessa parte, vou fazer minha defesa. Ir à luta, eu fui. Ninguém pode dizer que não tentei. Bati em algumas dezenas de portas e mesmo com algumas dessas batendo na minha cara, continuei firme. Tudo bem que Seu Vieira vendia até de madrugada e eu passei só cerca de três horas tentando. Mas tenho o próprio Seu Vieira a meu favor. Ele disse que livros são mesmo difíceis de vender.

5 - Construa um bom relacionamento

Seu Vieira disse que nunca recorreu à família em suas vendas (como eu fazia com meus bilhetes na escola), como muitos colegas faziam para atingir suas metas. Para garantir essa independência, entretanto, construir um bom relacionamento com os clientes, da forma mais duradoura possível, sempre foi fundamental. Seja sempre ético e nunca prometa o que não pode cumprir: um deslize com um cliente pode comprometer toda sua carreira. “Meus clientes eram meus amigos e assim as coisas funcionavam muito bem”, conta Seu Vieira. 

No meu caso, como era apenas uma experiência de um dia, sequer levei isso em conta. Mas vejamos pelo lado positivo: também não procurei ninguém da família.



sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Prós e contras de deixar o emprego por um projeto pessoal

Idiomas, MBA ou empreendedorismo? Você pode deixar seu emprego se estiver pensando em aprender algo novo. Contudo, não se apresse demais. A seguir, três especialistas dão conselhos importantes




Muitos já sonharam em deixar o emprego, muitas vezes rotineiro, e partir para estudar outro idioma, um programa ou hobby, sem medo nem necessidade de ter que receber um salário. O mais provável é que na maioria das pessoas essa ideia fique “alojada” na mente, longe de se tornar realidade. Contudo, aqueles que pertencem à Geração Y (1977 – 1994) tendem um pouco mais a tomar esse tipo de decisão.

O diretor de finanças e administração da Randstad Chile, Joaquín Márquez, acredita que esse comportamento se deve às condições econômicas e de trabalho de alguns países. Como exemplo, analisa o Chile: suas condições incentivam uma maior mobilidade, há uma taxa de desemprego muito baixa e alta demanda por mão de obra qualificada em todos os níveis. “Essa situação dá muitas facilidades na hora de buscar um novo emprego e melhores condições, o que, em alguns casos, faz baixar os requisitos básicos. Somado a isso, existe uma clara mudança de mentalidade representada pela Geração Y, que está propensa a correr maiores riscos em busca de obter melhores retornos”, diz Márquez.

Essas condições de trabalho, que variam por país, não afetam de todas as formas a ânsia de mobilidade. Eles buscam um balanço de vida, trabalho e oportunidade de desenvolvimento. Segundo explica Flavio Portilla, da escola equatoriana ESPAE-ESPOL, “estamos frente a profissionais que entendem que a demanda da força de trabalho evoluiu e que é importante contar com credenciais que permitam se diferenciar de seus concorrentes”. É assim que os membros desta geração sabem da demanda de perfis mais “globais”.

Por isso, vem como uma inversão deixar o emprego para estudar outro idioma, ou programa, em tempo integral. Eles não têm medo de não encontrar trabalho quando retornarem. Para Isaías Sharon, psicólogo organizacional e sócio fundador da Smart Coach, “não há apego às empresas nem aos empregos, mas se pensa bem em que cada pessoa aprenderá estando em lugares diferentes”. Assim, essas decisões estão relacionadas com a oportunidade de sair e ter experiências que são mais pessoais do que as dimensões acadêmicas ou profissionais. E na hora de se perguntar se isso ocorre por que possuem menos apego com o dinheiro, Sharon diz: “não creio que passe por estar ou não estar apegado ao dinheiro, e sim por estar mais comprometidos com o projeto de vida pessoal”. E nisso se encaixa deixar o trabalho e sair para a aventura. O medo, diz Sharon, é “acabar ficando sem propósito e se sentir estancado e sem horizontes novos que resultem em desafios difíceis, porém possíveis, de serem alcançados”.

Para os que tomam esse caminho, os prós parecem ser maiores que os contras. Nisso concordam Sharon e Márquez. O último opina que, “em termos econômicos, muitas vezes essas experiências são retribuídas na hora de se reinserir no mercado de trabalho, sobretudo quando se trata de idiomas. É uma realidade do mercado que os candidatos que falam inglês avançado podem ter rendas superiores entre 20% e 40%".

Na opinião de Sharon, “a primeira coisa que ganham são experiências de vida que não teriam em um trabalho nem na universidade. Se ganha muito mais do que aquilo que se perde ou se deixa de ganhar, porque não importa quantas vezes lhes contaram coisas importantes para a vida, não há nada mais significativo que experimentá-las por conta própria.”

Contudo, não é recomendável se aventurar sem ter alguma experiência de trabalho. Segundo diz Portilla, da escola ESPAE-ESPOL, “os profissionais jovens devem entender que uma preparação acadêmica deve vir acompanhada de certo nível de experiência profissional relevante”. E para evitar tomar decisões ruins, o professor da escola equatoriana recomenda entender o mercado de trabalho e compreender que impactará planos pessoais, financeiros e profissionais. “Deve estar claro que nenhuma decisão terá 0% de impacto, porque até uma promoção em uma empresa melhor traz consigo um período de adaptação.”

Outra recomendação, diz Márquez, é “saber se a decisão é uma via de escape de sua realidade ou o desejo de perseguir alguma meta em concreto. Precisa se perguntar ‘O que é que não gosto em meu trabalho?’ O problema sou eu ou a empresa? O que estou buscando? Onde e como me vejo nos próximos 5/10 anos?’ Essas são as perguntas que se devem fazer e devem ser capazes de responder sinceramente”.

Como comunicar a decisão ao chefe

Outro tema que deve ser tratado é o que fazer assim que decidir sair da empresa. Comentar com os colegas é opcional, mas é impossível não dar explicações ao chefe. Tudo para sair bem da empresa. É aconselhável falar sobre o assunto com tempo, de preferência com meses de antecipação. Sharon diz que “a conversa com o chefe deve permitir que todos os envolvidos se programem. Em muitas organizações, conseguir um novo empregado leva tempo, e não ajuda sair de um dia para outro do cargo sem cumprir com as responsabilidades que tem”.

Márquez recomenda “evitar ser fechado e ver qual a visão que o chefe tem sobre você, que em muitos casos é diferente da que temos de nós mesmos. Oportunidades podem surgir ou você pode ganhar mais apoio para a decisão de se afastar.”

Idiomas, MBA ou empreededorismo

Fazer um MBA não é barato: os custos são altos, as bolsas são escassas ou praticamente inexistentes e muitas vezes se pede alguma experiência ou domínio do inglês. É por isso que depois de avaliar o prestígio, networking e foco do programa, também é quase obrigatório saber para onde irá retornar. Para os especialistas, antes de tomar uma decisão, é necessário ter um plano de vida muito claro, assim você faz um caminho inverso e não apenas um gasto. Márquez, da Randstad, diz que “você deve considerar os meios que possui, fazer um MBA em uma universidade de prestígio é uma inversão muito grande, o capital poderia ser um recurso para iniciar um empreendimento”.

Nos casos das pós-graduações em geral, Sharon diz que “se a intenção é reforçar o currículo, pensando na empregabilidade e em crescimentos futuros, uma boa decisão podem ser os programas de graduação”.

E enquanto aqueles entre 25 e 35 tendem a falar inglês melhor do que seus colegas mais velhos, também atrai aprender ou melhorar um terceiro idioma. Sharon explica que “o aperfeiçoamento de idiomas, especialmente o de inglês, é vital para qualquer profissional”. 



Pesquisadores brasileiros desenvolvem teia de aranha sintética

A utilização de plantas, micro-organismos e animais geneticamente modificados como biofábricas é estudada para a produção não apenas desses fios, mas também de medicamentos e outros insumos essenciais à população




Por essa, nem o Homem-Aranha, super-herói dos quadrinhos, esperava. A fabricação de teias de aranha em laboratório é realidade para pesquisadores brasileiros, que, no futuro, podem também fazê-las crescer em plantas.

A pesquisa é desenvolvida na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília, e liderada pelo pesquisador Elíbio Rech. Ele explica que a teia de aranha é um produto com alta aplicabilidade comercial e a forma como pode ser produzida define o conceito de sustentabilidade e uso racional da biodiversidade.

“Nós não precisamos mais entrar na floresta para pegar nenhuma aranha. Você vai lá, conhece as propriedades, pega alguns poucos organismos, retira o que precisa e nunca mais volta, você faz sintético. Esse é o caminho real de sustentabilidade, usar a tecnologia para que você não tenha que devastar a floresta para isolar um determinado composto”, disse o pesquisador.

Rech conta o caso da artemisina, produzida pela planta artemísia, um forte componente contra a malária. “Foi feita uma avaliação e começaram a produzir em larga escala, mas foi economicamente inviável porque precisava de áreas enormes. Então, usando a engenharia genética, um grupo da Califórnia produziu em levedura e o composto foi lançado por uma empresa farmacêutica no ano passado. Um produto contra a malária, que veio de uma planta, mas que não precisa mais usar a planta, você faz tudo sintético.”

A pesquisa da Embrapa começou em 2003 com a prospecções na Amazônia, na Mata Atlântica e no Cerrado de aranhas que produzem fibras e o mapeamento genético das glândulas que produzem as proteínas que vão dar origem à seda da teia.

Segundo a pós-doutoranda da Universidade de Brasília (UnB) Valquíria Lacerda, que trabalha no projeto, a criação em laboratório das proteínas da aranha é feita pela bactéria Escherichia coli. “Ainda não existe um organismo ideal para produzir em grande quantidade. Tem pesquisadores que já colocaram em células de mamíferos, de insetos, em bactéria, o mundo inteiro ainda procura uma biofábrica ideal para fazer extração reduzindo o custo desse material”, disse a bióloga.

O passo seguinte consiste na extração das proteínas. Para isso, a massa de bactérias E. Coli é diluída em meio líquido e as proteínas de teia de aranha são resgatadas com uma sequência de DNA específica. Com auxílio de uma seringa especial que simula a espirineta (órgão da aranha que expele a teia), os pesquisadores vão liberando e enrolando a fibra.

“Da última vez, de 100 microlitros, que é a décima parte de um mililitro, conseguimos fazer um fio muito grande, foram mais de 10 metros, rendeu bastante”, contou Valquíria, explicando que as fibras de teia de aranha natural podem variar de 2 a 4 nanômetros e a produzida na Embrapa tem em torno de 40 nanômetros. “De 20 a dez vezes mais espesso do que encontramos na natureza, o que pode ajudar a ser mais forte”, destacando que os próximos passos envolvem testes de extensão e resistência.

Para explicar os possíveis usos dessa fibra, o pesquisador Elíbio Rech faz a comparação com o plástico, ou seja, serve para quase tudo. “É um material novo que tem duas características, flexibilidade e resistência, e também é biodegradável. Ele tem uma característica física que permite um melhor desempenho para tudo.”

Pode ser usado na produção de tecidos, em fios para sutura, para quem tem alergia ao nylon, por exemplo, e também em nanopartículas para o endereçamento preciso de drogas e medicamentos no corpo humano.

Também em composições metálicas e plásticas para placas e peças de aviões e para os cascos de navios. “Qualquer material que dure mais vai reduzir o custo de manutenção. Ao conseguir fazer com que um material trabalhe mais e seja mais leve, você também reduz o gasto de combustível, reduz emissão de gás carbônico na atmosfera, então tem todo um ganho direto e indireto do uso de um material como esse”, disse Rech.

Além das inúmeras aplicações e benefícios para o desenvolvimento de diversos setores da economia, o fato de os estudos serem baseados em aranhas brasileiras permite agregar valor à biodiversidade nacional.

Segundo Rech, a tecnologia da produção de fios de teias de aranha já está dominada. O próximo passo é definir um meio econômico, rápido e seguro para a sua produção em larga escala. “O nosso interesse era juntar as duas coisas, que nós possamos produzir essa fibra, que está sendo feita hoje em bactéria, em uma semente de soja ou em outra planta, de forma a reduzir o custo de produção.”

Os pesquisadores já fizeram testes preliminares para introduzir em plantas, mas precisam de mais pessoas para compor o grupo. “No setor público temos dificuldade em manter os grandes cérebros, as pessoas vêm, ficam um tempo, recebem outras propostas e acabam saindo. Isso não é ideal para o projeto, mas faz parte da formação, o país ganha com isso”, disse Rech.

Para o pesquisador, a empresa pública já cumpriu seu papel de gerar um ativo tecnológico ao produzir essas fibras em bactérias. “Esse é um potencial produto muito importante, agora o setor privado tem que fazer a outra parte, escalonar e transformar isso em um produto comercial. Ainda precisamos reduzir um pouco o custo de produção, nós saberíamos como fazer, também com outro laboratório e equipamentos, mas, como eu disse, faltam pessoas para colaborar com a gente.”

A utilização de plantas, micro-organismos e animais geneticamente modificados como biofábricas é estudada para a produção não apenas desses fios, mas também de medicamentos e outros insumos essenciais à população.




Na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia são desenvolvidos estudos em plantas de soja transgênica capazes de produzir o fator 9, uma proteína responsável pela coagulação do sangue. Os hemofílicos não produzem essa proteína e precisam dela para melhorar a sua qualidade de vida.

Também há a soja com gene que estimula o hormônio do crescimento (GHC) e plantas transgênicas para combater a aids. “A soja é uma planta realmente maravilhosa porque é uma semente que tem 40% de proteína e o restante de óleo”, disse Rech. “Você tem uma semente e um sistema de produção fenomenais. É imbatível.”

Segundo a Embrapa, o faturamento da biotecnologia na indústria farmacêutica mundial cresceu muito nas últimas décadas e hoje alcança aproximadamente US$ 10 bilhões ao ano. Os produtos biotecnológicos estão em franco desenvolvimento e hoje alcançam 10% dos novos produtos atualmente no mercado.

Todas essas pesquisas são realizadas em parceria com outras unidades da Embrapa, instituições de pesquisa e universidades do Brasil e do exterior.



O que fazer para evitar a falta de dinheiro?

Fazer controle financeiro, planejar e seguir um orçamento, etc, etc, é como combater a febre em vez de combater a infecção. Se não for eliminada a infecção em pouco tempo a febre reaparece. Vamos combater a verdadeira causa da falta de dinheiro?




Geralmente uma doença é percebida através da dor ou inchaço, os sintomas mostram que existe uma doença. Podem até mostrar o local e o tipo de problema, mas o sintoma não é a doença. Muitas pessoas e empresas atacam o sintoma (o problema aparente), mas não a verdadeira causa da falta de dinheiro.

Exemplo: combater a febre em vez de combater a infecção ou combater a tosse em vez de combater a irritação. A febre e a tosse são mecanismos de defesa do organismo, é um aviso mostrando que existe uma anomalia em algum órgão do corpo.

A falta de dinheiro é o sintoma de uma doença chamada pobreza, cuja dor é sentida no bolso. É muito importante conceituar que a falta de dinheiro não é o problema, é o sintoma de que tem um problema. É um coadjuvante, como a dor: indica ter uma anomalia. Se examinar o local onde está dolorido pode descobrir a causa. ´

A pobreza é falta de: alimentação, vestuário, alojamento, renda, riqueza. É também exclusão social: falta de educação, falta de conhecimento. A causa da pobreza está na própria definição: “falta” receber alguma coisa do mundo. A verdadeira questão não é a falta dinheiro. A causa está no por que aparecem as “faltas”?

É muito comum pessoas com problemas de relacionamentos com pais, marido, mulher e familiares passarem na vida por grandes problemas financeiros. Por que: a) falta gratidão aos pais ou familiares; b) falta a generosidade (grandiosidade) para perdoar ou reconciliar; c) falta a harmonia ou seja falta equilíbrio na relação familiar.

A causa da falta de dinheiro são diversas “faltas” interiores: falta de gratidão, falta de generosidade, falta de educação, carência afetiva, falta de harmonia, falta de alegria, falta de esforço, etc, etc. Estas “faltas” interiores geram faltas exteriores na forma de falta de dinheiro, falta de emprego, falta de acesso à educação, etc.

A falta de gratidão é a primeira na lista das causas de insucessos que culminam com a falta de dinheiro. A primeira lei da prosperidade diz que é preciso agradecer as coisas que já recebeu: a começar pela vida, luz solar, água, calor, pelos alimentos, emprego atual, o primeiro emprego, etc.

A falta de generosidade significa mesquinhez, egoísmo. Falta a grandiosidade para compartilhar com outras pessoas. A atitude mesquinha (pequena) atrai pequeno crescimento profissional, pequena visão de negócio e pouco dinheiro.

A falta de harmonia é também uma das causadoras dos problemas financeiros. A desarmonia significa desunião, desequlíbrio, separação. Faz o dinheiro separar de você. Atrás dos problemas financeiros de uma família ou empresa está a verdadeira causa: intrigas, discódias, disputas, briga entre membros da família ou sócios.

A desarmonia é também falta de equilíbrio. O problema de caixa é desequilíbrio entre a receita e despesa. O problema não está na torneira da entrada e sim no ralo da saída. A falta de equilíbrio (“causa”) faz desperdiçar o dinheiro de forma compulsiva, adquirindo coisas desnecessárias (“meio”) para anestesiar a insatisfação interior.

A carência afetiva também pode levar à carência financeira. Isto acontece devido a lei da atração dos semelhantes. Semelhança não é igualdade. A existência de uma carência (causa) ao encontrar uma condição ou fator desencadeante faz aparecer uma carência material.

Um astronauta vê a Terra iluminada, mas se olhar do lado oposto só vê a escuridão total. Os raios solares só se transformam em luz quando encontra um “meio”. Da mesma forma uma “causa” só aparece visível quando encontra um “meio”, muito tempo depois, dificultando a sua identificação.

A forma de evitar a pobreza é cultivar uma mente rica de gratidão, harmonia e generosidade. Ter hábitos que combinam com as riquezas tais como gostar de locais ou coisas limpas, bonitas, organizadas e alegres. Não dar oportunidade para que a “causa” encontre um “meio” para evitar que apareça a falta de dinheiro.